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RIOS

Tietê celebra mais um aniversário

O rio Tietê comemorou, dia 22 de setembro, mais um aniversário de sua história centenária, quando o Clube Esperia foi fundado. Na época, o Tietê recebia competições náuticas e aquáticas e era também um dos pontos de lazer preferido dos paulistanos que se reuniam às margens do rio para piqueniques e programações em família. O Esperia tem em seu arquivo histórico inúmeras imagens raras, troféus, medalhas, documentos, jornais e revistas da época. André Bertin, Historiador, responsável pela memória do Clube, cuida pessoalmente da preservação de cada item. "Recebemos muitos associados, visitantes, estudantes, jornalistas, historiadores e até mesmo familiares de atletas que participaram de competições em busca de informações e fotos de época. É sempre um grande prazer, cada visitante traz uma necessidade a ser revivida". A história do Tietê está à disposição para que os mais de seis mil associados possam conhecer um pouco mais sobre os fatos que unem o Esperia e o Rio Tietê. O clube não guarda sua história apenas com artefatos únicos, mas principalmente através de seus ex-atletas. Vital Costa e Levon Dermendjian, por exemplo, representaram o Clube e conquistaram diversas medalhas e troféus e hoje, emocionados, compartilham lembranças com a juventude que tem dificuldade em acreditar que um dia o Tietê já foi limpo. Os dois ainda são associados e memórias vivas dessa época. "O Esperia foi criado às margens do Rio Tietê e preservar essas lembranças é nosso papel. Esperamos que dessa forma possamos contribuir também para a conscientização da necessidade de preservá-lo", comenta o Presidente do Clube, Armando Perez Maria.

O rio Tietê comemorou, dia 22 de setembro, mais um aniversário de sua história centenária, quando o Clube Esperia foi fundado. Na época, o Tietê recebia competições náuticas e aquáticas e era também um dos pontos de lazer preferido dos paulistanos que se reuniam às margens do rio para piqueniques e programações em família.

O Esperia tem em seu arquivo histórico inúmeras imagens raras, troféus, medalhas, documentos, jornais e revistas da época. André Bertin, Historiador, responsável pela memória do Clube, cuida pessoalmente da preservação de cada item. "Recebemos muitos associados, visitantes, estudantes, jornalistas, historiadores e até mesmo familiares de atletas que participaram de competições em busca de informações e fotos de época. É sempre um grande prazer, cada visitante traz uma necessidade a ser revivida". A história do Tietê está à disposição para que os mais de seis mil associados possam conhecer um pouco mais sobre os fatos que unem o Esperia e o Rio Tietê.

O clube não guarda sua história apenas com artefatos únicos, mas principalmente através de seus ex-atletas. Vital Costa e Levon Dermendjian, por exemplo, representaram o Clube e conquistaram diversas medalhas e troféus e hoje, emocionados, compartilham lembranças com a juventude que tem dificuldade em acreditar que um dia o Tietê já foi limpo. Os dois ainda são associados e memórias vivas dessa época.

"O Esperia foi criado às margens do Rio Tietê e preservar essas lembranças é nosso papel. Esperamos que dessa forma possamos contribuir também para a conscientização da necessidade de preservá-lo", comenta o Presidente do Clube, Armando Perez Maria.

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RIO TIETÊ
Poluição diminui por causa da pandemia

