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BACIAS HIDROGRÁFICAS

Córrego Caidor será restaurado

Pesquisadores do Laboratório de Biogeografia da Conservação da Universidade Federal de Goiás (CB-Lab/UFG) iniciaram estudos na Bacia Hidrográfica do Córrego Caidor e nos arredores para propor medidas de recuperação. A escassez de chuvas e o clima quente têm prejudicado o fornecimento de água na região Centro-Oeste. A Bacia abastece uma boa parte da área urbana e rural de Goiás. A pesquisadora do laboratório Rafaela Aparecida da Silva explica que o desgaste identificado na região é consequência de anos de uso insustentável dos recursos naturais. “Nós identificamos que a vegetação local está muito devastada e que há muita erosão no solo. A nossa principal preocupação é praticar ações para o futuro, por mais que a falta de água já aconteça na região”, destaca. A proposta para recuperação da área visa o plantio de sementes e mudas, além da instalação de cercas para impedir a invasão do gado. Além dessas ações, a implantação de medidas de controle mecânico de erosão, como curvas de nível nas propriedades rurais e o desenvolvimento de ações educativas com os produtores locais para mudar a forma de manejo da terra também estão em estudo. Para desenvolver o projeto estão desenvolvendo um programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que é um mecanismo de incentivo econômico entregue aos institutos, empresas ou pessoas com iniciativas que beneficiam o meio ambiente. Atualmente conhecida como PSA de Silvânia, a proposta de recuperação da bacia hidrográfica do Córrego Caidor participou do programa de aceleração Oásis, da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, que oferece suporte técnico no desenvolvimento de iniciativas de PSA.

Pesquisadores do Laboratório de Biogeografia da Conservação da Universidade Federal de Goiás (CB-Lab/UFG) iniciaram estudos na Bacia Hidrográfica do Córrego Caidor e nos arredores para propor medidas de recuperação. A escassez de chuvas e o clima quente têm prejudicado o fornecimento de água na região Centro-Oeste. A Bacia abastece uma boa parte da área urbana e rural de Goiás. 
 
A pesquisadora do laboratório Rafaela Aparecida da Silva explica que o desgaste identificado na região é consequência de anos de uso insustentável dos recursos naturais. “Nós identificamos que a vegetação local está muito devastada e que há muita erosão no solo. A nossa principal preocupação é praticar ações para o futuro, por mais que a falta de água já aconteça na região”, destaca. A proposta para recuperação da área visa o plantio de sementes e mudas, além da instalação de cercas para impedir a invasão do gado. Além dessas ações, a implantação de medidas de controle mecânico de erosão, como curvas de nível nas propriedades rurais e o desenvolvimento de ações educativas com os produtores locais para mudar a forma de manejo da terra também estão em estudo. 
 
Para desenvolver o projeto estão desenvolvendo um programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que é um mecanismo de incentivo econômico entregue aos institutos, empresas ou pessoas com iniciativas que beneficiam o meio ambiente. Atualmente conhecida como PSA de Silvânia, a proposta de recuperação da bacia hidrográfica do Córrego Caidor participou do programa de aceleração Oásis, da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, que oferece suporte técnico no desenvolvimento de iniciativas de PSA.

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NASCENTES
UFV e CBA avaliam efeitos da mineração

A Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) desenvolvem o Programa de Estudos Hidrológicos (PEHidro) no município de Miraí (MG) e região para entender o comportamento hídrico em áreas de mineração. Um dos estudos envolve o monitoramento de nascentes, projeto recém-implantado para avaliar a influência da atividade minerária na qualidade e na quantidade de água nesses locais. Na primeira etapa do projeto, os pesquisadores da UFV mapearam cerca de cem nascentes e selecionaram dez para monitoramento, localizadas nos municípios de Miraí, Muriaé, Rosário da Limeira e São Sebastião da Vargem Alegre. O objetivo é acompanhar as bacias hidrográficas de cabeceira que contenham jazidas de bauxita em sua área de drenagem, realizando um comparativo entre as fases pré e pós-mineração de bauxita. O projeto tem a parceria de produtores rurais e proprietários das áreas que serão estudadas. “Eles têm orgulho e reconhecem o valor das suas nascentes. Também se preocupam com sua sustentabilidade, o que reflete na boa adesão ao projeto”, afirma o doutorando Lucas Jesus da Silveira, responsável pela condução do estudo. O coordenador do programa e professor do Departamento de Engenharia Florestal da UFV, Herly Carlos Teixeira Dias, diz que o PEHidro na CBA é tratado com muita atenção por todos os envolvidos, proprietários, estudantes e empresa, pois cada projeto criado traz informações relevantes para toda a comunidade.” O monitoramento de nascentes não foge dessa linha. Entender a dinâmica da água é fundamental para todos nós”, completa. Com os resultados em mãos, UFV e CBA levarão aos proprietários rurais o conhecimento sobre os cuidados com as áreas reabilitadas e a importância desse processo para as nascentes da região. “Trabalhamos com a UFV desenvolvendo tecnologias associadas ao nosso processo de reabilitação ambiental e os resultados das pesquisas desenvolvidas demostram que a atividade minerária na região tem sido realizada de forma responsável e sustentável. Além disso, a nossa parceria segue rendendo uma rica produção científica, entre dissertações, teses e apresentações em eventos acadêmicos no Brasil e no exterior, disponível para ser utilizada pela sociedade em prol do meio ambiente”, destaca o gerente das unidades da CBA na Zona da Mata, Christian Fonseca de Andrade. Além do monitoramento de nascentes, o Programa de Estudos Hidrológicos também realiza o Projeto de Escoamento Superficial com o objetivo de avaliar o escoamento da água sobre o solo, antes e depois da mineração. No seu quinto ano de monitoramento, o estudo foi motivado a partir de questionamentos de moradores locais sobre a influência da mineração na infiltração de água no solo em minas reabilitadas. Os resultados apontaram queda significativa do escoamento superficial da água de chuva, favorecendo a sua infiltração no solo. O escoamento superficial em área reabilitada foi 67,45% menor que uma área ainda não-minerada, sob plantio de eucalipto, e comparando uma mesma área, houve redução de 1,75 vezes no escoamento superficial após a reabilitação. O projeto está na última etapa, que é a de validação da metodologia aplicada. As áreas mineradas são submetidas a processos de reabilitação ambiental, que proporcionam sua reintegração à paisagem da região, utilizando as melhores técnicas, que compreendem todas as etapas para a formação de um ambiente natural e sustentável. Por meio da parceria com a UFV, as novas práticas estão sendo aplicadas para qualificar os processos de reabilitação, conquistando resultados tanto para a Companhia, quanto para a comunidade acadêmica e, principalmente, para o produtor rural.

9 de novembro, 2020
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RECURSOS HÍDRICOS
Programa apoia produtores conscientes

Organização especializada no desenvolvimento de soluções customizadas para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas em bacias hidrográficas, o Consórcio Cerrado das Águas atende toda a região do Cerrado mineiro. Entretanto, a bacia do Córrego Feio em Patrocínio (MG) foi escolhida para desenvolver projeto-piloto do seu Programa de Investimento no Produtor Consciente, em função de ser a única fonte de água dos 100 mil habitantes do município e dos mais de 4.600 hectares de lavoura de café. O Programa de Investimento no Produtor Consciente instalou estações de monitoramento de quantidade e qualidade da água e promoveu a capacitação e assistência técnica aos produtores da bacia sobre as melhores práticas de gestão do solo. Além disso, um time de especialistas desenvolveu e implementou Projetos Individuais de Propriedade com cada um dos produtores para a restauração orgânica de vegetação nativa que irá aumentar a infiltração da água no solo, proteger as nascentes e evitar o assoreamento dos rios. Fabiane Sebaio, Secretária Executiva do Consórcio Cerrado das Águas, disse que o envolvimento dos produtores foi fundamental para o sucesso da implementação: "Os produtores entendem a importância da água e colaboraram com tempo e recursos para que o Programa alcançasse quase 50% da área adjacente à bacia. Atuamos com o diagnóstico, investimento e todo o apoio necessário aos produtores para que eles possam ter impactos ambientais e socioeconômicos positivos”. O Consórcio dispõe de tecnologias e trabalha para colaborar com o Departamento de Água e Esgoto de Patrocínio (DAEPA) e promover uma agricultura responsável.

