OMM divulga medidas para ajudar países vulneráveis

Relatório mostra avanços dos sistemas de alerta de desastres em Moçambique, Bangladesh, Haiti, Libéria e Somália, parte da meta de avisar toda a população do planeta até 2027.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) publicou um novo relatório sobre os avanços dos sistemas de alerta para desastres climáticos em cinco países: Moçambique, Bangladesh, Haiti, Libéria e Somália. As ações integram iniciativa global para garantir que todas as pessoas no planeta estejam avisadas previamente pelos alertas até 2027. Os custos dos desastres naturais. Segundo a ONU, os custos dos desastres naturais pelo mundo aumentam a cada ano. Em 2025, a conta chegou a US$ 202 bilhões, mas se forem somados o prejuízo dos desastres e os seus efeitos em ecossistemas, este número pode ultrapassar US$ 2,3 trilhões. Outro problema é o fardo econômico e a dívida que os acidentes naturais causam aos países de forma desproporcional. Em nações em desenvolvimento, os estragos são maiores para economias e populações inteiras.
Moçambique é um dos mais atingidos por ciclones e intempéries no sudoeste do Oceano Índico. O país africano terá como foco o aperfeiçoamento dos serviços operacionais de previsão e emissão de alertas. O intercâmbio de conhecimentos com a África do Sul incentivou a implementação de avisos padronizados via o Protocolo Comum de Alertas, - CAP, e definiu procedimentos operacionais para os perigos de maior prioridade. Além disso, as equipes de meteorologia e hidrologia do país receberam treinamento especializado em sistemas internacionais de observação e troca de dados.
Na Somália, a criação das bases institucionais do Serviço Nacional de Meteorologia e Hidrologia estabeleceu mecanismos legais e coordenação estatal para migrar para um sistema público e nacional, enquanto Libéria, os trabalhos focaram concentrados na qualidade dos dados, com a reativação de estações de observação, digitalização de registos históricos e cooperação técnica com a Nigéria.
Já em Bangladesh, apoiaram a previsão no litoral, incluindo modelação de ressacas e inundações, além da integração entre agências governamentais, serviços meteorológicos e os meios de comunicação social para disseminação de alertas padronizados pelo Protocolo. Por último, as medidas no Haiti garantiram a continuidade dos serviços através do fornecimento de energia de reserva, equipamentos de previsão e conexão via satélite.
A pesquisa da OMM recebeu US$ 900 mil do financiamento de US$ 5,5 milhões concedido pela Agência Sueca de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional (Sida) através do Escritório da ONU para a Redução do Risco de Desastres - Undrr. O relatório reforça que os serviços meteorológicos exigem abordagens baseadas na realidade de cada país. Apesar dos progressos, a OMM alerta que o trabalho exige continuidade e novos investimentos de longo prazo para além da meta de 2027.












