COP 30

MMA apresenta governança do Plano Clima

MMA apresenta governança do Plano Clima

O plano, que está em fase final de validação, é elaborado de forma participativa há dois anos e é o caminho para implementar as metas de adaptação e mitigação contidas na nova NDC, a meta brasileira de redução de gases de efeito estufa para 2035.

A governança do Plano Clima brasileiro foi o destaque do painel de abertura do Pavilhão Brasil da COP30 no dia 10 de novembro, em Belém (PA). O plano, que está em fase final de validação, é elaborado de forma participativa há dois anos e é o caminho para implementar as metas de adaptação e mitigação contidas na nova NDC, a meta brasileira de redução de gases de efeito estufa para 2035.

A atividade teve como foco a estrutura da iniciativa, que envolve três câmaras técnicas de assessoramento ligadas diretamente ao Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), órgão que tem o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) na secretaria-executiva. O Pavilhão Brasil é o maior auditório da Zona Verde, a área da COP30 aberta ao público e sem restrições de circulação. “Hoje se inicia uma jornada decisiva para o futuro da nossa agenda climática. Estamos entregando um pacote de adaptação até 2035, com metas mensuráveis, já totalmente validado pelo Subcomitê-executivo do CIM. Além disso, falta pouco para finalizar o pacote da mitigação. Assim, logo poderemos, de fato, implementar nossos compromissos”, afirmou o secretário nacional de Mudança do Clima do MMA, Aloisio Melo.

O secretário destacou ainda que o Plano Clima é resultado de uma grande articulação intersetorial, com participação popular intensa, além da reunião de ministérios. “Desde a retomada do CIM, em setembro de 2023, melhoramos muito nossa capacidade de organização, incorporando novos ministérios, criando uma estrutura executiva mais enxuta e inovando ao implantar as câmaras técnicas de participação social, assessoramento científico e articulação interinstitucional”, pontuou Melo, em alusão ao modelo de governança do Plano Clima.

O coordenador da Câmara de Participação Social do CIM, Sérgio Xavier, afirmou que o modelo coloca o Brasil na vanguarda da governança sistêmica. “O que vemos é um cenário de muito avanço nesse processo de governança. Não foi fácil fazer o Plano Clima, dada sua complexidade. Mas ainda mais difícil vai ser a implementação, ou seja, a transformação dos modelos econômicos para um cenário de neutralidade”, desafiou. A diretora do Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima do MMA, Inamara Mélo, lembrou que a agenda climática brasileira dialoga diretamente com a redução das vulnerabilidades e com a melhora das condições de vida da população. “Não podemos mais ter cidades sem estratégias claras de redução de vulnerabilidades. O Plano Clima não é do governo federal, mas de todo o país”, afirmou. Inamara comentou também que o Plano foi elaborado com a participação de 25 ministérios, reúne mais de 300 metas e 812 ações para reduzir os impactos das mudanças no clima, observando o conceito de justiça climática, que deve priorizar as populações mais vulneráveis.

O encontro contou ainda com a participação do secretário-adjunto da Secretaria de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Adriano Santhiago de Oliveira; da diretora do Departamento de Políticas de Mitigação e Instrumentos de Implementação do MMA, Lidiane Melo; e do representante da Câmara de Participação de Assessoramento Científico do CIM, Jean Ometto. O painel foi mediado pelo gerente de Política Climática no Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Vitor Leal Pinheiro.

Artigos Relacionados

Insumos agrícolas ganham protagonismo nas metas corporativas de carbono
EMISSÔES
Insumos agrícolas ganham protagonismo nas metas corporativas de carbono

Redução das emissões de Escopo 3 coloca fertilizantes e cadeias de suprimento no centro das estratégias climáticas e da competitividade global.

26 de fevereiro, 2026
Parceria de universidades quer reduzir impactos sobre vulneráveis
MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Parceria de universidades quer reduzir impactos sobre vulneráveis

Por meio de um modelo de Laboratórios Urbanos Participativos, o projeto será desenvolvido em parceria com agências governamentais e associações de moradores de favelas e comunidades urbanas.

20 de fevereiro, 2026
Taxa de desmatamento é a menor em 11 anos
AMAZÔNIA
Taxa de desmatamento é a menor em 11 anos

"Os dados indicam que o Brasil tem potencial para alcançar a menor taxa de desmatamento da série histórica, o que é um avanço importante e comemorável, mas ainda é preciso cautela."

13 de fevereiro, 2026
MMA lança sumário com metas de redução de emissões até 2035
PLANO CLIMA
MMA lança sumário com metas de redução de emissões até 2035

Brasil se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% de suas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035 em relação a 2005.

7 de fevereiro, 2026
Mais de 100 ONGs pedem compromisso político para transição
COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS
Mais de 100 ONGs pedem compromisso político para transição

Carta firma que a credibilidade da ação climática global depende cada vez mais da capacidade dos governos de promover uma “redução justa e ordenada da produção e do consumo de combustíveis fósseis”.

3 de fevereiro, 2026
Chamada pública prevê R$ 10,5 milhões para projetos com impacto duradouro
SEGURANÇA HÍDRICA
Chamada pública prevê R$ 10,5 milhões para projetos com impacto duradouro

A chamada pública prevê até R$ 10,5 milhões para ações que combinam conservação da natureza, adaptação climática, geração de renda e melhoria da qualidade de vida, com foco em impactos duradouros sobre a segurança hídrica.

20 de janeiro, 2026
Projeto internacional analisa riscos climáticos em comunidades urbanas
SAÚDE PÚBLICA
Projeto internacional analisa riscos climáticos em comunidades urbanas

Desenvolvido em parceria com moradores e gestores públicos, projeto busca transformar evidências científicas em ações concretas de adaptação climática e promoção da saúde.

5 de janeiro, 2026
Hydro apresenta projetos rumo à transição energética
COP 30
Hydro apresenta projetos rumo à transição energética

Entre os destaques esteve a inauguração do Banco da Paz, que chegou a Belém como um presente do Centro Nobel da Paz e de empresas norueguesas

27 de novembro, 2025