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AÇÕES

Corsan encerra Oferta Pública por alienação de controle

Corsan encerra Oferta Pública por alienação de controle

Atuaram como ofertantes a Parsan S.A. e a Saneamento Consultoria S.A. (Sanco).

A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) encerrou e liquidou financeiramente a oferta pública unificada de aquisição de ações por alienação de controle e voluntária da Companhia. Atuaram como ofertantes a Parsan S.A. e a Saneamento Consultoria S.A. (Sanco). No âmbito da OPA foram alienadas 78.221 ações de emissão da Corsan, representativas de 0,090% do seu capital social, sendo 39.111 ações ordinárias (0,817% do total de ações ordinárias) e 39.110 ações preferenciais classe “A” (2,465% do total de ações preferenciais classe “A”), pelo preço de R$ 6,59 por ação, sem distinção entre ações ordinárias e preferenciais classe ”A”.

A Parsan adquiriu 35.200 ações ordinárias (0,735% do total de ações ordinárias) e 35.200 ações preferenciais classe “A” (2,219% do total de ações preferenciais classe “A”, mediante o pagamento do montante de R$ 497.534,43, enquanto a Sanco adquiriu 3.911 ações ordinárias (0,082% do total de ações ordinárias) e 3.910 ações preferenciais (0,246% do total de ações preferenciais), mediante o pagamento do montante de R$ 55.294,17.

Em razão do encerramento e liquidação da OPA, Parsan e Sanco passaram a deter, em conjunto, 4.661.724 ações ordinárias (97,391% do total de ações ordinárias) e 1.461.713 ações preferenciais classe “A” (92,129% do total de ações preferenciais classe “A”) de emissão da Corsan, além de já serem titulares da totalidade das ações preferenciais classe “B” e classe “C” de emissão da Corsan.

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CORSAN
Governo deve ficar com cerca de 30%

