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CIDADES

Curitiba ganha Diretrizes em biodiversidade

A Prefeitura Municipal de Curitiba e a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SPVS) lançaram propostas para ações integradas pela conservação da biodiversidade na Região Metropolitana de Curitiba (PR). Da parceria resultou o documento “Diretrizes para Conservação da Biodiversidade na Região Metropolitana de Curitiba”, que apresenta medidas para que cidades vizinhas trabalhem juntas em prol do patrimônio natural da região. A elaboração do documento envolveu outras 20 instituições ligadas ao meio ambiente. As ações estratégicas presentes no documento incluem a conservação da biodiversidade como parte dos negócios, reconhecendo as áreas naturais como ativos socioeconômicos da metrópole. Segundo o diretor executivo da SPVS, Clóvis Borges, o cumprimento das diretrizes pode tornar a Grande Curitiba referência em desenvolvimento sustentável. “Vemos hoje no Brasil uma retórica antiquada de antagonismo entre a conservação da natureza e o desenvolvimento”, afirma. “A Região Metropolitana de Curitiba pode dar ao país o exemplo de que é possível conciliar os investimentos necessários para a conservação da natureza com qualidade de vida e desenvolvimento econômico”. As diretrizes, de autoria das biólogas da SPVS, Betina Ortiz Bruel e Maria Vitória Yamada, podem ser acessadas na integra no site www.spvs.org.br . O documento é apoiado pelo Programa de Desenvolvimento Produtivo Integrado da Região Metropolitana de Curitiba, o Pró-Metrópole. O evento de lançamento das Diretrizes para Conservação da Biodiversidade marcou também a aula inaugural de um curso gratuito de capacitação em conservação da natureza para servidores e gestores das secretarias de meio ambiente da Grande Curitiba. A secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Dias, destacou a importância de uma visão integrada para o patrimônio natural. “Não podemos trabalhar isoladamente. O curso de formação vai nos dar instrumentos para promover a sustentabilidade de maneira integrada em todos os municípios participantes”, diz Dias.

A Prefeitura Municipal de Curitiba e a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SPVS) lançaram propostas para ações integradas pela conservação da biodiversidade na Região Metropolitana de Curitiba (PR). Da parceria resultou o documento “Diretrizes para Conservação da Biodiversidade na Região Metropolitana de Curitiba”, que apresenta medidas para que cidades vizinhas trabalhem juntas em prol do patrimônio natural da região. 
 
A elaboração do documento envolveu outras 20 instituições ligadas ao meio ambiente. As ações estratégicas presentes no documento incluem a conservação da biodiversidade como parte dos negócios, reconhecendo as áreas naturais como ativos socioeconômicos da metrópole. Segundo o diretor executivo da SPVS, Clóvis Borges, o cumprimento das diretrizes pode tornar a Grande Curitiba referência em desenvolvimento sustentável. “Vemos hoje no Brasil uma retórica antiquada de antagonismo entre a conservação da natureza e o desenvolvimento”, afirma. “A Região Metropolitana de Curitiba pode dar ao país o exemplo de que é possível conciliar os investimentos necessários para a conservação da natureza com qualidade de vida e desenvolvimento econômico”. 
 
As diretrizes, de autoria das biólogas da SPVS, Betina Ortiz Bruel e Maria Vitória Yamada, podem ser acessadas na integra no site www.spvs.org.br. O documento é apoiado pelo Programa de Desenvolvimento Produtivo Integrado da Região Metropolitana de Curitiba, o Pró-Metrópole. O evento de lançamento das Diretrizes para Conservação da Biodiversidade marcou também a aula inaugural de um curso gratuito de capacitação em conservação da natureza para servidores e gestores das secretarias de meio ambiente da Grande Curitiba. A secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Dias, destacou a importância de uma visão integrada para o patrimônio natural. “Não podemos trabalhar isoladamente. O curso de formação vai nos dar instrumentos para promover a sustentabilidade de maneira integrada em todos os municípios participantes”, diz Dias.

