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BENS DE CONSUMO

Brasileiros mais preocupados com desmatamento

Empresa global especializada em dados, insights e consultoria, a Kantar lançou a 2ª edição do estudo Who Cares, Who Does?, o qual revelou que os brasileiros estão mais preocupados com o desmatamento (+10%) e com o desperdício de agua (+9%) na comparação com 2019. A pesquisa apontou que esses clientes passaram a exigir responsabilidade das indústrias de bens de consumo massivo (FMCG). Na América Latina, a água é a principal preocupação, seguida pelas mudanças climáticas e desmatamento, em terceiro, praticamente empatado com contaminação do ar. O papel das empresas de bens de consumo massivo foi destaque da pesquisa. Quase todos os entrevistados assinalaram a influência dessa indústria na área ambiental. “Ainda que o reconhecimento dela como agente de mudança seja unanimidade globalmente, é ainda mais forte entre os consumidores latino-americanos”, explica Kesley Gomes, Diretora Latam de LinkQ da Kantar. Segundo Kesley, 21% desses consumidores responderam que as empresas têm um papel relevante no cuidado com a água ao evitar o desperdício, a escassez ou a contaminação durante a fabricação de seus produtos. Os consumidores exigem indústrias responsáveis e 48% acreditam que a primeira ação a ser tomada por elas é explicar e educar a população quanto ao uso adequado da água. O desenvolvimento e a inovação também são importantes. Um exemplo são produtos fáceis de enxaguar ou concentrados que demandem menos água. “O consumidor está cada vez mais responsável. Porém, enquanto os hábitos já estão arraigados, ainda existe muita oportunidade no que se refere ao uso de produtos”, finaliza a executiva. O estudo Who Cares, Who Does? dividiu os consumidores em três grupos de relação com o meio ambiente: 68% dos brasileiros têm pouco ou nenhum interesse pelos desafios ambientais do planeta e não estão fazendo nada para mudar esta postura. Eles integram um grupo chamado de EcoDismissers. O percentual é o mesmo de 2019. Já os EcoConsiderers, tomam algumas medidas para reduzir seu impacto ambiental, cresceram 1%, passando para 24% em 2020, enquanto os EcoActives, que trabalham constantemente para diminuir os níveis de resíduos plásticos e para proteger o meio ambiente, cresceram de 6% para 8%. Na América Latina como um todo, o número de EcoDismissers caiu de 63% para 47%, enquanto o de EcoConsiderers passou de 26% para 36% e o de EcoActives de 12% para 18%. O estudo contou com a participação de 80 mil consumidores de 19 países, localizados na Europa, América Latina, Estados Unidos e Ásia. Mais informações em www.kantar.com/whocareswhodoes .

Empresa global especializada em dados, insights e consultoria, a Kantar lançou a 2ª edição do estudo Who Cares, Who Does?, o qual revelou que os brasileiros estão mais preocupados com o desmatamento (+10%) e com o desperdício de agua (+9%) na comparação com 2019. A pesquisa apontou que esses clientes passaram a exigir responsabilidade das indústrias de bens de consumo massivo (FMCG). 

Na América Latina, a água é a principal preocupação, seguida pelas mudanças climáticas e desmatamento, em terceiro, praticamente empatado com contaminação do ar. O papel das empresas de bens de consumo massivo foi destaque da pesquisa. Quase todos os entrevistados assinalaram a influência dessa indústria na área ambiental. “Ainda que o reconhecimento dela como agente de mudança seja unanimidade globalmente, é ainda mais forte entre os consumidores latino-americanos”, explica Kesley Gomes, Diretora Latam de LinkQ da Kantar.

Segundo Kesley, 21% desses consumidores responderam que as empresas têm um papel relevante no cuidado com a água ao evitar o desperdício, a escassez ou a contaminação durante a fabricação de seus produtos. Os consumidores exigem indústrias responsáveis e 48% acreditam que a primeira ação a ser tomada por elas é explicar e educar a população quanto ao uso adequado da água. O desenvolvimento e a inovação também são importantes. Um exemplo são produtos fáceis de enxaguar ou concentrados que demandem menos água. “O consumidor está cada vez mais responsável. Porém, enquanto os hábitos já estão arraigados, ainda existe muita oportunidade no que se refere ao uso de produtos”, finaliza a executiva.