A Fundação SOS Mata Atlântica lançou estudo no Dia do Tietê (22 de setembro) que constata as mudanças de comportamento da sociedade por causa da pandemia da COVID-19. Entre os aspectos positivos estão a redução de poluição no rio Tietê, principalmente com a diminuição do lixo nas ruas e a fuligem de veículos. Entretanto, o lado negativo é o registro do aumento da pressão por uso da água pela população. Dos 83 pontos de coleta, distribuídos em 47 rios de 38 municípios de São Paulo, seis (7,2%) mantiveram qualidade de água boa de forma perene, 55 (66,3%) regular, 21 (25,3%) ruim e um (1,2%) péssimo. Nenhum ponto registrou qualidade de água ótima. Os dados são do relatório ‘Observando o Tietê 2020 - O retrato da qualidade da água e a evolução dos indicadores de impacto do Projeto Tietê’. A qualidade de água ruim, imprópria para usos e inadequada para a vida aquática, foi registrada em dois trechos do rio, totalizando 150 km, o que equivale a 13% da extensão do Tietê, quase o dobro da marca histórica de 71 km, alcançada em 2014. Não houve registro de trechos com qualidade de água péssima ao longo do rio Tietê, com exceção apenas de um de seus afluentes, o Córrego José Gladiador, na cidade de São Paulo. Por outro lado, a condição de água boa e regular - que permite vida aquática, abastecimento público, produção de alimentos, atividades de lazer e esportivas - estenderam-se a 382 km, o que representa 66,32% da extensão de 576 km do trecho monitorado do rio, que tem ao todo 1.100 km, da sua nascente até a foz. A mancha de poluição mensurada neste ciclo é diferente das anteriores, por não ser contínua e ter sido ampliada no trecho do Médio Tietê, em decorrência da transferência de lodo e de poluentes após operações de barragens do Sistema Alto Tietê para controle de cheias. As revisões nas regras operativas das barragens e a manutenção, desassoreamento e limpeza dos reservatórios teriam contribuído para que a mancha de poluição deste ciclo se aproximasse da menor medição obtida na série histórica. Especialistas destacam que um trecho de 44km não foi analisado entre os municípios de São Paulo e Barueri, a partir da ponte da Rodovia Anhanguera, por causa da pandemia. O trecho é bastante poluído e apresenta pouca variação na condição de qualidade da água nas séries históricas de monitoramento. "O rio Tietê é muito impactado por variações climáticas que, neste período de monitoramento, foram bastante intensas. Porém, de certa forma temos algo a celebrar com estes dados, embora sejam muito atípicos e inéditos. Desde 2010, nunca tivemos qualidade de água boa nos reservatórios do Tietê no período de estiagem. Os indicadores das séries históricas ficavam na condição regular ou ruim, por conta da grande concentração de nutrientes e da proliferação de algas e plantas aquáticas. Se não fosse a abertura de barragens, em fevereiro e agosto deste ano não teríamos qualidade ruim entre Porto Feliz e Laranjal. Ou seja, a mancha seria bem menor", afirma Malu Ribeiro, gerente da Fundação SOS Mata Atlântica. Os dados foram medidos por grupos de voluntários do Observando os Rios, projeto da Fundação SOS Mata Atlântica que conta com o patrocínio da Ypê e apoio da Sompo. Os pontos analisados estão distribuídos nas bacias hidrográficas do Alto Tietê, Médio Tietê, Sorocaba e Piracicaba, Capivari e Jundiaí, que abrangem 102 municípios das Regiões Metropolitanas de São Paulo, Campinas e Sorocaba. O estudo foi realizado por voluntários entre setembro de 2019 e fevereiro de 2020, e depois realizados em agosto deste ano. As coletas e análises consideradas essenciais para mensurar a evolução da qualidade da água foram feitas pela equipe técnica da Fundação SOS Mata Atlântica, em agosto, após a flexibilização das fases do programa de retomada das atividades no estado de São Paulo, seguindo protocolos de segurança especialmente elaborados para o monitoramento da água. O Atlas da Mata Atlântica aponta que 79% (7.226.066 hectares) da Bacia do Tietê (9.172.066 hectares, abrangendo 265 cidades), faz parte do bioma Mata Atlântica. Atualmente restam pouco mais de um milhão de hectares de florestas nativas e áreas naturais acima de 1 hectare (18%), incluindo a vegetação de várzea (66.183 hectares). As florestas mais preservadas (acima de 3 hectares) totalizam 856.043 ha (11,84%). Desde 2000, foi identificado o desmatamento de 6.206 hectares - área 4 vezes maior que o município de São Paulo. O levantamento foi realizado em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

30 de setembro, 2020
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RIO TIETÊ
Projeto de despoluição soma mais de R$ 1,7 bi

