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ENERGIA

Câmara cobra governo federal sobre crise de em São Paulo

Câmara cobra governo federal sobre crise de em São Paulo

Indicação enviada ao Ministério de Minas e Energia pede ações emergenciais, apuração de responsabilidades e reforço na fiscalização da concessionária.

A Câmara dos Deputados encaminhou nesta quinta-feira (18) uma indicação formal ao Ministério de Minas e Energia solicitando providências urgentes para enfrentar a crise de fornecimento de energia elétrica no estado de São Paulo, onde falhas recentes têm causado apagões e transtornos generalizados à população e ao comércio. A medida — articulada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) — atende a uma demanda levantada pela bancada paulista, liderada pelos deputados Jonas Donizette (PSB-SP) e Baleia Rossi (MDB-SP).

No documento enviado ao ministério, os parlamentares sugerem uma série de ações imediatas, incluindo medidas emergenciais para normalizar o fornecimento de energia, a abertura de procedimento para apurar responsabilidades, e a exigência de planos transparentes de investimento e melhorias na rede elétrica paulista. A indicação também recomenda que as autoridades determinem ações corretivas e preventivas a fim de evitar a recorrência de interrupções que, segundo deputados, têm se tornado cada vez mais frequentes.

Em suas redes sociais, Hugo Motta lamentou as interrupções no fornecimento e reforçou que “a maior cidade do país e sua população não podem continuar sofrendo com esse descaso”, apontando para a necessidade de uma intervenção mais incisiva por parte do governo federal no contrato de concessão da Enel Distribuição São Paulo, responsável pelo serviço na região. A iniciativa da Câmara, embora não obrigue o Executivo a adotar medidas específicas, representa uma pressão institucional significativa para que o ministério e a Aneel — agência reguladora do setor elétrico — atuem com maior rigor na fiscalização e no desempenho da concessionária.

O movimento legislativo ocorre em um contexto de forte insatisfação popular e política com a prestação de serviço elétrico em São Paulo, onde episódios recentes de falta de energia afetaram milhões de consumidores na capital e na região metropolitana, trazendo à tona debates sobre eficiência, investimentos em infraestrutura e mecanismos de responsabilização das concessionárias. Especialistas e representantes da sociedade civil acompanham de perto a evolução desse debate, que pode desencadear alterações regulatórias ou a revisão de contratos de concessão como forma de garantir a segurança energética da população paulista.

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11 de junho, 2021
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Deputados criticam possível taxa

Os deputados criticaram, no Plenário da Câmara, a redução gradual de subsídios para consumidores que geram a própria energia elétrica em suas casas, geralmente com painéis solares. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu consulta pública para rever as regras que tratam da chamada geração distribuída. As contribuições da sociedade serão recebidas pela agência até o dia 30 de novembro. De acordo com resolução da Aneel, de 2012, o consumidor pode realizar microgeração de energia tanto para consumo, quanto para colocar de volta na rede de distribuição. O excedente fica com crédito e pode ser usado para abater uma ou mais contas de luz do mesmo titular. A resolução também estabelece subsídios para incentivar a microgeração, como, por exemplo, a isenção do pagamento de tarifas pelo uso da rede elétrica. Com a consulta pública, a Aneel pretende reduzir gradualmente esses subsídios, o que significa taxar os sistemas individuais. Para o deputado Charles Fernandes (PSD-BA), a intenção da Aneel de taxar a energia solar é inadmissível. Ele lembra que os empresários, os agricultores e a sociedade em geral investiram alto para conseguir baratear os gastos com energia elétrica. Outro deputado contrário à medida é Heitor Schuch (PSB-RS). Para ele, estipular uma taxa superior a 60% sobre as energias sustentáveis, em geração distribuída, vai prejudicar os pequenos agricultores que, durante anos, se adaptaram para usar esse tipo de energia. O deputado Padre João (PT-MG) comenta que para o Governo decidir cobrar, ele deveria ter investido em parques solares. O deputado alega também que cooperativas ou associações precisam armazenar seus produtos, mas não têm condições de pagar por placas para ter energia mais barata e que o Governo deveria facilitar esse processo. “Hoje uma associação, uma cooperativa, quer ter uma câmara fria para aproveitar os frutos de época, e às vezes encarece muito, porque as contas vêm altíssimas. E a energia fotovoltaica é uma alternativa para ter uma energia quase de custo zero”. A proposta que a Aneel vai colocar em consulta prevê um período de transição para as novas regras. O consumidor que possui o sistema vai permanecer com as regras atuais em vigor até 2030. Os consumidores que realizarem o pedido da instalação de geração distribuída após a publicação da norma, prevista para 2020, passam a pagar o custo da rede. O relator do processo e diretor da Aneel, Rodrigo Limp, diz que as mudanças proporcionarão um avanço responsável da modalidade. “É preciso revisar a resolução para evitar um efeito colateral negativo ao sistema elétrico”.

24 de outubro, 2019
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Com base nas legislações de Palmas (TO) e do estado norte-americano da Califórnia, uma nova lei de incentivo ao uso de energia solar deve ser aprovada em São Paulo. A expectativa é que a nova lei seja aprovada ainda no 1º semestre de 2019 para vigorar como decreto-lei em 2020. “O uso de energia solar térmica, para aquecimento de água, já existe. O que está na ordem do dia é a energia fotovoltaica para a geração de eletricidade, que poderá ser compartilhada na rede sempre que houver excedente”, diz Douglas Messina, técnico do Laboratório de Instalações Prediais e Saneamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Segundo Messina o objetivo da nova lei não é obrigar, mas incentivar o uso da energia solar na capital paulista. Por meio de descontos em tributos como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), ou outorga para a ampliação da área construída urbana, o município irá fomentar empresas do segmento e usuários, envolvendo toda a cadeia produtiva. “A universidade dará apoio oferecendo cursos em projetos e em instalações, enquanto o IPT será o órgão certificador de produtos para assegurar sua qualidade”, explica ele. Para o presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Lopes Sauaia, é hora de apertar o passo: “O poder público demorou a identificar a energia solar como oportunidade para o desenvolvimento. Isso vem mudando e a própria população começou a cobrar. O Brasil produz menos de 1% desse tipo de energia e precisamos avançar por meio de políticas de incentivo”.

8 de maio, 2019