O estudo Who Cares, Who Does? dividiu os consumidores em três grupos de relação com o meio ambiente: 68% dos brasileiros têm pouco ou nenhum interesse pelos desafios ambientais do planeta e não estão fazendo nada para mudar esta postura. Eles integram um grupo chamado de EcoDismissers. O percentual é o mesmo de 2019. Já os EcoConsiderers, tomam algumas medidas para reduzir seu impacto ambiental, cresceram 1%, passando para 24% em 2020, enquanto os EcoActives, que trabalham constantemente para diminuir os níveis de resíduos plásticos e para proteger o meio ambiente, cresceram de 6% para 8%.

Na América Latina como um todo, o número de EcoDismissers caiu de 63% para 47%, enquanto o de EcoConsiderers passou de 26% para 36% e o de EcoActives de 12% para 18%. O estudo contou com a participação de 80 mil consumidores de 19 países, localizados na Europa, América Latina, Estados Unidos e Ásia. Mais informações em www.kantar.com/whocareswhodoes.

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O meio ambiente grita pelo uso mais racional da água e energia
ARTIGO
O meio ambiente grita pelo uso mais racional da água e energia

Por Marco Dutra * Conhecido pela abundância dos recursos hídricos, o Brasil tem vivido períodos de escassez. O país enfrenta uma situação crítica com o menor nível de chuvas dos últimos 91 anos, com reflexos na retomada da economia e em outros setores importantes, a exemplo do elétrico e da agricultura. As transformações no meio ambiente, impulsionadas pelo avanço da globalização, têm causado inúmeras mudanças climáticas, ocasionando em baixas precipitações pluviométricas, aumento das estiagens e secas, assim como os desastres provocados pela natureza. No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado dia 5 de junho, somos convocados a reduzir o nosso consumo para mitigar a possibilidade de racionamento. O que nos faz lembrar da finitude dos recursos naturais - motivo que por si só reforça o uso mais racional da água e da energia. Só a mudança de hábitos dos brasileiros pode mudar esse cenário, inclusive na decisão de compra do consumidor, por meio da escolha de produtos eficientes que geram redução de consumo e despesas. É evidente e primordial que os setores da economia incrementem investimentos na área socioambiental e de governança (ESG). De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o setor agrícola consome 70% de água, a indústria 22% e o uso residencial 8%. Segundo o boletim anual de mercado da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (ABRACEEL), divulgado neste ano, 32% de toda a energia do País é consumida por grandes indústrias, comércios e empresas ligadas em média e alta tensão, que precisam urgentemente mudar sua matriz de energia por fontes renováveis, bem como buscar soluções em máquinas e equipamentos mais econômicos. As instituições, juntamente com a população, precisam se empenhar para evitar desperdícios. A ONU (Organização das Nações Unidas) prevê que, em 2030, a sociedade precisará de 40% a mais de água e 50% a mais de energia. A responsabilidade por um mundo mais sustentável, em prol das gerações futuras, é dever de todos. Menos gastos dos recursos hídricos podem produzir mais riqueza na economia. É o que afirma um estudo elaborado no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA). Na contramão do mundo, o país desperdiça 39,3% de água potável, devido a perdas no sistema de distribuição, conforme o levantamento divulgado pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS 2019). Já a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico de 2017 do IBGE revela também que o consumo pelo brasileiro supera a média mundial em 30 litros. Assumir a agenda da sustentabilidade é se comprometer com a economia e com o planeta. Seja a diferença! * Marco Dutra é Diretor da Kärcher no Brasil

10 de junho, 2021
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MEIO AMBIENTE
Brasileiros não compram produtos prejudiciais

