LIMPEZA URBANA

Selur e PwC lançam ISLU

O Selur (Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana) e a PwC lançaram o Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU) com o objetivo de suprir a falta de informações sobre a limpeza urbana das cidades brasileiras e mapear os desafios para o cumprimento das recomendações da PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos).

O primeiro estudo englobou 1.721 municípios de todo o Brasil com base na PNRS e criou um termômetro que aponta os problemas e soluções de cada local, caso a caso, com pontuação de zero a um. Os dados utilizados foram coletados na base de 2014 do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento).

Para chegar aos resultados do ISLU, quatro aspectos foram levados em consideração: Engajamento do Município (população atendida x população total); Sustentabilidade Financeira (despesas com a limpeza urbana x despesas totais); Recuperação dos Recursos Coletados (material reciclável recuperado x total coletado); e Impacto Ambiental (quantidade destinada incorretamente x população atendida). Os critérios foram escolhidos através de interações estatísticas, com a mesma metodologia de cálculo utilizada pela ONU para o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). “O objetivo do ISLU não é ser um ranking de cidades limpas x cidades sujas. Os resultados dessa análise servirão de insumo para os gestores públicos e privados de limpeza urbana, assim como associações e a sociedade em geral, a tomarem as medidas necessárias a fim de atender às exigências da PNRS e fomentar um ambiente sustentável e saudável em seus municípios”, afirma Ariovaldo Caodaglio, Presidente do Selur. Carlos Rossin, Diretor de Soluções em Sustentabilidade da PwC e coordenador do Estudo, disse que para obter um bom resultado o município deve apresentar indicadores positivos em seu total. “Com isso, o ISLU avalia uma série de informações consolidadas, sem trazer análises tendenciosas para o atendimento de apenas um aspecto da gestão da limpeza urbana”.

As dez cidades mais bem avaliadas pelo ISLU estão na região Sul e possuem uma característica comum: menos de 30 mil habitantes. A mais bem pontuada é Nova Esperança, no Paraná, com pouco mais de 27.700 moradores. Como um todo, o Paraná é o estado que se destaca no estudo, por seu pioneirismo em Educação Ambiental desde os anos 80 e conscientização popular, que impactam diretamente as conclusões da pesquisa.No âmbito dos locais com mais de 250 mil habitantes, os paulistas se sobressaem, ocupando um terço das 20 primeiras posições do ranking, com boas pontuações em São José dos Campos, Santos, Campinas e Sorocaba. Com arrecadação econômica abaixo do necessário, a capital paulistana ficou com classificação C, considerada ruim. Porém, se atingisse sustentabilidade financeira para os seus gastos com limpeza da cidade, São Paulo teria a pontuação mais alta entre todas as capitais do país, passando para a classe B.

Apesar de ter uma aparência limpa em suas ruas e avenidas, o Distrito Federal possui um enorme lixão, criando um imenso passivo para a saúde ambiental e pública. Com o descarte correto, Brasília estaria entre as 10 melhores cidades com mais de 250 mil moradores. Entre os 20 municípios com as piores avaliações, metade se encontra na região Norte. Em Rio Branco, no Acre, o ISLU aponta que elevar a coleta de resíduos em 15% é fundamental para que a capital passe para a classe B do estudo. 

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