31 de março, 2020
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BACIAS HIDROGRÁFICAS
Movimento recupera Rio Miringuava

A Fundação O Boticário lançou o Movimento Viva Água, com a parceria do Instituto Renault e apoiadores da indústria, comércio, poder público e sociedade civil organizada para desenvolver um plano de melhoria da bacia hidrográfica do Rio Miringuava, principal fonte de água de São José dos Pinhais, abastecendo inclusive parte de Curitiba e outros municípios metropolitanos no Paraná. Aproximadamente 230 mil pessoas, indústrias e produtores agrícolas dependem do fornecimento de água da bacia. Entretanto, isso pode ser comprometido caso a área não passe por ações de conservação. “O movimento é uma ação estratégica para garantir a segurança hídrica em longo prazo e promover uma transformação ambiental e socioeconômica na região da bacia, beneficiando todos aqueles que necessitam dessa água para suas atividades, seja para a saúde e o bem-estar ou mesmo econômicas”, destaca o presidente do Conselho Curador da Fundação Grupo Boticário, Miguel Krigsner. A Fundação O Boticário tem mapeado quais seriam os impactos da escassez de água na bacia Miringuava. “Nós sabemos o valor real da água para a companhia. Por isso temos metas rigorosas para reutilização e redução – nos últimos três anos diminuímos o consumo em 22%. Ter a visibilidade de dados assim nos mostra que investir em projetos como o Viva Água é vital para a manutenção do nosso negócio”, disse Sergio Sampaio, diretor de Operações do Grupo Boticário. O movimento Viva Água irá investir R$ 1,5 milhão para os primeiros 18 meses do projeto. A previsão é de que ao todo R$ 6 milhões sejam direcionados nos próximos cinco anos para alavancar as estratégias de conservação e restauração. Para ampliar o impacto da iniciativa, o movimento também concentrará articulações com parceiros na região. “Queremos mostrar para atores de diferentes setores a dependência que negócios e a população têm dos serviços oferecidos pela natureza. A partir dessa conscientização, esperamos que, além de trabalharem com o aumento dos níveis de ecoeficiência interna, também estejam alinhados com ações de conservação da água na sua origem, olhando para fora do seu negócio”, afirma o diretor-presidente da Fundação Grupo Boticário, Artur Grynbaum. A Sanepar está construindo um novo reservatório para garantir o fornecimento contínuo de água. A obra já possui uma Estação de Tratamento de Água na bacia. “O Rio Miringuava é um dos mais importantes para São José dos Pinhais, seja pela biodiversidade no seu entorno da nascente à foz, seja pela importância econômica, tanto para agricultores quanto para o turismo rural e as indústrias e ainda pelo fornecimento de água para o abastecimento da nossa cidade e em breve das cidades vizinhas, considerando a barragem que está em construção”, declara o prefeito de São José dos Pinhais, Toninho Fenelon. Além da restauração e conservação, o movimento pretende incentivar a agricultura sustentável e o turismo rural na região.

27 de julho, 2019
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BAÍA DA GUANABARA
Instituições buscam segurança hídrica

No último dia 24 de junho foi lançada a iniciativa OásisLab, inovação que reúne atores dos setores público e privado com o objetivo de criar e prototipar soluções baseadas na natureza e aprimorar os projetos de conservação já em execução na Baía. “O OásisLab visa formar alianças estratégicas para destravar soluções e projetos existentes, bem como desenhar projetos colaborativos, integrando agendas para a geração de impactos positivos na região hidrográfica e nos seus ecossistemas costeiros associados”, destaca o coordenador de Soluções baseadas na Natureza da Fundação Grupo Boticário, Renato Atanazio. O programa é uma iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e o Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea). Serão adotadas a formulação de Soluções baseadas na Natureza (SbN), que são ações que utilizam processos e ecossistemas naturais para enfrentar desafios atuais urgentes da sociedade. No caso da Baía de Guanabara, os principais desafios e as possíveis Sbn aplicáveis são: Segurança hídrica -- conservar e recuperar os ecossistemas visando ampliar a capacidade de armazenamento e produção de água na natureza, reduzindo o transporte de sedimentos e os custos com o tratamento da água; Assoreamento -- ampliar a cobertura de vegetação nativa na região, especialmente nas margens de rios, controlando a quantidade de sedimentos que chegam à Baía; Enchentes/inundações -- manter e ampliar áreas naturais nativas que possam minimizar os fluxos superficiais de água, aumentando o potencial de adaptação aos eventos extremos de chuva que historicamente impactam a região e Degradação dos ecossistemas costeiros -- serão realizadas ações de manejo sustentável e recuperação de recifes, que podem ser eficientes também para conter o avanço do nível do mar e ao mesmo tempo desenvolver a economia local. O OásisLab terá a participação de aproximadamente 50 instituições, entre empresas, indústrias, ONGs e órgãos públicos. Serão duas etapas, sendo uma de atuação conjunta dos projetos e a outra de potencialização, trazendo atores de diversos segmentos que podem apontar desafios e, a partir de uma abordagem focada na natureza, desenhar soluções para a Baía de Guanabara.

