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CLIMA

Pesquisadora brasileira ganha Prêmio Ozônio

Pesquisadora brasileira ganha Prêmio Ozônio

Suely foi premiada como uma referência da ONU sobre clima

Fundador do Grupo Virgin, o bilionário e visionário Richard Branson aproveitou a Semana do Clima de Nova York para lançar o ‘Guardiões do Planeta’, um novo coletivo de líderes mundiais, ativistas do clima, executivos de empresas e celebridades em favor do clima. Na ocasião, foram anunciados os primeiros sete vencedores do Prêmio Ozônio, dentre os quais faz parte a pesquisadora brasileira Suely Machado Carvalho.

Suely foi premiada como uma referência da ONU sobre clima, fundamental para demonstrar a viabilidade técnica e econômica de soluções seguras e de baixo carbono para o ozônio e pelo seu sucesso no alinhamento da política governamental para a transformação desse mercado. Hoje, ela atua como especialista técnica sênior do Painel de Avaliação Econômica e de Tecnologia para o Protocolo de Montreal no Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e consultora da Rede Kigali no Brasil, que reúne organizações da sociedade civil em defesa de ações como a Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal. “Como a primeira brasileira co-presidente do Technology and Economic Assessment Panel e atualmente especialista senior estou muito feliz com o reconhecimento recebido. Ser premiada no momento que celebramos o dia internacional da preservação da camada de ozônio, coroa meu trabalho de mais de 35 anos de dedicação a essa causa”, disse Suely.

A iniciativa dos ‘Guardiões do Planeta’ visa evitar que a humanidade ultrapasse os limites que, nos últimos dez mil anos, tornaram a vida na Terra sustentável e equitativa para os seres humanos e outras espécies. O controle na emissão de gases que afetam a camada de ozônio no Protocolo de Montreal, celebrado nos anos 80 do século passado, é a prova de que indústria, governos e sociedade podem atuar em conjunto para salvar o planeta. "O Protocolo de Montreal — um triunfo da colaboração entre a ciência, os governos, as organizações multilaterais e as empresas — transformou indústrias inteiras, investiu na ciência para rastrear e compreender o problema e eliminou 99% das substâncias que empobrecem a camada de Ozônio. Os cientistas prevêem agora que a camada de Ozônio estará em grande parte restaurada até 2060", disse Branson

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PRÊMIO
SP pode ganhar "The Earthshot Prize"

O trabalho do Comitê de Apoio à Gestão Ambiental, do Governo do Estado de São Paulo, foi indicado para concorrer ao "The Earthshot Prize", uma premiação de incentivo à transformação e restauração do mundo nos próximos dez anos. O comitê paulista foi indicado pelo ICLEI América do Sul, que faz parte da equipe de avaliação da edição 2020. A iniciativa global do prêmio tem como foco cinco objetivos para o planeta cumprir até 2030 e, desta forma, preservar os recursos naturais para as gerações futuras: Proteger e restaurar a natureza, melhorar a qualidade do ar, revitalizar os oceanos, construir um mundo sem resíduos e mitigar as mudanças climáticas. Concedido pela The Royal Foundation of the Duke and Duchess of Cambridge, o prêmio selecionará cinco vencedores e cada um receberá um milhão de libras a serem aplicadas em projetos ambientais e de conservação. "A indicação do nosso comitê reconhece a importância dada pelo governo do estado de São Paulo ao enfrentamento dos desafios ambientais. Desde o início da gestão nós convidamos especialistas da sociedade civil para colaborarem com a elaboração de políticas públicas voltadas ao meio ambiente por acreditarmos que temas tão complexos como este requerem a troca de conhecimento e experiências em todos os campos sociais", afirma o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente Marcos Penido. O ICLEI disse que a indicação do grupo ambiental paulista se deu pela experiência do Comitê, que pode contribuir significativamente para as ações do Earthshot Prize, na criação de políticas públicas e inspirando, inclusive, lideranças governamentais a adotarem iniciativas semelhantes. A cada ano, entre 2021 e 2030, a cerimônia de premiação será em uma cidade diferente do mundo. Os vencedores da edição de 2020 serão anunciados em Londres, na Inglaterra, no segundo semestre deste ano.

