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Um freio imediato para o aquecimento global

Um freio imediato para o aquecimento global

Artigo especial por Rafael Segrera - presidente da Schneider Electric para América do Sul

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgou, no último dia 8, que o fenômeno natural El Niño durará até o ano que vem, com altas chances de chegar até o quarto mês de 2024. Esse fator climático é responsável pela elevação da temperatura do Oceano Pacífico, o que provoca aumento nos termômetros em diferentes regiões do Brasil. Porém, o aquecimento global tem sido o maior responsável pelos extremos que temos presenciado.

E, apesar das inúmeras pesquisas, dados e informações sobre as mudanças climáticas a que temos acesso por anos, a vivência desses casos fala muito mais alto do que as estatísticas, infelizmente. Afinal, nossa própria experiência sob a forte onda de calor vivenciada literalmente na pele, Brasil afora, forma um lembrete inquietante de que o aquecimento global e seus impactos em nossa vida estão cada vez mais fortes, presentes e prolongados, e com forte interferência na atividade econômica.

Outros incontáveis prejuízos foram sentidos por parte da população da Grande São Paulo ao ficarem sem eletricidade por dias, após os ventos fortes de 3 novembro em uma tempestade fora de época. Além disso, as altas temperaturas aumentaram a demanda por energia durante a semana do dia 13 do mesmo mês, o que provocou oscilações na luz em alguns bairros da capital paulista.
Então, como colocar um freio imediato e eficaz no célere avanço das mudanças climáticas? Bom, está bastante claro que a eficiência energética é a chave de ignição para empresas darem partida em projetos que promovam o uso inteligente da energia, contribuindo para a redução da pegada ambiental das próprias operações o mais rápido possível. Falo diretamente das instituições públicas e privadas, porque as considero protagonistas nesse cenário, e, como líder em uma organização na América do Sul, percebo uma certa lentidão nos meus pares de diversos setores em acelerar sua jornada de descarbonização.

Considero fortemente a eficiência energética como o caminho mais rápido a ser tomado nesse cenário, porque, para ser alcançada, ela depende apenas de: redução no uso de energia por meio da digitalização, eletrificação da economia e substituição das fontes de energia pelas renováveis. Não é preciso inventar a roda novamente, porque a tecnologia e outras ferramentas para isso já existem e estão disponíveis. De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), a eficiência energética representa aproximadamente 25% a 30% do esforço total na redução de energia, sendo a circularidade econômica o principal contribuinte.

Enganam-se os líderes que ainda têm um pensamento um pouco retrógrado de que os investimentos em tecnologias para aumentar a sustentabilidade de suas operações são onerosos demais. Está comprovado que eletrificar e digitalizar as operações contribuem para o crescimento saudável a longo prazo e a competitividade em vários mercados, com um retorno do investimento mais que favorável. É uma questão de tornar a pauta de descarbonização uma prioridade na mesa das lideranças.

Um bom exemplo é a fábrica inteligente da Schneider Electric em Santa Catarina, o principal polo produtivo da marca na América do Sul. Em 2022, a operação alcançou incremento de 20% em eficiência energética (a projeção, para os próximos 2 anos, é entre 30% e 35%) por meio das soluções digitais, sendo um modelo em sustentabilidade e uso consciente dos recursos naturais.
Por outro lado, é justificável que as pequenas empresas não consigam ter tantos recursos ou mesmo capital para apostar em uma modernização tão rápida. Porém, esse é um papel da esfera governamental, que deve lançar regulamentações, incentivos e outras ferramentas para apoiar o avanço da sustentabilidade em todas as empresas, assim como em suas próprias instituições.

Para frear, de fato, as mudanças climáticas, todos precisam agir juntos, setor privado e público. Eu, enquanto líder, estou fazendo a minha parte na empresa em que atuo. E você, está fazendo a sua?

Rafael Segrera é presidente da Schneider Electric para América do Sul.