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) divulgou dados que integram a ferramenta Painel Rio Tietê e estão dispostos em uma interface gráfica com o propósito de traçar um panorama dos investimentos públicos feitos por meio do Programa Projeto Tietê para reduzir a carga poluidora na região da Bacia do Alto Tietê. O estudo aponta que o Governo paulista nos últimos oito anos já destinou R$ 1,7 bilhão para aplicação em serviços de despoluição do Rio Tietê. O rio cruza 62 municípios em um trajeto de 1.100km ao longo de seu curso. O TCESP analisou 31 contratos firmados desde 2011 por meio da Sabesp e cujos valores iniciais totalizam R$ 2.2 bilhões, que em valores atualizados somam R$ 2,31 bilhões. De todas as contratações, 16 estão em execução e envolvem quase R$ 1,5 bilhão. Do total, três contratos, no valor de R$ 150,1 milhões ainda não foram iniciados; quatro ajustes, valorados a R$ 331.milhões, foram suspensos, ao passo que duas contratações, de R$ 57,6 milhões foram rescindidas por inadimplência da contratada. No período, apenas seis contratações foram concluídas, envolvendo o aporte de R$ 331,8 milhões. As obras do programa de despoluição do Rio Tietê estão concentradas em 21 municípios da Região metropolitana de São Paulo e visa à recuperação da qualidade das águas do rio por meio do aprimoramento e da expansão da infraestrutura de saneamento básico, em especial a relacionada ao esgotamento sanitário (coleta, transporte e tratamento de esgoto). As obras incluem a construção de interceptores, coletores troncos, redes coletoras e Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), evitando que os efluentes cheguem ao Rio Tietê sem o devido tratamento e, consequentemente, diminuindo o nível de poluição do rio. Maiores informações sobre o estudo podem ser acessadas no www.tce.sp.gov.br/paineldotiete .

10 de fevereiro, 2020
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RIOS
Mancha do Tietê cresce 33,6%

A Fundação SOS Mata Atlântica divulgou o relatório “Observando o Tietê 2019 – O retrato da qualidade da água e a evolução dos indicadores de impacto do Projeto Tietê” onde alerta que o trecho morto do rio Tietê alcançou 163 km em 2019, um crescimento de 33,6% na comparação com o anterior (122 km). A marca é bem acima da menor mancha de poluição já registrada na série histórica do levantamento, de 71 km em 2014. O estudo aponta que o Tietê tem água imprópria para o uso, com a qualidade ruim ou péssima em 28,3% (os 163 km) da extensão monitorada, que totaliza 576 km -- de Salesópolis, na sua nascente, até a jusante da eclusa de Barra Bonita, na hidrovia Tietê-Paraná. O Tietê corta o estado de São Paulo por 1.100 km, desde sua nascente até a foz no rio Paraná, no município de Itapura. Nos outros 413 km monitorados (71,7%), O Tietê registrou qualidade de água regular e boa para abastecimento público, irrigação para produção de alimentos, pesca, atividades de lazer, turismo, navegação e geração de energia. Os investimentos em coleta e tratamento de esgotos nos municípios da bacia ficam evidentes por meio da redução do trecho com condição de água péssima -- contido neste ciclo de monitoramento a 18 km, entre o Cebolão, no encontro dos rios Tietê e Pinheiros, até Barueri. As medições foram realizadas em 99 pontos de coleta monitorados mensalmente, entre setembro de 2018 e agosto de 2019, por 84 grupos de voluntários do Observando os Rios, projeto da Fundação SOS Mata Atlântica que conta com o patrocínio da Ypê e apoio da Sompo. Os pontos analisados estão distribuídos em 73 rios das bacias hidrográficas do Alto Tietê, Médio Tietê, Sorocaba e Piracicaba, Capivari e Jundiaí, que abrangem 102 municípios das regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Sorocaba. Para Malu Ribeiro, especialista em Água da SOS Mata Atlântica, o aumento da mancha no Tietê é reflexo da intensa urbanização, falta de saneamento ambiental, perda de cobertura florestal, insuficiência de áreas protegidas e de fontes difusas de poluição, agravados por uma situação hidrológica crítica. As chuvas deste período nas bacias do Alto e Médio Tietê registraram volumes 20% inferiores à média dos últimos 23 anos. "O grande volume de chuvas levou à abertura de barragens e a mudanças operativas no Sistema Alto Tietê, com exportação de enorme carga de poluição, de sedimentos e de toneladas de resíduos sólidos retidos nos reservatórios do Sistema para o Médio Tietê. Por conta disso, a prefeitura do município de Salto retirou mais de 40 toneladas de lixo do Parque Municipal de Lavras e do complexo turístico do Tietê, e ruas foram atingidas por espumas e lama contaminada".

