SANEAMENTO

Infraestrutura tem relevância para preservar recursos hídricos

Infraestrutura tem relevância para preservar recursos hídricos

A Associação Brasileira dos Fabricantes de Aateriais para Saneamento (Asfamas) atua diretamente na escolha de produtos adequados e conformes, associada à correta especificação, instalação e manutenção, além de contribuir para redes mais estanques e confiáveis, capazes de suportar condições operacionais adversas. “A sustentabilidade da infraestrutura precisa considerar o que acontece ao longo de sua vida útil. Um material mais durável pode significar menos substituições, intervenções e consumo de recursos por décadas. No saneamento, qualidade e durabilidade têm impacto econômico, ambiental e social”, afirma Edson Silveira Sobrinho, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Asfamas.

Falhas na infraestrutura podem gerar consequências que vão além do custo de reparo. Vazamentos representam água tratada que não chega ao consumidor e maior demanda por captação, enquanto produtos inadequados ou fora de especificação podem reduzir a vida útil dos sistemas e ampliar a necessidade de obras e manutenção. A entidade mantém sete dos 21 Programas Setoriais da Qualidade (PSQs) do PBQP-H, com índice médio de conformidade de aproximadamente 85%. Desde 2015, a Asfamas responde também pela gestão da secretaria do Comitê Brasileiro de Componentes de Sistemas Hidráulicos Prediais da ABNT (ABNT/CB-178), em acordo de cooperação com a ABNT. O comitê participa da elaboração e revisão de normas para diferentes componentes dos sistemas hidráulicos e reúne atualmente 62 normas técnicas que orientam a qualidade dos materiais usados nas edificações e na infraestrutura brasileiras.

Entre as soluções disponíveis estão tubulações termoplásticas para drenagem, câmaras subterrâneas modulares para retenção e armazenamento de águas pluviais e tecnologias de reabilitação de redes que permitem reconstruções por dentro, sem abrir valas, reduzindo intervenções, custos e impactos urbanos. “A resiliência começa pela infraestrutura que já existe. Quanto mais confiável, estanque e durável for uma rede, menor a exposição a perdas e falhas durante eventos extremos. A indústria pode contribuir com materiais, tecnologia e conhecimento técnico para preparar o saneamento para esse novo cenário climático, destaca Edson. A associação completa dizendo que eficiência hídrica é uma questão de infraestrutura. “Combater perdas, prolongar a vida útil dos sistemas e adotar soluções mais resilientes significa preservar água, reduzir custos e aumentar a confiabilidade dos serviços”.

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