Empresas elevam padrão ESG e impulsionam nota de corte do ISE B3

Com 90% das participantes melhorando seu desempenho, índice atinge maior exigência histórica e reforça papel estratégico no mercado de capitais
A B3, responsável pela operação da bolsa de valores brasileira, anunciou a nova carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3) para o ciclo de 2026, reunindo 69 companhias entre as 89 participantes do processo seletivo. O resultado evidencia não apenas a consolidação do índice como referência em práticas ESG no país, mas também o avanço consistente das empresas na incorporação de critérios ambientais, sociais e de governança em suas estratégias.
De acordo com os dados divulgados, aproximadamente 90% das empresas integrantes da nova carteira elevaram seu desempenho em relação ao ciclo anterior. O movimento resultou em uma nota de corte de 65,66 pontos — patamar superior à média dos últimos três ciclos em 5,26 pontos — indicando um amadurecimento progressivo do mercado em relação às exigências de sustentabilidade corporativa.
Criado em 2005, o ISE B3 figura como um dos primeiros índices ESG do mercado brasileiro. Sua metodologia baseia-se em um questionário estruturado que avalia o desempenho das companhias em múltiplas dimensões, incluindo gestão ambiental, responsabilidade social e práticas de governança. Além desses critérios, a composição da carteira considera requisitos como liquidez das ações, assegurando que o índice reflita tanto desempenho sustentável quanto relevância no mercado de capitais.
Para a diretora de Comunicação e Sustentabilidade da B3, Janaína Vilella, o índice cumpre um papel estratégico ao fomentar a evolução contínua das empresas. Segundo ela, o ISE B3 vai além de um indicador de desempenho, atuando como um mecanismo de estímulo à adoção de boas práticas e ao fortalecimento da transparência corporativa. Nesse contexto, também se consolida como uma ferramenta de apoio para investidores que buscam alinhar suas decisões a critérios ESG.
A edição de 2026 marca ainda um momento de transição. Este será o último ciclo baseado na metodologia atualmente vigente, que passa por um processo de revisão. A iniciativa busca atualizar os critérios do índice frente às transformações do ambiente de negócios e às crescentes demandas por transparência e padronização de informações. A B3 conduz esse processo de forma colaborativa com o mercado, com o objetivo de incorporar a evolução das práticas ESG e atender às expectativas de investidores e demais stakeholders.
O resultado completo das empresas participantes está disponível na plataforma ESG Workspace .