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Com o futuro do planeta em jogo, a necessidade de soluções sustentáveis nunca foi tão clara como agora. A mudança do clima vem se intensificando, fazendo com que a transformação dos segmentos industriais seja uma prioridade global. Em 2025, o Brasil sediará a COP30, momento em que líderes de todo o mundo se reunirão para discutir a transição energética e os compromissos de redução das emissões de gases poluentes. Entretanto, enquanto as indústrias recebem atenção central nesses debates, a construção civil - um dos principais segmentos consumidores de energia e responsável por uma significativa pegada ambiental - ainda não ocupa o devido destaque nas discussões. Em um cenário no qual o tempo é um fator bastante crítico, a modernização do setor está aquém da urgência que a crise climática exige. Tanto construções novas quanto as existentes precisam ser integradas aos esforços para atingir as metas globais de sustentabilidade, além de promover o fortalecimento de cidades mais resilientes. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2050, cerca de 68% da população mundial viverão em áreas urbanas que, apesar de representarem apenas 3% da superfície terrestre, consomem 78% da energia. Isso revela um grande potencial para diminuir o consumo e as emissões. As estruturas conectadas, por definição, utilizam tecnologias avançadas para aprimorar a eficiência operacional e ambiental. No Brasil, com sua verticalização crescente, essa mudança pode ser crucial para atingir as metas de sustentabilidade. Para renovar a área de edificações, é imprescindível adotar a digitalização e a conectividade como aliadas. Juntas, elas garantem o uso automatizado de recursos e viabilizam a integração com outras infraestruturas, como redes elétricas. Com o auxílio da internet das coisas (IoT) e de ferramentas interconectadas, os imóveis alcançam um novo nível de desempenho. Um exemplo são os sensores conectados que ajustam a temperatura e a iluminação conforme a presença de ocupantes, resultando em uma queda significativa de desperdícios e viabilizando uma gestão mais eficiente. Em regiões nas quais a variação climática é acentuada e eventos extremos, como tempestades e ondas de calor, são cada vez mais frequentes, essas tecnologias se tornam essenciais. Ao integrar sistemas com fontes renováveis, como a solar, é possível criar ambientes mais confortáveis e assegurar que a produção gerada seja armazenada e utilizada adequadamente. Esses dispositivos são configurados para responder prontamente de forma a ajustar a ventilação e melhorar a qualidade do ar interno, bem como empregar sombreamento dinâmico e ativar geradores, propiciando o fornecimento contínuo durante períodos de alta demanda. A implementação de soluções em edifícios inteligentes envolve despesas iniciais, mas, ao longo do tempo, os benefícios superam os custos, resultando no controle das despesas, maior competitividade no mercado e valorização do imóvel. Ao mesmo tempo, contribui para o aproveitamento mais estratégico dos recursos urbanos. As vantagens, contudo, transcendem a questão econômica. À medida que mais projetos se tornam inovadores, cresce a procura por profissionais capacitados, impulsionando a criação de empregos e o desenvolvimento de negócios nos setores imobiliário e de infraestrutura. Com a adoção de alternativas disruptivas, os projetos do futuro vão transformar a paisagem e se tornar pilares fundamentais na construção de cidades mais sustentáveis e preparadas para os enormes desafios das próximas décadas. Patrícia Cavalcanti - diretora de Digital Energy e Power Products na Schneider Electric para América do Sul

3 de março, 2025
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Por Rafael Segrera * Ao celebrarmos hoje, 5 de setembro, o Dia da Amazônia, é imperativo que reflitamos sobre o papel crítico que esse ecossistema único desempenha no bem-estar de nosso planeta. A Amazônia abriga uma biodiversidade sem igual, assim como populações indígenas e ribeirinhas. Como executivo e cidadão, tive o privilégio de visitar a Comunidade do Tumbira, localizada a cerca de uma hora e meia de barco de Manaus, em junho deste ano, e posso afirmar que possuímos um grande desafio: alcançar o desenvolvimento sustentável da região antes que a floresta chegue ao ponto de inflexão. Em outras palavras, a Amazônia pode perder sua capacidade de se sustentar e se regenerar após o longo histórico de incêndios e desmatamentos, se transformando em uma savana nos próximos anos. De acordo com dados do MapBiomas, divulgados na COP 27, mais de 45 gigatoneladas de CO² foram emitidas desde 1985 devido ao desmatamento da floresta amazônica. São também preocupantes as inúmeras comunidades ribeirinhas que estão atualmente isoladas devido à infraestrutura energética inadequada ou inexistente. Falta acesso à energia confiável e limpa para os habitantes locais. Portanto, o desenvolvimento sustentável da Amazônia significa proteger o meio ambiente, sem abrir mão da evolução da qualidade de vida dos moradores. Ambos caminham juntos. Mas, como fazer isso? A resposta está na implementação de soluções energéticas inovadoras, como microrredes alimentadas por sistemas solares e hidrelétricos. Assim, podemos abrir caminho para que essas comunidades tenham acesso à eletricidade sem depender de práticas prejudiciais ao meio ambiente. Essas iniciativas de energia limpa não apenas reduzem as emissões de carbono, mas também melhoram o bem-estar das famílias que habitam a região, levando além da energia o acesso ao digital, que abre portas para a educação, a saúde e a geração de renda, sem que as populações nativas precisem se deslocar para outras cidades ou estados. A colaboração entre governos, comunidades locais, ONGs e o setor privado é fundamental para implementar iniciativas que empoderem o conhecimento indígena local e integrem suas práticas sustentáveis com tecnologias modernas. Além disso, investimentos em programas de educação e capacitação podem garantir que as comunidades locais participem ativamente e se beneficiem desses avanços. Assim, é crucial enfatizar que a transição para uma Amazônia sustentável e tecnologicamente avançada não representa apenas um esforço de conservação; é uma estratégia multifacetada que gera oportunidades socioeconômicas. Empregos verdes em energia renovável, ecoturismo e agricultura sustentável podem empoderar as comunidades locais ao mesmo tempo que preservam seu patrimônio cultural e tradições. Ao celebrarmos o Dia da Amazônia, em 5 de setembro, reconheçamos a urgência de nossas ações. A convergência da tecnologia e da inovação energética apresenta uma chance sem igual de preservar a floresta amazônica para as gerações futuras. Ao abraçarmos uma abordagem holística que respeite tanto o meio ambiente quanto o bem-estar das comunidades locais, podemos criar um equilíbrio harmonioso que garanta a sobrevivência desta maravilha natural e promova a prosperidade para todos que a chamam de lar. * Rafael Segrera é presidente da Schneider Electric para a América do Sul

