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IMPACTO AMBIENTAL

Reaproveitamento de resíduos do coco

Na 5ª edição do Edital da Fundação Cargill o projeto “Aproveitamento do Resíduo da Extração da Água de Coco”, do Instituto Mauá de Tecnologia, foi uma das 20 propostas selecionadas. O objetivo do projeto é dar uma solução final ao resíduo da produção de água de coco, e dentre as possibilidades está o processo de obtenção de polpa desidratada e aplicação em sorvete, pães e bolos, em lugar de emulsificantes convencionais, além do desenvolvimento do processo de transformação de casca em fibra e sua aplicação em produtos de panificação. O projeto deve impactar diretamente mais de mil pessoas. O Brasil é o maior produtor mundial de água de coco e aproximadamente 70% do lixo de cidades litorâneas são compostos pela casca do coco. Apenas no Parque do Ibirapuera, na capital paulista, a venda in natura do produto gera volume superior a 100 toneladas num mês de verão. “Com a realização das ações previstas no projeto, esperamos reduzir o impacto ambiental e oferecer alternativas às prefeituras para que gastem menos com aterros sanitários. Além disso, oferecer tecnologia - ainda pouco estudada - à indústria, de produção de ingredientes de valor agregado, a partir do resíduo e, de produção de produtos sem leite e contribuir para a geração de novos postos de trabalho”, afirma a profa. Eliana Paula Ribeiro, coordenadora do curso de Engenharia de Alimentos da Mauá e do projeto. Além da coordenação da professora Eliana, o projeto conta também com a participação das professoras doutoras Antonia Miwa Iguti, Cynthia Jurkiewicz Kunigk, Kaciane Andreola, Luciane Franquelin Gomes de Souza e Tatiana Guinoza Matuda Masaoka; os técnicos Ana Paula Buriti, Douglas Dalla Justina e Inês Aparecida Santana; e alunos de graduação a serem definidos. O edital recebeu em sua 5ª edição 653 inscrições e o projeto do Instituto Mauá de Tecnologia atende a proposta de incentivar uma alimentação segura, sustentável e acessível, além de impactar positivamente suas comunidades. A equipe da Instituição contará com suporte técnico e financeiro no desenvolvimento das atividades com duração entre 12 e 24 meses.

Na 5ª edição do Edital da Fundação Cargill o projeto “Aproveitamento do Resíduo da Extração da Água de Coco”, do Instituto Mauá de Tecnologia, foi uma das 20 propostas selecionadas. O objetivo do projeto é dar uma solução final ao resíduo da produção de água de coco, e dentre as possibilidades está o processo de obtenção de polpa desidratada e aplicação em sorvete, pães e bolos, em lugar de emulsificantes convencionais, além do desenvolvimento do processo de transformação de casca em fibra e sua aplicação em produtos de panificação. O projeto deve impactar diretamente mais de mil pessoas. 
 
O Brasil é o maior produtor mundial de água de coco e aproximadamente 70% do lixo de cidades litorâneas são compostos pela casca do coco. Apenas no Parque do Ibirapuera, na capital paulista, a venda in natura do produto gera volume superior a 100 toneladas num mês de verão. “Com a realização das ações previstas no projeto, esperamos reduzir o impacto ambiental e oferecer alternativas às prefeituras para que gastem menos com aterros sanitários. Além disso, oferecer tecnologia - ainda pouco estudada - à indústria, de produção de ingredientes de valor agregado, a partir do resíduo e, de produção de produtos sem leite e contribuir para a geração de novos postos de trabalho”, afirma a profa. Eliana Paula Ribeiro, coordenadora do curso de Engenharia de Alimentos da Mauá e do projeto.
 
Além da coordenação da professora Eliana, o projeto conta também com a participação das professoras doutoras Antonia Miwa Iguti, Cynthia Jurkiewicz Kunigk, Kaciane Andreola, Luciane Franquelin Gomes de Souza e Tatiana Guinoza Matuda Masaoka; os técnicos Ana Paula Buriti, Douglas Dalla Justina e Inês Aparecida Santana; e alunos de graduação a serem definidos. 
 
