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COMPORTAMENTO

Meio ambiente preocupa paulistas

Segundo o levantamento “Who Cares, Who Does”, da Kantar, empresa de dados, insights e consultoria, as três questões que mais preocupam o morador da região da Grande São Paulo são a poluição das águas, o desaparecimento e desmatamento da floresta tropical e o desperdício hídrico, respectivamente. Outro ponto mencionado pelos paulistanos é o plástico. Na hora das compras, 59% dos paulistas preferem alimentos que são embalados de maneira ecologicamente correta e 25% afirmam que - com certeza - pagariam a mais por um produto cuja embalagem seja feita de plástico biodegradável. Os moradores da Grande São Paulo elegem os fabricantes, varejistas e próprio consumidor, nesta ordem de prioridade, como os principais responsáveis pelo desperdício de plástico no meio ambiente. As principais causas de desperdício de plástico nos lares paulistas são os sacos de plástico para carregar compras (55%) e as garrafas plásticas descartáveis (40%). Mais da metade (58%) dos entrevistados também declarou que constantemente se preocupa com os problemas causados pelo plástico aos animais marinhos. 40% dos paulistas são favoráveis a comprar alimentos orgânicos (sem agrotóxicos), enquanto 63% optam por produtos naturais (sem processos químicos). Se considerado o comportamento no Brasil, os números são diferentes e 69% dos brasileiros elegem os naturais, enquanto 45% os orgânicos. A população de São Paulo também reduziu o consumo de carne vermelha (16%), versus 22% dos brasileiros. Dentre os consumidores que diminuíram a taxa, 23% foram devido ao corte de gastos com alimentação, 19% por preocupação com conservantes e 18% pelo cuidado com o bem-estar animal.

Segundo o levantamento “Who Cares, Who Does”, da Kantar, empresa de dados, insights e consultoria, as três questões que mais preocupam o morador da região da Grande São Paulo são a poluição das águas, o desaparecimento e desmatamento da floresta tropical e o desperdício hídrico, respectivamente. 
 
Outro ponto mencionado pelos paulistanos é o plástico. Na hora das compras, 59% dos paulistas preferem alimentos que são embalados de maneira ecologicamente correta e 25% afirmam que - com certeza - pagariam a mais por um produto cuja embalagem seja feita de plástico biodegradável. Os moradores da Grande São Paulo elegem os fabricantes, varejistas e próprio consumidor, nesta ordem de prioridade, como os principais responsáveis pelo desperdício de plástico no meio ambiente. As principais causas de desperdício de plástico nos lares paulistas são os sacos de plástico para carregar compras (55%) e as garrafas plásticas descartáveis (40%). Mais da metade (58%) dos entrevistados também declarou que constantemente se preocupa com os problemas causados pelo plástico aos animais marinhos.
 
40% dos paulistas são favoráveis a comprar alimentos orgânicos (sem agrotóxicos), enquanto 63% optam por produtos naturais (sem processos químicos). Se considerado o comportamento no Brasil, os números são diferentes e 69% dos brasileiros elegem os naturais, enquanto 45% os orgânicos. A população de São Paulo também reduziu o consumo de carne vermelha (16%), versus 22% dos brasileiros. Dentre os consumidores que diminuíram a taxa, 23% foram devido ao corte de gastos com alimentação, 19% por preocupação com conservantes e 18% pelo cuidado com o bem-estar animal.

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MEIO AMBIENTE
Brasileiros não compram produtos prejudiciais