5 de setembro, 2023
Como se tornar uma empresa neutra em carbono até 2050
MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Como se tornar uma empresa neutra em carbono até 2050

Artigo por Marcos Matias Por Marcos Matias * A mudança climática é a questão mais marcante dos tempos atuais. Então, alcançar a neutralidade do carbono até 2050 se tornou uma prioridade indispensável para o mundo. Estamos bastante confiantes de que isso é possível, considerando o importante protagonismo do setor corporativo durante a COP26, com um engajamento inédito em relação à agenda climática. Mas por onde começamos esse processo de sustentabilidade? Como todos sabemos, as empresas têm grande responsabilidade pelo alto nível de emissões e vivemos um momento em que elas finalmente perceberam a urgência em desenvolver — e executar — um plano de ação climática na jornada rumo à descarbonização. É possível garantir que os investimentos retornem na forma de crescimento econômico. Por isso, vamos sugerir iniciativas que podem servir de base para as empresas em suas ações que contribuem com a jornada rumo à descarbonização do meio ambiente. Infraestrutura de energia inteligente - Essa é a espinha dorsal de um ecossistema sustentável e resiliente. As empresas devem integrar a automação aos sistemas de gerenciamento de energia, remodelando o tipo de consumo a partir de uma análise de suas emissões feita em tempo real que permitirá a prática de estratégias robustas para mitigação das mudanças climáticas. Um exemplo prático é a ampla adoção de tecnologias elétricas e digitais, como uso de bombas de calor e sistemas digitais de gerenciamento de energia, podendo diminuir a demanda de energia dos edifícios em até 40% e ajudar significativamente a promover mudanças, reduzir emissões e combater o impacto ambiental. Defesa dos resultados – As empresas também precisam defender os resultados dos investimentos feitos visando a neutralidade de carbono. Para isso, recomenda-se que sigam um plano de política climática e baseado na ciência, fazendo parte das iniciativas EP100 e EV100, ambas do Climate Group , e participando de outras ações globais. Como alcançar a neutralidade de carbono até 2050 é missão urgente e crítica, torna-se importante defender as atividades, estratégias e progresso de forma proativa. Colaboração global – É necessário construir uma coalizão verdadeiramente global para alcançar a neutralidade de carbono até 2050. Cada empresa, instituição financeira, cidade e país deve traçar estratégias no sentido de eliminar as emissões globais de forma significativa. Para que esses três passos sejam executados, felizmente temos a tecnologia ao nosso lado. Então, é hora de acompanharmos como serão tomadas as decisões necessárias para promover a conscientização energética e, consequentemente, alcançar a neutralidade de carbono até 2050, o que pode garantir que os investimentos retornem na forma de crescimento econômico para empresas e cidades a partir de um plano bem estruturado. * Marcos Matias é Presidente da Schneider Electric no Brasil

7 de fevereiro, 2022
Digitalização é ponto-chave para combater mudanças climáticas
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Digitalização é ponto-chave para combater mudanças climáticas

