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ENERGIA SOLAR

Compesa viabiliza construção de usina solar

Compesa viabiliza construção de usina solar

A Compesa deixará de ser a maior consumidora de energia elétrica de Pernambuco e se coloca como uma das maiores geradoras do Estado.

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, autorizou o início do processo de licitação na Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) para viabilizar a contratação de uma Parceria Público-Privada (PPP) para construção de uma usina solar no Estado, com capacidade de geração de 135 MW. Iniciativa inédita entre as companhias de saneamento, a Compesa deixará de ser a maior consumidora de energia elétrica de Pernambuco e se coloca como uma das maiores geradoras do Estado. O investimento total do parceiro privado será de R$ 527 milhões, com prazo do contrato estipulado em 29 anos. “A energia produzida atenderá 65 unidades consumidoras, entre Estações de Tratamento e estações elevatórias de alta e média tensão da Compesa. Isto representa uma economia de 37% quando comparado ao valor pago à distribuidora estadual”, disse Câmara.

Nos quatro primeiros anos da concessão, o fornecimento será feito dentro do mercado livre de contratação. “Após a assinatura do contrato, a parceira terá o prazo de seis meses para migração das unidades de consumo para o mercado livre de contratação e elaboração do projeto para construção da usina em até quatro anos”, explicou a presidente da Compesa, Manuela Marinho. Ela estima que, no total, durante o período de vigência do contrato, a economia real para a companhia será de R$ 1 bilhão.

A Compesa já licitou e assinou ordem de serviço para implantação de três usinas solares no município de Flores, no Sertão do Pajeú, que somam juntas uma potência de 1,1 MWp e vão produzir energia na modalidade de geração distribuída por autoconsumo remoto para 38 unidades consumidoras, como escritórios e lojas de atendimento da Compesa. A expectativa é economizar até R$ 2 milhões ao longo dos cinco anos de contrato. A companhia também está prestes a licitar a construção de três usinas solares flutuantes nas barragens de Duas Unas, Pirapama e Tapacurá, totalizando potência de 12 MWp para atender 630 unidades da Compesa. O projeto deve começar a operar em 18 meses, após a assinatura do contrato, e vai gerar uma economia de R$ 81 milhões ao longo dos 20 anos de vigência.

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