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PLÁSTICO

Um saco que inativa 99,9% de vírus

A equipe de P&D da Embalixo desenvolveu tecnologia incorporada ao Embalixo Antivírus, primeiro plástico capaz de inativar até 99,999% do Coronavírus MHV-03 (mesmo gênero das espécies SARS-CoV-1, SARS-CoV-2, MERS e outros). A solução teve a eficácia comprovada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) por meio de um teste virucida, seguindo as recomendações da Anvisa e metodologias prescritas nas normas. A Tecnologia 'EmbaCycle Antivírus' – antiviral e antibacteriano – age diretamente na membrana que envolve e protege o material genético do vírus. A partir de componentes, o produto inativa as proteínas e gorduras e quebra a estrutura genética, impedindo a transição para células humanas e, consequentemente, a contaminação. "O diferencial deste novo produto é o efeito permanente, ou seja, a proteção antiviral e antibacteriana é conservada durante todo o tempo de vida do produto. Ele trabalha como uma armadilha para o COVID-19, com sistema que atrai o vírus ao Embalixo Antivírus e o elimina em 99,999%. Dessa forma, a contaminação cruzada entre a embalagem e o usuário é eliminada, evitando que o saco para lixo atue como um agente transmissor do vírus, além de eliminar, também, as bactérias, deixando o ambiente, seguro, mais higiênico, e livre do mau cheiro causado pelos resíduos", explica o diretor comercial da Embalixo, Rafael Costa. Os sacos serão fabricados na cor prata para facilitar a identificação pelos profissionais de coleta de lixo ou a quem for manusear o saco com o lixo acondicionado, pois o mesmo estará protegido. A Embalixo afirma que a tecnologia inovadora é uma barreira adicional no combate à contaminação cruzada de vírus e bactérias. Entretanto, a empresa diz que o uso do Embalixo antivírus não elimina a necessidade de cuidados de higienização frequente, segundo as instruções de segurança da OMS (Organização Mundial da Saúde) perante o cenário de pandemia do novo coronavírus.

A equipe de P&D da Embalixo desenvolveu tecnologia incorporada ao Embalixo Antivírus, primeiro plástico capaz de inativar até 99,999% do Coronavírus MHV-03 (mesmo gênero das espécies SARS-CoV-1, SARS-CoV-2, MERS e outros). A solução teve a eficácia comprovada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) por meio de um teste virucida, seguindo as recomendações da Anvisa e metodologias prescritas nas normas. 

A Tecnologia 'EmbaCycle Antivírus' – antiviral e antibacteriano – age diretamente na membrana que envolve e protege o material genético do vírus. A partir de componentes, o produto inativa as proteínas e gorduras e quebra a estrutura genética, impedindo a transição para células humanas e, consequentemente, a contaminação. "O diferencial deste novo produto é o efeito permanente, ou seja, a proteção antiviral e antibacteriana é conservada durante todo o tempo de vida do produto. Ele trabalha como uma armadilha para o COVID-19, com sistema que atrai o vírus ao Embalixo Antivírus e o elimina em 99,999%. Dessa forma, a contaminação cruzada entre a embalagem e o usuário é eliminada, evitando que o saco para lixo atue como um agente transmissor do vírus, além de eliminar, também, as bactérias, deixando o ambiente, seguro, mais higiênico, e livre do mau cheiro causado pelos resíduos", explica o diretor comercial da Embalixo, Rafael Costa.

Os sacos serão fabricados na cor prata para facilitar a identificação pelos profissionais de coleta de lixo ou a quem for manusear o saco com o lixo acondicionado, pois o mesmo estará protegido. A Embalixo afirma que a tecnologia inovadora é uma barreira adicional no combate à contaminação cruzada de vírus e bactérias. Entretanto, a empresa diz que o uso do Embalixo antivírus não elimina a necessidade de cuidados de higienização frequente, segundo as instruções de segurança da OMS (Organização Mundial da Saúde) perante o cenário de pandemia do novo coronavírus.

