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PRIMATAS

Brasileira ganha prêmio por preservação

No último dia 31 de maio quatro cientistas receberam em Nova Iorque, Estados Unidos, o Sabin Conservation Prize, prêmio mundial pela conservação da natureza. Entre os vencedores estava a brasileira Cecília Kierulff, especialista no estudo e proteção de primatas da Mata Atlântica. Cecília é a primeira brasileira a ser nomeada e premiada pela fundação e receberá o prêmio “2015 Sabin Primate Conservation Prize” como uma homenagem ao trabalho que realizou durante toda a sua carreira na luta por espécies ameaçadas, como mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), o mico-leão-de-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) e o macaco-prego-do-peito-amarelo (Sapajus xanthosternos). Além da brasileira, a bióloga alemã Sabine Schoppe recebeu o prêmio “2015 Sabin Turtle Conservation Prize” pela sua contribuição para a conservação de espécies raras de tartarugas na Ásia, e os bolivianos Arturo Munoz e Claudia Cortez pelas ações tomadas contra a extinção da rã gigante do lago Titicaca com o “2015 Sabin Amphibian Conservation Prize”. Criado pelo empresário norte-americano e filantropo Andrew Sabin em 2013, por meio da Andrew Sabin Family Foundation, o prêmio reconhece cientistas em todo o mundo que se destacam na conservação de espécies que correm o risco de extinção, seja pela redução e destruição de seu hábitat natural, ou por causas diretas como a caça ou o tráfico, por exemplo. A premiação, que acontece anualmente, é uma organização da Andrew Sabin Family Foundation, em parceria com as instituições internacionais Conservation International, IUCN/SSC Primate Specialist Group (PSG), The Turtle Conservancy, Amphibian Survival Alliance e Global Wildlife Conservation.

No último dia 31 de maio quatro cientistas receberam em Nova Iorque, Estados Unidos, o Sabin Conservation Prize, prêmio mundial pela conservação da natureza. Entre os vencedores estava a brasileira Cecília Kierulff, especialista no estudo e proteção de primatas da Mata Atlântica.

Cecília é a primeira brasileira a ser nomeada e premiada pela fundação e receberá o prêmio “2015 Sabin Primate Conservation Prize” como uma homenagem ao trabalho que realizou durante toda a sua carreira na luta por espécies ameaçadas, como mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), o mico-leão-de-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) e o macaco-prego-do-peito-amarelo (Sapajus xanthosternos). Além da brasileira, a bióloga alemã Sabine Schoppe recebeu o prêmio “2015 Sabin Turtle Conservation Prize” pela sua contribuição para a conservação de espécies raras de tartarugas na Ásia, e os bolivianos Arturo Munoz e Claudia Cortez pelas ações tomadas contra a extinção da rã gigante do lago Titicaca com o “2015 Sabin Amphibian Conservation Prize”.

Criado pelo empresário norte-americano e filantropo Andrew Sabin em 2013, por meio da Andrew Sabin Family Foundation, o prêmio reconhece cientistas em todo o mundo que se destacam na conservação de espécies que correm o risco de extinção, seja pela redução e destruição de seu hábitat natural, ou por causas diretas como a caça ou o tráfico, por exemplo. A premiação, que acontece anualmente, é uma organização da Andrew Sabin Family Foundation, em parceria com as instituições internacionais Conservation International, IUCN/SSC Primate Specialist Group (PSG), The Turtle Conservancy, Amphibian Survival Alliance e Global Wildlife Conservation.

