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ANA e ABDI lançam Desafio Saneamento do Futuro

ANA e ABDI lançam Desafio Saneamento do Futuro

A iniciativa visa selecionar, fomentar e acelerar soluções inovadoras que incorporem tecnologias digitais e contribuam para reduzir a quantidade de plástico nos lagos, rios e mares brasileiros

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) lançaram edital para o concurso de inovação ‘Desafio Saneamento do Futuro: Rios sem Plásticos’. A iniciativa visa selecionar, fomentar e acelerar soluções inovadoras que incorporem tecnologias digitais e contribuam para reduzir a quantidade de plástico nos lagos, rios e mares brasileiros. O lançamento ocorreu em uma live conjunta pelo YouTube.

A live teve a participação da diretora da ANA, Ana Carolina Argolo, do presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, Igor Calvet, da coordenadora do projeto Blue Keepers de combate ao lixo no mar, do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil, Gabriela Otero e do pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), André Rauen. “As projeções indicam que o consumo global de plásticos deve subir de 460 milhões de toneladas (dados de 2019) para 1,23 bilhão de toneladas em 2060. Isso significa que, se nada for feito, o descarte de plástico no meio ambiente deve dobrar, enquanto o acúmulo de resíduos em lagos, rios e mares mais do que triplicará no mundo todo”, disse a diretora da ANA. Para o presidente da ABDI, Igor Calvet, o concurso possibilitará começar a resolver o problema do descarte de resíduos. “Entendemos também que alguns desafios seguem nosso setor produtivo, uns deles estão relacionados ao Edital desse concurso. Nesse sentido, a importância desse Edital é começar a ajudar na resolução do descarte incorreto do plástico. Soluções tecnológicas têm o poder não só de inovar, mas tornar escaláveis as soluções”, apontou Calvet.

O concurso tem como meta a melhoria dos dados publicados pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), os quais indicam que 2 milhões de toneladas de resíduos sólidos chegam ao mar anualmente no Brasil, depois de percorrer grandes distâncias através de rios e sistemas lagunares. O concursos terá dois editais, sendo que o primeiro irá premiar nove soluções, no estágio de protótipo, que atinjam o desafio proposto. O segundo Edital, desta vez da ABDI, selecionará três projetos, entre os nove vencedores do primeiro concurso, com o objetivo de aumentar a escala e estimular o lançamento no mercado dessas soluções validadas ao longo das etapas do Edital da ANA.

As melhores soluções para reduzir o plástico nas águas brasileiras poderão ser premiadas com até R$ 440 mil, considerando a participação nos dois editais. Estão aptos a participar pessoas jurídicas de direito público ou privado, com ou sem fins lucrativos. A submissão da proposta poderá ser feita por uma única pessoa jurídica ou por uma equipe de diferentes pessoas jurídicas sem limitação de membros.

Os participantes devem se inscrever em uma das três categorias dos editais : Social - diminuição da quantidade de plástico nos corpos hídricos a partir da ação dos cidadãos, catadores, cooperativas ou associações de catadores; Gestão Pública – redução do volume de plástico nos corpos hídricos pela ação das prefeituras e do Distrito Federal, consórcios públicos, empresas prestadoras de serviço de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destinação de resíduos sólidos domiciliares, ou agências infranacionais reguladoras dos serviços de resíduos sólidos e, por último, a Indústria - diminuição da quantidade de plástico nos corpos hídricos pela ação das indústrias, desde a geração dos produtos, utilizando plástico até a reciclagem ou reintrodução do plástico na cadeia produtiva. Os interessados em participar podem realizar inscrição pelo site riossemplasticos.ana.gov.br, a partir de 1º de junho até 19 de julho de 2023, às 17h, horário de Brasília.

As propostas serão avaliadas pelos critérios de potencial de impacto e de escalabilidade, viabilidade econômica da solução, maturidade da solução, nível de inovação, adesão social, hierarquia da solução no ciclo de vida dos produtos. Os semifinalistas também serão avaliados quanto a capacidade de execução, em uma apresentação da solução e por meio do vídeo demonstrativo da proposta.