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Projeto Grande Reserva na COP 25

A iniciativa Grande Reserva Mata Atlântica foi apresentada no dia 3 de dezembro em um dos eventos paralelos à COP 25 como uma solução baseada na natureza para o combate à crise climática. O projeto foi mostrado durante debate dedicado a participação de atores não estatais e autoridades locais para ações climáticas pela doutoranda em relações internacionais Miriam Garcia, que representou a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), instituição que lidera a iniciativa de conservação da Mata Atlântica. “A Grande Reserva Mata Atlântica foi destaque como exemplo das melhores práticas baseadas em natureza para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas”, explica Miriam. O projeto surgiu em 2018, em um movimento de diversas instituições do terceiro setor, do poder público e iniciativa privada com o objetivo de incentivar o desenvolvimento econômico com base no conceito de “produção de natureza”. O projeto irá explorar o potencial da região entre os estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo que abriga o último grande remanescente preservado de Mata Atlântica, em busca do desenvolvimento regional baseado no turismo de natureza. Para isso, a valorização do patrimônio natural como fonte de geração de riqueza e a inclusão das comunidades tradicionais caiçaras, indígenas e quilombolas na equação para o desenvolvimento são parte fundamental do movimento. “A grande escala em que a Grande Reserva Mata Atlântica é desenvolvida e a parceria entre as diversas instituições que integram a iniciativa foram características bastante elogiadas e analisadas a fundo pelos especialistas participantes do evento”, conta a consultora da SPVS.

10 de dezembro, 2019
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MATA ATLÂNTICA
Lançado estudo sobre UC’s municipais

A Fundação SOS Mata Atlântica acaba de lançar o estudo “Unidades de Conservação Municipais da Mata Atlântica”, o primeiro trabalho feito no País sobre essas áreas protegidas nas cidades do bioma. O estudo concentrou-se em 934 UCs municipais, já que 153 têm lacunas de informação. As UCs analisadas estão distribuídas em 428 municípios, que equivalem a pouco mais de 3 milhões de hectares. Do total, 914 UCs estão em áreas da Mata Atlântica e ecossistemas associados (2,8 milhões de hectares) e 20 estão em áreas marinhas (132,3 mil hectares). Até esta fase do levantamento – fevereiro de 2015 e março de 2017 - o estudo investigou 559 municípios da Mata Atlântica, que respondem por 20% das municipalidades totalmente inseridas no bioma e 16% dos municípios existentes em seu domínio. O ponto de partida foi o mapa da área de aplicação da Lei da Mata Atlântica (Lei nº 11.428, de 2006). “A Mata Atlântica possui 3.429 municípios e mais de 72% da população vive nesse bioma. As Unidades de Conservação municipais têm um papel muito importante para conservar a biodiversidade e prover serviços ambientais essenciais para a sociedade, como água em quantidade e qualidade e a manutenção do nosso microclima. Há um potencial enorme para fortalecimento da atuação local e, por este motivo, essa agenda é uma nova prioridade institucional”, afirma Marcia Hirota, diretora-executiva da SOS Mata Atlântica. O levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica indica seis fatores principais que motivam a criação de UCs municipais pelas prefeituras: proteção de remanescentes da vegetação nativa e da paisagem natural; uso público para lazer, recreação e ecoturismo; educação ambiental; pesquisa sobre a biodiversidade; proteção de espécies raras, endêmicas e ameaçadas de fauna e de flora e proteção de recursos hídricos. O estudo foi realizado com o apoio do Bradesco Cartões, do Bradesco Seguros, do Instituto Credit Suisse Hedging-Griffo e da Repsol Sinopec Brasil. Para ler a íntegra do estudo, acesse o link: https://www.sosma.org.br/wp-content/uploads/2017/07/SOSMA-UCs_WEB.pdf.&… ;

24 de julho, 2017
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CIDADES
E-book ajuda a preservar corredores ecológicos

A Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A.), com apoio do Instituto Biológico de São Paulo, lançou recentemente o livro “Biodiversidade em ação: conservando espécies nativas - Corredores ecológicos urbanos… seguindo a trilha da jataí em São Paulo”. Em versão digital, a obra é das pesquisadoras Isabel Cruz Alves, Marilda Cortopassi-Laurino e Vera Lucia Imperatriz-Fonseca e está disponível para download no site abelha.org.br. O e-book tem como objetivo orientar cidadãos de grandes centros urbanos a preservar a biodiversidade local, os chamados corredores ecológicos urbanos. “Essas áreas verdes possibilitam a sobrevivência dos animais que as polinizam e os que dispersam suas sementes, num ciclo de ajuda mútua bom para todos”, explica Isabel Cruz Alves, que concebeu e organizou a obra. O livro aponta dois caminhos para a conservação e preservação desses espaços – o primeiro é o plantio e cuidado de plantas nativas ideais para sobrevivência de animais polinizadores (que transportam o pólen, como as abelhas), e animais dispersores (que levam as sementes, como as aves); O outro diz respeito à conservação da abelha jataí (Tetragonisca angustula), uma espécie sem ferrão e inofensiva ao homem, por isso mesmo ideal para áreas urbanas, e que são excelentes polinizadoras. O livro traz detalhes sobre as abelhas e ensina como identificar e proteger ninhos de jataís.

