Publicidade
BACIAS HIDROGRÁFICAS

Porto do Açu devolve 55% a mais da água captada ao Baixo Paraíba do Sul

Porto do Açu devolve 55% a mais da água captada ao Baixo Paraíba do Sul

O Porto do Açu devolve 55% a mais de água doce à Bacia do Baixo Paraíba do Sul do que capta, garantindo o abastecimento sem competir com a infraestrutura pública da região.

Um estudo realizado pela consultoria internacional Waterplan comprovou que o Porto do Açu devolve à Bacia Hidrográfica do Baixo Paraíba do Sul um volume de água doce superior ao que capta. Em 2024, o complexo localizado em São João da Barra, no norte fluminense, utilizou 1,75 milhão de m³ de água e repôs 2,73 milhões de m³ à bacia, um volume 55% acima do captado e equivalente ao consumo anual de uma cidade de aproximadamente 43 mil habitantes. O abastecimento do complexo ocorre por infraestrutura própria e não compete com a infraestrutura pública e o consumo da região.

A reposição hídrica ocorre graças a um conjunto de iniciativas, como a preservação de áreas protegidas na Reserva Caruara, a conservação da Lagoa de Iquipari e o sistema de macrodrenagem inteligente implantado no complexo, que favorece a infiltração da água no solo e o abastecimento natural dos aquíferos. O Açu adota medidas preventivas para garantir a disponibilidade de água no longo prazo e preparar sua infraestrutura para receber novos investimentos ligados à transição energética e à economia de baixo carbono. Atualmente, mais de 70% da água utilizada pelo empreendimento provém de fontes alternativas, e esse percentual deve alcançar 90% até 2030. "Nosso compromisso vai além da eficiência operacional. Nosso objetivo é gerar valor para a sociedade enquanto ampliamos as oportunidades de crescimento e preparamos a região para receber novos investimentos e gerar empregos", afirma Gustavo Vianna, gerente geral de Sustentabilidade do Porto do Açu.

A Reserva Caruara protege uma área de 4.000 hectares de restinga e promove a conservação da biodiversidade deste importante ecossistema costeiro. Desde 2012 já foram investidos mais de R$ 50 milhões no espaço que conta hoje com 80 funcionários diretos, sendo 100% de mão de obra local. Mais do que um espaço de preservação, a Reserva Caruara consolidou-se hoje como um ativo natural, uma plataforma de impacto e uma unidade de negócios do complexo. “Não se trata apenas de uma área protegida, mas também um ativo estratégico do território e uma unidade de negócios voltada a ampliar o impacto positivo do Porto”, explica Caio Cunha, gerente de Relações Portuárias e da Reserva Caruara.

Esse resultado materializa a Ambição 2050 do Porto do Açu, que orienta o crescimento sustentável do complexo, conectando a empresa aos desafios climáticos globais, sociais e econômicos. O Porto também aderiu aos movimentos Ambição Net Zero e +Água, do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, compromissos que consolidam metas de descarbonização, gestão hídrica responsável, preservação ambiental e desenvolvimento social. O complexo desempenha, ainda papel como agente de desenvolvimento socioeconômico da região. Atualmente, são 30 empresas instaladas, 89 milhões de toneladas movimentadas em 2025 e mais de 7.600 empregos diretos, sendo 75% da mão de obra proveniente da região, o que reforça o compromisso com a geração de emprego, renda e qualificação local. Além disso, o Porto registrou um aumento de 23% no número de fornecedores locais e mais de 51 mil pessoas beneficiadas por iniciativas da Agenda Social. “Acreditamos que o desenvolvimento só faz sentido quando gera valor compartilhado. Por isso, investimos na qualificação de profissionais, no fortalecimento de fornecedores locais, no empreendedorismo, na inovação e no diálogo com as comunidades. Queremos que o crescimento do complexo se traduza em um legado positivo para as próximas gerações”, completa Gustavo Vianna.

