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RESÍDUOS INDUSTRIAIS

79% das empresas não têm rastreamento

A empresa de engenharia com foco em soluções sustentáveis Allonda realizou a pesquisa de mercado "Gerenciamento de Resíduos Industriais: Desafios e Oportunidades", nos meses de maio e junho deste ano, junto a 68 executivos de corporações de setores como alimentos, bebidas, automotivo, farmacêutico, mineração, químico, petroquímico, agronegócio, entre outros. O levantamento apresenta, através de gráficos e análises, como as companhias (de pequeno, médio e grande portes) lidam atualmente com questões como metas de sustentabilidade, aterro zero e logística reversa, assim como os tipos de resíduos, destinações, tecnologias de rastreamento e fornecedores. A pesquisa indica que apenas quatro em cada dez empresas têm metas de aterro zero, 79% dos respondentes ainda não possui tecnologia de rastreamento de resíduos; em metade da amostra, logística reversa ainda não é uma realidade; e 56% das empresas afirmam que desperdício de matéria-prima, água e energia é a principal perda econômica no processo produtivo. "O resultado dessa sondagem apresenta detalhes sobre lacunas, especialmente do setor industrial. Através dos dados está claro que há, sim, um volume enorme de oportunidades para essas empresas ressignificarem seus resíduos. Digo isso especialmente pelo fato de que, ainda que haja muitos desafios a serem superados, 53% dos respondentes afirmam que o gerenciamento de resíduos já faz parte da estratégia de negócios dessas companhias", diz Renata Vaterkemper, head de marketing e sustentabilidade da Allonda. A pesquisa completa pode ser acessada neste link ( http://bit.ly/ebook-residuos-industriais ).

A empresa de engenharia com foco em soluções sustentáveis Allonda realizou a pesquisa de mercado "Gerenciamento de Resíduos Industriais: Desafios e Oportunidades", nos meses de maio e junho deste ano, junto a 68 executivos de corporações de setores como alimentos, bebidas, automotivo, farmacêutico, mineração, químico, petroquímico, agronegócio, entre outros. 

O levantamento apresenta, através de gráficos e análises, como as companhias (de pequeno, médio e grande portes) lidam atualmente com questões como metas de sustentabilidade, aterro zero e logística reversa, assim como os tipos de resíduos, destinações, tecnologias de rastreamento e fornecedores. A pesquisa indica que apenas quatro em cada dez empresas têm metas de aterro zero, 79% dos respondentes ainda não possui tecnologia de rastreamento de resíduos; em metade da amostra, logística reversa ainda não é uma realidade; e 56% das empresas afirmam que desperdício de matéria-prima, água e energia é a principal perda econômica no processo produtivo.

"O resultado dessa sondagem apresenta detalhes sobre lacunas, especialmente do setor industrial. Através dos dados está claro que há, sim, um volume enorme de oportunidades para essas empresas ressignificarem seus resíduos. Digo isso especialmente pelo fato de que, ainda que haja muitos desafios a serem superados, 53% dos respondentes afirmam que o gerenciamento de resíduos já faz parte da estratégia de negócios dessas companhias", diz Renata Vaterkemper, head de marketing e sustentabilidade da Allonda. A pesquisa completa pode ser acessada neste link (http://bit.ly/ebook-residuos-industriais).