7 de junho, 2017
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BIOMAS
Embrapa e PNUD firmam parceria em conservação

No dia 28 de setembro foi oficialmente lançado o projeto "Integração da conservação da biodiversidade e uso sustentável nas práticas de produção de produtos florestais não madeireiros e sistemas agroflorestais em paisagens florestais de usos múltiplos de alto valor para a conservação”. O projeto é uma parceria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). O lançamento do projeto aconteceu na sede da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, unidade de pesquisa da Embrapa em Brasília, e teve a participação do Diretor-executivo de TT da Embrapa, Waldyr Stumpf; do coordenador-residente do Sistema das Nações Unidas e representante do PNUD no Brasil, Jorge Chediek; do representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) no Brasil, Alan Bojanic; da Secretária de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ana Cristina Barros; e do Presidente da Anater, Paulo Cabral, entre outras autoridades. Segundo o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e coordenador do projeto, Aldicir Scariot, o cenário atual, que levou à necessidade de execução dessa iniciativa, é marcado por mudanças rápidas no uso da terra, perda de biodiversidade, exclusão social e ameaças ao modo de vida das comunidades que moram no campo. “É preciso que as pessoas entendam que conservar a biodiversidade e gerar renda não são atividades excludentes. Muito pelo contrário, são complementares. E é exatamente isso o que esse projeto pretende estimular e fortalecer”, enfatizou Aldicir. Com apoio dos ministérios do Meio Ambiente (MMA), Desenvolvimento Social (MDS), Desenvolvimento Agrário (MDA) e Agricultura (Mapa), além da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e organismos da sociedade civil, o projeto vida promover “uma associação íntima entre agroextrativismo e biodiversidade. Os objetivos principais são ampliar a participação dos agroextrativistas, reduzir as desigualdades sociais, manter as famílias no campo, assegurar o modo de vida das comunidades locais, reconhecer e fortalecer sua cultura e investir em tecnologias simples e de baixo custo. Abrangência de três biomas O projeto irá atuar em seis Territórios da Cidadania – Alto Acre e Capixaba, Alto Rio Pardo, Marajó, Sobral e Sertão do São Francisco – o que abrange três biomas : Cerrado, Caatinga e Amazônia. De acordo com Aldicir, esses biomas foram definidos em conjunto entre as instituições parceiras com base nos seguintes dados: alto impacto para a biodiversidade, baixo IDH, populações tradicionais e agricultura familiar. O projeto será desenvolvido a partir de planos de trabalho anuais para cada Território da Cidadania envolvido, com base em sinergias com políticas e programas públicos, que valorizem os seguintes pilares: tecnologia, socioeconomia, capacitação de multiplicadores e disseminação de conhecimento, crédito/financiamento e conservação da biodiversidade. Além da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e do Departamento de Transferência de Tecnologia (DTT), que são os mentores e articuladores do projeto, participam outras 11 unidades de pesquisa da Embrapa, atuantes nos três biomas que fazem parte da iniciativa. O coordenador-residente do Sistema das Nações Unidas e representante do PNUD no Brasil, Jorge Chediek, afirmou que esse projeto é muito especial para o PNUD e tem “DNA brasileiro”. “Esse projeto nasceu na Rio 92 e se consolidou na Rio+20. O ponto forte é o fato de enxergar a sustentabilidade no sentido amplo, não apenas do ponto de vista ecológico, mas também do social e do econômico”, enfatizou. Para Ana Cristina Barros, secretária de Biodiversidade e Florestas do MMA, a principal importância de “romper a dicotomia da visão da conservação”. Segundo ela, é preciso transcender essa visão radical de floresta protegida e não protegida e enxergar a importância do homem nesse processo. “É fundamental considerar a floresta e o ser humano como aliados e não como antagonistas. O uso adequado da biodiversidade depende de tecnologia e, principalmente, da sua transferência para as comunidades”, complementou a Secretária. Para o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, um dos pontos mais importantes do projeto é valorizar a exploração sustentável de produtos florestais não madeiráveis. “Precisamos fazer com que esse projeto seja lembrado pela sua grandeza e não me refiro apenas ao plano ideológico, mas territorial”, constatou ele, lembrando que o fato de o projeto abranger três biomas é desafiador, mas muito importante para o desenvolvimento do País.

30 de setembro, 2015