5 de julho, 2019
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MATA ATLÂNTICA
Nova crise hídrica pode acontecer

O coordenador técnico do programa Águas da Mantiqueira, José Roberto Manna, disse que os estados do Sudeste – onde fica uma parte da Mata Atlântica – podem vir a sofrer novamente uma crise hídrica (como a de 2014/15) por conta do desmatamento de áreas naturais. “O topo de morro é a caixa da água. A vegetação natural funciona como uma embalagem e é um dos pontos que a água da chuva penetra com mais facilidade no solo. Isto é que mantém os lençóis freáticos, que por sua vez, formam nascentes e rios. É fundamental preservar os topos de morro que comumente chamamos de áreas de recarga”, reforça o consultor técnico da Fundepag (Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio). Manna comenta ainda ser necessário um equilíbrio entre a demanda e a oferta de água, por meio de uma combinação de obras de engenharia verde para o fornecimento do insumo, despoluição das bacias hidrográficas e redução das perdas físicas no sistema de água de Santo Antônio do Pinhal (SP). Estas chegam a mais de 40%, aliadas a alternativas não menos importantes, as Soluções baseadas na Natureza (SbN). “É necessária uma infraestrutura adequada para as cidades serem abastecidas devidamente. Mas especialistas têm concordado que as Soluções baseadas na Natureza são extremamente efetivas para lidar com problemas urgentes, além de ser o caminho do desenvolvimento econômico compatível com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - ODS, estabelecidos pela ONU”. Essas e outras diretrizes fazem parte do Projeto Águas da Mantiqueira, iniciativa realizada pela Fundação Toyota do Brasil em parceria com a Fundepag. A ação realizada em Santo Antônio do Pinhal resultou em um estudo, entregue ao poder público no fim de agosto. Após 15 meses de trabalho de 30 pesquisadores, foram avaliadas características de cada uma das 10 bacias hidrográficas da região, sua flora, fauna, construções em área urbanas e rurais, situação de esgotamento sanitário, educação, entre outros temas. Os direcionamentos poderão ser utilizados pela prefeitura para elaborar um planejamento territorial do município que seja compatível com o desenvolvimento socioeconômico sem descartar o impacto no meio ambiente, que oferece uma série de serviços aos seres humanos. O presidente da Fundação Toyota do Brasil, Percival Maiante, afirma que a educação é um dos principais meios para reverter a situação. “O objetivo de construir um planeta realmente mais sustentável, por necessidade, passa por investimentos em educação para a sustentabilidade. É nisso que todos devemos focar se nos interessarmos pelo futuro das próximas gerações”, relata Maiante. Atualmente a concessionária que opera em Santo Antônio do Pinhal coleta apenas 45% de todo esgoto produzido na área urbana e, embora o tratamento seja de 100% do esgoto coletado, a eficiência desse tratamento é de 55%. Isso significa que mais da metade dos esgotos tem sido despejada sem tratamento no Rio da Prata, comprometendo a qualidade dos recursos hídricos e o equilíbrio do ecossistema aquático como reportado nos últimos relatórios elaborados pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). O projeto ressalta a importância de coletar 100% do esgoto gerado nas áreas urbanas, e tratá-lo com a eficiência de no mínimo 80%, conforme legislação. O projeto prevê instalação de esgotamento sanitário e fossas sépticas em residências localizadas nas áreas urbanas e rurais que não possam ser atendidas pela rede coletora de esgotos. A medida é indicada especialmente para zona rural ou residências isoladas -, para evitar a contaminação das águas superficiais e subterrâneas e a disseminação de doenças de veiculação hídrica. Para reduzir o índice de perdas de água em Santo Antônio do Pinhal são necessárias a implantação e a efetiva execução, por parte da empresa responsável pelo abastecimento do município, de um programa contínuo de monitoramento e de combate a perdas no sistema de distribuição de água tratada. Outro direcionamento do projeto Águas da Mantiqueira é a aprovação de Lei Municipal que institua uma política de proteção aos mananciais de água destinados ao abastecimento público. Do ponto de vista dos recursos hídricos, os proprietários rurais devem ser incentivados a proteger os remanescentes de vegetação natural presentes em suas propriedades e, na ausência das matas ciliares ao redor de rios, riachos e nascentes, que os proprietários sejam motivados a restaurá-las.

