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PRAGAS URBANAS

Combate na pandemia deve ser intensificado

A Associação dos Controladores de Vetores de Pragas Urbanas (Aprag) reforça a necessidade de combater insetos e roedores nas grandes cidades durante a pandemia COVID-19. O maior tempo das pessoas em casa pode ter contribuído na proliferação desses agentes transmissores de doenças como dengue, zika, chikungunya, leptospirose, entre outras. Segundo a Aprag, o período de isolamento aumentou a quantidade de resíduos residenciais, além de transformar estabelecimentos comerciais fechados em campo fértil para o crescimento de pragas. O vice-presidente da associação, Sérgio Bocalini, diz que este tipo de atenção em um momento de pandemia torna-se mais importante. “Não podemos trabalhar com cobertor curto em termos de trabalho sanitário. O combate às pragas urbanas pode ajudar a diminuir o impacto nos hospitais. No inverno, podemos observar a presença mais intensa de roedores, principalmente em ambientes fechados, pois estão à procura de locais mais aquecidos” avisa Bocalini. Segundo o vice-presidente, para prevenir a proliferação das pragas urbanas dentro de casa é preciso primar pela organização dos ambientes e limpar detalhadamente o local.

A Associação dos Controladores de Vetores de Pragas Urbanas (Aprag) reforça a necessidade de combater insetos e roedores nas grandes cidades durante a pandemia COVID-19. O maior tempo das pessoas em casa pode ter contribuído na proliferação desses agentes transmissores de doenças como dengue, zika, chikungunya, leptospirose, entre outras. 

Segundo a Aprag, o período de isolamento aumentou a quantidade de resíduos residenciais, além de transformar estabelecimentos comerciais fechados em campo fértil para o crescimento de pragas. O vice-presidente da associação, Sérgio Bocalini, diz que este tipo de atenção em um momento de pandemia torna-se mais importante. “Não podemos trabalhar com cobertor curto em termos de trabalho sanitário. O combate às pragas urbanas pode ajudar a diminuir o impacto nos hospitais. No inverno, podemos observar a presença mais intensa de roedores, principalmente em ambientes fechados, pois estão à procura de locais mais aquecidos” avisa Bocalini. Segundo o vice-presidente, para prevenir a proliferação das pragas urbanas dentro de casa é preciso primar pela organização dos ambientes e limpar detalhadamente o local.

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Mudança climática aumenta riscos de novas pandemias
ARTIGO
Mudança climática aumenta riscos de novas pandemias