Segundo pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência encomendada pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS Rio) em parceria com o Programa de Comunicação de Mudança Climática da Universidade de Yale (Yale Program on Climate Change Communication), quatro em cada cinco brasileiros acham que as queimadas na Amazônia prejudicam a imagem do Brasil no exterior e 78% acreditam que elas podem prejudicar as relações do Brasil no mercado internacional. A pesquisa foi realizada com brasileiros de todas as regiões, classes e níveis de escolaridade, refletindo o perfil da população brasileira acima dos 18 anos. Para 77% dos brasileiros, é fundamental proteger o meio ambiente, mesmo que isto signifique um menor crescimento econômico. Entre os brasileiros, é praticamente uma unanimidade que o aquecimento global está acontecendo (92%) e já pode prejudicar – e muito – a atual geração (72%). Em relação às queimadas, 90% indicam que elas são uma ameaça para o clima e o meio ambiente do planeta e 92% acreditam que elas prejudicam a qualidade de vida da população. A pesquisa traz um alerta para políticos e empresários: quase metade dos brasileiros (42%) declarou já ter votado em algum político em razão de suas propostas para defesa do meio ambiente e mais da metade (59%) deixou de comprar ou usar algum produto que prejudique o meio ambiente. “A atual política ambiental do Brasil nos isola no cenário internacional e pode nos custar empregos e atrasar nossa recuperação pós-COVID. O Brasil caminha na direção contrária do que esperam os investidores e líderes internacionais, bem no momento em que o mundo se realinha para combater o problema das mudanças climáticas”, analisa Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima. Para os brasileiros, governos e empresas, com 32% e 35%, respectivamente, podem contribuir para resolver o problema das mudanças climáticas. “O entendimento dos brasileiros reflete o que desejam consumidores e investidores. As empresas devem buscar desempenhar um papel mais estratégico no desenvolvimento sustentável. Várias corporações já se uniram nesse esforço, mas precisamos avançar mais se quisermos permanecer relevantes nas cadeias econômicas globais”, completa Marcello Brito, representante da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, movimento que reúne mais de 270 organizações do setor privado, financeiro, sociedade civil e academia. 77% dos brasileiros apontam a ação humana como principal causa das queimadas na Amazônia para 77%, dentre os quais os maiores responsáveis seriam madeireiros (76%), agricultores (49%), pecuaristas (48%) e garimpeiros (41%). Mesmo quando se considera apenas o indicado em primeiro lugar, estes atores continuam sendo os mais citados. Perguntados sobre de quem é a responsabilidade em contribuir para resolver o problema, mais da metade da população (54%) entende que a responsabilidade é do governo. Segundo Anthony Leiserowitz, diretor do Yale Program on Climate Change Communication, há semelhanças e diferenças entre o Brasil e os Estados Unidos: “Os resultados são fascinantes – eles nos ajudam a entender a opinião pública brasileira e fornecem um contraste muito interessante com a opinião pública nos Estados Unidos. Por exemplo, 92% dos brasileiros entendem que o aquecimento global está acontecendo. Nos Estados Unidos, esse percentual é de apenas 73%. Da mesma forma, 78% dos brasileiros dizem que o aquecimento global é uma questão muito importante, em comparação com apenas 37% dos americanos. Ao mesmo tempo, também vemos padrões semelhantes entre os dois países. Tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, os jovens, aqueles que se declaram mais à esquerda no espectro político, com ensino superior e as mulheres, afirmam conhecer mais e estar mais preocupados com as mudanças climáticas, o desmatamento e o meio ambiente do que os entrevistados mais velhos, que se declaram mais à direita politicamente, com menor grau de instrução e homens. Esperamos que esses resultados sejam úteis para muitos atores no Brasil, como funcionários do governo, líderes empresariais e organizações da sociedade civil”. Rosi Rosendo, diretora de contas na área de Opinião Pública, Política e Comunicação do IBOPE Inteligência, afirma que os resultados apontam para uma grande preocupação da população brasileira em relação ao meio ambiente, pauta que tem tomado conta dos noticiários nos últimos anos, principalmente em função das queimadas que ocorreram na Amazônia em 2019 e no Pantanal e no Cerrado no segundo semestre de 2020, ambos acontecimentos que tiveram forte repercussão internacional. “As queimadas foram percebidas pelos brasileiros como acontecimentos que prejudicam a imagem do Brasil no exterior e que podem até impactar negativamente a relação comercial com outros países. No entanto, ainda que a população considere importante a preservação do meio ambiente, há muito que se avançar em termos de educação e disseminação de conhecimento sobre as mudanças climáticas e o aquecimento global, já que apenas um em cada cinco brasileiros declarou saber muito sobre o assunto, resultados que devem ser levados em conta tanto pelo governo quanto pelas empresas em ações de preservação do meio ambiente”, acrescenta Rosi. Fabro Steibel, diretor do ITS, explica que novas rodadas da pesquisa serão realizadas e que o objetivo é medir a percepção do brasileiro sobre o clima ao longo dos anos. “Nós percebemos que há pesquisas sobre a percepção de clima, mas elas não têm continuidade. Dando continuidade, poderemos acompanhar se haverá evolução da preocupação”.