Artigo por Carlos Urbano Por Carlos Urbano * Nos últimos 18 meses, em um período no qual ninguém sonharia ser possível, conquistamos coisas incríveis. Várias vacinas foram desenvolvidas, testadas, aprovadas e produzidas em massa no decorrer de um ano, diferentemente de antes, quando isso poderia demorar cerca de uma década. Indústria após indústria se adaptaram a métodos 100% remotos de trabalho em meses, em vez dos cinco a sete anos que normalmente levariam. As empresas reconfiguraram e adaptaram completamente as cadeias de abastecimento para garantir que produtos, de EPI a papel higiênico e alimentos frescos, pudessem ser adquiridos, produzidos e despachados nas quantidades necessárias, apesar do fechamento de fábricas e de fronteiras. A tecnologia digital tem sido fundamental para permitir cada um desses sucessos no período de tempo acelerado em que foram alcançados. À medida que voltamos nossa atenção para o maior desafio que enfrentamos coletivamente, o aquecimento global, acredito que o digital é a bala prata que procuramos. Por que o digital é a chave para combater as mudanças climáticas? Para evitar uma catástrofe ambiental, precisamos reduzir as emissões de poluentes o máximo que pudermos (em última análise, 100%) o mais rápido possível (nos próximos 30 anos). O digital é um acelerador comprovado de mudança em todas as facetas da sociedade. As tecnologias já existem e podem ser adotadas imediatamente. Isso permite não apenas reduzir as emissões, mas também oferecer um retorno sobre o investimento que significa mais do que se paga ao longo do tempo. Entre os impactos da digitalização nas mudanças climáticas, podemos citar: 1) Visibilidade : as ferramentas digitais nos ajudam a ver e medir o que não podemos capturar a olho nu. A mudança climática é o problema energético: 80% de todas as emissões de carbono estão ligadas à energia. Reduzir (ou erradicar) a perda e o desperdício de energia são medidas que podem ser tomadas hoje com tecnologias que nos permitem monitorar o desempenho e a eficiência energética de casas, escritórios e indústrias. 2) Eficiência : o que pode ser medido pode ser melhorado e otimizado. No geral, dois terços do potencial de eficiência são inexplorados no que diz respeito à economia de energia: 82% em edifícios, 58% na indústria e 79% em infraestrutura. Mesmo os processos de uso intensivo de energia, como a produção de petróleo e gás, podem alcançar reduções significativas nas emissões com melhor planejamento e implantação de soluções digitais. Um estudo recente que realizamos com a McDermott e a io Consulting descobriu que uma redução surpreendente de 76% nas emissões operacionais de instalações de petróleo e gás poderia ser alcançada com um aumento mínimo de gastos de 2%. Isso poderia ser fornecido por meio de uma combinação de energia de rede renovável digital, quadro de distribuição sem SF6 e certas modificações que permitiriam às instalações se livrar das chamadas emissões fugitivas, promovendo operações remotas e a segurança da equipe. 3) Interoperabilidade : soluções projetadas para diminuir erros e dar visibilidade completa de um projeto. Soluções interoperáveis ajudarão a reduzir erros e a criar um sistema de visibilidade completa desde o projeto até o nível de operações, especialmente no ponto em que a colaboração dentro ou fora do local é dada em uma série de segmentos críticos, incluindo estoque de edifícios, rede, transporte e projetos de infraestrutura-chave. Conectar todos os elementos dentro dos edifícios, que respondem por 40% das emissões de carbono, ajudaria a resolver um dos grandes desafios do nosso tempo – a eficiência da construção. 4) Capacitação : implantação e gerenciamento da transição para energias renováveis. À medida que as energias renováveis substituem os combustíveis fósseis, sua produção começa a mudar de mãos. Além dos grandes produtores de energia, existem empresas e indivíduos que a geram por si mesmos e a vendem para a rede. Nossos padrões de uso estão se adaptando com a migração para veículos elétricos, bombas de calor elétricas e serviços de streaming. E estamos consumindo mais eletricidade do que nunca. As tecnologias digitais são essenciais para criar a rede inteligente de próxima geração e para apoiar a integração e a gestão de painéis solares, o carregamento de EV e o aquecimento em casa e nos locais de trabalho. 5) Inovação : o aumento do investimento sustentável gera impacto em escala Com o rápido avanço das tecnologias digitais, podemos acelerar o progresso para cumprir os compromissos globais com as mudanças climáticas usando as ferramentas à nossa disposição hoje. E não há tempo a perder. Governos, empresas e sociedades têm demonstrado grande agilidade para priorizar a saúde pública. Agora precisamos aplicar a mesma urgência quando se trata da saúde de nosso planeta. O digital fornece uma mudança radical na forma como abordamos, entregamos e dimensionamos os esforços de sustentabilidade. Um futuro líquido zero de carbono é certamente verde, mas também deve ser digital e elétrico. * Carlos Urbano é Diretor de Industrial Automation da Schneider Electric Brasil

7 de setembro, 2021
Ciclo virtuoso do uso eficiente da água e da energia
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Ciclo virtuoso do uso eficiente da água e da energia