Artifo por Rogério Catharino Fernandez Por Rogério Catharino Fernandez * Segundo a Organização Mundial da Saúde ( OMS ) o surgimento de doenças provocadas por fatores ambientais podem estar associadas com a invasão humana em áreas selvagens, gerando o aumento de contato entre as espécies de animais silvestres e o consequente transbordamento de patógenos : vírus, bactérias, protozoários, fungos e rickettsias que , antes habitavam exclusivamente na vida selvagem, para animais domésticos e seres humanos. Estudo sinaliza que a possível origem do vírus SARS-CoV-2 seja proveniente dos impactos ambientais provocados pelas mudanças climáticas. Além do surgimento de outras pandemias que podem vir com o agravamento da crise climática. Para a OMS essas mudanças têm o potencial de não somente afetar atividades econômicas, infraestrutura e ecossistemas, como também de causar riscos à saúde da população humana. Cientistas apontam através do estudo a relação da degradação ambiental com problemas de saúde. As fortes variações do clima implicam diretamente com o comportamento de morcegos que são um dos principais vetores de doenças infecciosas, inclusive são apontados como sendo a provável origem do novo coronavírus. Alterações nas chuvas e na temperatura podem afetar a disponibilidade de alimentos consumidos por animais como morcegos (hospedeiros do coronavírus), chimpanzés, pangolins e veados. Por conta das restrições alimentares, os animais silvestres passam a buscar alimentos na mesma fonte alimentar. Isso quer dizer que o morcego pode vir a se alimentar e contaminar a mesma fruta na árvore que, também é fonte de alimentação entre os chimpanzés, micos, aves, incluindo papagaios e araras, entre outros. Por isso, um dos debates durante a Conferência do Clima da ONU (COP26) foi sobre um sistema global de saúde para enfrentar o problema. Um estudo publicado em maio de 2021, na revista "Science of The Total Environment", traçou um paralelo entre o comportamento de morcegos e as mudanças climáticas . A descoberta é que a crise climática tem provocado a extinção e a mudança de hábitos de algumas espécies para que consigam sobreviver. Os morcegos estão no topo da lista dos animais afetados pelo clima sempre em mudança. São seres que costumam viajar para lugares quentes quando as temperaturas começam a cair. Os impactos da mudança climática nos portos Segundo especialistas, os efeitos das mudanças do clima já são visíveis nas operações portuárias brasileiras. As perspectivas são que as ameaças se agravem nos próximos anos, com impactos que podem gerar riscos para a operação e para a economia do país. Para a Agência Nacional de Transporte Aquaviários (Antaq), se as condições climáticas atuais forem mantidas, há uma tendência de piorar o cenário. A ocorrência de vendavais, tempestades, ressacas são alguns dos sintomas das mudanças climáticas que podem paralisar as atividades portuárias com riscos de inundação nas instalações e em áreas de entorno do porto. A conclusão é do estudo " Impactos e Riscos da Mudança do Clima nos Portos Públicos Costeiros Brasileiros" desenvolvido pela Antaq em parceria com a GIZ da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH. Entre os impactos ambientais gerados pelas mudanças climáticas em grandes proporções são as altas temperaturas. A falta de chuvas também intensifica o calor, com os termômetros registrando índices cada vez mais altos e com calor cada vez mais persistente. A escassez de chuva gerando queimadas em áreas de preservação ambientais e secas em área agrícola prejudicando diretamente a cadeia produtiva de alimentos. Já as fortes chuvas com tempestades, além de vendavais e ressacas podem provocar o aumento do nível do mar levando a mais inundações nos portos e outras infraestruturas costeiras críticas. Outros sintomas da crise climática aparecem nas chuvas de granizo; estiagens e baixa umidade, ondas de frio e ciclones e tornados. Outro fator preocupante é que há uma íntima relação entre os impactos ambientais provocados pelas mudanças climáticas e o aumento populacional de pragas e vetores em ambiente urbano no entorno das instalações portuárias. Roedores, pombos, entre outros animais, principalmente lacraias, baratas, mosquitos, escorpiões, em condições de elevadas temperatura e umidade se proliferam em menor período de reprodução, antecipando a produção de novas gerações. Quando isso acontece no ambiente portuário, onde naturalmente há maior oferta de alimentos durante a movimentação de granéis sólidos (açúcar, soja, milho, trigo, cevada e farelos), o ambiente é perfeito para aumentar o risco de agravo a saúde das pessoas que circulam ou trabalham nos ambientes contaminados. As doenças de origem zoonótica como a dengue, leptospirose e a Covid-19 , responsável pela pandemia mais recente, tem como origem o desequilíbrio ecológico causado pela degradação ambiental provocada pelo desmatamento de florestas, queimadas, mudanças climáticas , crescimento urbano desordenado com invasão em áreas de preservação ambiental habitados por animais silvestres. Além do comércio ilegal de animais silvestres que resulta na maior convivência e interação muito próxima dos seres humanos e animais domésticos com esses animais. Para minimizar os riscos de proliferação da fauna sinantrópica ( pragas ), os portos devem manter um eficiente Programa de Controle da Proliferação de Vetores. Além de intensificar as boas práticas com higienização e sanitização de suas instalações para contribuição de um ambiente saudável com a redução do aumento populacional de vetores e pragas urbanas, transmissores de graves doenças. A revisão do IDA — Índice de Desempenho Ambiental da Antaq, que promete dar mais destaque aos indicadores focados à saúde — vai ajudar a melhorar as instalações portuárias quanto ao Monitoramento de Fauna e Flora e do Controle da Fauna Sinantrópica (roedores, morcegos, pombos , entre outros ) que, além de representar um grande transtorno ambiental, é de grande risco à saúde pública. Embora os casos e mortes por Covid-19 tenham caído em grande parte do mundo, a preocupação e cuidados devem ser mantidos. Não podemos ignorar o risco de novos surtos de Covid, até porque novas variantes continuam surgindo. A vigilância em animais precisa ser regular e coordenada, principalmente em espécies estratégicas , como morcegos , animais silvestres de grupo vulneráveis. Caso contrário, criaremos um reservatório do vírus. * Rogério Catharino Fernandez é engenheiro agrônomo com mestrado em Engenharia Ambiental e diretor técnico da Astral Saúde Ambiental.

21 de maio, 2022
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BEM-ESTAR
Conscientização ambiental pode reduzir doenças

O fundador e presidente da ONG Save Cerrado, Paulo Bellonia, comenta que quando o homem destrói uma floresta para abrir terras, construir barragens ou eliminar a biodiversidade de forma desenfreada, acaba desencadeando problemas que podem afetá-lo diretamente. “Agora, estamos entrando mais em contato com patógenos de animais silvestres quando alteramos seu habitat, em um contexto pior para nós, pois a densidade populacional dos seres humanos é muito mais alta, e estamos muito mais conectados, o que favorece o espalhamento de uma doença, como o coronavírus.”, completa Bellonia. As mudanças climáticas causadas pelo desmatamento humano também podem contribuir para o aparecimento de novas doenças, segundo cientistas. “Há outras maneiras pelas quais nossas atividades humanas podem facilitar o surgimento ou transmissão de doenças, como o desmatamento e isso não pode ser ignorado”, alerta o fundador da SaveCerrado. Atualmente, todos os países enfrentam a pandemia da COVID-19, o que faz Bellonia acreditar que as pessoas estão olhando mais para o coletivo. “Defender o equilíbrio do ecossistema é preservar a saúde e o bem-estar humano. Tudo está inserido dentro de um importante ciclo”, alerta. A Save Cerrado atua exclusivamente no bioma e tem ações relacionadas com áreas específicas e de altíssima relevância de preservação para a sociedade brasileira e mundial, tanto pela abundância das águas quanto pelo fato de se tratar de um hotspot, tudo com total transparência sobre onde exatamente os recursos estão sendo aplicados. O ambientalista diz que Hotspots são áreas com grande biodiversidade, ricas principalmente em espécies endêmicas, e que apresentam alto grau de ameaça. Elas se concentram em apenas 2,3% da superfície do planeta e detêm cerca de 60% de patrimônio biológico do mundo. Durante a pandemia, a Save Cerrado iniciou uma campanha que vai destinar parte dos recursos captados às entidades e projetos que estejam atuando no combate aos impactos sociais da doença.