Segundo pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência encomendada pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS Rio) em parceria com o Programa de Comunicação de Mudança Climática da Universidade de Yale (Yale Program on Climate Change Communication), quatro em cada cinco brasileiros acham que as queimadas na Amazônia prejudicam a imagem do Brasil no exterior e 78% acreditam que elas podem prejudicar as relações do Brasil no mercado internacional. A pesquisa foi realizada com brasileiros de todas as regiões, classes e níveis de escolaridade, refletindo o perfil da população brasileira acima dos 18 anos. Para 77% dos brasileiros, é fundamental proteger o meio ambiente, mesmo que isto signifique um menor crescimento econômico. Entre os brasileiros, é praticamente uma unanimidade que o aquecimento global está acontecendo (92%) e já pode prejudicar – e muito – a atual geração (72%). Em relação às queimadas, 90% indicam que elas são uma ameaça para o clima e o meio ambiente do planeta e 92% acreditam que elas prejudicam a qualidade de vida da população. A pesquisa traz um alerta para políticos e empresários: quase metade dos brasileiros (42%) declarou já ter votado em algum político em razão de suas propostas para defesa do meio ambiente e mais da metade (59%) deixou de comprar ou usar algum produto que prejudique o meio ambiente. “A atual política ambiental do Brasil nos isola no cenário internacional e pode nos custar empregos e atrasar nossa recuperação pós-COVID. O Brasil caminha na direção contrária do que esperam os investidores e líderes internacionais, bem no momento em que o mundo se realinha para combater o problema das mudanças climáticas”, analisa Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima. Para os brasileiros, governos e empresas, com 32% e 35%, respectivamente, podem contribuir para resolver o problema das mudanças climáticas. “O entendimento dos brasileiros reflete o que desejam consumidores e investidores. As empresas devem buscar desempenhar um papel mais estratégico no desenvolvimento sustentável. Várias corporações já se uniram nesse esforço, mas precisamos avançar mais se quisermos permanecer relevantes nas cadeias econômicas globais”, completa Marcello Brito, representante da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, movimento que reúne mais de 270 organizações do setor privado, financeiro, sociedade civil e academia. 77% dos brasileiros apontam a ação humana como principal causa das queimadas na Amazônia para 77%, dentre os quais os maiores responsáveis seriam madeireiros (76%), agricultores (49%), pecuaristas (48%) e garimpeiros (41%). Mesmo quando se considera apenas o indicado em primeiro lugar, estes atores continuam sendo os mais citados. Perguntados sobre de quem é a responsabilidade em contribuir para resolver o problema, mais da metade da população (54%) entende que a responsabilidade é do governo. Segundo Anthony Leiserowitz, diretor do Yale Program on Climate Change Communication, há semelhanças e diferenças entre o Brasil e os Estados Unidos: “Os resultados são fascinantes – eles nos ajudam a entender a opinião pública brasileira e fornecem um contraste muito interessante com a opinião pública nos Estados Unidos. Por exemplo, 92% dos brasileiros entendem que o aquecimento global está acontecendo. Nos Estados Unidos, esse percentual é de apenas 73%. Da mesma forma, 78% dos brasileiros dizem que o aquecimento global é uma questão muito importante, em comparação com apenas 37% dos americanos. Ao mesmo tempo, também vemos padrões semelhantes entre os dois países. Tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, os jovens, aqueles que se declaram mais à esquerda no espectro político, com ensino superior e as mulheres, afirmam conhecer mais e estar mais preocupados com as mudanças climáticas, o desmatamento e o meio ambiente do que os entrevistados mais velhos, que se declaram mais à direita politicamente, com menor grau de instrução e homens. Esperamos que esses resultados sejam úteis para muitos atores no Brasil, como funcionários do governo, líderes empresariais e organizações da sociedade civil”. Rosi Rosendo, diretora de contas na área de Opinião Pública, Política e Comunicação do IBOPE Inteligência, afirma que os resultados apontam para uma grande preocupação da população brasileira em relação ao meio ambiente, pauta que tem tomado conta dos noticiários nos últimos anos, principalmente em função das queimadas que ocorreram na Amazônia em 2019 e no Pantanal e no Cerrado no segundo semestre de 2020, ambos acontecimentos que tiveram forte repercussão internacional. “As queimadas foram percebidas pelos brasileiros como acontecimentos que prejudicam a imagem do Brasil no exterior e que podem até impactar negativamente a relação comercial com outros países. No entanto, ainda que a população considere importante a preservação do meio ambiente, há muito que se avançar em termos de educação e disseminação de conhecimento sobre as mudanças climáticas e o aquecimento global, já que apenas um em cada cinco brasileiros declarou saber muito sobre o assunto, resultados que devem ser levados em conta tanto pelo governo quanto pelas empresas em ações de preservação do meio ambiente”, acrescenta Rosi. Fabro Steibel, diretor do ITS, explica que novas rodadas da pesquisa serão realizadas e que o objetivo é medir a percepção do brasileiro sobre o clima ao longo dos anos. “Nós percebemos que há pesquisas sobre a percepção de clima, mas elas não têm continuidade. Dando continuidade, poderemos acompanhar se haverá evolução da preocupação”.