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Artigo por Leo Cesar Melo Por Leo Cesar Melo * Tudo o que se produz causa algum impacto. Alimentos, roupas, eletrodomésticos, tudo, do essencial ao supérfluo, demanda exploração de recursos naturais como água, energia e solo. Caso não adotem soluções ambientais sustentáveis, algumas indústrias podem se tornar enormes poluidoras. A começar pela indústria petrolífera, que tem um alto potencial para acidentes ambientais de larga escala, se não houver o cuidado adequado. Além dos acidentes, há o impacto das operações, que acabam reverberando sobre ecossistemas marinhos e terrestres. Nesse setor, contar com projetos estruturados de tratamento de resíduos é fundamental para garantir a adequação à legislação e evitar emergências ambientais. Outro segmento que demanda cuidados e para o qual poucos atentam, é a indústria têxtil, ou a indústria da moda. Segundo a BBC, tecidos como malha e poliéster, que são os mais utilizados nesta indústria, além de demorar mais de 200 anos para se decompor, demandam 70 milhões de barris de petróleo todos os anos. E não pára por aí. Para o cultivo do algodão são necessárias substâncias que podem causar impacto no solo e na água. Dessa forma, a gestão hídrica e o uso racional de matéria-prima são fatores-chave para trazer sustentabilidade para esse mercado. Até mesmo a produção de alimentos pode ocasionar grandes impactos ambientais. As empresas de carnes e laticínios possuem alta emissão de gases do efeito estufa e, além disso, a criação de gado normalmente exige locais vastos e abertos, que acabam resultando em retirada da vegetação nativa. O consumo de água nessa indústria também é alto, o que traz para este mercado a necessidade de um enorme cuidado nas questões ambientais e de gerenciamento de água, efluentes e resíduos. Sem soluções ambientais responsáveis, essas indústrias podem causar impactos de muita relevância. A única maneira de mudar é inovando e investindo em sustentabilidade. * Leo Cesar Melo é CEO da Allonda, empresa de engenharia com foco em soluções sustentáveis

7 de março, 2022
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ARTIGO
Possíveis razões para a não implantação efetiva dos planos de gerenciamento e da PNRS

