Heineken investe R$ 460 milhões em projeto de bioenergia em cervejaria

Heineken investe R$ 460 milhões em projeto híbrido de bioenergia (biometano e biomassa) em sua cervejaria em Jacareí, visando a redução de emissões até 2037.
O Grupo Heineken está desenvolvendo em parceria com a Veolia, empresa global em serviços ambientais, um modelo de fornecimento de bioenergia em sua cervejaria, localizada na cidade paulista de Jacareí. A implementação deve acontecer até 2037, demandar investimento de R$ 460 milhões e prevê o uso de um modelo híbrido de energia que combina biometano e biomassa certificados, contribuindo para a redução das emissões associadas à operação industrial da companhia. O projeto integra duas fontes complementares – biometano e biomassa – ambas com certificação da Roundtable on Sustainable Biomaterials (RSB), referência internacional em critérios de sustentabilidade. Ao adotar um modelo híbrido, a Heineken amplia a resiliência de sua matriz energética industrial, ao aliar eficiência operacional, segurança no fornecimento e critérios rigorosos de origem responsável. “Essa iniciativa vai além de uma melhoria operacional. Ela significa que os consumidores brasileiros poderão, cada vez mais, apreciar os produtos Heineken produzidos com energia renovável e uma menor pegada de carbono, mantendo a mesma qualidade, sabor e consistência que já conhecem e esperam do nosso portfólio. Esse é mais um passo para tornar escolhas mais sustentáveis parte do consumo no dia a dia, com impacto real por trás de cada garrafa e de cada copo”, afirma Ligia Camargo, diretora de Sustentabilidade do Grupo Heineken.
A empresa já utiliza fontes renováveis na matriz energética industrial, - como energia elétrica, já presente em todas as suas cervejarias. Agora, a empresa evoluiu para a etapa de geração térmica utilizada no processo produtivo da unidade. A solução energética será responsável pelo abastecimento das caldeiras da cervejaria de Jacareí e representa avanço na ampliação do uso de fontes renováveis na geração de vapor da operação, reduzindo a intensidade de carbono nesse processo. A expectativa é que, até 2030, a iniciativa contribua para evitar a emissão associada à geração térmica em mais de 97,5% em relação ao cenário-base atual da unidade, que resultará em aproximadamente 67 mil toneladas de emissões evitadas até 2030 — o equivalente ao consumo anual de energia de cerca de 740.000 lares brasileiros.
A Veolia será responsável pela engenharia, construção, operação e manutenção da infraestrutura para as caldeiras. O projeto já teve início e a previsão é de que a nova solução entre em operação de forma gradual, atingindo o funcionamento pleno em 2027. "Este projeto é um exemplo concreto de duas empresas unindo forças para liderar, por meio de ações, a descarbonização industrial e um modelo de redução de emissões de CO2 que prova que é possível combinar eficiência produtiva com desempenho sustentável. Ao fortalecer a segurança ambiental das indústrias no Brasil e responder a desafios operacionais e de sustentabilidade críticas, como uma verdadeira evolução na forma como a indústria consome energia, o projeto demonstra uma abordagem inovadora para a colaboração industrial”, comenta José Renato Bruzadin, diretor executivo de desenvolvimento de negócios na Veolia. A projeção é de que a nova infraestrutura seja capaz de entregar 110 mil toneladas anuais de vapor, demonstrando que é possível atender às demandas operacionais de uma indústria de alto desempenho, enquanto se resolve desafios críticos de sustentabilidade da produção, aliando operação ininterrupta com redução de emissões.