14 de setembro, 2018
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LEGADO VERDES
Programa recupera nascentes no Cerrado

Dando continuidade ao Programa de Preservação, Recuperação e Conservação de Nascentes, iniciativa do Legado Verdes do Cerrado, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), em parceria com o Grupo Faeg Jovem, de Niquelândia (GO), isolou área próxima à nascente do Córrego Buriti com o objetivo de evitar o acesso do rebanho e, assim, recuperar a mata ciliar. “Esta é a primeira vez que recebemos o apoio. Os problemas com a degradação do Cerrado estão sérios e é importante ver que o Legado se preocupa com isso. Com a proteção da nascente que está em nossa fazenda e chega ao Córrego Buriti, o gado não vai entrar mais na área, o que irá permitir a revitalização”, afirmou Masolene Sales, proprietário da Fazenda Buriti. O presidente do Faeg Jovem, Diego Coelho, comenta que o isolamento da nascente na propriedade foi além do preconizado pelo Código Florestal. “Instalamos a cerca em um raio de aproximadamente 350 metros, sendo que o Código estabelece o mínimo de 50 metros. Isso é muito positivo, porque o Cerrado possui um bioma que se recupera rapidamente quando bem conservado”, disse. Além da nascente da Fazenda Buriti, outras nascentes serão recuperadas em 2018. “O Legado Verdes fomenta a conservação das nascentes na região, realizando o plantio de mudas nativas do cerrado e a construção de cercas para isolar a área, garantindo que a flora se regenere.”, explicou o responsável pelo planejamento das atividades do Legado Verdes do Cerrado, Deyver Santos Silva. O Programa de Preservação, Recuperação e Conservação de Nascentes é realizado desde 2017 e tem o apoio do Sindicato Rural de Niquelândia e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Goiás (Senar Goiás). O Legado fornece os materiais para o plantio e presta consultoria para a Faeg Jovem realizar os trabalhos de recuperação. Para participar do programa, o produtor precisa ter feito um curso pelo Senar ou ter sido auxiliado por assistência técnica. O produtor é cadastrado no Programa e é orientado a acompanhar a medição, fazer as covas para a construção da cerca, estar presente no dia de mutirão, além de se comprometer para que o gado respeite o limite e atue efetivamente no controle de pragas e da roçagem.

7 de agosto, 2018
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MATA CILIAR
Projeto de recuperação em Botucatu

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e a Prefeitura Municipal de Botucatu firmaram parceria para o desenvolvimento de projeto inédito de recuperação das matas ciliares e nascentes de cursos d´água das microbacias do Rio Pardo, Ribeirão Água da Madalena, Córrego da Água Clara e Córrego Panfílio Dias. Todos estes cursos d’água alimentam o reservatório do Mandacaru, responsável pelo abastecimento de 100% da população do município. A área a ser restaurada receberá o plantio de mudas, cercamento e manutenção para consolidação da vegetação, com o objetivo de preservar as áreas de contribuição dos mananciais de água no município. Somente em áreas de nascentes, a estimativa do projeto é proteger 200 hectares, ou 2 milhões de m2. Entre as ações previstas está o desenvolvimento de projetos de apoio técnico para o uso racional da água nas propriedades rurais, com foco na modernização de sistemas de irrigação mediante a utilização de técnicas e equipamentos de maior eficiência, e na implantação de sistemas de coleta, armazenamento e utilização das águas pluviais. A Secretaria de Agricultura atuará ainda com apoio técnico para o monitoramento da preservação, uso e conservação do solo agrícola nas propriedades rurais do município, além da parceria para a inscrição dos proprietários rurais no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e sua adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA). Para celebrar a assinatura do termo de cooperação técnica houve o plantio de 300 mudas nativas em 1.800 m² de Área de Preservação Permanente (APP) do rio Pinheirinho.

23 de abril, 2015