Publicidade
ECONOMIA CIRCULAR

Powersafe conecta o ciclo de fabricação ao de coleta de baterias

Powersafe conecta o ciclo de fabricação ao de coleta de baterias

O modelo utilizado pela empresa conecta o ciclo de fabricação ao de coleta e prioriza a requalificação e a reciclagem de baterias inservíveis.

Fabricante brasileira de baterias e sistemas de energia, a Powersafe tem fortalecido as ações de logística reversa e reciclagem por meio do programa Ecosafe, que apoia a destinação correta das baterias ao fim de vida, em conformidade com a legislação vigente.O modelo utilizado pela empresa conecta o ciclo de fabricação ao de coleta e prioriza a requalificação e a reciclagem de baterias inservíveis. O programa envolve parceiros comerciais e técnicos que apoiam ações de coleta, permitindo que clientes devolvam suas baterias usadas com segurança.

Em seus processos, a Powersafe atua em conformidade com a Resolução CONAMA 401/08 e diretrizes do IBAMA, além de acompanhar e apoiar iniciativas de pesquisa voltadas ao aprimoramento de tecnologias nacionais de reciclagem de lítio. Em uma parceria recente com um dos maiores data centers do mundo, a Powersafe foi responsável pelo fornecimento, instalação e comissionamento de 4.320 baterias de chumbo puro carbono de alta tecnologia da linha Getpower Série GP-PLX, especialmente desenvolvidas para altas taxas de descarga (High Rate).

As novas baterias geram ganhos de mais de 50% em performance e vida útil ampliada, com investimento 75% inferior em relação à tecnologia anterior. Além da eficiência técnica, o projeto contemplou a logística reversa de 200 toneladas de baterias inservíveis, destinadas de forma ambientalmente correta, conforme as exigências legais. “Esse projeto reforça nossa capacidade de unir inovação tecnológica, eficiência energética e responsabilidade ambiental”, destaca André Ribeiro, gerente de operações e renováveis da Powersafe. “Mostramos que é possível entregar alto desempenho e, ao mesmo tempo, garantir o descarte e a reciclagem de forma responsável, contribuindo para uma transição energética sustentável”, acrescenta.

Com o Ecosafe e iniciativas como a parceria com a empresa de data center, a Powersafe reforça compromisso com práticas circulares no armazenamento de energia, combinando engenharia aplicada, mecanismos de acompanhamento e conformidade ambiental. “A economia circular tem se mostrado um diferencial competitivo no setor, e a Powersafe vem incorporando esse conceito em seus processos”, afirma Ribeiro. “Nossos clientes valorizam fornecedores que priorizam ESG em toda a cadeia”, conclui.

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
LOGÍSTICA REVERSA
Brasil reciclará baterias de chumbo

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) assinou em 2019 acordo setorial com a Associação Brasileira de Baterias Automotivas e Industriais (Abrabat), a Associação Nacional dos Sincopeças do Brasil (Sincopeças-BR) e o Instituto Brasileiro de Energia Reciclável (Iber) para implementação do sistema de logística reversa de baterias de chumbo ácidas. O acordo determina que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de baterias passem a integrar o sistema composto por pontos de coleta e serviços de coleta, transporte, armazenamento e destinação final adequada para este tipo de bateria. A iniciativa deve acontecer em todas as regiões brasileiras e estima-se recolher e enviar para reciclagem mais de 16 milhões de baterias automotivas de chumbo ácido. Segundo a Abrabat, o setor de baterias de chumbo ácido gera cerca de 300 mil toneladas anuais de itens que ficam sem uso. A bateria é fabricada com chumbo, solução ácida e polímeros e possui ponto baixo de fusão e alta resistência à corrosão. Se por um lado o chumbo favorece a bateria, por outro é prejudicial ao meio ambiente caso seja descartado incorretamente. Metais pesados contaminam solo, lençóis freáticos e até mesmo fauna e flora. “O acordo de baterias de chumbo ácido vai permitir que ao final de quatro anos de implementação o sistema consiga recolher 16 milhões de baterias todos os anos, o que representa 155 mil toneladas de chumbo reciclados”, ressalta André França, secretário de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Além de prevenir a contaminação do solo e das águas, a logística reversa reduz a dependência da importação de chumbo para a fabricação de novas baterias. “O Brasil é dependente de chumbo, ou seja, tem de importar esse metal pesado. Depois que esse sistema estiver implementado, ele vai suprir 75% da demanda nacional do setor. Isso é logística reversa, você reinsere na cadeia produtiva um produto que já não tem mais utilidade, como é o caso de uma bateria já exaurida”, aponta França. A reciclagem da bateria automotiva de chumbo ácido recupera o próprio metal e extrai outras matérias-primas que retornam à cadeia produtiva ao invés de pararem em um aterro sanitário, como é o caso do plástico e do ácido sulfúrico. “Em uma medida como essa, você tira novos aportes de poluentes do meio ambiente ao mesmo tempo em que aquece a economia gerando novas fontes de emprego e de renda”, lembra o secretário. “Você fecha o ciclo de uma economia circular.”

