Brasil investe 39% a menos por habitante

O Brasil investiu 39% a menos por habitante em saneamento básico em 2024 do que o estimado pelo PLANSAB para alcançar a universalização dos serviços até 2033.
Segundo números do Painel Saneamento Brasil, do Instituto Trata Brasil, o volume de investimento atingiu R$ 137,02 por habitante nos serviços básicos em 2024, montante 39% inferior em relação aos R$ 225 por habitante que o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) estima como necessário para alcançar a universalização dos serviços. Em valores totais, o Brasil investiu R$ 29,1 bilhões em saneamento em 2024, segundo o SINISA. Para cumprir as metas de 99% de cobertura de água e 90% de coleta de esgoto até 2033, o estudo ‘Avanços do Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil de 2026’ aponta que seria necessário manter uma média de R$ 48 bilhões por ano, um ritmo de investimento nunca alcançado no país até hoje.
O investimento é desigual também quando comparadas as regiões brasileiras. O Sudeste investiu R$ 173,85 por habitante em 2024, o maior valor do país, seguido pelo Sul, com R$ 170,40, e pelo Centro-Oeste, com R$ 135,84. O Nordeste investiu R$ 86,80 por pessoa, e o Norte teve o menor valor do país, R$ 61,30, pouco mais de um quarto do necessário, justamente as regiões que apresentam maiores déficits nos indicadores de saneamento básico. Definir a origem do recurso que será direcionado ao saneamento é um dos cinco critérios que a campanha Voto no Saneamento recomenda cobrar dos candidatos aos governos em 2026. Sem esse compromisso financeiro explícito nos planos de governo, o País dificilmente reduzirá a diferença entre o que investe e o que precisa investir para cumprir o Marco Legal do Saneamento Básico até 2033.