Artigos Relacionados

Manejo de água em propriedades rurais
BACIAS HIDROGRÁFICAS
Manejo de água em propriedades rurais

A Nexa concluiu, em abril deste ano, o ciclo de atividades do projeto ‘Gente Cuidando das Águas' previstas para o ano de 2020. Após readequação no calendário por causa da pandemia, a iniciativa teve a participação de nove proprietários rurais em ações voltadas a educação ambiental e práticas de aprimoramento das suas atividades em Morro Agudo, no município de Paracatu (MG). Com o objetivo de ampliar o conhecimento das bacias hidrográficas da região e apoiar as comunidades rurais, o projeto realizou 34 atividades de educação ambiental em 2020 para disseminar e ampliar informações sobre legislação ambiental, bacias hidrográficas, tecnologias ambientais de retenção e tratamento de água e informações sobre a localidade. Foram distribuídas cartilhas educativas sobre preservação e cuidado da água e o livro "O Carste" que traz mais informações para os participantes deste ambiente. O projeto também implementou técnicas ambientais a fim de melhorar a retenção de água de chuva, com métodos de bolsões e curva de nível nas propriedades. Além disso, foi feito o cercamento da área de preservação permanente do córrego do Batuque das nove propriedades rurais atendidas e que ficam no entorno da unidade. Ao todo, foram construídos 10 km de cercas a fim de conter a circulação de animas que podem pisotear a área e acarretar a compactação do solo, comprometendo o fluxo normal das águas. "O Gente Cuidando das Águas vem ao encontro do Plano de Desenvolvimento Local construído junto da própria comunidade em 2018, no qual eles trazem a preocupação com a disponibilidade da água. Por meio da ampliação de conhecimento e de técnicas ambientais, conseguimos iniciar um processo que vai gerar impactos positivos para as famílias que moram ali e para o meio ambiente", comenta Marina Noronha, coordenadora de gestão social da unidade.

8 de maio, 2021
Saneamento Ambiental Logo
BACIAS HIDROGRÁFICAS
Movimento recupera Rio Miringuava

A Fundação O Boticário lançou o Movimento Viva Água, com a parceria do Instituto Renault e apoiadores da indústria, comércio, poder público e sociedade civil organizada para desenvolver um plano de melhoria da bacia hidrográfica do Rio Miringuava, principal fonte de água de São José dos Pinhais, abastecendo inclusive parte de Curitiba e outros municípios metropolitanos no Paraná. Aproximadamente 230 mil pessoas, indústrias e produtores agrícolas dependem do fornecimento de água da bacia. Entretanto, isso pode ser comprometido caso a área não passe por ações de conservação. “O movimento é uma ação estratégica para garantir a segurança hídrica em longo prazo e promover uma transformação ambiental e socioeconômica na região da bacia, beneficiando todos aqueles que necessitam dessa água para suas atividades, seja para a saúde e o bem-estar ou mesmo econômicas”, destaca o presidente do Conselho Curador da Fundação Grupo Boticário, Miguel Krigsner. A Fundação O Boticário tem mapeado quais seriam os impactos da escassez de água na bacia Miringuava. “Nós sabemos o valor real da água para a companhia. Por isso temos metas rigorosas para reutilização e redução – nos últimos três anos diminuímos o consumo em 22%. Ter a visibilidade de dados assim nos mostra que investir em projetos como o Viva Água é vital para a manutenção do nosso negócio”, disse Sergio Sampaio, diretor de Operações do Grupo Boticário. O movimento Viva Água irá investir R$ 1,5 milhão para os primeiros 18 meses do projeto. A previsão é de que ao todo R$ 6 milhões sejam direcionados nos próximos cinco anos para alavancar as estratégias de conservação e restauração. Para ampliar o impacto da iniciativa, o movimento também concentrará articulações com parceiros na região. “Queremos mostrar para atores de diferentes setores a dependência que negócios e a população têm dos serviços oferecidos pela natureza. A partir dessa conscientização, esperamos que, além de trabalharem com o aumento dos níveis de ecoeficiência interna, também estejam alinhados com ações de conservação da água na sua origem, olhando para fora do seu negócio”, afirma o diretor-presidente da Fundação Grupo Boticário, Artur Grynbaum. A Sanepar está construindo um novo reservatório para garantir o fornecimento contínuo de água. A obra já possui uma Estação de Tratamento de Água na bacia. “O Rio Miringuava é um dos mais importantes para São José dos Pinhais, seja pela biodiversidade no seu entorno da nascente à foz, seja pela importância econômica, tanto para agricultores quanto para o turismo rural e as indústrias e ainda pelo fornecimento de água para o abastecimento da nossa cidade e em breve das cidades vizinhas, considerando a barragem que está em construção”, declara o prefeito de São José dos Pinhais, Toninho Fenelon. Além da restauração e conservação, o movimento pretende incentivar a agricultura sustentável e o turismo rural na região.