3 de março, 2020
Saneamento Ambiental Logo
LÍTIO
Austrália pode reciclar e reutilizar baterias

De acordo com o relatório "Reciclagem de baterias de lítio na Austrália" do CSIRO, o país da Oceania pode se tornar o líder em reutilização e reciclagem de baterias de lítio-íon. O estudo aponta que este tipo de lixo cresce 20% ao ano mundialmente. O levantamento aborda a crescente demanda por tecnologia de lítio, atualmente usada em grandes quantidades em dispositivos eletrônicos e domésticos. As baixas taxas de reciclagem de baterias podem ser superadas através de uma melhor compreensão da importância da reciclagem, melhores processos de coleta e da implementação de formas de reciclagem eficientes. Hoje em dia apenas 2% das 3.300 toneladas anuais de resíduos de baterias de íons de lítio da Austrália são reciclados. Com a taxa de crescimento de 20% anual, esta quantidade pode ultrapassar 100 mil toneladas até 2036, mas caso seja reciclado, 95% dos componentes podem ser transformados em baterias novas ou usados em outras indústrias. Como efeito de comparação, das 150 mil toneladas de baterias de chumbo-ácido vendidas em 2010, 98% foram recicladas. A maior parte dos resíduos de baterias da Austrália é embarcada para o exterior, e os resíduos deixados em aterros sanitários, levando a possíveis incêndios, contaminação ambiental e riscos à saúde humana. A pesquisa da CSIRO apoia esforços de reciclagem, com pesquisas em andamento sobre processos de recuperação de metais e materiais, desenvolvimento de novos materiais de bateria e suporte para a economia circular em torno do reaproveitamento e reciclagem de baterias. "Como líder mundial na adoção de sistemas solares e de baterias, devemos administrar com responsabilidade nosso uso de tecnologia de lítio-íon para apoiar nosso futuro de energia limpa; a CSIRO estabeleceu um caminho para isso", disse o líder da pesquisa de baterias CSIRO, Dr. Anand. Bhatt. O especialista afirma ainda que a Austrália pode extrair valor adicional dos materiais existentes, minimizar o impacto no meio ambiente e também catalisar uma nova indústria na reutilização / reciclagem de íons de lítio. O Dr. Bhatt e sua equipe estão trabalhando com a indústria para desenvolver processos que possam apoiar a transição para a reciclagem doméstica de baterias de íons de lítio. "O desenvolvimento de processos para efetivamente e eficientemente reciclar essas baterias pode gerar uma nova indústria na Austrália. Além disso, a reciclagem efetiva de baterias de lítio pode compensar as preocupações atuais em torno da segurança do lítio", disse Bhatt. A CEO da Iniciativa de Reciclagem de Bateria da Austrália, Libby Chaplin, disse que o relatório chegou em um momento crítico. "Estamos correndo para um mundo onde as baterias de lítio são uma parte muito importante de nosso suprimento de energia, mas ainda temos algum trabalho real a fazer para garantir que possamos reciclar o produto final assim que ele chegar ao seu uso por data". Disse Libby. “O documento da CSIRO fornece informações críticas em um momento oportuno, dadas as discussões sobre como moldar um esquema de gerenciamento de produtos para o setor de armazenamento de energia”. O relatório também descobriu que a pesquisa, o governo e a indústria devem trabalhar de perto para desenvolver padrões e soluções de melhores práticas para essa questão.

28 de julho, 2018