Artigo por Julio Molinari Por Julio Molinari * No último mês de junho, a Organização das Nações Unidas divulgou um relatório com alerta de que o aquecimento global está aumentando e pode fazer com que diversos lugares do planeta sofram com escassez de água e a seca. Para dar uma ideia mais concreta da criticidade da situação, Mami Mizutori, representante especial da ONU para redução de risco de desastres, alertou em entrevista que “a seca está prestes a se tornar a próxima pandemia e não existe vacina para curá-la”. O relatório da ONU traz números impactantes. Um deles é o de que secas causaram perdas econômicas de pelo menos US$ 124 bilhões e atingiram mais de 1,5 bilhão de pessoas entre 1998 e 2017. Além disso, cerca de 130 países podem enfrentar um risco maior de seca neste século, outras 23 nações correm riscos de ter escassez de água por causa do crescimento populacional e 38 países poderão ser afetados pelos dois problemas. Outras entidades trazem dados sobre este quadro. De acordo com o World Economic Outlook, pesquisa realizada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a "crise da água" é classificada como o quinto maior risco que o mundo enfrentará nos próximos 10 anos. Além disso, estima-se que, em 2025, um terço da população mundial viverá em áreas de escassez e com problemas hídricos e que em cerca de metade de todos os estados-membros da União Europeia, mais de 20% da água potável é perdida devido a vazamentos. A preocupação com escassez de água no mundo não é uma questão nova, mas, como não poderia deixar de ser, segue recebendo muita atenção, ainda mais quando são divulgados dados como estes. Até mesmo em regiões onde a disponibilidade de água é maior, o assunto é muito sensível e relevante. Isso porque a falta de recursos hídricos poderia não apenas representar um gargalo para a rotina da população em termos de consumo, mas também comprometer o funcionamento das atividades econômicas se a matriz energética estiver baseada em usinas hidrelétricas. Este seria um cenário possível no Brasil, já que, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), 64,9% da energia elétrica gerada no País é hidráulica. Outro levantamento que a EPE mantém sobre consumo nacional de energia elétrica aponta que dentre os segmentos residencial, industrial, comercial e outros (rural, serviço público e iluminação pública), entre 1995 e 2018, a indústria sempre foi a que mais consumiu energia no Brasil. Neste contexto, a utilização de tecnologias já existentes, como equipamentos que controlam motores elétricos, se torna ainda mais estratégica e mesmo necessária. Um exemplo disso é a estimativa de redução em 8% do consumo de energia até 2040, com a adoção em larga escala de motores controlados por drives no setor industrial. Sendo a matriz energética brasileira baseada em geração hidrelétrica, fica claro que utilizar água e energia com mais eficiência não só indica um ciclo que se retroalimenta, mas também que é essencial para que a nossa economia possa produzir com a máxima competitividade possível. Isso porque, como se sabe, é mais dispendioso quando há necessidade de se aumentar o consumo de energia proveniente de termelétricas, repassando um custo operacional mais alto para o que é produzido e, portanto, para a população que consome. Outra situação que mostra um forte vínculo entre água e energia se dá justamente no setor de saneamento. A dependência mútua entre estes dois recursos e a crescente demanda global por eles têm um impacto enorme no crescimento econômico, na sustentabilidade global e no nosso futuro. Felizmente, já estão disponibilizadas a digitalização e tecnologias desenvolvidas para criar um setor de água neutro em energia, atuando em todos os estágios do ciclo da água, da produção e distribuição até o tratamento e bombeamento de efluentes. Um sistema de distribuição hídrica mais eficiente permite reduzir vazamentos de água automaticamente, o consumo energético e o desperdício. Dispor destas soluções é um trunfo muito importante ao se analisar números do setor. Ele é responsável por 4% do consumo energético global e acredita-se que esse número dobrará até 2040. Além disso, instalações de água e saneamento são as maiores consumidoras de energia de um município, representando de 30 a 50% da conta de eletricidade total das autoridades locais. Por fim, ao contornar o problema de escassez de água reduzindo o seu desperdício, um setor de saneamento neutro em energia também pode contribuir para reduzir as emissões de CO2 e, consequentemente, para evitar o agravamento das mudanças climáticas que, por sua vez, interferem nos ciclos de chuva e hídricos no mundo inteiro. Assim, vemos como, novamente, o uso eficiente de água e energia pode formar um ciclo virtuoso que se retroalimenta continuamente. * Julio Molinari é Presidente da Danfoss na América Latina

4 de agosto, 2021
Crise hídrica exige soluções energéticas eficientes
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Crise hídrica exige soluções energéticas eficientes