Com o edital da ANA, os nove vencedores receberão, cada um, o prêmio correspondente a R$ 110 mil. Além de estarem aptos a participar da etapa adicional de premiação, no valor de até R$ 330 mil que será divulgada em edital específico da ABDI, totalizando R$ 440 mil para as iniciativas contempladas nos dois editais.

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RESÍDUOS SÓLIDOS
ANA recebe contribuições recordes

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) realizou consulta pública entre 17 de março e 18 de abril para a primeira norma de referência para o saneamento desde a aprovação do marco legal do setor, em 2020, por meio da Lei nº 14.206. A consulta recebeu o recorde de 462 contribuições de 50 participantes diferentes, dentre prestadores do serviço público de manejo de resíduos sólidos (SMRSU), agências reguladoras infranacionais e usuários. Como comparação, a consulta pública com maior número de sugestões, 154 apresentadas por 47 participantes, tinha sido a que tratou da agenda regulatória para normas de referência para o saneamento básico (Eixo 5), realizada entre setembro e outubro de 2020. A partir de agora a ANA analisará as contribuições para revisar a norma proposta inicialmente pela Agência. O normativo passará por uma análise jurídica até ser deliberado pela Diretoria Colegiada da instituição. Segundo a Agenda Regulatória da ANA para o período 2020-2021, a nova norma a ser editada para regular o serviço público de manejo de resíduos sólidos urbanos (SMRSU), instituindo instrumentos de cobrança nos municípios brasileiros, deve ser publicada ainda no 1º semestre deste ano. Aproximadamente em quatro mil municípios brasileiros não há cobrança para o serviço de manejo de resíduos sólidos. Entretanto, como estes municípios não conseguem manter um aterro sanitário, a destinação final dos resíduos acaba sendo inadequada, por meio de lixões, resultando em problemas sanitários e sociais. A ausência da cobrança também faz com que os municípios paguem as despesas com o SMRSU com recursos de impostos, que poderiam ser direcionados para outras políticas públicas municipais, como saúde e educação, por exemplo. A norma de referência da ANA para o SMRSU inclui os aspectos de regime, estrutura e parâmetros de cobrança pela prestação dos serviços. A regra proposta pela ANA também aborda procedimentos e prazos de fixação, reajuste e revisões de tarifas para o serviço de manejo de resíduos sólidos urbanos. Atualmente há cidades que ainda não instituíram a cobrança para a atividade, enquanto outras já cobram, mas de forma insuficiente para manter a prestação adequadamente por não haver equilíbrio econômico-financeiro entre os valores arrecadados e o custo dos serviços. A norma também levará em consideração as diretrizes nacionais para o setor presentes na Lei nº 11.445/2007. Os titulares, as estruturas de governança de prestação regionalizada e as entidades reguladoras terão até 15 de julho deste ano para propor as adequações necessárias referentes à regulação do SMRSU. O serviço público de manejo de resíduos sólidos urbanos inclui a coleta, transporte, triagem para fins de reutilização ou reciclagem, tratamento (inclusive por compostagem) e disposição final dos resíduos domésticos e provenientes do serviço de limpeza urbana. O mesmo vale para os resíduos de atividades comerciais, industriais e de serviços que sejam equiparados a resíduos domésticos por decisão do titular do SMRSU. Maiores informações sobre a nova norma da ANA na regulação do saneamento estão disponíveis no site www.gov.br/ana/assuntos/saneamento-basico .