8 de fevereiro, 2021
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ÁGUA POTÁVEL
Estudo mostra impacto por demanda

O Instituto Trata Brasil divulgou estudo intitulado “Demanda Futura por Água Tratada nas Cidades Brasileiras – 2019 a 2040” que mostra cenários do consumo de água sob as novas perspectivas demográficas e econômicas e as mudanças climáticas. Realizada pela Ex Ante Consultoria, a pesquisa tem apoio acadêmico, como a dissertação desenvolvida por Rubens Amaral Ferreira Filho para o programa de Mestrado Profissional de Ambiente, Saúde e Sustentabilidade da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (SP) e apoio do Prof. Dr. Roger Rodrigues Tadeu, pesquisador do Clima da Universidade Federal de Itajubá, além do apoio institucional da The Nature Conservancy (TNC), organização global de conservação ambiental. O estudo utiliza metodologia amparada em análises prospectivas de vendas e produção de bens e serviços na economia de uma forma geral. A proposta é que o estudo sirva para amparar planejamentos de longo prazo, seja de empresas ou do poder público, em especial na gestão de recursos ambientais. A metodologia completa estará no site www.tratabrasil.org.br . O estudo aponta que quanto maior o crescimento econômico de um local – acompanhado de crescimento demográfico – maior será a demanda por água. Considerando um cenário de mudanças expressivas no padrão de consumo e uma elevação mais acentuada do PIB per capita, os cálculos, para os próximos 23 anos (2017 a 2040), evidenciaram um grande aumento na demanda pela água no Brasil somente em razão do crescimento econômico e da expansão demográfica. A demanda potencial de água pode atingir 14,299 bilhões de m³ em 2040, um acréscimo de 2,837 bilhões de m³ em relação à demanda de 2017. Esse volume corresponde ao consumo de água de todos os municípios do estado de São Paulo em 2017. No caso da demanda por água potável ser totalmente atendida em 2040, as cidades brasileiras precisariam receber 4,337 bilhões de m³ de água a mais do que foi efetivamente entregue em 2017. O crescimento de demanda seria, portanto, de 43,5% em 23 anos, ou ainda, de 1,6% ao ano. Esse volume se aproxima da demanda efetiva dos estados de São Paulo e Minas Gerais em 2017. Para outro efeito de comparação, seriam necessários 4,4 Sistemas Cantareira cheios a mais só para atender a água adicional em 2040. No caso do Brasil continuar com a ineficiência atual dos serviços, a produção necessária adicional de água seria de 7,030 bilhões de m³ em 2040: 4,337 bilhões de m³ para suprir a demanda adicional e 2,693 bilhões de m³ de desperdícios, um acréscimo de 70,5% em relação ao que foi entregue em 2017. No que se refere às mudanças climáticas, o levantamento constatou um aumento na temperatura nos estados de São Paulo e Ceará entre 1980 e 2015. O estudo mostrou que o acréscimo de 1°C na temperatura máxima ao longo do ano até 2040, no Brasil, elevaria o consumo de água em 2,4%, o que resultaria em uma demanda adicional às causadas pelos fatores econômicos e demográficos, próxima a 343 milhões m³ por ano. Segundo Roger Torres, professor da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), cujo tema de pesquisa envolve os impactos e as vulnerabilidades brasileiras frente às mudanças, "as mudanças climáticas são um grande desafio a ser enfrentado por todas as nações no século XXI. Em especial, o Brasil, por sua dimensão territorial que envolve diversos climas, biomas e realidades socioeconômicas, é uma dessas nações que poderão ser profundamente impactadas pelas mudanças climáticas. Tais impactos poderão vir de diversas formas, tais como aumentos expressivos de precipitação na região Sul e diminuição na região Nordeste, que poderão afetar intensamente os diversos usos da água no país." O aquecimento de 1°C pode levar várias regiões à desertificação e ampliar a área do semiárido brasileiro, que já reúne municípios mais secos e com maior dificuldade de suprir a demanda. Há cidades onde a escassez sistemática de água pode superar 20% da demanda. Édison Carlos, presidente do Instituto Trata Brasil, disse que "para atender a demanda incremental da água necessária à expansão demográfica, crescimento econômico e pelas necessidades da universalização do abastecimento, as cidades e o setor de saneamento terão que dar respostas. “Serão necessários altos investimentos em reservação, tratamento dos esgotos e na redução das perdas, com troca de redes e eficiência na distribuição de água potável. E teremos que monitorar com atenção as áreas em que o aquecimento global pode provocar menos chuvas e ainda mais escassez desses recursos”.