Por Hélio Sugimura* Essa não é a primeira ocasião em que o fornecimento de energia elétrica se torna um ponto de preocupação para líderes de negócio no Brasil. Em 2001, o país sofreu diversos apagões e os consumidores residenciais e industriais foram obrigados a racionar energia no Distrito Federal e em mais 16 estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, reduzindo em 20% o consumo de energia elétrica. E, mesmo 20 anos depois, autoridades e especialistas ainda não cogitaram a possibilidade de racionamento, mas não descartam a ocorrência de apagões e a situação não é confortável, tanto que o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) vem fazendo uma série de alertas a cada nova reunião sobre o possível anúncio de medidas por parte do Governo Federal como a criação de comitê de crise e programas para reduzir o consumo industrial nos horários de pico. O que tem freado a adoção de medidas mais drásticas para enfrentar a crise hídrica certamente é a pandemia COVID-19 que, mundialmente, diminuiu o consumo de energia tanto nos setores da indústria quanto no comércio, que tiveram as suas atividades reduzidas. Segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), a escassez de chuvas para a geração de energia é a pior em 91 anos, e como mais da metade da matriz energética do Brasil é baseada em hidrelétricas, o acionamento de usinas termelétricas - opção mais cara - significa uma conta de luz com valor mais alto tanto para consumidores residenciais como comerciais ou industriais. Por outro lado, de acordo a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica publicada em junho de 2021, elaborada pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética - instituição pública vinculada ao Ministério das Minas e Energia), em maio de 2021 houve um aumento de 22,5% no consumo energético industrial, ante o mesmo mês em 2020. O consumo industrial foi o que apresentou o maior crescimento, puxado pelos setores de metalurgia, químico e automotivo, à frente do setor comercial (16,7%) e residencial (1,6%). Ainda segundo a EPE, no seu Balanço Energético Nacional 2020, o setor industrial foi responsável pelo consumo de 30,4% da energia produzida no Brasil em 2019. Diante desse cenário, e com as perspectivas de retomada da economia pós pandemia, além do crescente aumento nas tarifas, é crucial investir em soluções que gerem mais eficiência energética em plantas industriais. O passo a passo para reduzir o consumo energético O primeiro passo para acompanhar a eficiência energética, principalmente na Indústria, é a capacidade de medir o consumo de energia, cruzar com a quantidade de peças produzidas ou volume de produção e criar um indicador de eficiência através dessa relação. Dessa forma é possível avaliar a eficiência energética e identificar pontos de melhoria, com dados entregues em tempo real, de forma ágil e de fácil compreensão, sobre o suprimento de energia ou do status operacional de uma máquina. Em segundo lugar, é preciso monitorar e avaliar os gastos por departamento, linha de produção ou instalação, independentemente do porte da empresa. Com soluções inteligentes de monitoramento é possível quantificar o consumo de forma transparente, o que irá se refletir não apenas na eficiência energética de um equipamento, mas também na melhor gestão financeira da empresa, a partir da visualização do gasto em todos os departamentos. O monitoramento dessas informações é o passo inicial para uma gestão energética eficiente. Esses dados são fundamentais para análise, controle de custos, rateio de consumo, controle de demanda, entregues de forma gráfica e com relatórios detalhados, simples e automatizados. Em especial na Indústria, além da medição e monitoramento, é importante um olhar dedicado aos motores, que segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria), representam, ao lado de refrigeração, ar comprimido e iluminação mais de 50% dos custos com energia elétrica nas empresas. Nesses casos, a recomendação é utilizar dispositivos como inversores de frequência e conversores regenerativos, que podem reduzir em até 30% o consumo de energia nos motores elétricos. O futuro começa agora Atualmente não é possível, tanto do ponto vista econômico quanto ambiental, não investir em soluções que ofereçam uma melhor eficiência energética, reduzindo o custo no processo de fabricação ou no fornecimento de um serviço. Para cada tipo de demanda, existe uma solução que entregará dados sobre o consumo energético em tempo real, otimizando a tomada de decisão e garantindo uma gestão mais eficiente. Os impactos do uso de energia afetam a todos nós e, consequentemente, todos devemos estar preocupados em como usar esse recurso de forma mais eficiente. A maior eficiência energética resulta em custos operacionais mais baixos para todos os negócios, permitindo que uma empresa "eficiente" ganhe uma vantagem competitiva sobre seus competidores que ainda não entenderam que o futuro começa agora. E o futuro não costuma perdoar erros. * Hélio Sugimura é Gerente de Marketing da Mitsubishi Electric

22 de julho, 2021
Empresas de energia têm obrigação de ser sustentáveis
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Empresas de energia têm obrigação de ser sustentáveis

