MEIO AMBIENTE

Brasil comenta atuação dos EUA nos programas da ONU

Brasil comenta atuação dos EUA nos programas da ONU

O documento trata da nova linha diplomática dos Estados Unidos perante os programas das Nações Unidas sediados na capital do Quênia, especialmente o ONU-Habitat e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

A Divisão de Temas Sociais (DTS) publicou um resumo das principais questões abordadas em expediente proveniente da Embaixada do Brasil em Nairóbi com o propósito de informar sobre recentes desenvolvimentos no âmbito das Nações Unidas. O documento trata da nova linha diplomática dos Estados Unidos perante os programas das Nações Unidas sediados na capital do Quênia, especialmente o ONU-Habitat e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

No texto, a representante permanente dos Estados Unidos junto à ONU em Nairóbi, Jennifer Harwood, destacou mudanças significativas na postura do governo norte-americano, alinhadas ao princípio "America First". Entre as principais implicações, estão o Congelamento de contribuições financeiras para o ONU-Habitat e o PNUMA; - Desalinhamento dos EUA com temas ambientais e de desenvolvimento urbano sustentável, incluindo mudança climática, equidade e inclusão; Possível impacto na implementação do Plano Estratégico 2026-2029 do ONU-Habitat, que poderá sofrer limitações devido à retirada do apoio norte-americano; Redução do quadro de funcionários na Missão dos EUA junto às Nações Unidas em Nairóbi, o que pode afetar a participação do país nas discussões multilaterais; Preocupação da embaixadora Harwood quanto à própria continuidade da presença diplomática dos EUA no local, devido a mudanças internas ; Efeitos sobre a próxima reunião da Junta Executiva do ONU-Habitat em março de 2025, onde os EUA podem se afastar de temas centrais; e Impactos sobre a próxima fase das negociações do tratado sobre plásticos (INC), cujo financiamento pelos EUA está sob revisão.

Durante o governo Biden, os Estados Unidos tiveram atuação proativa nesses fóruns, promovendo iniciativas ambientais e contribuindo com fundos relevantes para o desenvolvimento de acordos internacionais, como o tratado global sobre plásticos. Já o cenário atual aponta para uma mudança substancial nesse posicionamento, o que pode afetar significativamente a governança ambiental e urbana no âmbito das Nações Unidas. Diante desse cenário, sugere-se a essa pasta que avalie os potenciais impactos para as políticas públicas nacionais e eventuais estratégias de ação coordenada nas instâncias multilaterais pertinentes.

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