31 de agosto, 2020
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CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL
Brasileiros preferem marcas sustentáveis

Segundo levantamento realizado pela Union + Webster, 87% dos consumidores brasileiros preferem comprar produtos de marcas sustentáveis. A pesquisa mostrou ainda que 24% da população brasileira é da geração Z, jovens nascidos entre 1999 e 2019, tornando-os o segundo maior público consumidor do país, atrás apenas dos millenials — a geração nascida entre 1981 e 1998. Os jovens estão mais engajados em causas socioambientais e é cada vez mais difícil uma empresa sobreviver sem se preocupar com estes temas. Por outro lado, além de visar o lucro, grande parte dos negócios (principalmente aqueles que têm como cliente final o consumidor jovem) tem se reinventado e focado em ações que diminuam o impacto negativo de suas ações no planeta e na sociedade em que estão presentes. “O fato é que o consumidor evoluiu e, assim como o mercado está em constante mudança, a sua satisfação passa por um processo de adequação, uma vez que envolve algo mais que um bom produto com características positivas ou serviço prestado”, diz o professor de Marketing Digital do Centro Universitário Internacional Uninter, Achiles Batista Ferreira Junior. “Quem compra hoje, leva em consideração os aspectos sociais, ambientais e econômicos, sendo que, especificamente no quesito social, trata do capital humano de uma empresa ou sociedade. Ou seja, nesse novo mercado, definitivamente não basta ser bom, tem que parecer ser bom e provar em todos os aspectos suas qualidades, com um ciclo definido, como começo, meio e fim’’, afirma. O professor diz ainda eu est é uma tendência mundial, influenciada, muitas vezes, pela democratização da informação que aproximou a realidade do mundo’’, diz o especialista. Fatores anteriormente vistos como menos importantes, como preocupação com meio ambiente, logística reversa, tempo de decomposição, qualidade de vida e desenvolvimento regional, por exemplo, agora são prioridade para um consumidor cada vez mais consciente dos impactos da indústria e comércio no meio ambiente e na sociedade como um todo.

3 de março, 2020
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COMPORTAMENTO
Meio ambiente preocupa paulistas

Segundo o levantamento “Who Cares, Who Does”, da Kantar, empresa de dados, insights e consultoria, as três questões que mais preocupam o morador da região da Grande São Paulo são a poluição das águas, o desaparecimento e desmatamento da floresta tropical e o desperdício hídrico, respectivamente. Outro ponto mencionado pelos paulistanos é o plástico. Na hora das compras, 59% dos paulistas preferem alimentos que são embalados de maneira ecologicamente correta e 25% afirmam que - com certeza - pagariam a mais por um produto cuja embalagem seja feita de plástico biodegradável. Os moradores da Grande São Paulo elegem os fabricantes, varejistas e próprio consumidor, nesta ordem de prioridade, como os principais responsáveis pelo desperdício de plástico no meio ambiente. As principais causas de desperdício de plástico nos lares paulistas são os sacos de plástico para carregar compras (55%) e as garrafas plásticas descartáveis (40%). Mais da metade (58%) dos entrevistados também declarou que constantemente se preocupa com os problemas causados pelo plástico aos animais marinhos. 40% dos paulistas são favoráveis a comprar alimentos orgânicos (sem agrotóxicos), enquanto 63% optam por produtos naturais (sem processos químicos). Se considerado o comportamento no Brasil, os números são diferentes e 69% dos brasileiros elegem os naturais, enquanto 45% os orgânicos. A população de São Paulo também reduziu o consumo de carne vermelha (16%), versus 22% dos brasileiros. Dentre os consumidores que diminuíram a taxa, 23% foram devido ao corte de gastos com alimentação, 19% por preocupação com conservantes e 18% pelo cuidado com o bem-estar animal.

17 de fevereiro, 2020