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RESÍDUOS SÓLIDOS

Enfil traz tratamento térmico para o Brasil

A Enfil Controle Ambiental trouxe para o mercado brasileiro o sistema de tratamento térmico de resíduos sólidos, algo já muito utilizado na Europa. A incineração continua como parte do sistema, mas a principal novidade é a não emissão de gases tóxicos produzidos na combustão. A empresa explica que o calor decorrente da combustão do resíduo sólido urbano aquece um sistema de água desmineralizada. O vapor produzido alimenta turbinas responsáveis pela conversão de energia térmica em elétrica, que é repassada para a rede pública. “A incineração em si é capaz de reduzir o volume de resíduos em cerca de 90%, diminuindo drasticamente o total que chega aos lixões”, diz Diego Tarabini, Gerente de Desenvolvimento da Enfil. O profissional acrescenta ainda que o material residual poderia passar por um processo de triagem para separação de materiais recicláveis. “O tratamento térmico oferece uma maneira segura e comprovada para reduzir as quantidades de resíduos, atendendo às questões ambientais”. O sistema também trata os gases provenientes da incineração. Desta forma, o material particulado, NOx, SOx, dioxinas e furanos, mercúrio e outros componentes nocivos à saúde e ao meio ambiente são eliminados. O equipamento utilizado pela Enfil é fabricado pela alemã Steinmüller Babcock Environment, famosa no mercado internacional por suas soluções ecologicamente corretas. “A tecnologia que trouxemos ao Brasil é comprovadamente eficiente. O sistema de queima em grelha é utilizado há mais de 50 anos em dezenas de países da Europa”, diz Tarabini.

A Enfil Controle Ambiental trouxe para o mercado brasileiro o sistema de tratamento térmico de resíduos sólidos, algo já muito utilizado na Europa. A incineração continua como parte do sistema, mas a principal novidade é a não emissão de gases tóxicos produzidos na combustão. 
 
A empresa explica que o calor decorrente da combustão do resíduo sólido urbano aquece um sistema de água desmineralizada. O vapor produzido alimenta turbinas responsáveis pela conversão de energia térmica em elétrica, que é repassada para a rede pública. “A incineração em si é capaz de reduzir o volume de resíduos em cerca de 90%, diminuindo drasticamente o total que chega aos lixões”, diz Diego Tarabini, Gerente de Desenvolvimento da Enfil. O profissional acrescenta ainda que o material residual poderia passar por um processo de triagem para separação de materiais recicláveis. “O tratamento térmico oferece uma maneira segura e comprovada para reduzir as quantidades de resíduos, atendendo às questões ambientais”.
 
O sistema também trata os gases provenientes da incineração. Desta forma, o material particulado, NOx, SOx, dioxinas e furanos, mercúrio e outros componentes nocivos à saúde e ao meio ambiente são eliminados. 
 
O equipamento utilizado pela Enfil é fabricado pela alemã Steinmüller Babcock Environment, famosa no mercado internacional por suas soluções ecologicamente corretas. “A tecnologia que trouxemos ao Brasil é comprovadamente eficiente. O sistema de queima em grelha é utilizado há mais de 50 anos em dezenas de países da Europa”, diz Tarabini.

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ARTIGO
Com tecnologias, Brasil poderia transformar mais lixo em energia