25 de setembro, 2019
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RIOS
Ações em prol do Tietê

Entre os dias 16 e 22 de setembro (dia do Tietê) a Fundação SOS Mata Atlântica realizou uma série de ações em prol do principal rio do estado de São Paulo. Com 1.100km de extensão o Tietê nasce em Salesópolis e vai até a foz no rio Paraná, em Itapura. No dia 16 a Avenida Paulista recebeu as instalações artísticas o “Jacaré Teimoso“ e o “Privadão“. Instaladas em frente ao Conjunto Nacional, o jacaré representa o animal que apareceu no rio no início dos anos 90, enquanto o “Privadão”, com 12 metros de altura, simboliza a ausência de instrumentos eficazes de planejamento, gestão e governança da água, sobretudo a falta de saneamento ambiental. Na quinta-feira (20), o “Privadão“ esteve na Marginal Tietê próximo a ponte da Casa Verde. “Imagine o tamanho da comoção da sociedade quando um animal do porte de um jacaré apareceu no rio Tietê. Precisamos que a população continue mobilizada pela despoluição do rio mais importante do nosso estado e que os governantes assumam o compromisso de dar continuidade aos investimentos no projeto Tietê. Hoje, apenas 40% do esgoto no Brasil é tratado. Precisamos mudar este cenário urgentemente“ afirma Malu Ribeiro, especialista em Água da Fundação SOS Mata Atlântica. Na Avenida Paulista o paulistano pode conhecer as propostas sugeridas pela SOS Mata Atlântica aos candidatos à presidência e ao Governo do Estado de São Paulo. Com o nome “Desenvolvimento para Sempre“ , o documento traz um conjunto de metas e compromissos que podem ser assumidos pelos próximos governantes do País. No último dia de ações – 22 de setembro – foi realizado um encontro dos grupos de monitoramento da qualidade da água do rio Tietê, no parque Ecológico do Tietê, além da apresentação de novos dados sobre a poluição do rio a partir da análise realizada por mais de 1.700 participantes. Para celebrar o Dia do Tietê, a ONG fará um encontro dos grupos do projeto

25 de setembro, 2018
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BACIA DO TIETÊ
Só três pontos de coleta têm qualidade boa