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PRÊMIO
Vale-Capes premia Ecologia e Conservação

A Vale e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação, realizaram, em Brasília (DF), a entrega da quinta edição do Prêmio Vale-Capes de Tecnologia e Inovação (anteriormente chamado Vale-Capes Ciência e Sustentabilidade). Lançado em 2012, durante a Rio+20, a edição 2017 tem como tema ‘Ecologia e Conservação da Natureza, incluindo tecnologias socioambientais’. “A ideia principal que nos orientou para a mudança foi simplificar os processos de escolha dos premiados, pois antes tínhamos oito ganhadores nos quatro temas. Eram quatro dissertações de Mestrado e quatro teses de Doutorado, além das menções honrosas. Além disso, a Capes já tem o Prêmio de Teses que é muito parecido com a antiga versão do Vale-Capes", explica Sandoval Carneiro, especialista em Parcerias na Vale e diretor-executivo do Instituto Tecnológico Vale. O Vale-Capes 2017 tem duas categorias de premiação: Pesquisador Emérito e Jovem Pesquisador. Na categoria Pesquisador Emérito o agraciado foi o professor Jorge Rubio Rojas, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), enquanto na categoria Jovem Pesquisador o vencedor foi Lucas William Mendes, da Universidade de São Paulo (USP). Para a escolha dos ganhadores, não foram avaliadas teses e dissertações, mas o conjunto da obra publicada, como artigos científicos, livros ou capítulos em livros, orientações em cursos de pós-graduação, participação em academias nacionais e internacionais, prêmios e registros de patentes. No caso da categoria Pesquisador Emérito, foi premiado aquele que contribuiu, por mais de 10 anos, com pesquisas na área de Ecologia e Conservação da Natureza. Para o Jovem Pesquisador, o prêmio foi concedido ao profissional, de até 35 anos de idade, que contribuiu para um produto ou processo inovador, também na mesma área de pesquisa. O ganhador na categoria Pesquisador Emérito receberá um auxílio de R$ 100 mil, concedido pela Vale, e poderá escolher entre uma bolsa na modalidade de Doutor Sênior, ou uma bolsa mensal equivalente ao Estágio Sênior, no exterior, no valor de 2.100 (dólares ou euros). Já o Jovem Pesquisador ganhará da Vale um auxílio de R$ 40 mil e uma bolsa de Doutor Pleno. As bolsas nos dois casos serão concedidas pela Capes.

8 de janeiro, 2018
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BIODIVERSIDADE
Thomas Lovejoy em conferência no Brasil

O Museu do Amanhã, em parceria com a Academia Brasileira de Ciências (ABC), recebeu o biólogo norte-americano Thomas Lovejoy. Referência mundial em ciências naturais e pesquisador da Amazônia há 50 anos, Lovejoy abordou a importância da biodiversidade brasileira para o planeta e as consequências da degradação para as futuras gerações. Lovejoy liderou uma das maiores pesquisas já realizadas no Brasil para mostrar os efeitos da fragmentação dos habitats na biodiversidade. De acordo com especialistas, parte da biodiversidade global está no Brasil, que integra um conjunto de países chamados de megadiversos. Ao todo, o grupo guarda 70% da diversidade da vida do planeta em apenas 10% da superfície terrestre. Entretanto, o Brasil possui longo histórico de degradação e exploração predatório dos seus biomas. Dois deles, a Mata Atlântica e o Cerrado, estão entre os mais ameaçados do planeta, sendo reduzidos a menos 30% de sua vegetação original e com uma alta taxa de extinção de espécies. Atualmente, Lovejoy é professor do Departamento de Ciências Ambientais e Políticas da Universidade George Mason e senior fellow das Nações Unidas. Antes, foi conselheiro chefe da área de biodiversidade do Banco Mundial e ocupou cargos de destaque em diversas organizações internacionais. A conferência abre o workshop realizado pela Academia Brasileira de Ciências e a Academia de Ciências da França, que será realizada nos dias 20 e 21 de setembro, na sede da ABC, também com entrada gratuita.

19 de setembro, 2017
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MATA ATLÂNTICA
Divulgado Atlas dos Municípios do bioma