26 de abril, 2021
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ANA
Consulta pública quer erradicar lixões

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) abriu consulta pública para a primeira norma de referência para o saneamento desde a aprovação do marco legal do setor, em 2020, por meio da Lei nº 14.206 . A nova norma a ser editada aborda a regulamentação do artigo 35 da Lei nº 11.445/2007 – é a regulação do serviço público de manejo de resíduos sólidos urbanos (SMRSU), para a instituição de instrumentos de cobrança nos municípios brasileiros. A consulta acontecerá até 18 de abril, às 18h. Atualmente, cerca de quatro mil municípios brasileiros não possuem cobrança para o serviço de manejo de resíduos sólidos. A ausência da cobrança faz com que estas cidades não consigam manter um aterro sanitário, o que contribui para uma destinação inadequada dos resíduos por meio de lixões, resultando em problemas sanitários e sociais. Além disso, os municípios ficam encarregados com as despesas com o SMRSU com recursos de impostos, que poderiam ser direcionados para outras políticas públicas municipais, como saúde e educação, por exemplo. A norma de referência da ANA para o SMRSU engloba aspectos de regime, estrutura e parâmetros de cobrança pela prestação dos serviços, além de abordar procedimentos e prazos de fixação, reajuste e revisões de tarifas para o serviço de manejo de resíduos sólidos urbanos. Atualmente há cidades que ainda não instituíram a cobrança para a atividade, enquanto outras já cobram, mas de forma insuficiente para manter a prestação adequadamente, por não haver equilíbrio econômico-financeiro entre os valores arrecadados e o custo dos serviços. A norma também levará em consideração as diretrizes nacionais para o saneamento básico presentes na Lei nº 11.445/2007. Com a consulta pública, a ANA espera receber sugestões de titulares, de prestadores do serviço, além de seus usuários e agências reguladoras infranacionais que regulam o tema. A participação de órgãos públicos e entidades privadas relacionadas à gestão do SMRSU também é esperada. Os titulares, as estruturas de governança de prestação regionalizada e as entidades reguladoras terão até 15 de julho deste ano para propor as adequações necessárias referentes à regulação do SMRSU e até 31 de dezembro de 2022 para efetuar esses ajustes. No caso de prestação dos serviços por contrato, pela proposta da ANA a norma de referência será aplicada para contratos firmados a partir de 1º de janeiro de 2022. Para os contratos celebrados até a publicação da nova regra, o prazo para adequações será até 31 de dezembro de 2022. A norma de referência tem como uma de suas diretrizes a sustentabilidade financeira para a prestação do serviço público de manejo de resíduos sólidos urbanos. Para tanto, a metodologia de cálculo da cobrança deverá considerar a receita requerida – valor das despesas administrativas e custos de operação e manutenção do serviço, além de investimentos necessários para a atividade. A nova norma diz ainda que a arrecadação poderá ser realizada anualmente através de carnê ou guia do Imposto Territorial Urbano (IPTU) ou mensalmente por fatura dos serviços públicos de manejo de resíduos sólidos urbanos, abastecimento de água ou outro serviço público. Em caso de inadimplência, a proposta da ANA prevê sanção limitada a 2% do valor atualizado do débito, sendo que as regras devem ser instituídas pelos titulares (municípios ou Distrito Federal) ou entidade reguladora do serviço de manejo de resíduos sólidos. A fixação da tarifa pode ocorrer por contrato, ato administrativo ou entidade reguladora. Já o reajuste da tarifa para o SMRSU deverá seguir o procedimento estabelecido pela respectiva entidade reguladora, que terá até 60 dias para concluir sua análise sobre o tema. Já a revisão tarifária poderá acontecer de forma ordinária ou extraordinária, desde que obedeça a procedimento definido pela agência reguladora, com duração de até 240 dias. Os novos valores de tarifa somente podem ser praticados após, no mínimo, 30 dias depois da publicação do ato contendo a decisão da entidade reguladora na imprensa oficial.