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ESGOTO
Parceria quer identificar SARS-CoV-2 em Macaé

A BRK Ambiental, a Vitaltec Engenharia e o Instituto SENAI de Inovação em Química Verde (ISI QV), ligado à Firjan SENAI, assinaram parceria inédita para viabilizar políticas de combate ao novo coronavírus. O objetivo é desenvolver método inédito para a avaliação da presença do material genético do vírus SARS-CoV-2 no esgoto que chega às estações de tratamento em Macaé (RJ). O projeto é financiado pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e conta com o apoio da prefeitura Municipal, que colocará à disposição as equipes técnicas das secretarias de Saúde, Saneamento e de Meio Ambiente. A tecnologia utiliza um novo sistema de ultrafiltração, produzido com uma nova membrana feita de polímero, combinada com a técnica de RT-PCR em tempo real. A metodologia otimizada será capaz de detectar com precisão a presença muito pequena do material genético do vírus causador da COVID-19 nas amostras. Os resultados gerados por este método poderão atuar como um indicador da densidade de pacientes positivos na região. "Pesquisas ao redor do mundo já identificaram a presença do vírus no esgoto de grandes centros urbanos. No entanto, foram usados métodos diferentes para esta avaliação e as amostras são geralmente complexas, o que pode gerar sérias imprecisões quanto aos dados obtidos. Com a adoção de um método-padrão, inédito no país, temos condições de tornar as análises mais precisas e ter uma real visão da propagação da doença em uma região", explica o pesquisador do Instituto SENAI de Inovação em Química Verde, Alex Queiroz. Para validar o método proposto serão coletados materiais em pontos estratégicos do município de Macaé e a expectativa é de que os resultados permitam estimar o real nível de contaminação na cidade, considerando que uma parcela dos pacientes com Covid-19 pode não apresentar sintomas evidentes, porém são capazes de transmitir o vírus para outras pessoas. "Com este projeto, estamos investindo no desenvolvimento de uma ferramenta que poderá ser de extrema utilidade para as políticas de combate ao coronavírus. Os resultados vão servir como uma base de informações para o monitoramento do avanço da pandemia em Macaé", comenta Sinval Andrade, diretor da BRK Ambiental no Rio de Janeiro. Dentre os participantes do projeto, a BRK responderá pelo suporte tecnológico em relação aos processos de tratamento de esgoto; o Instituto SENAI de Inovação em Química Verde realizará os ensaios laboratoriais; a Vitaltec Engenharia vai desenvolver o sistema de ultrafiltração e a prefeitura de Macaé vai promover apoio logístico e institucional. "A necessidade de mais informações acerca da doença é um novo desafio para a humanidade. E a parceria para o levantamento de dados tão relevantes se alia às demais ferramentas que estamos utilizando no município, como os testes em massa, para fazermos o melhor no combate a esta doença", reforça o prefeito de Macaé, Dr. Aluizio.

10 de agosto, 2020
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ARTIGO
Contraprova do plástico