Por Alessandro Azzoni * Um grande problema que aflige nossos centros urbanos e demais regiões é a geração de resíduos sólidos. Cada vez mais nos tornamos grandes geradores e, com o crescimento da população, os resíduos sólidos crescem na mesma proporção, levando a sua destinação a uma situação de xeque-mate. Os aterros sanitários são caros e difíceis de montar e suas licenças ambientais quase impossíveis, o que os leva a locais cada vez mais distantes dos centros geradores, o que aumenta drasticamente o orçamento das cidades. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS, 2010) atribuiu grande importância para a gestão e gerenciamento de resíduos, criando capítulos específicos para o tema, conforme segue: Capitulo II – Definições Art. 3° Para os efeitos desta Lei, entende-se por: X - Gerenciamento de resíduos sólidos: conjunto de ações exercidas, direta ou indiretamente, nas etapas de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos, de acordo com plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos ou com plano de gerenciamento de resíduos sólidos, exigidos na forma desta Lei; XI - gestão integrada de resíduos sólidos: conjunto de ações voltadas para a busca de soluções para os resíduos sólidos, de forma a considerar as dimensões política, econômica, ambiental, cultural e social, com controle social e sob a premissa do desenvolvimento sustentável; No Capítulo III - Dos Instrumentos Art. 8°: São instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, entre outros: I - os planos de resíduos sólidos; ... Apesar de apresentar um bom nível de complexidade em relação aos resíduos, um questionamento importante precisa ser feito: por que não existe uma importância sobre os Programas de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) nos diversos setores da sociedade, nos âmbitos público, ambiental, social, econômico e empresarial? Tentando encontrar algumas razões para isso, vamos fazer algumas suposições sobre os diversos pontos de vista. Na área ambiental, a questão dos resíduos ainda não é tratada como prioridade, e com razão, pois existem pautas muito mais sensíveis, como preservação das águas, mudanças climáticas e outras. A questão de resíduos é grave e, nos dias atuais, ganha maior visibilidade. No entanto, ainda faltam especialistas e conhecimentos mais específicos sobre esta área. A maior parte dos estudos e das informações são sobre as consequências ambientais de manejo inadequado de resíduos e, para as empresas, normalmente a questão dos resíduos é tratada como uma despesa necessária e que a preocupação ambiental só faz aumentar esse custo. Na maioria das empresas, a área de resíduos é tratada como uma obrigação e apenas com a preocupação de cumprir as exigências ambientais e fazer uma destinação adequada para os mesmos. A PNRS ainda coloca a obrigatoriedade do PGRS, aumentando ainda mais, na visão das empresas, os custos. No entanto, um PGRS elaborado de maneira correta, com uma visão ambiental, social e econômica, é capaz de mostrar para as empresas as vantagens da elaboração, implantação e gerenciamento dos resíduos sólidos. Podemos citar as seguintes vantagens: Evitar punição ambiental por eventuais descartes irregulares de materiais, mesmo que iguais aos seus. Através do PGRS, a empresa demonstra que está tratando de seus resíduos e rejeitos de maneira ambientalmente adequada; Evitar penalizações ambientais, pois demonstra o cumprimento das exigências; O PGRS acarreta aumento de produtividade, pois indica os gargalos de produção e os pontos de geração inadequada de resíduos, inclusive com possíveis alterações da produção e otimização dos espaços; Controle sobre possíveis falhas em equipamentos, possíveis desvios de materiais, mudança da qualidade dos materiais; e Possibilidade de parcerias com entidades civis, principalmente para projetos de geração de trabalho e renda. A falta de profissionais capazes de elaborar um PGRS com uma visão ao mesmo tempo ambiental e econômica pode ser explicada justamente pela pouca demanda desses profissionais pelas empresas, que também pode ser explicada pela falta de visão das empresas sobre a importância do PGRS. As empresas enxergam o plano de gerenciamento de resíduos sólidos como uma "obrigação ambiental" e optam por soluções simples, apenas para cumprimento das exigências contidas no plano nacional. E mesmo com a obrigatoriedade da PNRS para a elaboração do PGRS, o que se nota no mercado é a falta de preocupação das empresas, pois não existe uma penalização prevista na lei para a falta de um PGRS. O que estabelece a PNRS, em seu Art. 24, é: Art. 24. O plano de gerenciamento de resíduos sólidos é parte integrante do processo de licenciamento ambiental do empreendimento ou atividade pelo órgão competente do Sisnama. § 1o Nos empreendimentos e atividades não sujeitos a licenciamento ambiental, a aprovação do plano de gerenciamento de resíduos sólidos cabe à autoridade municipal competente. Portanto, a autoridade municipal pode estabelecer algum tipo de penalização administrativa para empresas que não elaborarem o PGRS, não cabendo, no entanto, penalização ambiental, uma vez que não é crime ambiental a sua inexistência. Ou seja, a penalização administrativa poderá existir, se regulamentada pela Prefeitura. Na cidade de São Paulo, por exemplo, caberia à Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (AMLURB), e não ao órgão ambiental municipal, que estaria aplicando autuações com erro de enquadramento. Outro ponto que podemos observar é que o PGRS é parte integrante do licenciamento ambiental, portanto todos os empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental têm que ter um PGRS aprovado. Se for constatada a inexistência de um PGRS em um empreendimento com licenciamento ambiental, a quem deve ser imputada a responsabilidade: à empresa, ao órgão público responsável pela aprovação do licenciamento ambiental ou a ambos? * Alessandro Azzoni é Advogado e economista, coordenador do Núcleo de Estudos Socioambientais (NESA) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Conselheiro membro do conselho de Política Urbana da ACSP, Membro da Comissão de Direito Ambiental OAB/SP.

28 de janeiro, 2021
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ARTIGO
Precisamos (e podemos) reduzir nossa produção de lixo

