MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Novo estudo Trata Brasil relaciona ESG e Saneamento

Novo estudo Trata Brasil relaciona ESG e Saneamento

Estudo reforça a importância da garantia do acesso à água potável e do tratamento de esgoto para toda a população

Para saber como o setor de saneamento se relaciona com os aspectos ambientais, sociais e de governança em torno de suas operações e qual a sua importância na mitigação dos impactos das mudanças climáticas, o Instituto Trata Brasil, em parceria com a KPMG no Brasil, desenvolveu o estudo “ESG e Tendências no Setor de Saneamento do Brasil”. Segundo Luana Siewert Pretto, “universalizar o saneamento será determinante para a preservação do meio ambiente”. Nelmara Arbex, sócia-líder de ESG Advisory da KPMG no Brasil e na América do Sul, reforça a importância da garantia do acesso à água potável e do tratamento de esgoto para toda a população brasileira, urbana e rural, “em uma década na qual recursos hídricos vão estar no centro das atenções como nunca”.

De acordo com o estudo, alguns aspectos devem ser levados em conta para assegurar a transição do setor de saneamento: o caminho da economia global e nacional para uma economia de baixo carbono onde emissões de gases que provocam o efeito estufa serão contabilizadas e possibilidades de absorção de carbono extremamente valorizadas; o estabelecimento de uma economia circular com melhor gerenciamento dos resíduos; pela necessidade e incentivos à regeneração dos ecossistemas para estabilização climática, segurança alimentar, entre outros fatores; pela necessidade de inclusão da população vulnerável nos serviços que garantem a qualidade de vida necessárias para que o país continue se desenvolvendo; e pela necessidade de preparar os líderes, profissionais do setor e seus fornecedores.

O trabalho em conjunto com a sociedade será fundamental para permitir a universalização do saneamento, que demandará R$ 500 bilhões em investimentos, segundo estimativas do Governo Federal. Outro desafio será adaptar a cadeia de valor (reguladores, empresas, fornecedores e clientes) às mudanças climáticas, que exigirá nova governança para gestão de recursos hídricos num ambiente com mudança na sazonalidade das chuvas, enchentes e secas.

Considerando o período entre 2021 e 2040, é esperado que os benefícios promovidos a partir da universalização do saneamento alcancem R$ 1,455 trilhão em todo o país, sendo R$ 864 bilhões de benefícios diretos (renda gerada pelo investimento e pelas atividades e impostos recolhidos) e R$ 591 bilhões devido à redução de perdas associadas às externalidades. Os custos incorridos no período devem somar R$ 639 bilhões. “Assim, os benefícios devem exceder os custos em R$ 816 bilhões, ou R$ 40,8 bilhões por ano, indicando um balanço social bastante promissor para o país”, salienta o levantamento.

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