Por Leandro Bertoni * Sabemos que as empresas do setor de energia elétrica já vêm implementando diversas estratégias com foco na redução da emissão de gás carbônico (CO2). Porém, é fundamental que essas empresas também dediquem seus esforços para serem sustentáveis do ponto de vista ambiental, gerando uma eletricidade “limpa” que ajude a evitar o avanço do aquecimento global acima de 1,5º C. Prevê-se que a procura mundial de eletricidade aumente em 60% até 2040. Por outro lado, a boa notícia é que durante o mesmo período se espera que a porcentagem de eletricidade solar e eólica no mundo triplique. Essa possível mudança nas fontes de abastecimento representa um novo nível de desafios e oportunidades para a oferta e procura da energia. Por isso, um futuro sustentável e baseado em energias renováveis exigirá o apoio e a inovação de todos os agentes do setor. Do lado da procura, a complexidade vem da interação com os mercados energéticos, uma vez que os “novos clientes” não são apenas consumidores de energia (como acontecia antigamente). Tornaram-se gestores, tanto em termos de consumo como da própria produção da energia. Do lado da oferta, a complexidade é maior, pois envolve operação, planejamento, investimento e estratégia para o consumo de energia. E, tanto para procura quanto para oferta, existem soluções de medição graças à tecnologia digital, as quais são suficientemente flexíveis para suportar os desafios atuais e permitir a preparação para o futuro. Mesmo assim, é importante destacar que a digitalização deve ser acompanhada de outras iniciativas para que as empresas de energia atinjam os objetivos de sustentabilidade e permaneçam competitivas. Alguns exemplos dessas iniciativas: Integrar mais energias renováveis em todos os níveis da rede para substituir os combustíveis fósseis. Utilizar equipamentos modernos, como um quadro de média tensão sem gás de efeito estufa hexafluoreto de enxofre (SF6) que utiliza apenas ar e vácuo. Focar no aumento da eficiência não só da rede mas também da força de trabalho, reduzindo a sua movimentação por meio de maior utilização de dados e troca das frotas atuais por veículos elétricos. Aumentar a utilização de energias renováveis descentralizadas é, portanto, essencial para as empresas de eletricidade terem a sustentabilidade em todos os aspectos do seu negócio e, consequentemente, ajudarem no alcance dos objetivos climáticos. Como benefício desse novo “comportamento sustentável”, haverá mais confiabilidade e disponibilidade no sistema energético utilizado em todo o planeta. * Leandro Bertoni é Vice-presidente da unidade de Power Systems da Schneider Electric para a América do Sul.

17 de julho, 2021
Caminhos para uma retomada econômica verde
ARTIGO
Caminhos para uma retomada econômica verde