27 de julho, 2019
Saneamento Ambiental Logo
BACIAS HIDROGRÁFICAS
Córrego Caidor será restaurado

Pesquisadores do Laboratório de Biogeografia da Conservação da Universidade Federal de Goiás (CB-Lab/UFG) iniciaram estudos na Bacia Hidrográfica do Córrego Caidor e nos arredores para propor medidas de recuperação. A escassez de chuvas e o clima quente têm prejudicado o fornecimento de água na região Centro-Oeste. A Bacia abastece uma boa parte da área urbana e rural de Goiás. A pesquisadora do laboratório Rafaela Aparecida da Silva explica que o desgaste identificado na região é consequência de anos de uso insustentável dos recursos naturais. “Nós identificamos que a vegetação local está muito devastada e que há muita erosão no solo. A nossa principal preocupação é praticar ações para o futuro, por mais que a falta de água já aconteça na região”, destaca. A proposta para recuperação da área visa o plantio de sementes e mudas, além da instalação de cercas para impedir a invasão do gado. Além dessas ações, a implantação de medidas de controle mecânico de erosão, como curvas de nível nas propriedades rurais e o desenvolvimento de ações educativas com os produtores locais para mudar a forma de manejo da terra também estão em estudo. Para desenvolver o projeto estão desenvolvendo um programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que é um mecanismo de incentivo econômico entregue aos institutos, empresas ou pessoas com iniciativas que beneficiam o meio ambiente. Atualmente conhecida como PSA de Silvânia, a proposta de recuperação da bacia hidrográfica do Córrego Caidor participou do programa de aceleração Oásis, da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, que oferece suporte técnico no desenvolvimento de iniciativas de PSA.

13 de março, 2019
Saneamento Ambiental Logo
BACIAS HIDROGRÁFICAS
Cobrança do PCJ é modernizada

Organização privada e sem fins lucrativos, a Fundação Ezute assinou contrato de parceria com a Fundação Agência das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí para desenvolver e implementar um projeto moderno e que otimize o sistema de cadastro de usuários e cálculo de cobrança. A expectativa é que o projeto seja concluído em oito meses para garantir uma melhor manutenção e gestão no uso dos recursos hídricos da região. As bacias hidrográficas do projeto abrigam rios de domínio estadual e federal em mais de 15 mil m2, sendo 92% no estado de São Paulo e o restante em Minas Gerais. Ao todo, as bacias abastecem 76 municípios e beneficiam cinco milhões de habitantes. Os principais cursos d’água que integram essas bacias são os rios Atibaia, Atibainha, Cachoeira, Camanducaia, Capivari, Corumbataí, Jaguari, Jundiaí e Piracicaba. A Agência gestora das bacias será a primeira do Brasil a ter a cobrança pelo uso dos recursos hídricos implantada em ambos os domínios e em dois estados. “Esse contrato é desafiador, estimulante e de evolução de conhecimento, pois a Fundação Ezute já vem atuando há um bom tempo na área de recursos hídricos. Além disso, representa uma oportunidade de contribuir com a Agência, apoiando a evolução de sua produtividade e efetividade”, afirma o diretor de Relações de Mercado da Ezute, Geraldo José de Azevedo. Segundo o diretor administrativo da Agência das Bacias Hidrográficas PCJ, Ivens de Oliveira, o sistema atual é antigo e tem algumas limitações de funcionalidades. “Com esse contrato pretendemos automatizar o processo de cálculo da cobrança, que ainda tem algumas características manuais, e dar agilidade e maior rapidez nos trabalhos”. Atualmente estão cadastrados mais de três mil usuários, desde autarquias de saneamento e indústrias a produtores rurais. O diretor-presidente da Agência, Sergio Razera, afirma que o novo sistema reverterá a cobrança em mais recursos para investimentos em várias áreas, como combate às perdas de água no abastecimento, tratamento de esgoto, proteção de mananciais, entre outras. O sistema poderá ser acessado por meio de login e senha, já que será via web, e terá interação com o usuário. O consumidor poderá checar o histórico da cobrança e toda a metodologia de cálculo que compõe o valor a ser cobrado.