O edital recebeu em sua 5ª edição 653 inscrições e o projeto do Instituto Mauá de Tecnologia atende a proposta de incentivar uma alimentação segura, sustentável e acessível, além de impactar positivamente suas comunidades. A equipe da Instituição contará com suporte técnico e financeiro no desenvolvimento das atividades com duração entre 12 e 24 meses. 
 

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COMPOSTAGEM
Uso de resíduos na produção agrícola

Uma parceria entre a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq/USP) e a concessionária Mirante, do grupo Aegea, poderá transformar cerca de 1.200 toneladas de lodo de esgoto, 180 toneladas de poda de árvores e 500 toneladas de grama mensais – que seriam descartadas em aterro sanitário - em composto orgânico para a agricultura em Piracicaba (SP). O uso sustentável do resíduo do tratamento de esgoto e dos trabalhos de limpeza do município será possível graças a acordo assinado em setembro para desenvolver o projeto até julho de 2021. Os especialistas irão utilizar a técnica de compostagem para viabilizar o uso desses resíduos na produção agrícola. "A compostagem é o processo mais adaptado para tratar resíduos orgânicos. Com ela, é possível estimular a decomposição de materiais orgânicos e a redução de contaminantes como patógenos e metais pesados para se obter um material estável, rico em matéria orgânica humificada e nutrientes minerais", explica a pesquisadora da APTA, Edna Ivani Bertoncini. Segundo Edna, o método permite o pós-tratamento do lodo de esgoto sem que haja mau cheiro e moscas. O processo de decomposição leva aproximadamente 60 dias. "A APTA realizará a montagem das pilhas de compostagem com diferentes cenários de composição dos resíduos e formas de revolvimento e irrigação das pilhas. O processo será monitorado diariamente e haverá coletas constantes dos materiais e sua análise laboratorial para verificar se o composto está adequado para ser usado nas plantações. Ao final do processo, teremos que aprovar o fertilizante no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)", afirma Edna. Paulo S. Pavinato, professor da Esalq/USP, explica que o projeto de Piracicaba faz parte de um plano maior a ser enviado para aprovação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), que busca dar um destino sustentável para todo o resíduo do tratamento de esgoto das cidades do Estado de São Paulo. "Estes projetos estão alinhados com o Novo Marco de Saneamento Básico, sancionado neste ano, que objetiva que as cidades tenham 100% de tratamento de esgoto e seus resíduos até 2030. É uma ação importante, que está alinhada à economia circular, de reciclagem de um resíduo que seria destinado a aterro sanitário, a um alto custo econômico e ambiental", explica. O supervisor de operações da concessionária Mirante, Andrey de Souza, disse esperar que o projeto possa tratar 100% do lodo gerado no processo de tratamento de esgoto do município, e que não haja necessidade do descarte em aterros sanitários. "Hoje, já desenvolvemos processo de secagem do lodo, o que reduz muito nosso volume de resíduo. Por mês, o município gera 1.200 toneladas de lodo. Com a secagem, esse volume cai para 320 toneladas. Queremos, agora, eliminar todo esse resíduo de forma completamente sustentável", diz Souza. O presidente da Mirante, Jacy Prado, diz que "a implantação do secador solar de lodo e a parceria com a APTA e a Esalq/USP viabilizam a demanda em preservar o meio ambiente, pois, os ganhos obtidos com a implantação do projeto vão além da esfera corporativa, ao gerar benefícios ao meio ambiente e à população. “O processo permite a estabilização microbiológica e a inertização do lodo, o que representa o uso sustentável, evitando impactos e degradação do meio ambiente".

