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DESCARBONIZAÇÃO

Schneider Electric e MDIC fazem parceria para acelerar projetos industriais

Schneider Electric e MDIC fazem parceria para acelerar projetos industriais

O material tem como base experiências internacionais e quantifica impactos sobre matrizes energéticas, emissões e aplicação de tecnologias.

O Instituto de Pesquisa em Sustentabilidade da Schneider Electric (SRI) e a Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) firmaram um Memorando de Entendimento (MoU) para avançar na descarbonização da indústria brasileira. Desenvolvido pelo SRI em colaboração com o MDIC, o estudo estratégico é estruturado em três partes: A: Cenários de descarbonização orientados pela demanda com base na experiência internacional; B - Políticas de demanda para o desenvolvimento industrial sustentável do Brasil; e C Intercâmbio colaborativo de especialistas.

Na solenidade de assinatura ocorreu o lançamento da parte A do levantamento que mostra cenários prospectivos até 2050 sobre a descarbonização orientada pela demanda. O material tem como base experiências internacionais e quantifica impactos sobre matrizes energéticas, emissões e aplicação de tecnologias, fornecendo insumos estratégicos para políticas públicas e decisões empresariais. As Partes B e C serão apresentadas em conjunto durante a COP30. Já a Parte B reunirá recomendações para o Brasil em políticas industriais orientadas pela demanda, contemplando incentivos econômicos, normas flexíveis de emissões e estímulos à bioeconomia. O objetivo é expandir a competitividade da indústria, gerar empregos de qualidade e fortalecer redes circulares de valor, em alinhamento a iniciativas como o Nova Indústria Brasil (NIB), a Estratégia Nacional de Desenvolvimento Industrial (ENDI) e o Plano Setorial da Indústria do Plano Nacional de Mudança do Clima.

Por último, a Parte C será dedicada à realização de workshops e diálogos multissetoriais para aproximar especialistas nacionais e internacionais, adaptando soluções globais ao contexto brasileiro. A iniciativa busca acelerar a modernização industrial e a adoção de tecnologias sustentáveis, reforçando a integração entre governo, academia, indústria e sociedade em prol de uma transição justa, inclusiva e baseada em evidências. Amcham Brasil e Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) irão colaborar com a pesquisa de forma a encorajar a articulação entre governo, indústria e setor empresarial na construção de soluções inovadoras para a descarbonização.

Após a COP30, com as três partes consolidadas, os resultados completos do estudo serão compartilhados em workshops itinerantes em diferentes cidades brasileiras, direcionados a clusters industriais prioritários com conteúdo personalizado a respeito de estratégias, tecnologias e insights específicos do segmento orientados pela demanda. “Essa colaboração ressalta o compromisso compartilhado pela Schneider Electric e pelo MDIC com a viabilização da transição para baixo carbono do Brasil, em sintonia com as metas do programa Nova Indústria Brasil, que incluem reduzir em 30% as emissões industriais por valor adicionado do PIB e ampliar o uso sustentável da biodiversidade”, disse Rafael Segrera, presidente da Schneider Electric para a América do Sul.

O projeto visa contribuir para o posicionamento do Brasil na COP30, a agenda climática de 2030 e a implementação da Estratégia Nacional de Descarbonização da Indústria (ENDI). “O momento é oportuno para que as organizações adotem ações firmes rumo à transição para uma economia de menores emissões. O Brasil está no epicentro das discussões globais sobre clima e sustentabilidade e sediará a próxima Conferência do Clima, em novembro deste ano. Devemos ser um exemplo para o mundo e acelerar a disseminação das tecnologias já disponíveis para descarbonizar a indústria”, comenta Segrera.