22 de janeiro, 2021
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ARTIGO
Por que a COVID-19 mostrou que o saneamento universal é mais que uma questão de saúde pública

Por Daniel Neves * A situação das moradias inadequadas é uma preocupação social de longa data. Com a pandemia causada pela Covid-19, a necessidade de uma infraestrutura que ofereça suporte a toda a população tornou essa questão ainda mais evidente. As recomendações de higienização, fundamentais no combate ao contágio, encontram um grande obstáculo em sua acessibilidade: a falta de saneamento básico para toda a população. Importante lembrar aqui que saneamento básico é o nome dado ao conjunto de medidas e serviços necessários à adaptação de um ambiente para a obtenção de condições saudáveis para a vida humana e o bem-estar social. Estão nesse conjunto a infraestrutura para abastecimento de água, o esgotamento sanitário, o manejo de resíduos sólidos (da logística à destinação), a coleta de lixo, a limpeza urbana e o escoamento de águas pluviais. No Brasil, a questão é regulamentada pela Lei nº. 11.445/2007 , que descreve essas ações como direitos dos cidadãos e uma garantia a todos. Na prática, porém, esses direitos são de apenas uma parte deles, já que somente metade da população tem acesso a esses serviços, segundo dados do Trata Brasil, sendo que mais de 35 milhões sequer têm acesso à água potável. Nos grandes centros urbanos, as regiões periféricas sofrem constantemente com interrupções no fornecimento, com água sem o tratamento adequado ou com lacunas no planejamento da coleta de lixo e das redes de esgoto, o que causa contaminação das áreas habitadas. A população dessas regiões, não raro, convive com esgotos a céu aberto e é a mais afetadas por surtos de dengue, zika, cólera e muitas outras doenças que proliferam em ambientes com infraestrutura e higiene precárias. Como isso impacta a expansão da pandemia? A primeira recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o combate à Covid-19 é a lavagem frequente das mãos e a higienização de ambientes comuns. Como fazer isso quando há escassez de água? Outro ponto importante é o contato com secreções corporais, como saliva e suor. Como garantir isso em casas com um único banheiro ou, no caso de 1,5 milhão de domicílios do país, sem banheiro algum? No caso da destinação do esgoto, a situação é ainda mais delicada. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelam que somente 68,3% das residências possuem acesso adequado à rede geral de esgotos. Milhões de brasileiros enfrentam uma realidade em que a higienização adequada é prejudicada pela própria falta de escoamento adequado para a produção de resíduos de suas residências. Uma realidade é preocupante é a presença do novo coronavírus no esgoto. Uma pesquisa realizada pela ANA (Agência Nacional de Águas), juntamente com a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e com a Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais, encontrou o coronavírus em bacias de rios que recebem escoamento de esgoto. A bacia do Rio Onça, que corta a cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, teve a presença do vírus em 100% de suas amostras. Conter a proliferação de um vírus que contamina as águas que servem para limpar e alimentar não deve ser a única preocupação na garantia do acesso ao saneamento. Lidar com essa situação é uma preocupação mundial e que vai muito além da instalação de redes de esgoto, já que engloba toda a lógica de planejamento urbano, debate que ganhou ainda mais relevância durante a pandemia e exige ações de curto prazo para sua resolução. Um dos passos mais importantes é transformar um direito em uma realidade prática e empírica. E o marco do saneamento, aprovado pelo Senado na última semana, representa uma resposta significativa à mais que necessária mudança nas vidas de milhões de brasileiros. Apesar da ampla controvérsia relacionada à aprovação, da rapidez com que foi aprovada a matéria desde a retomada do debate e da abertura de licitações para prestação dos serviços (que não serão mais, por definição, prestados por órgãos públicos), o marco determina dois fatores imprescindíveis para a resolução de qualquer projeto que se pretende tornar material: uma data e um orçamento. O prazo de 12 anos parece ousado quando consideramos um problema que carece de solução há décadas, mas representa uma meta praticável, segundo os estudos apresentados pelo relator do projeto, a um custo estimado de R$ 700 bilhões de reais que, espera-se, deverá ser ampliado apenas em casos extremos de inviabilidade financeira comprovada. Além dos 5 milhões de empregos, segundo estimativas do próprio Senado, que deverão ser gerados pela universalização do saneamento no país, o projeto deverá ter impactos econômicos que vão além de setores como a construção civil e de serviços, devendo afetar positivamente a indústria, o comércio e, até mesmo, o turismo. Mesmo com todo o otimismo acerca do marco, e suas polêmicas, há ainda uma questão premente: por que foram necessários tantos anos e uma pandemia para firmar um compromisso de acesso a um direito básico para 99% da população, no caso de água limpa, e a 90%, no caso do tratamento de esgoto? A aprovação de um projeto de lei e sua execução pelo “fazer valer” são elementos que têm um peso relevante em qualquer mudança de paradigma, mas eles tendem a encontrar a luz do dia após pressão social ou ampla defesa de interesses de setores importantes da sociedade. Ao longo das últimas décadas, a questão do saneamento contou com contribuições mais que necessárias por parte da sociedade civil para tornar um projeto como o marco uma realidade, mas careceu da adequada articulação do setor privado em sua defesa. O diálogo aproximativo entre lideranças, sejam políticas, sociais ou empresariais, é o que se mostrou como base para realizar transformações sociais de larga escala, não apenas no Brasil, mas em muitos outros países. Tal aproximação não deve ocorrer como fruto apenas dos interesses dos grupos que essas lideranças representam, mas do propósito ao qual servem. Toda transformação começa com um esforço coletivo. Agora, temos uma meta e um compromisso institucional como nação na garantia do saneamento universal. Precisamos assumir nossos compromissos como organizações e lideranças responsáveis por tornar essa, e muitas outras metas sociais importantes, uma realidade. * Daniel Neves é diretor-geral da Wavin no Brasil