A Fundação SOS Mata Atlântica divulgou resultado do estudo ‘Observando os Rios 2017 – O retrato da qualidade da água e a evolução dos indicadores de impacto do Projeto Tietê’, no último dia 22 de setembro, quando é comemorado o Dia do Tietê. O levantamento foi realizado no período entre setembro de 2016 e agosto de 2017, quando foram feitas 911 análises da qualidade da água em 137 pontos de coleta, em 94 corpos d’água, distribuídos por 40 municípios das regiões do Alto e Médio Tietê, Sorocaba e Piracicaba, Capivari e Jundiaí. As análises da qualidade da água realizadas em 29 pontos de coleta fixos no rio Tietê, distribuídos ao longo do trecho de 576 km entre a nascente, em Salesópolis, e o município de Barra Bonita, a jusante do Reservatório, permitiram identificar o comportamento da mancha anaeróbica de poluição, ou de “rio morto”. A representação espacial dos indicadores de qualidade da água nas bacias hidrográficas permite que a sociedade compreenda e acompanhe a evolução dos impactos dos projetos de saneamento – Projeto de Despoluição do Rio Tietê e Córrego Limpo – a cargo da Sabesp e do Governo do Estado de São Paulo. As variações climáticas, de temperatura, do regime de chuvas e vazões dos rios interferem de forma direta na quantidade e na qualidade da água doce superficial. Por isso, a avaliação dos resultados é sempre mensurada com base nas análises realizadas no intervalo de doze meses dos ciclos anuais de monitoramento. O levantamento realizado no período revela que três (2,2%), dos 137 pontos de coleta de água analisados apresentaram qualidade de água boa. Outros 81 pontos (59,1%) estão em situação regular, enquanto o restante foi considerado de qualidade ruim (47 pontos – 34,3%) e péssima (seis pontos – 4,4%). Isto significa que estão contaminados e indisponíveis para usos múltiplos em virtude dos baixos índices de saneamento básico e da precária gestão dos resíduos sólidos nos municípios, associados aos maus usos do solo e à perda de cobertura florestal, com efeitos diretos sobre a disponibilidade hídrica. A qualidade de água ótima não foi obtida em nenhuma das 911 análises realizadas no período. O estudo aponta redução de 7 km no trecho considerado morto, agora com 130 km de extensão. O pequeno recuo da mancha de poluição deve-se ao aumento do trecho com qualidade de água boa e regular entre Salesópolis e Itaquaquecetuba, na região hidrográfica Tietê Cabeceiras. Para Malu Ribeiro, especialista em Água da Fundação SOS Mata Atlântica, os números não são motivo de comemoração, já que em 2014, antes do período de crise hídrica em São Paulo, a mancha ficou restrita a 71 km – entre os municípios de Guarulhos e Pirapora do Bom Jesus. “Em 2015, no auge da estiagem e com a diminuição no ritmo das obras de coleta e tratamento de esgoto, a mancha mais que dobrou, atingindo 154,7 km. Em 2016, com a diminuição da crise, a mancha recuou para 137 km. Mais um ano se passou e ainda não conseguimos voltar ao nível pré-crise hídrica”, ponderou Malu. As análises da qualidade da água no local são realizadas desde 1993 por meio do projeto Observando os Rios. Atualmente, o monitoramento ocorre em pontos de coleta fixos no Rio Tietê, distribuídos pelos principais afluentes do Tietê e corpos d’água da bacia hidrográfica. Isso permite a identificação do comportamento da mancha anaeróbica de poluição. As coletas são realizadas por grupos voluntários do projeto que, mensalmente, monitoram a qualidade da água de centenas de rios da Bacia do Tietê, por meio de kits fornecidos pela ONG em parceria com a Ypê e a Coca-Cola Brasil.

29 de setembro, 2017
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RIOS
Entidades apresentam propostas para Pinheiros e Tietê

Ao lado de entidades como Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Associação Brasileira de Importadores, Produtores e Distribuidores de Bens de Consumo (Abcon), Apecs-Brasil, Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) e Sindicato da Arquitetura e Engenharia (Sinaenco), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) elaborou proposta para melhoria da qualidade das águas dos rios Pinheiros e Tietê. O documento foi entregue ao coordenador de Recursos Hídricos, Rui Brasil Assis, que recebeu o material a pedido do Secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Benedito Braga, durante reunião do Conselho de Saneamento Ambiental, realizada em maio, na sede da entidade. Na oportunidade, Assis disse que o tema do documento é uma preocupação de toda a sociedade e que a contribuição será muito bem vinda: “O desafio é conseguir recuperar a qualidade da água e ambiental de uma forma geral na metrópole. Os investimentos têm sido feitos tanto em água como esgoto”. Assis disse ainda que o problema do saneamento sempre foi uma questão social: “Hoje, é um grande componente da equação, pois se não é resolvida a questão habitacional, onde devem ser feitas as obras, não tem como avançar e encontrar solução. Isso impacta diretamente no tratamento e afastamento do esgoto e da drenagem, transportes e sistema viário”. Já para Valdir Folgosi, Presidente do Conselho de Saneamento Ambiental da Abimaq, há o reconhecimento sobre o trabalho desenvolvido para a despoluição dos rios, mas é nítido que eles continuam poluídos. “Para nós, da entidade, a sensação é de que falta uma ‘autoridade das águas’ que consiga planejar e atender os interesses, muitas vezes conflitantes, nas esferas municipal, estadual e das diversas autarquias estaduais”. Folgosi citou a importância de uma política que valorize o entorno dos rios. “Talvez essa iniciativa consiga fazer com que a sociedade e as autoridades reconheçam o seu valor e criar uma necessidade irreversível para sua recuperação, ao invés de matar o rio canalizando ou fazendo uma via expressa no seu leito com a desculpa que o progresso chegou”.

16 de junho, 2015