A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram o Atlas dos Municípios da mata Atlântica, estudo minucioso dos remanescentes florestais e seus ecossistemas associados nos 3.429 municípios abrangidos pelo mapa de aplicação da Lei da Mata Atlântica. O levantamento mostra que estados como Piauí, Santa Catarina e Minas Gerais reúnem os municípios mais conservados, como Tamboril do Piauí e Guaribas, ambos no Piauí, no topo da lista, com quase 96% do total natural preservado. Outro município piauiense, no entanto, lidera o ranking de desmatamento entre 2014 e 2015: Alvorada do Gurguéia perdeu 1.972 de hectares de Mata Atlântica no período. Segundo o Atlas, seis dos dez municípios que mais desmataram no último ano são de Minas Gerais, onde as perdas estão ligadas à atividade de mineração, em especial nas cidades de Curral de Dentro, Jequitinhonha e Águas Vermelhas, que estão localizadas na região conhecida como triângulo do desmatamento. Os municípios baianos de Cotegipe, Brejolândia e Baianópolis, localizados nos limites do Cerrado, sofrem com a expansão da fronteira agrícola, sobretudo soja e milho, além de pecuária. O Atlas traz ainda dados dos últimos 30 anos e revela que cidades paranaenses registraram maior perda vegetal entre os municípios monitorados desde 1985. Entre as 10 primeiras colocadas no ranking histórico de desmatamento aparecem cinco cidades paranaenses: apenas em Rio Bonito do Iguaçu houve a perda de uma área equivalente a quase 25 mil campos de futebol. “Em comemoração aos 30 anos da SOS Mata Atlântica, o estudo traz uma análise inédita do desmatamento durante este período e nos permite analisar quais municípios não contribuíram para a preservação. Esses resultados mostram que é preciso reforçar as políticas de proteção do bioma para evitar retrocessos na conservação dos 12,5% de Mata Atlântica que ainda restam no país”, afirma a diretora executiva da SOS Mata Atlântica, Marcia Hirota. O estudo identifica áreas de vegetação natural – que inclui, além das florestas nativas, os refúgios, várzeas, campos de altitude, mangues, restingas e dunas. Com patrocínio da Bradesco Cartões e execução técnica da empresa de geotecnologia Arcplan, o Atlas da Mata Atlântica, que monitora o bioma há 30 anos, utiliza a tecnologia de sensoriamento remoto e de geoprocessamento para avaliar os remanescentes florestais acima de 3 hectares (ha). A contribuição dos municípios para proteção e preservação da Mata Atlânticaé o Plano Municipal da Mata Atlântica (PMMA), que reúne e normatiza os elementos necessários à proteção, à conservação, à recuperação e ao uso sustentável da Mata Atlântica. Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, reforça que o plano traz benefícios para a gestão ambiental e o planejamento do município. “O PMMA é extremamente importante, pois é um plano que depende diretamente da ação da comunidade local em parceria com a sociedade para ser aplicado. A aplicação do plano permite o desenvolvimento de políticas locais de meio ambiente”, afirma. É possível acompanhar a situação dos remanescentes florestais em 3.429 municípios abrangidos pela Lei da Mata Atlântica no ‘Aqui tem Mata?’, hotsite que disponibiliza, por meio de mapas interativos e gráficos, informações sobre o estado de conservação de florestas, mangues, restingas e outros ambientes do bioma. Basta inserir o nome de um munícipio para descobrir o que resta de vegetação, as bacias hidrográficas presentes na cidade, o ranking municipal de desmatamento e se existe alguma área preservada de Mata Atlântica no bairro ou em regiões próximas, como parques, reservas federais, estaduais e municipais, entre outras informações. ( www.aquitemmata.org.br ).

6 de dezembro, 2016
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PRÊMIO
Fundação Bunge premia trabalhos em meio ambiente