8 de fevereiro, 2021
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BENS DE CONSUMO
Brasileiros mais preocupados com desmatamento

Empresa global especializada em dados, insights e consultoria, a Kantar lançou a 2ª edição do estudo Who Cares, Who Does?, o qual revelou que os brasileiros estão mais preocupados com o desmatamento (+10%) e com o desperdício de agua (+9%) na comparação com 2019. A pesquisa apontou que esses clientes passaram a exigir responsabilidade das indústrias de bens de consumo massivo (FMCG). Na América Latina, a água é a principal preocupação, seguida pelas mudanças climáticas e desmatamento, em terceiro, praticamente empatado com contaminação do ar. O papel das empresas de bens de consumo massivo foi destaque da pesquisa. Quase todos os entrevistados assinalaram a influência dessa indústria na área ambiental. “Ainda que o reconhecimento dela como agente de mudança seja unanimidade globalmente, é ainda mais forte entre os consumidores latino-americanos”, explica Kesley Gomes, Diretora Latam de LinkQ da Kantar. Segundo Kesley, 21% desses consumidores responderam que as empresas têm um papel relevante no cuidado com a água ao evitar o desperdício, a escassez ou a contaminação durante a fabricação de seus produtos. Os consumidores exigem indústrias responsáveis e 48% acreditam que a primeira ação a ser tomada por elas é explicar e educar a população quanto ao uso adequado da água. O desenvolvimento e a inovação também são importantes. Um exemplo são produtos fáceis de enxaguar ou concentrados que demandem menos água. “O consumidor está cada vez mais responsável. Porém, enquanto os hábitos já estão arraigados, ainda existe muita oportunidade no que se refere ao uso de produtos”, finaliza a executiva. O estudo Who Cares, Who Does? dividiu os consumidores em três grupos de relação com o meio ambiente: 68% dos brasileiros têm pouco ou nenhum interesse pelos desafios ambientais do planeta e não estão fazendo nada para mudar esta postura. Eles integram um grupo chamado de EcoDismissers. O percentual é o mesmo de 2019. Já os EcoConsiderers, tomam algumas medidas para reduzir seu impacto ambiental, cresceram 1%, passando para 24% em 2020, enquanto os EcoActives, que trabalham constantemente para diminuir os níveis de resíduos plásticos e para proteger o meio ambiente, cresceram de 6% para 8%. Na América Latina como um todo, o número de EcoDismissers caiu de 63% para 47%, enquanto o de EcoConsiderers passou de 26% para 36% e o de EcoActives de 12% para 18%. O estudo contou com a participação de 80 mil consumidores de 19 países, localizados na Europa, América Latina, Estados Unidos e Ásia. Mais informações em www.kantar.com/whocareswhodoes .

9 de novembro, 2020
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MACROMETRÓPOLE PAULISTA
Os impactos do crescimento desordenado

