Publicidade
ABASTECIMENTO

Apesar de salinização, Corsan garante potabilidade

A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) afirma que a água distribuída nos municípios de Capão da Canoa e Xangri-Lá é potável e está apta para o consumo humano. No último dia 11 de abril a lagoa dos Quadros, local de captação do sistema integrado das duas cidades, registrou alta salinização – quando há aumento no índice de cloretos na captação e que pode levar alguns consumidores a perceber alteração no gosto da água. No entanto, a Corsan garante que a água fornecida segue os padrões de potabilidade exigidos pela legislação. Segundo a companhia, o vento e a ressaca do mar fizeram a água salgada invadir o rio Tramandaí, correr pelo fluxo inverso do rio e chegar à Lagoa dos Quadros. Além disso, a forte estiagem que atinge o Estado reduziu os níveis das lagoas do Litoral, contribuindo para a salinização desses mananciais. A Corsan está monitorando a língua salina e trabalha para normalizar a situação.

A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) afirma que a água distribuída nos municípios de Capão da Canoa e Xangri-Lá é potável e está apta para o consumo humano. 

No último dia 11 de abril a lagoa dos Quadros, local de captação do sistema integrado das duas cidades, registrou alta salinização – quando há aumento no índice de cloretos na captação e que pode levar alguns consumidores a perceber alteração no gosto da água. No entanto, a Corsan garante que a água fornecida segue os padrões de potabilidade exigidos pela legislação. 

Segundo a companhia, o vento e a ressaca do mar fizeram a água salgada invadir o rio Tramandaí, correr pelo fluxo inverso do rio e chegar à Lagoa dos Quadros. Além disso, a forte estiagem que atinge o Estado reduziu os níveis das lagoas do Litoral, contribuindo para a salinização desses mananciais. 

A Corsan está monitorando a língua salina e trabalha para normalizar a situação.

 

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
CORSAN
Governo deve ficar com cerca de 30%

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, oficializou a intenção de abrir capital e vender controle acionário da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), atualmente responsável pelo abastecimento de água e coleta e tratamento de esgotos em 317 municípios gaúchos. A privatização da Corsan tem como objetivo preparar a empresa para atender às exigências do Marco Legal do Saneamento. “Vamos buscar junto à Assembleia o apoio para percorrer rapidamente o processo legislativo que vai disciplinar a desestatização. Pretendemos fazer o IPO da Corsan, capitalizar a companhia e vender ações. O governo do Estado deixará de ser o controlador, mas vai manter posição como acionista de referência. E será como acionista que o governo do Estado continuará presente na definição dos destinos da companhia”, anunciou o governador. O novo regime jurídico da companhia será definido por conta da votação da PEC 280/19, de autoria do deputado estadual Sérgio Turra. A PEC encontra-se em tramitação na Assembleia do estado e retira a obrigação de plebiscito para privatização de estatais que ainda dependem da consulta popular (Corsan, Banrisul e Procergs). A aprovação é fundamental para que o governo dê o passo seguinte, que é propor um projeto de lei que discipline a desestatização. O Governo gaúcho pretende fazer a IPO (Oferta Pública Inicial, em inglês) com a alienação de mais de 50% do capital, inicialmente prevista para outubro, e previsão de capitalização para investimentos na empresa da ordem de R$ 1 bilhão, ou seja, recursos para investimento na própria Corsan. O objetivo, com isso, é alavancar e acelerar investimentos em saneamento no estado. O percentual que ficará com o Governo ainda será avaliado no processo de modelagem, mas deve ser em torno de 30%, o que irá garantir que o Executivo, mesmo não sendo mais o controlador da companhia, fique sendo o maior acionista individual da empresa e ajudando a tomar as decisões sobre o futuro da Corsan. “A nova Corsan que irá nascer deste processo será́ uma companhia com maior capacidade financeira para atrair R$ 10 bilhões em investimentos, que vão multiplicar obras pelo Estado nos próximos anos, gerando diretamente milhares de empregos e destravando o potencial construtivo de muitas regiões. Estas obras, certamente, irão impulsionar a construção civil e gerar outros milhares de empregos indiretamente”, destacou Leite. O governador, durante campanha de 2018, disse ser contra a privatização da Corsan, pois os contratos com os municípios poderiam perder a validade. Entretanto, a aprovação do novo Marco do Saneamento acabou com os chamados contratos de programa, firmados, sem licitação, entre municípios e empresas estaduais de saneamento. Esses acordos, atualmente, são firmados com regras de prestação de tarifação, mas sem concorrência. Com a nova lei (nº 14.026), abre-se espaço para os contratos de concessão e torna obrigatória a abertura de licitação, podendo, então, concorrer à vaga os prestadores de serviço públicos e privados. Os municípios e as concessionarias agora têm a obrigação legal de, até 2033, tratar 90% do esgoto e levar água tratada a 99% da sua população. “Muito embora tenha investido o maior valor da sua história em 2020 com um aporte de R$ 430 milhões na ampliação das suas estruturas, o fato é que a Corsan não tem capacidade financeira para dar conta destas novas exigências de universalização. Para cumprir o que determina o novo Marco Legal do Saneamento, seria necessário, no mínimo, triplicar o nível atual de investimento da Corsan”, afirmou Leite. Atualmente, apenas 32,3% da população gaúcha tem acesso a esgoto tratado. Em São Paulo, por exemplo, este percentual é de 90,3%. “Eu sei que, mesmo tendo explicado os motivos, interesses e adversários individuais irão me atacar por não cumprir com o que manifestei em 2018. Mas prefiro arcar com o prejuízo político, que é individual, é meu, do que causar enorme prejuízo ao patrimônio público e à qualidade de vida das pessoas se deixasse, diante da mudança das regras, a Corsan perder seus contratos de concessão. Acreditem: a questão mais importante agora não é sobre o que eu disse no passado. É sobre o que estamos fazendo para o futuro. E o que estamos fazendo com a Corsan é o melhor para ela, para os municípios, para as pessoas e para todo o Rio Grande”, concluiu o governador no anúncio feito por chamada de vídeo. O Diretor-presidente da Corsan, Roberto Barbuti, fez uma manifestação direcionada aos funcionários e colaboradores da companhia.“O setor está passando por uma transformação como nunca vista, o que cria um risco substancial para a companhia. Estou extremamente convencido da solidez do plano, baseado numa governança corporativa muito forte, e faremos tudo com muita transparência. Queria reforçar que é uma grande oportunidade para todos. É um momento de transformação”, afirmou Barbuti. Entre os impactos com a futura privatização da Corsan estão R$ 10 bilhões em investimentos, com universalidade de serviço de água e esgoto; Geração de empregos, dentro de um contexto de retomada econômica pós-COVID; Destravar potencial construtivo de regiões com limites de expansão, como no Litoral Norte; Suporte ao aumento do turismo em todo o Estado, com mais abastecimento e esgoto; Ganhos de sustentabilidade, na medida em que melhora a proteção de mananciais; Diminuição do impacto de futuras estiagens, com um plano de segurança hídrica; Cada R$ 1 gasto em saneamento básico economiza R$ 4 em saúde (segundo a OMS); Impacto no IDH e na competitividade, com inclusão social e redução de desigualdade e Incentivo à tecnologia e à inovação.

