Publicidade
FLORESTAS PÚBLICAS

Proposto prazo para conservação de terras até 2026

Proposto prazo para conservação de terras até 2026

A proposta afirma que, devido à falta de destinação, as áreas públicas cobertas por florestas ficam sem fiscalização e sujeitas a invasões, desmatamento e mineração ilegal.

O Plenário do Senado vai receber sessão de debates para tratar sobre a destinação de florestas públicas. O requerimento nº 582/22 é do senador Fabiano Contarato (PT-ES), relator de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que dá prazo até 2026 para que todas essas terras sejam voltadas à conservação, reservas indígenas ou concessão de uso a povos tradicionais (PEC nº7/2022).

Apresentada pelo senador José Serra (PSDB-SP), a proposta do ex-governador paulista afirma que devido à falta de destinação, as áreas públicas cobertas por florestas ficam sem fiscalização e sujeitas a invasões, desmatamento e mineração ilegal. A PEC também proíbe que as áreas de floresta sejam tituladas para pessoas físicas ou jurídicas.

No requerimento, Fabiano Contarato diz que invasões de florestas públicas são alimentadas pela expectativa de que a ocupação seja regularizada no futuro, “prática que infelizmente tem sido reiteradamente adotada pelo poder público”.

Fonte: Agência Senado

Artigos Relacionados

Medidas buscam conter aquecimento global
MEIO AMBIENTE
Medidas buscam conter aquecimento global

Embora muitas propostas ainda estejam aguardando análise do Senado Federal, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, em 2022, diversos projetos de lei sobre o tema meio ambiente, conforme informa a Agência Câmara de Notícias, em levantamento feito pelo repórter Eduardo Piovesan. Um deles, já em caráter conclusivo, é o PL 10521/18, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que cria a Política Nacional da Qualidade do Ar. Após um inventário das emissões atmosféricas elaborado ao longo de quatro anos, caberá ao Ministério do Meio Ambiente a elaboração de um “plano com metas e prazos para a execução de programas, projetos e ações para melhorar a qualidade do ar”, dentro de um horizonte de 20 anos e com atualização quadrianual. O plano deverá conter ainda um diagnóstico com a identificação das principais fontes de emissões atmosféricas e seus impactos para o meio ambiente e a saúde. Outro texto, da Comissão de Meio Ambiente e de autoria do deputado Zé Vitor (PL-MG), diz que “o poder público deverá instituir medidas indutoras e linhas de financiamento para atender, prioritariamente, iniciativas de prevenção e redução de emissões de poluentes atmosféricos; capacitação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico de produtos ou processos com menores impactos à saúde e à qualidade ambiental; e desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresarial voltados à redução de emissões e monitoramento de poluentes atmosféricos, entre outros”. Já o PL 3280/15, de autoria dos deputados Nilto Tatto (PT-SP) e Leonardo Monteiro (PT-MG), pretende tornar obrigatórias metas voluntárias do Brasil contra o aquecimento global da chamada iNDC (Contribuição Nacionalmente Determinada), onde o país se compromete a reduzir as emissões dos gases do efeito estufa em 37,5% até 2025 e 43% até 2030, além de acabar com o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030. Encerrando a lista está o texto do relator, deputado Bilac Pinto (União-MG), que pede o fim do desmatamento de vegetação nativa de biomas naturais, como Cerrado ou Mata Atlântica.

28 de dezembro, 2022