Por Yuri Kabe * Em tempos de banimento de itens de plástico, como acontece no Reino Unido, em países da União Europeia, como França, e em cidades brasileiras como Rio de Janeiro e São Paulo, é fundamental analisar de forma mais crítica e sensata se encarar o produto como vilão do meio ambiente é a melhor solução para problemas ambientais que precisamos solucionar. É preciso considerar que os plásticos podem ser úteis para auxiliar a sociedade e as empresas em soluções para as mudanças climáticas, por exemplo, que são consideradas pela Organização das Nações Unidas (ONU) a principal ameaça para a vida marinha e terrestre. Nesse sentido, a luta contra a poluição plástica não pode se tornar uma guerra conta os plásticos em si. Na construção civil, a invenção do cimento e do concreto revolucionou a forma como construímos nossas edificações. Sua resistência é indispensável para o mundo moderno, tendo se tornado a segunda substância mais consumida, atrás apenas da água. Entretanto, as tecnologias atuais de produção de cimento são grandes emissoras de gases do efeito estufa e a substituição do concreto por outros materiais, principalmente o plástico, nas áreas não estruturais, além de reduzir custos, podem reduzir o impacto ambiental das edificações. No setor automobilístico, o uso do plástico deixa o automóvel mais leve, reduzindo o uso de combustível e diminuindo a queima de gases. No segmento de embalagens, vimos uma revolução com a chegada dos plásticos, que diminuíram o desperdício de alimentos e a relação entre volume de produto e de embalagem de 70% x 30% para 97% x 3%, respectivamente. Outra vantagem são os benefícios para a área da saúde. A matéria-prima tem sido fundamental para evitar contaminação, sendo utilizada na fabricação de bolsas de sangue e das máscaras recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar a transmissão de doenças. Mas, como garantir um futuro com plástico e o equilíbrio ambiental? A desinformação é um grande problema. As famosas "ilhas de plástico no meio do Oceano Pacífico ou no mar do Caribe", por exemplo, sempre apresentadas como ilustração do que é despejado diariamente nos mares, são, na sua maior parte, resultados de grandes fenômenos naturais que arrastaram lixo para os mares, como o furacão Katrina, que varreu o litoral sul dos Estados Unidos em 2005 e os tsunamis que atingiram o sudeste asiático em 2004 e a costa leste do Japão em 2011. Obviamente a presença de resíduos plásticos no meio ambiente é reflexo de uma ineficiência na gestão de resíduos, um dos principais desafios da atualidade, mas a origem do problema é muito mais complexa, com particularidades em cada um dos quatro cantos do mundo. O Haiti é um país com quase nenhuma infraestrutura de coleta de lixo e localizado na rota de furacões que, junto com a chuva, levam resíduos para o oceano. Lagos, a maior cidade da Nigéria, tem mais de 20 milhões de habitantes e não conta com água encanada e, por esse motivo, o consumo de água em garrafa PET é exorbitante. A Indonésia, um país formado por quase 20 mil ilhas, tem o desafio de pensar em gestão de resíduos para regiões geográficas muito distintas. O Chile vive o problema durante o degelo, acentuado pelas mudanças climáticas, que arrasta os resíduos para o Oceano Pacífico. Na Europa, a indústria turística é um dos setores que mais geram resíduos plásticos. Em terra firme, vemos necessidade de investir mais em pesquisa e criar ciência em torno destas informações para um diagnóstico mais preciso, sem discrepância de dados. Precisamos saber o tamanho real do nosso desafio, assim como a eficácia das medidas mitigatórias para que seja possível pensar em políticas públicas e não endossar uma luta contra o que nos é favorável. Esse processo pode levar um tempo, assim como levamos décadas para chegar à conclusão de que o aumento da concentração de CO2 na atmosfera tem potencial para causar o aumento da temperatura média do planeta. Ainda assim, não é preciso esperar que isso aconteça. Além de adotar práticas de economia circular, a indústria mundial do plástico está se movimentando para gerar estatísticas, relatórios e guias para criadores de políticas públicas. A adesão ao Operation Clean Sweep, uma iniciativa internacional para reduzir a perda de partículas de plástico (pellets) para o meio ambiente, tem contribuído para minimizar impactos ambientais. O Plastic Leak Project, capitaneado pela Quantis, uma consultoria ambiental europeia focada na gestão do ciclo de vida do plástico, é uma das iniciativas mais recentes, com o objetivo de reunir um grupo de multistakeholders para criação de uma metodologia de quantificação que possa ser utilizada em níveis municipal e nacional por setores privado e público. A intenção é identificar a perda de plástico em setores da indústria e desenvolver ações mitigatórias. A ação já analisa dados dos setores de embalagem, têxtil e de fabricação de pneus. Como estudo de caso, uma empresa europeia com atuação no segmento de laticínios identificou que a venda de leite em pó para a Nigéria, China e Bangladesh é responsável pela perda de 4% do volume total de plásticos utilizados e está definindo um novo tipo de embalagem. Definir ações como esta só é possível a partir de uma metodologia consensual. Nem sempre o plástico será a melhor alternativa, mas precisamos reconhecer que para muitos casos o plástico é a solução mais viável do ponto de vista ambiental. Não é possível pensar em um futuro sustentável sem o plástico. * Yuri Kabe é Especialista em Avaliação de Ciclo de Vida na Braskem

