Itabira vai ganhar sistema para garantir segurança hídrica

A Vale investirá R$ 1,17 bilhão em Itabira para ampliar o abastecimento de água, garantindo segurança hídrica para cerca de 113 mil habitantes.
A Vale prevê investimento global de cerca de R$ 1,17 bilhão no projeto Rio Tanque com o objetivo de ampliar o abastecimento de água em Itabira, Minas Gerais. O novo sistema terá capacidade para fornecer até 600 litros por segundo, volume superior à demanda atual do município, estimada em aproximadamente 400 litros por segundo, e deverá beneficiar cerca de 113 mil habitantes. O empreendimento também é refletido na cadeia de construção, como no caso da Construtora Vale Verde, responsável pela mobilização de aproximadamente 980 trabalhadores diretos ao longo da execução de seu escopo. A companhia atua na implantação de cerca de 23 km de tubulação e na construção de três estações elevatórias, além de estruturas necessárias ao transporte da água até o sistema de abastecimento. “Uma grande obra mobiliza profissionais, fornecedores, equipamentos e conhecimento técnico durante anos. Há geração de emprego e movimentação de uma cadeia produtiva extensa durante a execução. Quando o empreendimento entra em operação, permanece uma infraestrutura capaz de ampliar as condições de desenvolvimento do território”, afirma Hugo Soares, CEO da Construtora Vale Verde.
O avanço de projetos de grande porte em Minas Gerais acontece em um cenário de crescimento dos investimentos em infraestrutura no Brasil. Segundo números da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), divulgados pelo Valor Econômico, os investimentos no setor chegaram a R$ 280 bilhões em 2025, com 84% do volume proveniente da iniciativa privada. Para 2026, a projeção alcança R$ 300 bilhões. “Infraestrutura precisa ser compreendida como base da competitividade. Projetos dessa natureza atravessam anos entre planejamento e execução e permanecem por décadas a serviço da sociedade. Para que o atual ciclo de expansão se transforme em uma trajetória consistente, o país precisa garantir continuidade e previsibilidade”, avalia Soares.
Em Minas Gerais, a infraestrutura hídrica tem tido relevância pela relação direta com as perspectivas de desenvolvimento econômico dos municípios. O Projeto Rio Tanque prevê uma capacidade de abastecimento superior à demanda atual de Itabira, o que cria condições para atender necessidades futuras da cidade. O empreendimento contempla aproximadamente 25 km de tubulação e uma nova Estação de Tratamento de Água, além dos sistemas necessários à captação e ao transporte da água. Após a conclusão, a estrutura será integrada ao sistema público de abastecimento e operada pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Itabira (SAAE). “Segurança hídrica também é infraestrutura econômica. A disponibilidade de água interfere na capacidade de uma cidade crescer, receber novos empreendimentos e diversificar suas atividades. Quando uma obra é planejada para responder às necessidades futuras, seu impacto ultrapassa o abastecimento e passa a fazer parte das condições de desenvolvimento daquela região”, destaca Hugo Soares.
Para o executivo, os R$ 300 bilhões projetados para infraestrutura no país em 2026 representam uma oportunidade para consolidar uma visão mais permanente sobre o setor. “O desafio agora é transformar volume de investimentos em capacidade estrutural para o país. Infraestrutura exige planejamento de longo prazo porque é justamente ela que cria as condições para que outros investimentos aconteçam”, conclui.












