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MUDANÇAS CLIMÁTICAS

MDR e Microsoft desenvolvem plataforma virtual

MDR e Microsoft desenvolvem plataforma virtual

A ferramenta será composta por um mapa interativo e um PowerBI.

O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), assinou acordo de cooperação técnica com a Microsoft para o desenvolvimento de uma plataforma virtual para a agenda de adaptação à mudança do clima. A ferramenta será composta por um mapa interativo e um PowerBI. “A plataforma irá oferecer a possibilidade de planejarmos e desenvolvermos ações pautadas em informações que consideram o contexto atual de mudanças do clima, especialmente com a indicação das áreas de maior vulnerabilidade, contribuindo para a gestão e redução do risco climático no País, de forma a aproveitar as oportunidades emergentes e evitar perdas e danos. Também vai auxiliar a cumprirmos nossas diretrizes dentro do Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima”, destaca o secretário de Fomento e Parcerias com o Setor Privado do MDR, Fernando Diniz.

O MDR fornecerá à Microsoft dados e indicadores necessários para subsidiar a construção da plataforma, aberta ao público. As informações utilizadas, como de sensibilidade ambiental, ocorrência de eventos climáticos intensos e de capacidade de resposta de desastres, são de domínio público. Um plano de trabalho para a implementação do mapa interativo e do PowerBI será elaborado em até 60 dias a partir da publicação do acordo de cooperação técnica no Diário Oficial da União (DOU), em parceria entre o MDR e a Microsoft. “Na Microsoft acreditamos que a tecnologia é uma ferramenta fundamental para endereçar temas que são relevantes para a sociedade e o planeta. Este acordo de cooperação com o MDR é um ótimo exemplo de como podemos utilizar a inteligência de dados e a tecnologia para apoiar na tomada de decisões e colaborar para a redução de riscos climáticos no Brasil”, afirma Ronan Damasco, diretor de tecnologia da Microsoft Brasil. A ferramenta também vai contribuir para o cumprimento do papel do MDR no âmbito da implementação da Política Nacional de Mudança do Clima (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l12187.htm).

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O embaixador da Alemanha no Brasil, Dirk Brengelmann, ressaltou os resultados brasileiros na conservação ambiental. “A redução do desmatamento na Amazônia é resultado impressionante”, afirmou. “O Brasil se tornou um modelo mundial em ações ambientais.” O Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Caixa Econômica Federal e o KfW, o Banco de Desenvolvimento alemão, assinaram o contrato de contribuição financeira para viabilizar o Projeto de Regularização Ambiental de Imóveis Rurais na Amazônia e em Áreas de Transição para o Cerrado. Com duração de quatro anos, a medida destinará mais de R$ 84 milhões financiados pelo governo alemão para a cooperação. O projeto apoiará o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dos imóveis de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais de Rondônia, Mato Grosso e Pará. Também serão promovidas ações de recuperação dos passivos ambientais das áreas de preservação permanente e de reserva legal encontradas dentro desses terrenos. Com a medida, será possível realizar a regularização ambiental dos imóveis rurais brasileiros conforme o novo Código Florestal. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, destacou a importância da ação para o setor. “O objetivo é proteger o meio ambiente produzindo alimentos”, defendeu. “A inovação tecnológica é um meio de evitar o desmatamento.” Em relação às Unidades de Conservação, a parceria entre MMA, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e o Ministério Alemão para Cooperação e Desenvolvimento (BMZ), junto ao Banco Alemão de Desenvolvimento KfW, entra na 3ª fase do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), iniciado em 2003. O projeto terá o aporte superior a R$ 116 milhões por meio da cooperação financeira alemã para o Fundo de Transição. Esse Fundo é um mecanismo inovador com metas ambiciosas, como a de consolidar e segurar o financiamento sustentável de unidades de conservação em uma área igual ou superior a 60 milhões de hectares, o que corresponde aproximadamente ao território da França. Já o projeto de cooperação técnica “Apoio às Atividades de Fomento e de Concessão de Colaboração Financeira Não-Reembolsável no âmbito do Fundo Amazônia” receberá mais de R$ 14,6 milhões em investimentos. O cofinanciamento entre a Noruega, por meio da Agência Norueguesa para a Cooperação ao Desenvolvimento (Norad), e a Alemanha, representada pelo Ministério Alemão para Cooperação e Desenvolvimento (BMZ) viabilizará o projeto. O objetivo é melhorar os mecanismos do Fundo Amazônia, tornando-o cada vez mais eficaz no financiamento da proteção das florestas e do clima. O acordo representa a importante coordenação e harmonização entre os dois doadores. Brasil e Alemanha também firmaram acordo para reduzir o avanço das mudanças climáticas. A Chanceler Angela Merkel e a Presidente Dilma Rousseff anunciaram o compromisso de ambos os países na “descarbonização” de suas economias. A meta é garantir o desenvolvimento sustentável e contribuir para limitar o aumento da temperatura média global em 2° C. “São ações comuns para enfrentar uma das grandes questões do século 21, o aquecimento global. Nesse sentido, o nosso compromisso com a descarbonização é algo muito relevante”, declarou Dilma Rousseff. 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Esse percentual foi adotado em caráter voluntário pelo Brasil, em 2009. “O Brasil já assumiu essa meta anterior, que vem sendo cumprida adequadamente”, destacou Dilma Rousseff. “A futura meta será uma declaração de ambição à altura dos atuais desafios.” A Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu a união dos países com território na bacia amazônica para promover a reconstituição da floresta. “Estamos construindo o Arpa amazônico”, informou, referindo-se ao programa do Governo Federal criado para expandir, consolidar e manter uma parte do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) no Bioma Amazônia, protegendo pelo menos 50 milhões de hectares e promovendo o desenvolvimento sustentável da região. De acordo com a ministra, o Brasil está reforçando os acordos multilaterais amazônicos e levando assistência técnica e financeira com apoio do Fundo Amazônia, a esses países. 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25 de agosto, 2015
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15 de junho, 2015