11 de abril, 2021
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CAMADA DE OZÔNIO
Brasil obtém US$ 13 mi para proteção

Durante a 82ª Reunião do Comitê Executivo do Fundo Multilateral para Implementação do Protocolo de Montreal (FML), realizada no Canadá, de 3 a 7 de dezembro de 2018, o Brasil obteve aval de mais de US$ 13 milhões para ações de proteção da camada de ozônio. O valor refere-se à terceira parcela do recurso aprovado para implementação de ações e atividades definidos na Etapa 2 do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (hidroclorofluorcarbonos). O programa prevê a eliminação de 39,3% do consumo de HCFCs em 2020 e de 51,6%, em 2021, com a extinção total prevista para 2040. O programa brasileiro tem como foco os setores de manufatura de espumas de poliuretano (PU), manufatura de equipamentos de refrigeração e ar condicionado e setor de serviços, voltado a capacitações e treinamentos de técnicos sobre procedimentos de boas práticas que visam à mitigação de vazamentos de fluidos frigoríficos. O objetivo é auxiliar esses setores na transição e substituição dos HCFCs por alternativas ambientalmente adequadas. O PBH já possibilitou eliminar 36,92% do consumo dessas substâncias no País, bem acima dos 16,6% estipulados até 2019. Segundo o relatório "Scientific Assessment of Ozone Depletion: 2018", lançado em novembro passado, a concentração de substâncias destruidoras do ozônio caiu na atmosfera, o que mostrou uma recuperação da camada desde a última avaliação realizada, em 2014. O estudo mostra que o ozônio estratosférico se recuperou a uma taxa de 1% a 3% desde 2000. Projeções indicam que a camada de ozônio deve ter recuperação total no Hemisfério Norte e de latitude média até 2030, seguida pelo Hemisfério Sul na década de 2050 e regiões polares na década de 2060. No Brasil, a Abiquim, por meio da Comissão Setorial de Poliuretanos, fornece informações ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) e ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para a substituição do HCFC no Brasil. Em maio de 2017, a Abiquim promoveu, em parceria com o MMA e o PNUD, o Seminário sobre Formulação para Espumas Rígidas de Poliuretano, realizado no âmbito do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs. O evento, que aconteceu em São Paulo, debateu as alternativas para a substituição dos HCFCs na fabricação de espumas de poliuretano.

21 de janeiro, 2019
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CAMADA DE OZÔNIO
Brasil obtém US$ 4,8 mi para eliminar HCFCs

O Brasil obteve US$ 4,8 milhões para dar continuidade às ações de proteção da camada de ozônio. Os recursos se referem a uma parcela do total de US$ 35 milhões aprovados anteriormente para execução da segunda etapa do Programa Brasileiro de Eliminação dos Hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), substâncias nocivas usadas pelos setores de espumas e de refrigeração e ar condicionado. Foram aprovados também US$ 540 milhões para o triênio 2018/2020 que visam recompor os recursos do Fundo Multilateral com o objetivo de apoiar as ações de proteção da camada de ozônio nos países em desenvolvimento. O valor foi definido na 29ª Reunião das Partes do Protocolo de Montreal, realizada ao longo da semana passada. Simultaneamente, a cidade canadense sediou a 11ª Conferência das Partes para a Convenção de Viena, encontro que ocorre a cada três anos, com foco em questões científicas relacionadas ao ozônio. O Brasil também foi um dos premiados pelo Ozone Awards, que reconhece as realizações de maior sucesso no contexto do Protocolo de Montreal nos últimos 10 anos. O Brasil também recebeu um certificado de apreciação pelo compromisso e contribuição para o alcance das metas estabelecidas pelo Protocolo. Consultores brasileiros que compõem o Painel de Avaliação Técnica e Econômica também foram premiados. O Brasil já cortou 34% do consumo dos HCFCs por meio do Programa Brasileiro de Eliminação da substância, o PBH. Em 2040, o composto será totalmente banido. Atualmente o programa está em sua segunda etapa e tem foco nos setores de refrigeração, ar condicionado e espumas usadas em produtos como poltronas, sofás e volantes de automóveis. O objetivo é auxiliar o segmento na transição e substituição dos HCFCs por alternativas ambientalmente adequadas.