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, oficializou a intenção de abrir capital e vender controle acionário da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), atualmente responsável pelo abastecimento de água e coleta e tratamento de esgotos em 317 municípios gaúchos. A privatização da Corsan tem como objetivo preparar a empresa para atender às exigências do Marco Legal do Saneamento. “Vamos buscar junto à Assembleia o apoio para percorrer rapidamente o processo legislativo que vai disciplinar a desestatização. Pretendemos fazer o IPO da Corsan, capitalizar a companhia e vender ações. O governo do Estado deixará de ser o controlador, mas vai manter posição como acionista de referência. E será como acionista que o governo do Estado continuará presente na definição dos destinos da companhia”, anunciou o governador. O novo regime jurídico da companhia será definido por conta da votação da PEC 280/19, de autoria do deputado estadual Sérgio Turra. A PEC encontra-se em tramitação na Assembleia do estado e retira a obrigação de plebiscito para privatização de estatais que ainda dependem da consulta popular (Corsan, Banrisul e Procergs). A aprovação é fundamental para que o governo dê o passo seguinte, que é propor um projeto de lei que discipline a desestatização. O Governo gaúcho pretende fazer a IPO (Oferta Pública Inicial, em inglês) com a alienação de mais de 50% do capital, inicialmente prevista para outubro, e previsão de capitalização para investimentos na empresa da ordem de R$ 1 bilhão, ou seja, recursos para investimento na própria Corsan. O objetivo, com isso, é alavancar e acelerar investimentos em saneamento no estado. O percentual que ficará com o Governo ainda será avaliado no processo de modelagem, mas deve ser em torno de 30%, o que irá garantir que o Executivo, mesmo não sendo mais o controlador da companhia, fique sendo o maior acionista individual da empresa e ajudando a tomar as decisões sobre o futuro da Corsan. “A nova Corsan que irá nascer deste processo será́ uma companhia com maior capacidade financeira para atrair R$ 10 bilhões em investimentos, que vão multiplicar obras pelo Estado nos próximos anos, gerando diretamente milhares de empregos e destravando o potencial construtivo de muitas regiões. Estas obras, certamente, irão impulsionar a construção civil e gerar outros milhares de empregos indiretamente”, destacou Leite. O governador, durante campanha de 2018, disse ser contra a privatização da Corsan, pois os contratos com os municípios poderiam perder a validade. Entretanto, a aprovação do novo Marco do Saneamento acabou com os chamados contratos de programa, firmados, sem licitação, entre municípios e empresas estaduais de saneamento. Esses acordos, atualmente, são firmados com regras de prestação de tarifação, mas sem concorrência. Com a nova lei (nº 14.026), abre-se espaço para os contratos de concessão e torna obrigatória a abertura de licitação, podendo, então, concorrer à vaga os prestadores de serviço públicos e privados. Os municípios e as concessionarias agora têm a obrigação legal de, até 2033, tratar 90% do esgoto e levar água tratada a 99% da sua população. “Muito embora tenha investido o maior valor da sua história em 2020 com um aporte de R$ 430 milhões na ampliação das suas estruturas, o fato é que a Corsan não tem capacidade financeira para dar conta destas novas exigências de universalização. Para cumprir o que determina o novo Marco Legal do Saneamento, seria necessário, no mínimo, triplicar o nível atual de investimento da Corsan”, afirmou Leite. Atualmente, apenas 32,3% da população gaúcha tem acesso a esgoto tratado. Em São Paulo, por exemplo, este percentual é de 90,3%. “Eu sei que, mesmo tendo explicado os motivos, interesses e adversários individuais irão me atacar por não cumprir com o que manifestei em 2018. Mas prefiro arcar com o prejuízo político, que é individual, é meu, do que causar enorme prejuízo ao patrimônio público e à qualidade de vida das pessoas se deixasse, diante da mudança das regras, a Corsan perder seus contratos de concessão. Acreditem: a questão mais importante agora não é sobre o que eu disse no passado. É sobre o que estamos fazendo para o futuro. E o que estamos fazendo com a Corsan é o melhor para ela, para os municípios, para as pessoas e para todo o Rio Grande”, concluiu o governador no anúncio feito por chamada de vídeo. O Diretor-presidente da Corsan, Roberto Barbuti, fez uma manifestação direcionada aos funcionários e colaboradores da companhia.“O setor está passando por uma transformação como nunca vista, o que cria um risco substancial para a companhia. Estou extremamente convencido da solidez do plano, baseado numa governança corporativa muito forte, e faremos tudo com muita transparência. Queria reforçar que é uma grande oportunidade para todos. É um momento de transformação”, afirmou Barbuti. Entre os impactos com a futura privatização da Corsan estão R$ 10 bilhões em investimentos, com universalidade de serviço de água e esgoto; Geração de empregos, dentro de um contexto de retomada econômica pós-COVID; Destravar potencial construtivo de regiões com limites de expansão, como no Litoral Norte; Suporte ao aumento do turismo em todo o Estado, com mais abastecimento e esgoto; Ganhos de sustentabilidade, na medida em que melhora a proteção de mananciais; Diminuição do impacto de futuras estiagens, com um plano de segurança hídrica; Cada R$ 1 gasto em saneamento básico economiza R$ 4 em saúde (segundo a OMS); Impacto no IDH e na competitividade, com inclusão social e redução de desigualdade e Incentivo à tecnologia e à inovação.

22 de março, 2021
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SANEAMENTO
Aegea assina PPP com a Corsan

A Aegea Saneamento assinou contrato de Parceria Público-Privada (PPP) com a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). O acordo sela a vitória da Aegea em leilão realizado pela companhia gaúcha em novembro de 2019. E contempla a execução de coleta e tratamento de esgoto em nove municípios da região metropolitana de Porto Alegre (RS). A Aegea irá operar na região por meio da concessionária Ambiental Metrosul. “Acreditamos que esta parceria vai contribuir de modo significativo para melhorar os índices e qualidade do serviço de saneamento na região, que ainda apresenta grandes desafios. Para a Aegea é uma satisfação fazer parte deste projeto”, afirma Radamés Casseb, CEO da Aegea Saneamento. A PPP irá atender as cidades de Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Eldorado do Sul, Esteio, Gravataí, Guaíba, Sapucaia do Sul e Viamão – todas localizadas na área metropolitana de Porto Alegre, onde vivem cerca de 1,7 milhão de pessoas. O contrato prevê investimentos de R$ 1,77 bilhão, sendo R$ 1,4 bilhão da Aegea, dividido em R$ 1,03 bilhão para expansão do sistema de esgoto e R$ 374 milhões para ações comerciais e operacionais. Em contrapartida, a Corsan investirá R$ 370 milhões. O Consórcio Aegea venceu o leilão ao apresentar uma proposta de tarifa em R$ 2,40 por m³ de esgoto faturado. A tarifa máxima determinada pela Corsan era R$ 3,31. Com a assinatura formal do contrato, a Ambiental Metrosul passa a acompanhar as operações da Corsan (entre os meses de abril e julho) para então ter início as demais fases da parceria – constituição formal da PPP e demais detalhes operacionais. A transferência definitiva da operação para a PPP está prevista para fevereiro de 2021.