22 de março, 2021
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CONCURSOS
Chamada pública do 1º Pitch Sabesp

A Sabesp publicou chamada pública para seleção de projetos inovadores que contribuam com o setor do saneamento. A inscrição é gratuita e pode ser feita até 4 de novembro por pessoas físicas ou jurídicas, de direito privado – incluindo startups, residentes no Brasil ou no exterior. Esta é a 1ª edição do Pitch Sabesp que contará com 27 desafios para cinco áreas: experiência dos clientes; redução de perdas; tecnologias para o saneamento; eficiência operacional e energética; e gestão corporativa. Os participantes podem optar por mais de uma categoria e propor uma solução para cada uma delas. As inscrições devem ser feitas no endereço www.sabesp.com.br/pitchsabesp , onde o candidato deverá clicar em “Inscreva sua solução”. Os projetos inscritos na seleção serão avaliados por Comissões de Análise que irão selecionar até 30 projetos classificados como as melhores soluções inovadoras, levando em consideração os seguintes critérios : Solução - aderência da solução apresentada com o desafio proposto e atendimento aos benefícios esperados; inovação, criatividade e singularidade da proposta; Maturidade - estágio de desenvolvimento do interessado; Modelo de negócio - viabilidade técnica de implementação da solução, capacidade de ser implementada em grande escala, modelo de monetização da solução; Equipe – experiência profissional e acadêmica e complementariedade técnica do grupo. A lista de finalistas será anunciada em 22 de novembro e eles participarão do Pitch Sabesp no dia 29 do mesmo mês. Cada participante apresentará sua solução e responderá a questionamentos de uma banca examinadora multidisciplinar composta por profissionais especialistas em saneamento, em tecnologia e inovação, e também nas diferentes áreas do conhecimento abordadas nos desafios propostos. A Sabesp divulgará os finalistas após o evento e cada um terá seu projeto testado na prática dentro da empresa por meio de um termo de cooperação. O Pitch sabesp tem apoio da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária (Abes), Associación Interamericana de Ingenieria Sanitaria y Ambiental (Aidis), Instituto Trata Brasil e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

25 de setembro, 2018
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PRÊMIO
ANA 2017 recebe inscrições até maio

As inscrições para o Prêmio ANA 2017 podem ser feitas até o dia 30 de maio. O prêmio busca reconhecer boas práticas relacionadas à água nas seguintes categorias: Empresas (micro/pequeno porte e médio/grande porte); Ensino; Governo; Imprensa (Impressos/sites, Rádio e Televisão); Organizações Civis; e Pesquisa e Inovação Tecnológica. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas através do hotsite do Prêmio ANA: http://premio.ana.gov.br . Não serão aceitos materiais em meio físico, já que a Agência Nacional de Águas adota uma política de papel zero. Esta é a 6ª edição do concurso que também busca identificar ações que estimulem o combate à poluição e ao desperdício, além de apontar caminhos para assegurar água de boa qualidade e em quantidade suficiente para o desenvolvimento das atuais e futuras gerações. Na edição 2017, o Prêmio ANA terá duas novas categorias voltadas para empresas, sendo uma delas para micro e pequenas empresas e a outra para médias e grandes. Para a imprensa, que reunia todos os tipos de mídia, agora haverá três categorias: Impressos e sites, Rádios e TV. O Prêmio terá uma Comissão Julgadora composta por membros externos à ANA e com notório saber na área de recursos hídricos, meio ambiente ou Jornalismo. Um representante da ANA presidirá o grupo, mas sem direito a voto. Os critérios de avaliação dos trabalhos levarão em consideração os seguintes aspectos: efetividade, impactos social e ambiental, potencial de difusão, adesão social, originalidade e sustentabilidade financeira (se aplicável). Para as categorias de imprensa, os critérios serão adaptados e a sustentabilidade financeira não será considerada. A Comissão Julgadora selecionará três iniciativas finalistas e a vencedora de cada uma das sete categorias(Entre 30/10 e 3/11). Os vencedores serão conhecidos em solenidade de premiação marcada para 6 de dezembro de 2017 em local a ser definido. Os sete vencedores receberão um Troféu Prêmio ANA . Os vencedores ganharão uma viagem para poderem apresentar seus trabalhos durante o Fórum Mundial da Água de 2018 – maior evento do mundo sobre recursos hídricos –, que acontecerá em Brasília.

13 de janeiro, 2017