6 de dezembro, 2017
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PRIMATAS
Brasileira ganha prêmio por preservação

No último dia 31 de maio quatro cientistas receberam em Nova Iorque, Estados Unidos, o Sabin Conservation Prize, prêmio mundial pela conservação da natureza. Entre os vencedores estava a brasileira Cecília Kierulff, especialista no estudo e proteção de primatas da Mata Atlântica. Cecília é a primeira brasileira a ser nomeada e premiada pela fundação e receberá o prêmio “2015 Sabin Primate Conservation Prize” como uma homenagem ao trabalho que realizou durante toda a sua carreira na luta por espécies ameaçadas, como mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), o mico-leão-de-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) e o macaco-prego-do-peito-amarelo (Sapajus xanthosternos). Além da brasileira, a bióloga alemã Sabine Schoppe recebeu o prêmio “2015 Sabin Turtle Conservation Prize” pela sua contribuição para a conservação de espécies raras de tartarugas na Ásia, e os bolivianos Arturo Munoz e Claudia Cortez pelas ações tomadas contra a extinção da rã gigante do lago Titicaca com o “2015 Sabin Amphibian Conservation Prize”. Criado pelo empresário norte-americano e filantropo Andrew Sabin em 2013, por meio da Andrew Sabin Family Foundation, o prêmio reconhece cientistas em todo o mundo que se destacam na conservação de espécies que correm o risco de extinção, seja pela redução e destruição de seu hábitat natural, ou por causas diretas como a caça ou o tráfico, por exemplo. A premiação, que acontece anualmente, é uma organização da Andrew Sabin Family Foundation, em parceria com as instituições internacionais Conservation International, IUCN/SSC Primate Specialist Group (PSG), The Turtle Conservancy, Amphibian Survival Alliance e Global Wildlife Conservation.

9 de junho, 2016
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OZÔNIO
Brasil recebe US$ 3 bilhões para combater HCFCs

O Brasil receberá US$ 3 bilhões oriundos de doações de países desenvolvidos para investir na proteção da camada de ozônio. Os recursos serão aplicados em projetos que retirem de circulação os hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), substâncias ainda usadas em espumas e em equipamentos de refrigeração e responsáveis por destruir a concentração de gás ozônio que protege a Terra dos raios ultravioletas. O montante faz parte da quarta parcela da primeira etapa do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH) e vem do Fundo Multilateral para implementação do Protocolo de Montreal. Os países desenvolvidos depositam neste fundo, verba para financiar ação de eliminação da produção e do consumo das substâncias destruidoras do ozônio. A expectativa é que os US$ 3 bilhões sejam investidos em várias linhas, como a preparação de novos contratos com o setor privado para promover a substituição, no processo produtivo, dos HCFCs por substâncias menos nocivas à camada de ozônio e ao meio ambiente, além de atividades de gestão e de verificação de dados referentes ao consumo dos HCFCs no Brasil. Até o próximo dia 14 de junho, os brasileiros poderão contribuir para a exclusão dessas substâncias no processo de produção. Está aberta Consulta Pública para o recebimento de contribuições para a segunda etapa do PBH, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). A Consulta Pública tem como objetivo definir as ações que serão executadas entre 2015 e 2020 e solicitar recursos para essa execução. Na primeira etapa do programa, o Brasil se comprometeu a congelar o consumo dos HCFCs e a reduzir em 16,6% o uso das substâncias até 2015. Para 2020, a meta é reduzir em 35% do consumo da linha de base. As contribuições serão analisadas para subsidiar a construção da segunda etapa do PBH, que será submetida ao Comitê Executivo do FML, em reunião marcada para novembro de 2015. Para participar da Consulta Pública, basta acessar o documento, preencher o formulário e enviar para [email protected] .

10 de junho, 2015