27 de julho, 2020
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EMBALAGENS
Saco de lixo com zero carbono

A Embalixo passa a oferecer o primeiro saco para lixo com zero emissão de carbono. Composto por matéria-prima feita de plantas – produzida pela Braskem - e material gerado a partir de economia circular, o produto já está nas principais redes de atacado, varejo e venda online. A composição exclusiva da fórmula neutraliza as emissões de carbono, já que funciona como uma balança ecológica: o material de fonte renovável feito a partir de cana-de-açúcar - que já captura carbono em sua fabricação - se junta ao plástico reciclado, cuja emissão já é baixa. Com isto, é gerado o saco de lixo com emissão zero de carbono, que pode ser reciclado e, desta forma, apoiar a economia circular, retirando o plástico que seria descartado no meio ambiente e, assim, não gerando resíduos. O desenvolvimento do produto faz parte do plano estratégico de sustentabilidade da Embalixo, que tem o objetivo de criar embalagens inovadoras e sustentáveis. Desde 2017, todos os novos produtos da empresa são produzidos a partir de fonte renovável ou de economia circular feito de material reciclado. "Assumimos a responsabilidade de contribuir com a redução de resíduos e com a economia circular. Para isso, investimos em tecnologia e inovação para responder, inclusive, à tendência do próprio mercado consumidor em buscar, cada vez mais, soluções sustentáveis. Hoje, a categoria de produtos sustentáveis já representa 40% das nossas vendas gerais, sendo que todos os nossos produtos são 100% recicláveis", explica o diretor comercial da Embalixo, Rafael Costa.

8 de junho, 2020
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ARTIGO
Lixões e aterros irregulares ajudam a propagar COVID-19

Por Paulo Moura * Em meio à luta contra a pandemia do novo Coronavírus, é de grande importância que se discuta também a questão ambiental, com foco especial na destinação final dos resíduos. Quando tratamos de assuntos como a presença de lixões e de aterros controlados, estamos falando também da facilitação da propagação do vírus e da dificuldade em se ter condições adequadas de higiene. Todo o cenário ambiental se reflete também na saúde. Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos 2018/2019 da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o Brasil destinou a lixões ou aterros controlados 29,5 milhões de toneladas de resíduos, 40,5% do total produzido, em mais de 3 mil municípios. Os perigos dessa prática são inúmeros, como a poluição do ar e da água, emissão de gases do efeito estufa, atração de vetores e risco de incêndios. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, previu que todos os lixões do país deveriam ser extintos até 2014. Infelizmente, por conta da falta de prioridade no enfrentamento do problema, da ausência de financiamentos, de busca por soluções conjuntas com outros municípios e de parcerias público-privadas, essa meta ainda está longe de ser realizada. No ano passado, a proposta de estender os prazos para a extinção dos lixões em todos os municípios do país entre 2021 e 2024 foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas ainda está em tramitação pelo Senado Federal. A existência de lixões a céu aberto traz problemas ainda maiores em tempos de Coronavírus. Afinal, diversos catadores que tiram seu sustento destes locais podem se contaminar com o vírus, já que não há qualquer tipo de proteção. Populações que vivem em áreas próximas a lixões ou aterros irregulares são afetadas diretamente pelos lixões, especialmente por conta dos fortes odores e da atração de vetores que podem causar doenças diversas. Em um momento em que muitas pessoas têm sofrido dificuldades para serem atendidas no Sistema Único de Saúde, esse pode ser um problema adicional. Além disso, o chorume vindo do lixo pode contaminar o solo e a água, que é extremamente importante para a nossa higiene e proteção durante esse período. Soma-se a isso a falta de saneamento básico adequado e temos um cenário ainda mais complexo. Ao invés de destinarmos os resíduos aos lixões, após esgotadas as possibilidades de reciclagem e tratamento devemos direcioná-los aos aterros sanitários, locais regulamentados que possuem sistemas de drenagem do chorume e do gás metano (que pode ser reaproveitado) e que gera renda e empregos formais a trabalhadores. Nesse caso, os trabalhadores possuem todo o cuidado no tratamento dos resíduos, o que evitaria a propagação por parte do Coronavírus e outras doenças. Outro ponto de grande importância é a necessidade de ampliar a coleta seletiva em todos os municípios brasileiros e estimular a reciclagem e a logística reversa de materiais diversos. Com a realização desses processos, é possível reutilizar materiais como matéria-prima e evitar que sejam descartados incorretamente na natureza. Os lixões fazem parte de um problema histórico de difícil resolução no Brasil por conta da falta de investimentos, de interesse por parte do poder público e das condições precárias em que muitos brasileiros vivem. Discutir a gestão e a destinação de resíduos sólidos em locais adequados traz benefícios para a qualidade de vida da população não apenas em relação ao meio ambiente, mas também à saúde, condições de moradia, saneamento básico, empregos e oportunidades. * Paulo Moura é Analista da Coordenação de Sustentabilidade da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e membro do Comitê Técnico do Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR)