3 de agosto, 2020
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ARTIGO
Lixões e aterros irregulares ajudam a propagar COVID-19

Por Paulo Moura * Em meio à luta contra a pandemia do novo Coronavírus, é de grande importância que se discuta também a questão ambiental, com foco especial na destinação final dos resíduos. Quando tratamos de assuntos como a presença de lixões e de aterros controlados, estamos falando também da facilitação da propagação do vírus e da dificuldade em se ter condições adequadas de higiene. Todo o cenário ambiental se reflete também na saúde. Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos 2018/2019 da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o Brasil destinou a lixões ou aterros controlados 29,5 milhões de toneladas de resíduos, 40,5% do total produzido, em mais de 3 mil municípios. Os perigos dessa prática são inúmeros, como a poluição do ar e da água, emissão de gases do efeito estufa, atração de vetores e risco de incêndios. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, previu que todos os lixões do país deveriam ser extintos até 2014. Infelizmente, por conta da falta de prioridade no enfrentamento do problema, da ausência de financiamentos, de busca por soluções conjuntas com outros municípios e de parcerias público-privadas, essa meta ainda está longe de ser realizada. No ano passado, a proposta de estender os prazos para a extinção dos lixões em todos os municípios do país entre 2021 e 2024 foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas ainda está em tramitação pelo Senado Federal. A existência de lixões a céu aberto traz problemas ainda maiores em tempos de Coronavírus. Afinal, diversos catadores que tiram seu sustento destes locais podem se contaminar com o vírus, já que não há qualquer tipo de proteção. Populações que vivem em áreas próximas a lixões ou aterros irregulares são afetadas diretamente pelos lixões, especialmente por conta dos fortes odores e da atração de vetores que podem causar doenças diversas. Em um momento em que muitas pessoas têm sofrido dificuldades para serem atendidas no Sistema Único de Saúde, esse pode ser um problema adicional. Além disso, o chorume vindo do lixo pode contaminar o solo e a água, que é extremamente importante para a nossa higiene e proteção durante esse período. Soma-se a isso a falta de saneamento básico adequado e temos um cenário ainda mais complexo. Ao invés de destinarmos os resíduos aos lixões, após esgotadas as possibilidades de reciclagem e tratamento devemos direcioná-los aos aterros sanitários, locais regulamentados que possuem sistemas de drenagem do chorume e do gás metano (que pode ser reaproveitado) e que gera renda e empregos formais a trabalhadores. Nesse caso, os trabalhadores possuem todo o cuidado no tratamento dos resíduos, o que evitaria a propagação por parte do Coronavírus e outras doenças. Outro ponto de grande importância é a necessidade de ampliar a coleta seletiva em todos os municípios brasileiros e estimular a reciclagem e a logística reversa de materiais diversos. Com a realização desses processos, é possível reutilizar materiais como matéria-prima e evitar que sejam descartados incorretamente na natureza. Os lixões fazem parte de um problema histórico de difícil resolução no Brasil por conta da falta de investimentos, de interesse por parte do poder público e das condições precárias em que muitos brasileiros vivem. Discutir a gestão e a destinação de resíduos sólidos em locais adequados traz benefícios para a qualidade de vida da população não apenas em relação ao meio ambiente, mas também à saúde, condições de moradia, saneamento básico, empregos e oportunidades. * Paulo Moura é Analista da Coordenação de Sustentabilidade da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e membro do Comitê Técnico do Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR)