9 de novembro, 2020
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RECICLAGEM
Aluno quer reaproveitar óleo de cozinha

Aluno do Centro Universitário Salesiano de São Paulo – UNISAL, Adhemar de Carvalho Monteiro Júnior desenvolveu um projeto que facilita o descarte do óleo de cozinha, além de propor a reutilização do resíduo. O aluno de engenharia mecânica quer avaliar o impacto ambiental gerado pelo descarte incorreto do óleo de cozinha. O estudante idealizou um equipamento capaz de reutilizar o óleo de cozinha, transformando-o em sabão ecológico. Além disso, a meta é que seja algo prático e simples, facilitando o armazenamento, o manuseio e o descarte correto por parte dos cidadãos. "A produção poderá, ainda, reduzir gastos domésticos na compra de sabão e gerar renda extra para quem tiver esse interesse", afirmou o estudante. A proposta socioambiental do projeto foi levada em consideração pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). A entidade contemplou Adhemar com uma bolsa de iniciação científica por 12 meses para auxiliá-lo no desenvolvimento da pesquisa. O aluno teve a orientação do professor Renann Pereira Gama no processo. "Mesmo em instituições públicas a aprovação de trabalhos por essa agência de fomento é uma tarefa difícil, principalmente pelo alto nível de cobrança e exigência da FAPESP", explicou o docente. A resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) estima que um litro de óleo de cozinha pode contaminar 25 mil litros de água. No Brasil, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) avalia que há uma produção de três bilhões de litros de óleo por ano.

17 de setembro, 2019
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BIODEGRADÁVEIS
Alunos produzem canudos comestíveis

Três alunos da Etec Amim Jundi, em Oswaldo Cruz (SP), produziram um polissacarídeo (substância semelhante ao açúcar) a partir de bagaços e cascas descartados da indústria alimentícia. Alex Vidotto, Aline Molena e Ariane Guerra dissolveram a substância em suco de frutas e manipulada em laboratório, conseguindo mais cor, sabor e consistência pastosa, o que permite a moldagem em formato cilíndrico. Os alunos tiveram orientação da professora da disciplina de planejamento e desenvolvimento de trabalho de conclusão de curso (TCC) da Etec, Edelma Jacob. De acordo com a orientadora, mesmo que o material seja descartado inadequadamente, ele se dissolve rapidamente e reduz os prejuízos ambientais. “Mesmo que a pessoa não coma o canudo depois de terminar a bebida, ele se decompõe facilmente, o que não ocorre com o similar feito de plástico”, explica a professora. “Apesar de já existirem canudos biodegradáveis no mercado, durante a fase de pesquisa não encontramos nenhum comestível como o nosso”, diz Alex. Os alunos pretendem continuar a pesquisa após o término do curso técnico de Química neste 1º semestre. “Estamos satisfeitos com os resultados obtidos até aqui, considerando o tempo que tivemos para o desenvolvimento. Pretendemos aprimorar para tentar lançar o produto no mercado”, projeta Alex. O material produzido é rico em fibras e garante as propriedades nutricionais das frutas. Outro trabalho desenvolvido por alunos do curso técnico de Química integrado ao Ensino Médio da Etec Trajano Camargo ocorre em Limeira (SP). Bianca Zampieri, Gabriela Henriques e Milena Ribeiro começaram um estudo no 2º semestre de 2018 também visando o TCC que defenderão no final deste ano. Por meio do Estudo e aplicação de bioplástico em canudos substituindo polímeros sintéticos, o projeto visa produzir canudos biodegradáveis a partir de diferentes resíduos da indústria alimentícia, como soro de leite e casca de batatas. A ideia do projeto foi sugestão da orientadora Gislaine Delbianco, coordenadora do curso. “Uma alternativa que vem sendo bastante procurada são os canudos de metal. No entanto, analisamos que existem riscos de contaminação por limpeza ineficiente”, completa Gabriela. Futuramente, elas pensam em estender a pesquisa para a produção de pratos e talheres biodegradáveis.

5 de julho, 2019