8 de junho, 2020
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ARTIGO
Limpeza pública em tempo de COVID-19

Por Francisco J.P. de Oliveira * A pandemia pelo novo coronavírus deixou ameaçado o campo das probabilidades e se instalou em todos os conglomerados urbanos das médias e grandes cidades ao redor do mundo, não distinguindo raça, gênero, crença ou nível socioeconômico. Trata-se de uma tragédia de dimensões inimagináveis e consequências ainda a serem contabilizados pelos vários segmentos da sociedade, não somente da área de saúde, mais diretamente envolvido nos combates diários, mas nos mais diversos setores: artes, produção industrial, desenvolvimento tecnológico ou acadêmico. Assim, em uma sociedade que atua sobre as consequências e não as causas, acrescido de um nível baixo de instrução, a solução aplicada de distanciamento social seria a fórmula mais fácil, não estivesse ela em conflito com um outro problema que sempre nos afligiu: a renda mínima para manutenção da vida familiar. Assim sendo, como em vários setores da economia, da produção e de serviços, medidas adicionais que não a inclusão, precisam ser adotadas de modo a reduzir a contaminação. O sistema de limpeza pública é um deles. Assim, hábitos de higiene como lavar e desinfetar mãos e braços, higienizar os equipamentos de trabalho (caminhão, uniformes, EPIs, ferramentas, entre outros) deixam de ser somente necessários e passam a ser obrigatórios, assim como o monitoramento da saúde das equipes de limpeza e coleta, por meio da medição da temperatura corporal e outros indicadores, de modo a permitir isolar, ainda que tardiamente, estes grupos, atenuando a velocidade de contaminações. Lembrando que o tempo de incubação do coronavírus é de 10 a 14 dias, e que a contaminação se dá por contato corporal por superfície ou pessoas infectadas, e que o vírus permanece ativo em superfícies inertes por até três dias. Dentro deste contexto não se enquadram somente as empresas de limpeza e coleta, que não devem medir esforços para minimizar os riscos de seus funcionários, disponibilizando instalações e EPIs para garantir a higienização, além de esclarecimentos e treinamentos para a adequação das operações de limpeza e coleta durante esta pandemia, mas sobretudo uma ação conjunta do poder público junto à população, de modo a orientá-los de como pode e deve colaborar nos casos de isolamento doméstico de suspeita de contaminação pelo coronavírus. Este tem sido um total fracasso, uma vez que os "doentes" domésticos precisam ter seus resíduos (lenços de papel, toalhas, talheres e utensílios descartáveis) descartados como resíduos infectantes em saco branco leitoso (duplo, de preferência) e levados a uma unidade de saúde pública (PS, UBS, AMA entre outros), onde a coleta de RSS (Resíduos de Serviços de Saúde) é regularmente executada. Fica claro que se estamos atualmente coletando RSS apenas das unidades de saúde onde estão internados os doentes que exigem um tratamento ambulatorial mais intenso, que correspondem a uma cifra entre 2% e 6% da população, e que a agressividade do vírus deverá nas próximas semanas atingir até 60% da população, e não estando atuando sobre os casos isolados domesticamente, dois aspectos são conclusivos: a população será atingida pela contaminação de forma muito rápida, com maior comprometimento dos serviços de saúde pública; a extensão da contaminação e da letalidade poderá atingir níveis alarmantes. * Francisco J.P. de Oliveira é Engenheiro Civil da M.C Geotecnia, especializado em tratamentos e disposição final de Resíduos Sólidos Urbanos.