8 de junho, 2020
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COVID-19
Lixões e déficit no saneamento básico são problema

"Neste momento de pandemia do novo coronavírus, no qual a higiene, o ato de lavar as mãos e a qualidade do meio ambiente são fundamentais para a contenção do contágio, é muito preocupante constatar que milhões de brasileiros não têm água encanada, coleta e tratamento de esgotos e convivem com 3.257 lixões a céu aberto, que são disseminadores de poluição e caldo de cultura para insetos e doenças", pondera Luiz Gonzaga, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre). Citando novo estudo da KPMG, que aponta a necessidade de o Brasil investir R$ 753 bilhões até 2033 para universalizar e oferecer serviços adequados de água e esgoto à população de todas as regiões, Gonzaga afirma que a solução efetiva está no novo Marco Legal do Saneamento Básico, consubstanciado no Projeto de Lei 4.162/2019, de iniciativa do Poder Executivo, que se encontra no Congresso Nacional. "Sua aprovação é fundamental, mas será preciso agilidade, pois o País não pode esperar mais para universalizar serviços essenciais à saúde", alerta. Hoje, o poder público pode optar pelo modelo denominado contrato de programa. Tal modalidade permite que empresas estatais sejam contratadas sem licitação e, portanto, sem a concorrência privada. O grande aprimoramento do novo Marco Legal seria justamente ampliar a participação do setor privado na prestação desses serviços, com a obrigatoriedade de licitações e o fim da modalidade de contratos de programa, não apenas no que diz respeito a um município ou Estado, como também a consórcios entre dois ou mais entes federados. O presidente da Abetre enfatiza: "O mundo será outro depois da Covid-19. As empresas e governos precisarão ter outro tipo de ação, mais objetiva e assertiva. É necessário que a atitude e o trabalho dos políticos, inclusive no Parlamento, seja mais efetivo na direção dos interesses da população". Como exemplo das mudanças e impactos que virão após a pandemia, Luiz Gonzaga acentua: "Com o volume de dinheiro que os governos federal e estaduais estão injetando no combate ao coronavírus, a situação de recursos públicos para resolver o problema do saneamento está se tornando ainda mais crítica e relevante. "Por isso, mais do que nunca, se não houver a presença do setor privado, não se atingirá a meta de universalização em 2033. Ademais, na questão dos resíduos sólidos, o Congresso Nacional e o Governo Federal precisam atentar-se para o artigo 20 do PL, pois ele impede a iniciativa privada de participar de concessões e/ou PPP. Sem a mudança ou veto deste artigo, da mesma forma, não haverá recursos privados", conclui Luiz Gonzaga.

18 de maio, 2020
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ARTIGO
Covid-19 e o novo cenário do saneamento

Por Luiz Pladevall * A pandemia provocada pela Covid-19 reforçou a importância de acelerarmos o processo de universalização dos empreendimentos e serviços de saneamento básico. O país convive com 35 milhões de brasileiros que não têm acesso a água potável e outros 100 milhões com moradias sem conexão à rede de coleta e tratamento de esgoto. Além de servir para a expansão de doenças relacionadas à veiculação hídrica, essas condições não permitem que as pessoas cumpram a higienização mínima de lavar as mãos para evitar a proliferação do novo coronavírus. Essa população abandonada tem convivido ainda com graves problemas de saúde como dengue, diarreia, cólera, febre tifoide, esquistossomose, hepatite infecciosa, entre muitos outros. Além dos prejuízos causados aos cidadãos afetados por essas doenças, elas impactam nos gastos da saúde pública. O próprio IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) já realizou estudos mostrando que 34,7% dos municípios brasileiros registram avanços de epidemias ou endemias relacionadas à transmissão hídrica nos últimos anos. O novo marco regulatório do saneamento, em discussão no Congresso Nacional, traz importantes avanços para o setor. Porém, da maneira como está, a nova proposta corre o risco de não atender às demandas urgentes da população que mais precisa de água limpa e esgotamento sanitário. A pandemia vai provocar mudanças profundas no cenário de investimentos em curto, médio e longo prazos. O texto em discussão pelos parlamentares impõe aos municípios a obrigatoriedade da universalização dos serviços de esgotamento sanitário e abastecimento de água até 2033. Em condições econômicas normais já era uma tarefa inviável. Agora, com este novo panorama, a proposta se torna claramente intangível. A previsão financeira para a universalização do saneamento chega a R$ 700 bilhões até 2033, com uma média de R$ 53 bilhões anuais. Nosso histórico nas últimas décadas alcançou recursos de, no máximo, R$ 15 bilhões por ano. O cenário de investimentos em infraestrutura também é desolador. Em 2019, por exemplo, aplicamos apenas 1,87% do PIB (Produto Interno Bruno) em obras de infraestrutura. O panorama não esteve muito distante entre 2001 e 2013, quando alcançamos uma média de 2,15% de investimentos públicos e privados. Mas tudo isso é muito pouco para construir estradas, aeroportos, estações de tratamento de água e esgoto. Para os próximos 20 anos, deveríamos investir 4,2% do PIB para melhor atender às demandas urgentes do país. Precisamos repensar no modelo proposto pelo novo marco legal e evitar decisões de afogadilho. Caso contrário, corremos o risco de aprovar uma nova legislação que acabará inviabilizando qualquer contrato de concessão nas próximas décadas, afastando as empresas diante de um cenário de insegurança jurídica. Por isso, o Congresso precisa ter muita responsabilidade na finalização e aprovação desse marco legal. O saneamento precisa se tornar uma política de Estado, independentemente da cor partidária do governo de plantão. Precisamos afastar as propostas amadoras e investir no planejamento, incluindo os mais de 5.500 municípios brasileiros. Somente com o avanço na infraestrutura de abastecimento de água e esgotamento sanitário vamos contribuir para o desenvolvimento socioeconômico de milhares de brasileiros e reduzir drasticamente a propagação de muitas doenças. * Luiz Pladevall é presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente) e vice-presidente da ABES-SP (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental.