31 de março, 2020
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PPP
Consórcio Aegea vence leilão da Corsan

O Consórcio Aegea venceu leilão de Parceria Público-Privada (PPP) da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), com proposta de R$ 2,40/m³ de esgoto faturado, com deságio de 37,9%. A Aegea será responsável por ampliar a cobertura de esgoto dos atuais 14% para 87,3% em um período de 11 anos nos municípios de Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Eldorado do Sul, Esteio, Gravataí, Guaíba, Sapucaia do Sul e Viamão. Inicialmente devem ser beneficiadas aproximadamente 500 mil pessoas e, até 2055, um total de 1,7 milhão de pessoas. Além da Aegea, participaram do leilão o Consórcio Sul Ambiental e a BRK Ambiental Participações S/A. Após 11 rodadas, o Consórcio Aegea foi considerado vencedor. A homologação da licitação deve ocorrer em 24 de janeiro e a Corsan espera assinar o contrato da PPP até março. O processo licitatório contou com assessoria técnica e apoio operacional da B3, uma das principais empresas de infraestrutura de mercado financeiro do mundo. O projeto de PPP prevê investimento total de R$ 2,2 bilhões, divididos em obras em execução pela Corsan (R$ 370 milhões) e investimentos do parceiro privado (estimativa de R$ 1,8 bilhão, repartido em R$ 1,6 bilhão para expansão do sistema de esgoto e R$ 230 milhões para ações comerciais e operacionais). A contratação da PPP da Região Metropolitana tem como escopo a operação e a manutenção dos Sistemas de Esgotamento Sanitário (SES), com execução de obras de infraestrutura, ampliações e melhorias dos sistemas de esgoto. Serviços acessórios incluem gerenciamento e acompanhamento dos projetos e obras dos SES a serem realizados pela Corsan, programas comerciais em hidrometração e identificação e retirada de fraudes em água e esgoto, e programa de ligações intradomiciliares para categorias sociais, este último com custo ressarcido pela Corsan. A contratação acontecerá na modalidade concessão administrativa, em que os serviços são prestados à administração pública, que figura como “usuário direto” e remunera o parceiro privado na forma de contraprestação. O valor total da contratação é de R$ 9,6 bilhões, a serem pagos ao longo dos 35 anos de contrato. A PPP foi estruturada por uma equipe de técnicos da Corsan, com apoio da consultoria PwC.

4 de dezembro, 2019
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SANEAMENTO
Odebrecht Ambiental vendida por R$ 2,8 bilhões

A Odebrecht S.A. assinou contrato de alienação da totalidade de suas ações, equivalente a 70% do capital da Odebrecht Ambiental, para a Brookfield Brazil Capital Partners LLC e o Fundo de Investimentos BR Ambiental, ambos administrados pela Brookfield Asset Management. O fundo de investimento FI-FGTS, sócio da Odebrecht Ambiental desde 2009, deverá manter sua participação de 30% no capital da empresa. O valor da operação foi de US$ 878 milhões (cerca de R$ 2,8 bilhões) e acontecerá com pagamento antecipado de US$ 768 milhões e um adicional de US$ 110 milhões durante os próximos três anos. O negócio deve ter seu fechamento concluído no primeiro trimestre de 2017 e está sujeito a uma série de condições habituais em transações que envolvem prestadoras de serviço público, como a obtenção de anuências do poder público, dos financiadores e aprovações regulatórias. Atualmente, a Odebrecht Ambiental atende mais de 17 milhões de pessoas em doze estados brasileiros através de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs). A operação inclui também parte dos serviços de tratamento de resíduos e de água industrial. A estrutura técnica da empresa permanece inalterada, assim como o quadro de funcionários. O município paulista de Limeira concedeu os serviços de saneamento em 1995 e hoje em dia é uma das poucas cidades no País a oferecer 100% de atendimento nos serviços de água e esgoto para a população. O primeiro ciclo de investimentos em Limeira possibilitou a universalização do sistema. A concessionária trabalha hoje para ampliar e modernizar da Estação de Tratamento de Água e a ampliação e melhoria da eficiência da Estação de Tratamento de Esgoto Tatu. Limeira é destaque também pela eficiência no controle às perdas de água (ocasionados, por exemplo, por vazamentos na rede). Enquanto que, em média, as cidades brasileiras perdem 40% da água produzida, em Limeira esse número é de apenas 16%.

7 de novembro, 2016