27 de abril, 2020
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CORONAVÍRUS
Abes orienta sobre gestão dos resíduos

A limpeza urbana e o manejo dos resíduos sólidos, com coleta regular e disposição em aterros sanitários, são serviços essenciais para garantir a saúde da população. Entretanto, na atual situação de pandemia do Covid-19, é essencial proteger a saúde dos trabalhadores do setor. Para esclarecer sobre o assunto, a ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental) elaborou um Informe Técnico com orientações para os gestores municipais, empresas prestadoras de serviços, garis e cooperativas de catadores. Estudos internacionais mostram que o Coronavírus é bastante persistente em materiais como plástico (5 dias), papel (4-5 dias), vidro (4 dias), madeira (4 dias), aço (2 dias), luvas cirúrgicas (8 horas), alumínio (2-8 horas), entre outros. Portanto, é fundamental neste momento manter um serviço de coleta regular dos resíduos, assim como a limpeza das ruas. Já a coleta seletiva, transporte e de manejo nas Instalações de Recuperação dos Resíduos tornam-se inviáveis neste período, devido aos riscos que apresentam e devem ser paralisados. Para garantir o sustento dos catadores, a ABES recomenda que os governos locais instituam um Auxílio Social Temporário para essas pessoas. Como responsabilidade das empresas contratadas, a ABES recomenda a identificação, avaliação e proteção dos riscos dos seus profissionais; a utilização de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e EPCs (Equipamentos de Proteção Coletiva); a implantação de um programa de educação e treinamento; a higienização constante do ambiente de trabalho, equipamentos e veículos; a limpeza de ruas com sistemas de umedecimento ou mecanizada; a disponibilização de álcool gel e sabão para lavagem das mãos em todos os ambientes de trabalho; e a liberação do trabalho do pessoal do grupo de risco; entre outras ações. Para os cidadãos, a ABES orienta que os resíduos produzidos pelo paciente em isolamento no domicílio e por quem lhe prestar assistência, em caso suspeito ou confirmado de infecção por Covid-19, devem ser: separados e colocados em sacos de lixo resistentes e descartáveis; fechados com lacre ou nó e utilizados em até 2/3 de sua capacidade e acondicionado em outro saco limpo, resistente e descartável, de modo a não causar problemas para o trabalhador da coleta e nem para o meio ambiente. De acordo com a ABES, tomados os cuidados descritos, esses resíduos podem ser encaminhados normalmente para a coleta de resíduos urbanos. A ABES alerta ainda que se o paciente estiver em condomínio, é necessário informar ao síndico ou responsável as medidas de segurança e higiene do coletor ou funcionário destinado à função. O ideal é que esses resíduos sejam descartados em sacos plásticos vermelhos. A ABES espera, com a publicação do Informe Técnico, ampliar a colaboração na redução do impacto da pandemia do Coronavírus: protegendo a população; melhorando as condições de trabalho e higiene dos profissionais; e garantindo renda para os trabalhadores da limpeza que tiverem suas atividades interrompidas. O documento foi elaborado por integrantes da Comissão de Estudos Especiais de Resíduos de Serviços de Saúde da Associação Brasileira de Normas Técnicas (CEE 129 ABNT) e pelas Câmaras Temáticas Nacionais da ABES de Resíduos Sólidos, Saúde Ambiental e Comunicação.