12 de maio, 2020
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ARTIGO
Limpeza pública em tempo de COVID-19

Por Francisco J.P. de Oliveira * A pandemia pelo novo coronavírus deixou ameaçado o campo das probabilidades e se instalou em todos os conglomerados urbanos das médias e grandes cidades ao redor do mundo, não distinguindo raça, gênero, crença ou nível socioeconômico. Trata-se de uma tragédia de dimensões inimagináveis e consequências ainda a serem contabilizados pelos vários segmentos da sociedade, não somente da área de saúde, mais diretamente envolvido nos combates diários, mas nos mais diversos setores: artes, produção industrial, desenvolvimento tecnológico ou acadêmico. Assim, em uma sociedade que atua sobre as consequências e não as causas, acrescido de um nível baixo de instrução, a solução aplicada de distanciamento social seria a fórmula mais fácil, não estivesse ela em conflito com um outro problema que sempre nos afligiu: a renda mínima para manutenção da vida familiar. Assim sendo, como em vários setores da economia, da produção e de serviços, medidas adicionais que não a inclusão, precisam ser adotadas de modo a reduzir a contaminação. O sistema de limpeza pública é um deles. Assim, hábitos de higiene como lavar e desinfetar mãos e braços, higienizar os equipamentos de trabalho (caminhão, uniformes, EPIs, ferramentas, entre outros) deixam de ser somente necessários e passam a ser obrigatórios, assim como o monitoramento da saúde das equipes de limpeza e coleta, por meio da medição da temperatura corporal e outros indicadores, de modo a permitir isolar, ainda que tardiamente, estes grupos, atenuando a velocidade de contaminações. Lembrando que o tempo de incubação do coronavírus é de 10 a 14 dias, e que a contaminação se dá por contato corporal por superfície ou pessoas infectadas, e que o vírus permanece ativo em superfícies inertes por até três dias. Dentro deste contexto não se enquadram somente as empresas de limpeza e coleta, que não devem medir esforços para minimizar os riscos de seus funcionários, disponibilizando instalações e EPIs para garantir a higienização, além de esclarecimentos e treinamentos para a adequação das operações de limpeza e coleta durante esta pandemia, mas sobretudo uma ação conjunta do poder público junto à população, de modo a orientá-los de como pode e deve colaborar nos casos de isolamento doméstico de suspeita de contaminação pelo coronavírus. Este tem sido um total fracasso, uma vez que os "doentes" domésticos precisam ter seus resíduos (lenços de papel, toalhas, talheres e utensílios descartáveis) descartados como resíduos infectantes em saco branco leitoso (duplo, de preferência) e levados a uma unidade de saúde pública (PS, UBS, AMA entre outros), onde a coleta de RSS (Resíduos de Serviços de Saúde) é regularmente executada. Fica claro que se estamos atualmente coletando RSS apenas das unidades de saúde onde estão internados os doentes que exigem um tratamento ambulatorial mais intenso, que correspondem a uma cifra entre 2% e 6% da população, e que a agressividade do vírus deverá nas próximas semanas atingir até 60% da população, e não estando atuando sobre os casos isolados domesticamente, dois aspectos são conclusivos: a população será atingida pela contaminação de forma muito rápida, com maior comprometimento dos serviços de saúde pública; a extensão da contaminação e da letalidade poderá atingir níveis alarmantes. * Francisco J.P. de Oliveira é Engenheiro Civil da M.C Geotecnia, especializado em tratamentos e disposição final de Resíduos Sólidos Urbanos.