22 de março, 2021
Saneamento Ambiental Logo
ABASTECIMENTO
Casan investe em água subterrânea

A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) está investindo mais de R$ 100 mil em perfuração para captação de água subterrânea no município de Paulo Lopes (SC). A captação de água está reduzida em praticamente 70% devido ao impacto da estiagem na Cachoeira Morro Agudo, principal manancial do município. Um dos poços, localizado na região do Morro Agudo, chegou à profundidade de 84 metros em rocha, e apresentou uma excelente vazão. Com capacidade de fornecer 30 mil litros por hora, chega a indicar uma alternativa de captação superior à Cachoeira Morro Agudo que, em períodos de estiagem, fica bastante prejudicada. O segundo poço localizado no Bairro Bom Retiro registrou vazão de apenas 3 mil litros por hora. “Em função dessa estiagem prolongada, que está comprometendo os mananciais superficiais, estamos intensificando várias ações e projetos relacionados à perfuração e manutenção de poços em todo Estado, uma alternativa importante para garantir o abastecimento da população”, explica o geólogo Ramon Vitto, da Gerência de Políticas Operacionais (GPO). A Casan já possui poços de exploração mais rasa em terrenos arenosos (como o do Bairro Areias e na Sorocaba). Mas, devido ao crescimento da demanda e à redução de vazão destes sistemas, a decisão é investir em explorações em rocha, que exigiram estudos mais detalhados da geologia local. A expectativa é de que em junho a companhia tenha os laudos de análise físico-química e bacteriológica da água, para poder utilizar esse recurso. Em parceria com a Prefeitura de Paulo Lopes, a Casan está instalando novas redes de distribuição na região central. Com o auxílio de equipamentos pesados do poder público municipal, as tubulações estão sendo instaladas nos dois lados das ruas Florianópolis e Santa Catarina, em paralelo às obras de drenagem e pavimentação. As redes nos dois lados facilitam a manutenção e geram menos transtornos quando é preciso realizar algum trabalho, como o conserto de tubulações rompidas. “Com esse trabalho conjunto conseguimos agilizar e trazer mais benefícios aos moradores”, conta o chefe da Agência de Paulo Lopes, Lucas Pereira. O Centro e o Bairro Santa Rita serão os primeiros beneficiados com a nova rede e, futuramente, também os moradores do Sorocaba.

18 de maio, 2020
Saneamento Ambiental Logo
ATIBAIA
SAAE investiga qualidade da água

O SAAE - Saneamento Ambiental de Atibaia recebeu queixas recentemente de moradores sobre a qualidade da água distribuída no município. Algumas pessoas relataram a água ter gosto e odor alterados. A autarquia decidiu criar um comitê de gestão de crise para identificar os casos apresentados. Há algum tempo o SAAE investiga lançamentos indevidos e criminosos de substâncias no manancial de captação do córrego do Onofre e no sistema produtor Cerejeiras que abastecem os bairros Imperial, Cerejeiras e Caetetuba, principais redutos de indisposição da população. “Fizemos comunicados para todos os órgãos competentes e temos em andamento um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público para apurar os possíveis responsáveis”, informa a Superintendente do SAAE, Fabiane Santiago. O laboratório Ecosystem Análises Ambientais, de Campinas, coletou amostra do reservatório central do Cerejeiras para uma análise completa de acordo com portaria de consolidação nº 05 do Ministério da Saúde. Os resultados ainda não foram apresentados pela empresa campineira. Segundo o SAAE, em períodos de chuva há maior contribuição da poluição difusa da rodovia e no entorno do córrego. Além disso, as altas temperaturas do verão brasileiro fazem aumentar o consumo de água e, consequentemente, a utilização de produtos químicos, principalmente cloro, para garantir uma água segura. O SAAE informa que a água, às vezes, pode sair turva ou branca da torneira, fruto do ar dissolvido na água, devido às oscilações de pressão nas tubulações e nos reservatórios. É um fenômeno pontual que não afeta a qualidade da água. O insumo pode também aparecer de cor castanha ou avermelhada, devido à formação e arrastamento de depósitos de ferro nas tubagens. Para voltar a ficar clara, basta deixar correr a água durante algum tempo e consumir só depois deste procedimento.

9 de março, 2020