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SUSTENTABILIDADE

Sustentabilidade no campo: novo arroz ecológico reduz emissões de metano em 70%

Sustentabilidade no campo: novo arroz ecológico reduz emissões de metano em 70%

Pesquisa avança no desenvolvimento de cultivos que aliam alta produtividade e menor impacto climático

Pesquisadores desenvolveram uma nova variedade de arroz capaz de reduzir em até 70% a emissão de metano durante seu cultivo. Essa inovação representa um importante avanço para a sustentabilidade na agricultura, já que o cultivo tradicional de arroz é uma das principais fontes de emissão desse gás de efeito estufa. A descoberta é vista como uma alternativa promissora para tornar a produção de alimentos mais amigável ao meio ambiente.

O arroz ecológico foi criado a partir de técnicas que modificam a forma como a planta interage com microrganismos no solo, reduzindo a liberação de metano sem comprometer a produtividade. Essa solução alia eficiência produtiva e responsabilidade ambiental, demonstrando que é possível buscar práticas agrícolas que minimizem impactos climáticos. Esse tipo de inovação é cada vez mais necessário em um cenário de mudanças climáticas e pressões por uma cadeia produtiva mais limpa.

Além de beneficiar diretamente o meio ambiente, o arroz ecológico contribui para fortalecer o conceito de sustentabilidade no agronegócio brasileiro. A adoção de cultivos mais sustentáveis não só atende às exigências de mercados internacionais, mas também coloca o Brasil em posição de destaque na busca por uma agricultura mais moderna, eficiente e alinhada aos compromissos globais de redução de emissões.

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METANO
Austrália quer reduzir emissões de bovinos

Pesquisadores do CSIRO estão estudando formas de reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa do setor pecuário da Austrália. O país é um grande produtor de gado, e a pecuária local responsável por cerca de 10% das emissões totais do país. A pecuária também contribui para 60% de todas as emissões do setor agrícola. Como gás de efeito estufa, o metano é 28 vezes mais potente que o dióxido de carbono (CO2) em um período de 100 anos. Os cientistas descobriram que as algas vermelhas australianas comuns (Asparagopsis taxiformis e A. armata) praticamente eliminam as emissões de metano em bovinos e ovinos, quando alimentados como um aditivo alimentar em doses baixas. As algas marinhas reduzem o metano por conta das enzimas produtoras de metano no estômago de bovinos e ovinos serem afetadas. Segundo o estudo, este resultado é possível quando as algas marinhas estão incluídas em 1% ou menos da dieta seca dos animais. A descoberta foi feita em colaboração com a Meat and Livestock Australia e a James Cook University, com pesquisas em andamento para entender as melhores misturas de ração. A alimentação de algas que impedem o metano pode ser comercializada dentro de um a dois anos. No entanto, uma adoção mais ampla (em toda a Austrália e no exterior) depende do estabelecimento de uma nova indústria para cultivar algas vermelhas australianas em escala industrial. A possibilidade de cultivo de algas em linha aberta está sendo explorada no Sudeste Asiático e em outros lugares. A opção de algas marinhas é muito promissora para bovinos confinados (cerca de 1 milhão de bovinos na Austrália) e vacas leiteiras (cerca de 1,6 milhão na Austrália). No entanto, aplicar o suplemento alimentar em gado de pastagem é um desafio logístico, uma vez que o gado pastoreia em vastas áreas. Para contornar os problemas logísticos de alimentação com suplementos de algas marinhas, os pesquisadores avaliam se a quantidade de metano produzido pelo gado diminui quando eles são alimentados com duas espécies de leguminosas tropicais: Leucaena e Desmanthus. Ambas as plantas não apenas reduzem o metano, mas também aumentam o crescimento dos animais. Os compostos dessas plantas agem nos micróbios do estômago de maneira semelhante à alga Asparagopsis. No entanto, o efeito é menor, com cerca de 20% de redução nas emissões de metano. Apesar do efeito reduzido, essas leguminosas podem ser plantadas em sistemas de pastoreio agora, de modo que estejam disponíveis para o gado no curto prazo. Elas poderiam alimentar muito mais dos 24 milhões de bovinos de corte na Austrália. Outro ponto explorado é se há influência do microbioma (isto é, as bactérias do intestino) de gado alimentado a pasto desde a mais tenra idade. A pesquisa ainda está em sua fase inicial, mas a ideia é dar os compostos ao gado desde tenra idade para realinhar o microbioma ruminal para produzir menos metano. A teoria é que, uma vez que o microbioma seja alterado, a mudança para a baixa digestão do metano persistirá durante a vida do animal. Os projetos de pesquisa são todos baseados na Estação de Pesquisa Lansdown, ao sul de Townsville.

15 de abril, 2019
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EMISSÕES
Agricultura sustentável pode contribuir na redução

Maiores investimentos em agricultura sustentável ajudarão a reduzir as emissões e proteger as pessoas contra as mudanças climáticas, informaram líderes na Conferência das Nações Unidas (COP-23) sobre Mudanças Climáticas em Bonn, Alemanha. "A agricultura é um fator chave para a sustentabilidade das áreas rurais, a responsabilidade pela segurança alimentar e seu potencial para oferecer soluções para mudanças climáticas é enorme", afirmou Christian Schmidt, Ministro Federal da Alimentação e Agricultura da Alemanha, durante a abertura da sessão. A ideia é destinar recursos ao setor agrícola para atingir os objetivos do Acordo de Mudança Climática de Paris e a Agenda de Desenvolvimento Sustentável de 2030, estritamente vinculada, feita durante o Dia de Ação da Agricultura sob a Parceria de Marrakesh para a Ação Global para o Clima na COP-23. "Os países agora têm a oportunidade de transformar seus setores agrícolas para alcançar segurança alimentar para todos através de agricultura sustentável e estratégias que promovam a eficiência do uso de recursos, conservem e restaurem a biodiversidade e recursos naturais e combatam os impactos das mudanças climáticas", disse René Castro, Assistente-Diretor Geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O objetivo central do Acordo de Paris é manter o aumento médio da temperatura global bem abaixo de 2 graus C e o mais próximo possível de 1,5 graus. Cerca de um grau desse aumento já aconteceu, ressaltando a urgência de progredir o mais rápido possível para cortar os gases de efeito estufa que causam o aquecimento global. Para o setor pecuário, por exemplo, a FAO estima que as emissões poderiam ser facilmente reduzidas em cerca de 30% com a adoção das melhores práticas. Os impactos climáticos extremos também afetam desproporcionalmente pequenos agricultores, pastores e comunidades de pesca e florestas que ainda fornecem a maior parte dos alimentos do planeta. Apoiar essas comunidades com soluções inovadoras, tanto para reduzir suas emissões quanto para proteger suas comunidades, também atende a muitos dos objetivos de cada um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

16 de novembro, 2017