27 de abril, 2020
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RESÍDUOS
Coleta domiciliar com avisos sonoros

Com avisos sonoros e orientações para o descarte seguro do lixo pelas ruas da cidade de São Paulo, os caminhões da Amlurb iniciaram coleta domiciliar de resíduos. A ação visa reforçar os cuidados com os sacos de lixo para evitar que os coletores tenham contato com possíveis resíduos contaminados, além de conscientizar a população sobre a importância de higienizar as mãos em meio à pandemia do novo coronavírus. O recurso sonoro será instalado em 33 caminhões. Outra medida é a adoção de galões de água e sabão em 230 caminhões para que os coletores possam lavar as mãos. Os galões serão instalados de maneira gradativa em toda a frota de coleta de resíduos da cidade de São Paulo, que possui 454 caminhões. Os avisos sonoros serão divulgados até as 21h30, para não haver desobediência às regras do PSIU. O aviso sonoro informa aos moradores para reforçar os sacos de lixo antes de realizar o descarte para coleta. Os materiais deverão ser ensacados duas vezes em sacos resistentes, descartáveis e com enchimento de até dois terços da sua capacidade. Outra recomendação que será transmitida é sobre a importância de respeitar o horário de coleta, que deve ser feita até duas horas antes do horário da coleta domiciliar diurna e após as 18h para o período noturno. Foram ampliados também protocolos de higiene nas garagens, alojamentos e veículos. Os serviços de coleta domiciliar comum e seletiva continuam a operar normalmente na capital paulista. A mudança no serviço está no manuseio dos materiais, que deverá ser realizada sem qualquer triagem manual, segundo o Plano de Contingência de Resíduos Sólidos.

13 de abril, 2020
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CORONAVÍRUS
Abes orienta sobre gestão dos resíduos

A limpeza urbana e o manejo dos resíduos sólidos, com coleta regular e disposição em aterros sanitários, são serviços essenciais para garantir a saúde da população. Entretanto, na atual situação de pandemia do Covid-19, é essencial proteger a saúde dos trabalhadores do setor. Para esclarecer sobre o assunto, a ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental) elaborou um Informe Técnico com orientações para os gestores municipais, empresas prestadoras de serviços, garis e cooperativas de catadores. Estudos internacionais mostram que o Coronavírus é bastante persistente em materiais como plástico (5 dias), papel (4-5 dias), vidro (4 dias), madeira (4 dias), aço (2 dias), luvas cirúrgicas (8 horas), alumínio (2-8 horas), entre outros. Portanto, é fundamental neste momento manter um serviço de coleta regular dos resíduos, assim como a limpeza das ruas. Já a coleta seletiva, transporte e de manejo nas Instalações de Recuperação dos Resíduos tornam-se inviáveis neste período, devido aos riscos que apresentam e devem ser paralisados. Para garantir o sustento dos catadores, a ABES recomenda que os governos locais instituam um Auxílio Social Temporário para essas pessoas. Como responsabilidade das empresas contratadas, a ABES recomenda a identificação, avaliação e proteção dos riscos dos seus profissionais; a utilização de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e EPCs (Equipamentos de Proteção Coletiva); a implantação de um programa de educação e treinamento; a higienização constante do ambiente de trabalho, equipamentos e veículos; a limpeza de ruas com sistemas de umedecimento ou mecanizada; a disponibilização de álcool gel e sabão para lavagem das mãos em todos os ambientes de trabalho; e a liberação do trabalho do pessoal do grupo de risco; entre outras ações. Para os cidadãos, a ABES orienta que os resíduos produzidos pelo paciente em isolamento no domicílio e por quem lhe prestar assistência, em caso suspeito ou confirmado de infecção por Covid-19, devem ser: separados e colocados em sacos de lixo resistentes e descartáveis; fechados com lacre ou nó e utilizados em até 2/3 de sua capacidade e acondicionado em outro saco limpo, resistente e descartável, de modo a não causar problemas para o trabalhador da coleta e nem para o meio ambiente. De acordo com a ABES, tomados os cuidados descritos, esses resíduos podem ser encaminhados normalmente para a coleta de resíduos urbanos. A ABES alerta ainda que se o paciente estiver em condomínio, é necessário informar ao síndico ou responsável as medidas de segurança e higiene do coletor ou funcionário destinado à função. O ideal é que esses resíduos sejam descartados em sacos plásticos vermelhos. A ABES espera, com a publicação do Informe Técnico, ampliar a colaboração na redução do impacto da pandemia do Coronavírus: protegendo a população; melhorando as condições de trabalho e higiene dos profissionais; e garantindo renda para os trabalhadores da limpeza que tiverem suas atividades interrompidas. O documento foi elaborado por integrantes da Comissão de Estudos Especiais de Resíduos de Serviços de Saúde da Associação Brasileira de Normas Técnicas (CEE 129 ABNT) e pelas Câmaras Temáticas Nacionais da ABES de Resíduos Sólidos, Saúde Ambiental e Comunicação.