6 de abril, 2020
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CORONAVÍRUS
Geração de lixo pode aumentar até 25%

A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) elaborou documento inédito de boas práticas para assegurar uma correta gestão dos resíduos sólidos durante a pandemia do COVID-19. A entidade acredita que medidas de quarentena, isolamento e distanciamento social devem aumentar a quantidade gerada de resíduos sólidos domiciliares (15-25%), além de uma alta considerável na geração de resíduos hospitalares em unidades de atendimento à saúde (10 a 20 vezes). “A prestação dos serviços de limpeza urbana é essencial para a proteção do meio ambiente e da saúde humana, e não pode ser interrompida, mesmo durante processos epidêmicos. Por conta desse caráter de essencialidade, é indispensável assegurar que tais serviços sejam diariamente executados, pois contribuem para auxiliar na prevenção da transmissão do coronavírus, bem como de outras doenças e endemias decorrentes de acúmulo e má gestão de resíduos, que por sua vez têm o condão de afetar a imunidade das pessoas, o que seria uma agravante no quadro atual”, observa Carlos Silva Filho, diretor presidente da entidade. O documento é voltado a empresas do setor e outros públicos de interesse, como municípios, departamentos de limpeza urbana e órgãos de regulação. O conteúdo segue orientações internacionais de boas práticas, aliado à combinação de ações conforme os padrões e protocolos já existentes e em uso. Para situações correspondentes à geração de resíduos hospitalares em unidades de atendimento à saúde, os resíduos devem ser acondicionados em saco vermelho, que devem ser substituídos quando atingirem 2/3 de sua capacidade ou pelo menos 1 vez a cada 48 horas, identificados pelo símbolo de substância infectante; os sacos contendo tais resíduos devem ser objeto de coleta e transporte especializados para Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) e submetidos a processos licenciados de tratamento, antes de sua disposição final.

31 de março, 2020
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PLÁSTICOS
USP desenvolve produto biodegradável

Um tipo de plástico totalmente degradável e economicamente competitivo com o plástico comum. Foi o que desenvolve uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP), que buscavam um produto sustentável que substituísse o polímero sintético. Para desenvolver o novo produto os pesquisadores realizaram vários testes em resíduos industriais e chegaram a um produto com qualidades técnicas e econômicas consideradas promissoras, além de ser amigável ao meio ambiente. O desenvolvimento foi feito nos laboratórios do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto. A equipe responsável pela pesquisa foi liderada pela química Bianca Chieregato Maniglia e desenvolveu filmes plásticos biodegradáveis a partir de matrizes de amido encontrados em resíduos agroindustriais de cúrcuma, babaçu e urucum que são descartados pela agroindústria. Para a equipe, a reciclagem destes resíduos e sua transformação em produtos biodegradáveis é um grande avanço nas soluções que visam combater o descarte desenfreado do lixo plástico. Bianca lembra que a matéria-prima para a obtenção do produto desenvolvido é barata e não compete com o mercado alimentício. Além disso, “contém em sua fórmula compostos antioxidantes, interessantes no desenvolvimento das chamadas embalagens ativas (que interagem com o produto que envolvem, sendo capaz de melhorar a qualidade e segurança para acondicionamento de frutas e legumes frescos)”. Os pesquisadores lembram, no entanto, que o produto ainda demande mais estudos e testes antes de sua liberação para comercialização em grande escala. Mesmo assim, já á uma alternativa direta ao plástico comum, que pode levar até 500 anos para ser decomposto, enquanto o bioplástico leva apenas 120 dias.

6 de agosto, 2019