Segundo os pesquisadores reunidos no “Fórum de Governança Ambiental da Macrometrópole Paulista”, dos 33 milhões de habitantes da macrometrópole, 3,8 milhões vivem atualmente em condições precárias em 113 dos 174 municípios da área. A macrometrópole paulista engloba as regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas, Baixada Santista, Sorocaba, Vale do Paraíba e Litoral Norte, além das aglomerações urbanas de Jundiaí, Piracicaba e Bragança Paulista. Calcula-se que o território ocupado por esta parte da população seja de 31,5 mil km² e que esteja avançando em direção a áreas de mananciais e de preservação ambiental. “Ao analisar a distribuição populacional na região, é possível identificar um padrão de ocupação disperso e descontrolado associado à renda”, disse a pesquisadora Angélica Benatti Alvim, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Segundo ela, existe uma concentração de residências de pessoas de alta e média renda próximas aos principais centros urbanos, onde há disponibilidade de empregos e atividades de comércio, serviços, polos de alta tecnologia e infraestrutura de transporte. “Já as moradias da população de baixa renda situam-se em assentamentos precários localizados, de modo espraiado, em áreas de maior fragilidade e de preservação ambiental”, disse. Angélica comenta que as regiões mais observadas têm sido as metropolitanas de São Paulo, Campinas, Baixada Santista e Vale do Ribeira, já que há o avanço de aglomerados urbanos precários em áreas de preservação ambiental. Também percebemos que áreas próximas à Serra do Japi, em Jundiaí, no Vale do Paraíba e no litoral norte de São Paulo têm sido pressionadas pela ocupação desordenada”. A ocupação desordenada contribui para maior escassez hídrica, em especial na Região Metropolitana de São Paulo, o que coloca em risco a sustentabilidade de regiões vizinhas à macrometrópole, como é o caso da região do Vale do Ribeira. Segundo estudos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), as áreas mais populosas dessas regiões podem ter de emprestar água de outras regiões em um futuro próximo. O último Censo Demográfico do IBGE apontou 2,1 milhões de pessoas vivendo em aglomerados subnormais (favelas) na Região Metropolitana de São Paulo. Já na Região Metropolitana da Baixada Santista havia 297 mil e, na de Campinas, pouco mais de 234 mil. Estas 2,1 milhões de pessoas estariam distribuídas em 596 mil domicílios. Desse total, 148 mil estariam situados às margens de córregos, rios e áreas de proteção permanente (APPs), 10 mil em áreas de preservação ambiental e quase dois mil em aterros sanitários, lixões e outras áreas contaminadas, ainda de acordo com dados do IBGE. Entretanto, estudo realizado por pesquisadores do Centro de Estudos da Metrópole (CEM), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID’s), apoiados pela Fapesp, revelou que há 1,1 milhão de pessoas a mais em situação de precariedade do que registraram os dados do último Censo Demográfico do IBGE. Com isso, o total ajustado passou a ser de 3,8 milhões de pessoas. “Essa disparidade nos dados censitários indicada pelo Centro de Estudos da Metrópole aponta para o surgimento de pequenos núcleos de favela na macrometrópole paulista”, disse a pesquisadora Lúcia Maria machado Bógus, professora da PUC-SP, e coordenadora do Observatório das Metrópoles. Lúcia diz que o processo de favelização havia sido revertido, mas com o aumento do desemprego e piora da qualidade de vida da população de baixa renda, é um processo que ressurgiu. Além disso, a professora explica um novo fenômeno de ocupação urbana, a interligação das periferias de municípios vizinhos. “Hoje já não é mais possível se referir à periferia de São José dos Campos, por exemplo, sem lembrar que se vincula à expansão periférica de municípios vizinhos”, disse. “Outro caso que merece destaque é o da cidade de Jundiaí, onde o processo de expansão das periferias, ligando municípios limítrofes, também é bastante evidente”. Realizado em abril, no Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP), o fórum foi organizado no âmbito de um projeto apoiado pela Fapesp – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e reuniu professores, pesquisadores e estudantes de pós-graduação com projetos em andamento sobre questões ambientais relacionadas à macrometrópole paulista.

27 de maio, 2019
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SACOLAS PLÁSTICAS
MP-SP questiona Procon sobre cobrança

O Conselho Superior do Ministério Público do Estado de São Paulo (CSMP) julgou procedente a Ação/Reclamação conjunta da Plastivida e SOS Consumidor que aponta como a prática comercial abusiva a cobrança de sacolas plásticas na cidade de São Paulo. Trata-se de representação apresentada diante do "Protocolo de Intenção" firmado entre Procon/SP e APAS (Associação Paulista de Supermercados). O Ministério Público de São Paulo (MPSP) determinou a abertura de inquérito civil para apurar as alegações de que o acordo fere o direito do consumidor, posição já consolidada pelo Conselho, de que não há ganhos ambientais na medida e que há claro benefício ao único interessado na venda de sacolas: os supermercados. O MP questiona ainda o Procon/SP sobre quais os motivos que o levaram a assinar o Protocolo de Intenções, restringindo a obrigatoriedade do fornecimento gratuito de sacolas plásticas e prejudicando o consumidor. O MP aponta improbidade administrativa por parte do órgão. "Por diversas vezes, o Procon se colocou como 'defensor do meio ambiente', porém deixou de lado seu compromisso com o consumidor", ressalta Jorge Kaimoti Pinto, advogado atuante no tema. O presidente da Plastivida, Miguel Bahiense, lembra ainda que o acordo inviabiliza a coleta seletiva em São Paulo. “Se as sacolas fossem distribuídas, a população, que já tem costume de descartar o lixo doméstico nas sacolinhas, poderia estar engajada na separação dos recicláveis, que chegariam em quantidade suficiente às centrais municipais de triagem, que hoje encontram-se ociosas”, explica Bahiense. O executivo lembra, ainda, que o custo das sacolas sempre esteve embutido no preço dos produtos de supermercado e que a venda agora caracteriza a duplicidade da cobrança.

8 de dezembro, 2015