6 de abril, 2020
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CORONAVÍRUS
Geração de lixo pode aumentar até 25%

A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) elaborou documento inédito de boas práticas para assegurar uma correta gestão dos resíduos sólidos durante a pandemia do COVID-19. A entidade acredita que medidas de quarentena, isolamento e distanciamento social devem aumentar a quantidade gerada de resíduos sólidos domiciliares (15-25%), além de uma alta considerável na geração de resíduos hospitalares em unidades de atendimento à saúde (10 a 20 vezes). “A prestação dos serviços de limpeza urbana é essencial para a proteção do meio ambiente e da saúde humana, e não pode ser interrompida, mesmo durante processos epidêmicos. Por conta desse caráter de essencialidade, é indispensável assegurar que tais serviços sejam diariamente executados, pois contribuem para auxiliar na prevenção da transmissão do coronavírus, bem como de outras doenças e endemias decorrentes de acúmulo e má gestão de resíduos, que por sua vez têm o condão de afetar a imunidade das pessoas, o que seria uma agravante no quadro atual”, observa Carlos Silva Filho, diretor presidente da entidade. O documento é voltado a empresas do setor e outros públicos de interesse, como municípios, departamentos de limpeza urbana e órgãos de regulação. O conteúdo segue orientações internacionais de boas práticas, aliado à combinação de ações conforme os padrões e protocolos já existentes e em uso. Para situações correspondentes à geração de resíduos hospitalares em unidades de atendimento à saúde, os resíduos devem ser acondicionados em saco vermelho, que devem ser substituídos quando atingirem 2/3 de sua capacidade ou pelo menos 1 vez a cada 48 horas, identificados pelo símbolo de substância infectante; os sacos contendo tais resíduos devem ser objeto de coleta e transporte especializados para Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) e submetidos a processos licenciados de tratamento, antes de sua disposição final.

31 de março, 2020
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PRAGAS URBANAS
Chuvas e calor favorecem dengue

As fortes chuvas e o calor do mês de março devem servir de alerta para a população, principalmente no controle do mosquito Aedes aegypti e escorpiões. Segundo Fernando Bernardini, biólogo e gerente de Desenvolvimento de Produtos da unidade de Environmental Science da Bayer, estas pragas urbanas aparecem nas casas quando encontram um ambiente propício, em que haja os chamados "4As": acesso, água, alimento e abrigo. "A população deve estar atenta, a estas pragas. Para evitar que isso ocorra, às vezes, é preciso mudar alguns hábitos. Por exemplo, lavar sempre a louça, não deixar água à vista, guardar os alimentos na geladeira ou em recipientes fechados e nunca acumular lixo", comenta o biólogo. Os casos de dengue somam 181 mil apenas em 2020, segundo o Ministério da Saúde, um aumento de 72% em relação ao mesmo período de 2019. Vinte estados já apresentam crescimento da doença no ano, sendo que São Paulo é que mais se destaca com 61 mil casos, crescimento de 72% na comparação com o mesmo período do último ano. A situação varia dentro do País e três Estados já dispararam com mais de 200 casos por 100 mil habitantes: Acre, Mato Grosso do Sul e Paraná. Entre as medidas para evitar o Aedes aegypti estão aparar os jardins, reduzir o volume dos arbustos - favorecendo a circulação de ar - e evitar locais com água parada e fresca, além da instalação de telas mosquiteiras nas janelas e portas, ou então deixá-las fechadas principalmente no final da tarde e ao anoitecer, além do uso dos repelentes. "Quando entram nas casas, o Aedes aegypti costuma ficar em ambientes baixos e sem exposição solar, como: atrás dos móveis, portas, cortinas e embaixo de mesa. Sabendo isso, são nesses locais que devem ser aplicados os inseticidas adequados ou verificar se a dedetização está sendo feita de forma correta", explica Fernando. Já os escorpiões aparecem com as altas temperaturas para reprodução e à procura de novos ninhos e, nesta transição, ocorrem os piores casos. O número de episódios quase quadriplicou nos últimos dez anos: passou de 40.287, em 2008, para 156.833 em 2018, segundo dados do Ministério da Saúde. O aumento é resultado de impactos ao meio ambiente, como a construção desordenada e o descarte inadequado de lixo, especialmente de material de construção. Tudo isso contribui com as condições que propiciam a proliferação. "A composição química de seu veneno é altamente tóxica, e, por isso, é considerado um dos mais perigosos. Uma característica essencial desta espécie é a partenogênese, um tipo de reprodução sem a presença de um macho - que pode chegar até 50 filhotes por ano", comenta Fernando. Os escorpiões têm como presas as baratas, cupins, grilos e aranhas de pequeno porte. "Além da manutenção e higienização dos ambientes, a escolha de um produto adequado para o controle do escorpião é essencial. Quando identificada a presença desses animais, uma empresa de controle de pragas especializada deve ser chamada. A Bayer possui um Programa de Proteção, uma parceria com controladoras de pragas selecionadas para oferecer o melhor serviço para o consumidor", finaliza Fernando. Maiores dicas sobre o controle de pragas urbanas podem ser acessadas no http://www.bayer.com.br .

31 de março, 2020