O estudo e a cooperação com o MDIC demonstram o interesse do Brasil em liderar pelo exemplo, transformando seu modelo produtivo para gerar valor por meio da sustentabilidade. “O MDIC tem trabalhado para promover uma mudança nas indústrias que garanta a competitividade das empresas brasileiras, alinhando-a à transição internacional para economias com zero emissões líquidas e visando a prosperidade social”, afirma Julia Cruz, secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC. “Este relatório contribui para o diálogo nacional em curso ao trazer novas perspectivas sobre estratégias do lado da demanda para a descarbonização e caminhos para a construção de novos ecossistemas industriais”. A previsão é de que os resultados dessa cooperação incentivem a utilização de tecnologias ambientalmente responsáveis, proporcionando o crescimento econômico e posicionando o Brasil como líder global em desenvolvimento industrial sustentável.

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3 de março, 2025
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SUSTENTABILIDADE
Schneider Electric rumo ao zero carbono

A Schneider Electric anunciou investimento de 10 bilhões de euros em inovação e P&D para o desenvolvimento sustentável até 2025. A companhia está desenvolvendo uma abordagem especial em respeito à biodiversidade, fomentando ações de combate à perda acelerada de espécies e à degradação do mundo natural. Estudos recentes dão conta de que, atualmente, 1 milhão de espécies de plantas e animais estão em risco de extinção por causa das atividades humanas. Segundo João Carlos Salgueiro, gerente sênior de Sustentabilidade da Schneider Electric, a empresa seguirá a pauta de negociações a ser desenrolada na Convenção de Diversidade Biológica (COP-15) em 2021 e, a partir de então, estabelecerá metas ambiciosas para o longo prazo. "Precisamos a todo custo evitar perdas líquidas de biodiversidade, da forma como foi feito para o combate às mudanças climáticas. Buscamos neutralizar as emissões e contribuir para que o aquecimento global não ultrapasse 1,5°C acima dos níveis pré-industriais", pondera. O gerente diz ainda que: "Negócios e indústria podem ter impactos negativos nas fontes de biodiversidade, mas, enquanto a iniciativa privada é parte do problema, ela também representa a maior parcela da solução. Os recursos e a influência do setor privado oferecem oportunidades importantes e inovadoras, e contribuições eficazes para a conservação da biodiversidade", explica Salgueiro. A Schneider Electric tem aproximadamente 193 unidades produtivas em todo o mundo que registraram redução significativa do seu impacto ambiental com a aplicação racional de materiais primários, ampliação dos indicadores de reúso e reciclagem, eliminação da destinação de resíduos para aterros sanitários e crescimento da produtividade energética. "Todas essas medidas permitiram, do ponto de vista econômico, contribuir para maior rentabilidade e competitividade da empresa, tornando-se parte dos indicadores das operações e dos centros de distribuição", informa. As iniciativas de economia circular da Schneider abrangem um plano de ação para oferecer produtos, serviços e soluções com o mínimo impacto ambiental: reduzir o uso de matérias-primas; reutilizar matérias-primas ou aumentar - quando possível – a utilização de matérias-primas recicladas; reparar, oferecendo serviços de manutenção e modernização para certas gamas de produtos; e reciclar, por meio dos serviços que a empresa oferece na fase final de vida útil dos produtos. A Schneider Electric tem como meta minimizar suas emissões de carbono até 2025, e zerá-las cinco anos mais tarde. Além disto, tornar sua cadeia de suprimentos estendida zero carbono até 2050. A companhia é signatária das iniciativas do Climate Group, através das iniciativas EP100, RE100 e EV100, que a tornam comprometida até 2030 em dobrar a produtividade energética, atingir 100% de utilização de energia renovável e operar com uma frota composta por veículos 100% elétricos. Os compromissos climáticos e de economia circular estão incorporados ao "Sustainability Impact" para o período 2018-2020, contemplando 21 iniciativas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), das Nações Unidas (ONU). O "Sustainability Impact" é um scorecard exclusivo criado para mensurar trimestralmente os compromissos da empresa para o desenvolvimento sustentável, equilibrando os pilares social, econômico e ambiental.

6 de julho, 2020