No último dia 30 de setembro ocorreu a entrega de prêmios da 60ª edição do Prêmio Fundação Bunge no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Os vencedores receberam quantias de R$ 150 mil e medalha de ouro (categoria Vida e Obra) e R$ 60 mil e medalha de prata (categoria Juventude). Para a categoria “Vida e Obra” foram escolhidos profissionais pelo conjunto de seus trabalhos realizados e na “Juventude”, jovens de até 35 anos que se destacaram em seus campos de atuação. A edição 2015 elegeu os temas “Recuperação de solos degradados para a agricultura” e “Saneamento básico e manejo de água” como guias da premiação. Os vencedores da 60ª edição foram na área de Ciências Agrárias – tema “Recuperação de solos degradados para a agricultura”, Marlene Cristina Alves na categoria Vida e Obra por diversos trabalhos com ênfase em conservação e recuperação de solos. Na categoria Juventude, o mineiro Diego Antonio França de Freitas por seu trabalho com ênfase em manejo e conservação do solo e da água. Na área de Ciências Biológicas, Ecológicas e da Saúde– tema “Saneamento básico e manejo de água”, o pernambucano José Fernando Thomé Jucá na categoria Vida e Obra, por sua contribuição em pesquisas sobre temas como: contaminação do subsolo, biodegradação de materiais orgânicos, geotecnia ambiental, bioenergia e resíduos sólidos urbanos, entre outros. Já Dulce Buchala Bicca Rodrigues foi agraciada na categoria Juventude por seus projetos de pesquisa sobre conservação do solo e recursos hídricos. Criado em 1955, o Prêmio Fundação Bunge tem como objetivo incentivar o conhecimento científico em diversas áreas, homenagear o poder transformador dos indivíduos na sociedade e estimular novos talentos. Os candidatos participantes não são inscritos, mas indicados por universidades e entidades culturais e científicas brasileiras. Uma Comissão Técnica composta por cinco membros em cada área de premiação, sendo um do exterior, seleciona os pesquisadores em cada ramo do conhecimento na categoria "Vida e Obra", indicando-os para a decisão do Grande Júri. No caso dos jovens talentos, a Comissão Técnica escolheu diretamente os homenageados do ano. O prêmio destaca a inovação incorporada nos projetos, que acabam beneficiando a sociedade brasileira e até outros países, que podem adotar iniciativas bem sucedidas aqui e que servem para outras sociedades.

5 de outubro, 2015
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MEIO AMBIENTE
Fundação Mata Atlântica promove encontro de secretários

A Fundação SOS Mata Atlântica promoveu, dia 13 de maio, o primeiro Encontro dos Secretários de Meio Ambiente dos Estados da Mata Atlântica, no Rio de Janeiro. Denominado “Uma Nova História para a mata Atlântica”, o evento inédito, foi debatido o compromisso de ampliar a cobertura florestal nativa e perseguir o desmatamento ilegal zero no bioma. Esta medida de reduzir à zero o desflorestamento ilegal da Mata Atlântica visa combater o aumento da taxa de desmatamento do bioma mais ameaçado do Brasil nos últimos anos, com 9% de alta em 2013 e quase 29% em 2012. A base jurídica para a meta existe desde 2006, quando foi criada a Lei da Mata Atlântica, regulamentada nos estados. Na reunião, os secretários e representantes começaram a definir uma proposta sobre o desmatamento ilegal e de uma meta de recuperação de áreas degradadas, além de discutirem iniciativas já desenvolvidas em seus estados. Compareceram os Secretários de Meio Ambiente dos estados do Ceará, Artur Bruno; do Rio de Janeiro, André Côrrea; do Espírito Santo, Rodrigo Judice; do Rio Grande do Sul, Ana Maria Pellini; do Piauí, Luis Henrique Carvalho; de São Paulo, Patricia Iglecias Lemos; de Alagoas, Claudio Alexandre Ayres da Costa; e do Paraná, Ricardo José Soavinski. Os estados da Bahia, Sergipe, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, também na área de abrangência da floresta, enviaram representantes. O encontro teve ainda a presença do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. O encontro foi o ponto de partida para a elaboração de uma carta conjunta, que irá consolidar o compromisso das autoridades. A intenção é que o documento seja divulgado no próximo dia 27 de maio, quando é comemorado oficialmente o Dia da Mata Atlântica. “Mas é preciso ir além de medidas de comando e controle: devemos usar mecanismos financeiros já existentes para bancar a conservação: ampliar o ICMS Ecológico, para ajudar municípios com unidades de conservação; usar os fundos estaduais e os fundos de compensação ambiental; estimular a criação de RPPN, as Reservas Particulares do Patrimônio Natural, já que 80% da Mata Atlântica está em áreas privadas; e implementar urgentemente incentivos previstos no Código Florestal, como o pagamento por serviços ambientais”, complementa Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação.

19 de maio, 2015