17 de agosto, 2018
Saneamento Ambiental Logo
BACIAS HIDROGRÁFICAS
Encontro debate propostas para Guanabara

A Superintendência Regional Baía de Guanabara, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), promoveu, em Niterói, encontro com representantes de 11 das 16 cidades que compõem a Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara. A reunião teve como objetivo fortalecer o diálogo e estimular a parceria entre o órgão ambiental estadual e os municípios que compõem essa bacia hidrográfica. As equipes da Secretaria de Estado do Ambiente e do Inea falaram sobre licenciamento e fiscalização e apresentaram os Programa De Olho no Verde, Planos Municipais da Mata Atlântica, ICMS Verde e o Programa de Apoio às Unidades de Conservação Municipais (ProUC). O subsecretário Rafael Ferreira destacou que este modelo de encontro permite levar aos municípios as ações do Estado, e que tem abertura para a participação das prefeituras: “Hoje, por exemplo, apresentamos o programa Olho no Verde, que consiste na utilização de imagens de satélite para identificar áreas de desmatamento, reforçando a fiscalização. Apresentamos uma proposta de parceria com esses municípios para trabalhar junto às áreas de alertas. Também foram apresentadas as novidades do ICMS Ecológico. Pelo programa, as prefeituras que investem na preservação ambiental contam com maior repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e falamos, ainda, sobre os Planos Municipais de Mata Atlântica, importante ferramenta da gestão ambiental municipal que conta com auxílio do estado”, explicou ele. “A iniciativa é importante porque abre um canal de comunicação com os municípios e fala da importância de se trabalhar em parceria em defesa do meio ambiente”, acrescentou o superintendente da Baía de Guanabara do Inea, Paulo Cunha. O encontro do Inea com representantes das administrações municipais já foi realizado com representantes dos municípios que compõem a Bacia Hidrográfica Lagos São João, na Região dos Lagos; da Bacia Hidrográfica do Piabanha, na Região Serrana, e da Bacia Hidrográfica Baixo Paraíba do Sul, no Norte Fluminense.

15 de março, 2017
Saneamento Ambiental Logo
BACIAS HIDROGRÁFICAS
Governo paulista adere ao CAB

O Governo do Estado de São Paulo firmou parceria com a Itaipu Binacional para implantação do Programa Cultivando Água Boa (CAB) para a gestão de bacias hidrográficas em torno dos mananciais que abastecem a cidade. O acordo de cooperação foi firmado durante o Seminário Água Boa em São Paulo: cenários, práticas e soluções, na Bienal do Parque do Ibirapuera. No local também foi montada uma exposição com fotos, depoimentos e conteúdo do CAB. A mostra seguiu para a Umapaz, no Parque Ibirapuera, onde permanecerá durante todo o ano de 2016. O CAB contém 20 programas divididos em 65 projetos interconectados e estruturados de forma conjunta e participativa. Os principais são: Educação Ambiental ; Gestão por Bacias Hidrográficas; Gestão da Informação Territorial; Saneamento na Região; Desenvolvimento Rural Sustentável/Vida Orgânica; Plantas Medicinais; e os programas de inclusão social, produtiva e tecnológica de segmentos socialmente vulneráveis, como indígenas, catadores de materiais recicláveis e pescadores artesanais. Os bons resultados alcançados em 13 anos do CAB ganha repercussão nacional e internacionalmente, o que se traduz em inúmeras parcerias para replicação da metodologia do programa em outras bacias hidrográficas. Com os governos do Paraguai e da Argentina, o CAB tem colaborado para a recuperação de microbacias na margem paraguaia da Itaipu e também na binacional Yacyretá, localizada no Rio Paraná, 400 km a jusante de Itaipu. No Brasil, os governos de Minas Gerais e do Distrito Federal adotaram o programa como política pública em 2015. E, agora, o município de São Paulo se une a esses governos. A capital paulista enfrentou por quase dois anos uma das piores secas de sua história. A situação voltou a se normalizar no final de 2015.

20 de abril, 2016