Por Leo Cesar Melo * Diariamente produzimos no Brasil, aproximadamente, 215 mil toneladas de lixo, um pouco mais de 1,0 quilo por pessoa. Em um mês são quase 6,5 milhões de toneladas e, ao final do ano, 78,4 milhões de resíduos são colocados nas portas das casas. Esses são dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, feito em 2017, que também ressalta que 91% da produção é coletada, mas somente 56% desse total tem a destinação correta. Levando em consideração ainda os 9% que sequer são coletados, podemos concluir que, para cada tonelada gerada, 460 quilos são descartados de maneira irregular, o que demonstra um potencial de prejuízo ao meio ambiente. A primeira coisa a fazer parece um pouco óbvia, que é reduzir a produção de lixo. Será que tudo o que é colocado para destinação final realmente precisa estar ali? No entanto, tenho visto com preocupação o cenário deste mercado de resíduos sólidos no Brasil. Uma pesquisa que realizamos recentemente sobre gestão de resíduos, com empresas de diferentes setores (mineração, farmacêutico, automotivo, agronegócio, entre outros), revela que para 60% delas o "Aterro Zero", que tem por objetivo dar uma destinação mais nobre do que aterros e incineradores a pelo menos 90% dos resíduos gerados durante o seu processo produtivo, ainda não é uma meta. No entanto, os prejuízos vão para além do aspecto ambiental. A pesquisa também mostra que 56% das empresas reconhecem que o desperdício de matéria-prima, água e energia é a principal perda econômica nesse processo. Ou seja, cada vez que sai um caminhão de uma indústria carregado de resíduos, ele leva consigo muito dinheiro. Serve como um bom exemplo os efluentes industriais de uma indústria alimentícia. Este material, normalmente rico em matéria orgânica, pode passar por tratamento para se tornar água de reuso (impactando os custos com água) e também uma biomassa, que pode ser aproveitada como fertilizante ou ser queimada para gerar energia a partir de um biogás (contribuindo na redução de custos com energia, ou gerando um novo produto para venda). Mas há outras inúmeras alternativas. Portanto, que tal olhar de maneira diferente para o que se descarta diariamente? Os orgânicos podem ir para uma composteira e se tornar adubo. Plásticos, vidros, papéis e outros materiais recicláveis podem ser destinados a locais que dão o devido tratamento a eles. Com uma simples mudança de perspectiva, podemos levar cada vez mais aquela tonelada diária que geramos para perto do zero. * Leo Cesar Melo é CEO da Allonda, empresa de engenharia com foco em soluções sustentáveis

17 de agosto, 2020
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RESÍDUOS SÓLIDOS
Aterro zero não é prioridade para quase 60%

Segundo pesquisa realizada recentemente pela Allonda sobre a gestão de resíduos sólidos, a prática do “Aterro Zero” não é uma meta para quase 60% das empresas. A ausência desse planejamento é maior entre as indústrias (28%), seguido de companhias de infraestrutura (16%) e de serviços (15%). O conceito “Aterro Zero” visa à destinação ambientalmente adequada e sustentável de todos os resíduos e rejeitos, evitando ao máximo o envio para aterros sanitários e foi desenvolvido pela Aliança Internacional Zero Waste (ZWIA). Para que empresas sejam consideradas bem-sucedidas na implementação do programa, é preciso desviar de aterros e incineradores mais de 90% dos seus resíduos. Para Renata Vaterkemper, head de Marketing e sustentabilidade da Allonda, um dos destaques desse levantamento sobre as questões relacionadas ao tema é o contraponto de que, para 48% das empresas que ainda não têm qualquer plano de implementação de um programa de "Aterro Zero", o gerenciamento de resíduos é classificado como uma demanda estratégica. "Através dos dados está claro que há, sim, um volume enorme de oportunidades para essas empresas ressignificarem seus resíduos. Digo isso especialmente pelo fato de que, ainda que haja muitos desafios a serem superados, 53% dos respondentes afirmam que o gerenciamento de resíduos já faz parte da estratégia de negócios dessas companhias", diz Renata. Realizada nos meses de maio e junho, a pesquisa ouviu 68 executivos em corporações de diferentes setores, como alimentos, bebidas, automotivo, farmacêutico, mineração, químico, petroquímico, agronegócio, entre outros. A pesquisa completa pode ser acessada no link http://bit.ly/ebook-residuos-industriais .

3 de agosto, 2020