Por Julio Molinari * A economia mundial entrou em crise sanitária devido à pandemia COVID-19. Além do impacto econômico e social, há outra preocupação relevante no aspecto ambiental: o aumento da emissão de dióxido de carbono. É o que alerta a Agência Internacional de Energia (AIE), que aponta que as emissões globais devem aumentar em 5% em 2021, registrando, assim, o segundo maior aumento da história. Esse aumento de cerca de 1,5 bilhões de toneladas é impulsionado pelo ressurgimento do uso de carvão no setor de energia e resultará em um volume total de quase 33 bilhões de toneladas. Isso só não acontecerá se governos, empresas e a sociedade em todo o mundo agirem. A hora é de reaquecer a economia e achatar a curva das emissões. Historicamente, o período pós-crise mundial abre espaço para novas oportunidades. Refiro-me, por exemplo, a consolidar a cooperação internacional, fazer acordos de paz e reestruturar os sistemas financeiros. Globalmente, nossa empresa lançou um desafio denominado de Green Restart, que aponta caminhos para acelerar o ritmo de recuperação econômica e gerar crescimento sustentável, projetando um futuro cada vez mais descarbonizado. E não precisamos ‘inventar a roda’. Basta que empresas e governos façam a sua parte e adotem soluções já disponíveis. Gostaria de jogar luz à discussão tendo como exemplo três setores importantes da economia que são tradicionalmente grandes emissores de carbono, mas que, ao mesmo tempo, podem ser impulsionadores da recuperação econômica: transporte, edifícios comerciais e a indústria. O setor de transporte é responsável por um quarto das emissões globais de carbono. Para cumprir a meta climática de 1,5ºC, estabelecida no Acordo de Paris, precisamos reduzir o total emitido por este setor em 28%. Como alcançar esse objetivo? Um dos caminhos já testados e comprovados é acelerar a eletrificação dos nossos ônibus, carros, caminhões, balsas e embarcações. Para incrementar a adoção destes veículos elétricos, as cidades necessitam de infraestrutura inteligente alimentada por energia verde, desde estações de carregamento nas ruas a construções de unidades auxiliares de energia em diversos pontos. Estudos indicam que investir em mobilidade elétrica, além de reduzir as emissões, também estimulará a economia e criará 1 milhão de empregos até 2030 na Europa. Outro setor altamente relevante é o de edifícios comerciais, que são responsáveis por 40% do uso global de energia e cerca de metade das emissões em toda uma cidade, o que os torna um ponto de partida crucial na retomada verde. Esse setor em especial precisaria reduzir suas emissões em 33% para chegar à meta do Acordo de Paris. Uma das formas mais econômicas de reduzir o uso de energia de construções já existentes, por exemplo, é por meio do retrofit e a consequente otimização de sistemas de ventilação, ar-condicionado e aquecimento. Os modernos sistemas de HVAC geram comprovadamente redução de até 30% do consumo de energia. Fazer com que as construções tenham eficiência energética, além de estimular a economia, pode gerar empregos. Estudos indicam que para cada 1 mil euros investidos em eficiência energética, 18 novos postos de trabalho são criados. Por fim, mas não menos importante, trago o exemplo da indústria de uma forma geral. Esse setor é responsável por 20% do total das emissões de gases de efeito estufa. É mais do que necessário repensar a produção para otimizar os recursos de energia, como usar a força motriz inteligente para otimizar as velocidades dos motores elétricos, a fim de reduzir o uso de energia. Estima-se em 8% a redução do consumo de energia até 2040 com a adoção em larga escala de motores controlados por drives, ao mesmo tempo em que soluções digitais aumentam o tempo de produtividade ao prever as necessidades de manutenção e reduzem o uso de energia. O momento é agora para fazer da retomada econômica um verdadeiro ‘Green Restart’. Para descarbonizar os setores de edifícios, indústria e transporte, precisamos fazer da eficiência energética, eletrificação e integração destes mercados as nossas prioridades. * Julio Molinari é presidente da Danfoss na América Latina.

17 de junho, 2021
O meio ambiente grita pelo uso mais racional da água e energia
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O meio ambiente grita pelo uso mais racional da água e energia

Por Marco Dutra * Conhecido pela abundância dos recursos hídricos, o Brasil tem vivido períodos de escassez. O país enfrenta uma situação crítica com o menor nível de chuvas dos últimos 91 anos, com reflexos na retomada da economia e em outros setores importantes, a exemplo do elétrico e da agricultura. As transformações no meio ambiente, impulsionadas pelo avanço da globalização, têm causado inúmeras mudanças climáticas, ocasionando em baixas precipitações pluviométricas, aumento das estiagens e secas, assim como os desastres provocados pela natureza. No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado dia 5 de junho, somos convocados a reduzir o nosso consumo para mitigar a possibilidade de racionamento. O que nos faz lembrar da finitude dos recursos naturais - motivo que por si só reforça o uso mais racional da água e da energia. Só a mudança de hábitos dos brasileiros pode mudar esse cenário, inclusive na decisão de compra do consumidor, por meio da escolha de produtos eficientes que geram redução de consumo e despesas. É evidente e primordial que os setores da economia incrementem investimentos na área socioambiental e de governança (ESG). De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o setor agrícola consome 70% de água, a indústria 22% e o uso residencial 8%. Segundo o boletim anual de mercado da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (ABRACEEL), divulgado neste ano, 32% de toda a energia do País é consumida por grandes indústrias, comércios e empresas ligadas em média e alta tensão, que precisam urgentemente mudar sua matriz de energia por fontes renováveis, bem como buscar soluções em máquinas e equipamentos mais econômicos. As instituições, juntamente com a população, precisam se empenhar para evitar desperdícios. A ONU (Organização das Nações Unidas) prevê que, em 2030, a sociedade precisará de 40% a mais de água e 50% a mais de energia. A responsabilidade por um mundo mais sustentável, em prol das gerações futuras, é dever de todos. Menos gastos dos recursos hídricos podem produzir mais riqueza na economia. É o que afirma um estudo elaborado no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA). Na contramão do mundo, o país desperdiça 39,3% de água potável, devido a perdas no sistema de distribuição, conforme o levantamento divulgado pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS 2019). Já a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico de 2017 do IBGE revela também que o consumo pelo brasileiro supera a média mundial em 30 litros. Assumir a agenda da sustentabilidade é se comprometer com a economia e com o planeta. Seja a diferença! * Marco Dutra é Diretor da Kärcher no Brasil

10 de junho, 2021