Por Francisco Oliveira * A reciclagem energética, que consiste na transformação de resíduos sólidos (inclusive os não-recicláveis e orgânicos) em fontes de energias renováveis térmica e elétrica, tem sido cada vez mais utilizada em diversos países. Neste processo, os resíduos são queimados em um forno industrial em alta temperatura, fazendo com que os gases quentes sejam aspirados para uma caldeira de recuperação, onde é produzido vapor - que aciona o gerador. Em muitos casos, substitui a energia dos derivados do petróleo e gera menos gases do efeito estufa, associados ao aquecimento global. Porém, a queima do lixo no Brasil ainda não é vista como uma prática correta e limpa, pois, em tese, libera gases poluentes durante a operação - um equívoco muito grande porque tecnologias disponíveis, já há alguns anos, permitem o controle dessas emissões atmosféricas. E, diferentemente da incineração, garante uma ação extremamente segura para o meio ambiente, durante e depois da queima. Além dessa visão deturpada quanto à prática, a falta de investimentos, sejam eles de iniciativas privadas ou parcerias público-privadas (PPP), em tecnologias para a criação dessas usinas, é algo que preocupa e atrasa o sistema de reciclagem dos resíduos, impossibilitando a obtenção de grandes ganhos ambientais e sociais e a geração de riquezas por meio de um destino muito mais nobre, em vez do envio para os lixões - uma realidade triste e muito preocupante em nosso país. Segundo dados da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (ANACE), o Brasil tem potencial de gerar cerca de 3% da demanda nacional por eletricidade por meio da reciclagem energética. Mas, infelizmente, essa prática é quase inexplorada no país, fazendo com que deixemos de aproveitar uma fonte ambientalmente sustentável e praticamente permanente. Já de acordo com a Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos (ABREN), a tecnologia tem potencial de atrair R$ 145 bilhões em investimentos nos próximos 10 anos. As informações ainda revelam que, se uma fatia de 35% de todo o lixo descartado no País fosse destinada à geração de energia, o Brasil poderia produzir 1.300 GWh/mês. Enquanto isso, quase 2.500 usinas do tipo operam no mundo, sendo a China a maior produtora de energia térmica a partir do lixo, com 339 usinas e a Europa, com 522 em operação - a Alemanha, por exemplo, aboliu os aterros sanitários em função da reciclagem energética. As pessoas precisam entender que queimar não é destruir e, muito menos, ir contra a reciclagem. O grande desafio que enfrentamos é o equilíbrio econômico da cadeia de produtos, e o Brasil precisar agir, implementar tecnologias, investir e dar a devida atenção quanto ao descarte e destinação de resíduos. Falta conhecimento, investimento, responsabilidade ambiental e social. * Francisco Oliveira é Engenheiro civil e mestre em Mecânica dos Solos, Fundações, Geotecnia e sócio diretor da EPAL Engenheiros Associados

15 de março, 2021
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SANEAMENTO
A estratégia da Enfil para o setor

Há dois anos a Enfil, empresa com mais de 20 anos de mercado, especializada em soluções tecnológicas ambientais para ar, água (indústria e cidades) e solo, elegeu o setor de saneamento (tratamento de água e efluentes) como uma de suas prioridades, juntamente com os segmentos de gestão de resíduos e de áreas contaminadas. Franco Castellani Tarabini Jr., sócio-diretor da empresa, conta que a decisão se deu depois da empresa passar por um momento muito difícil em 2015 por conta de dois contratos que acabaram drenando significativamente seu caixa (no caso, os projetos de montagem realizados para as empresas OSX e o Complexo de Suape, da Petrobras, que não foram pagos). “Naquele momento optamos por não mais fazer montagem de obras civis para terceiros, apenas dando continuidade às obras de tratamento de água e efluentes, de tratamento de ar, com tecnologia própria, tudo para diminuir o risco. Resolvemos focar no ‘nosso negócio’. Vimos que não havia espaço para oferecermos o pacote inteiro”, relata Tarabini. Em 2014, a Enfil teve seu melhor ano de vendas, com faturamento de R$ 485 milhões, o que a ajudou a superar a crise. Em 2015, as vendas somaram apenas R$ 110 milhões, um quarto do faturamento do exercício anterior, isso sem perder muitos negócios – “foi um ano dramático”, conta o empresário. Em 2016, a conta deve fechar em R$ 180 milhões. Ainda assim, apesar de toda a situação vivida em 2015, a Enfil não deixou de entregar as obras, chegando inclusive a assumir impostos no lugar de seus clientes. Mas, com os últimos “soluços”, o lema da empresa que era o cronograma físico-financeiro, hoje é financeiro-físico. Dos R$ 180 milhões informados em 2016, R$ 120 milhões vieram do setor de saneamento, R$ 40 milhões da gestão de resíduos, R$ 20 milhões de papel e celulose e mais alguma coisa de petróleo e gás. Para 2017, a previsão da Enfil não foge muito desse valor, mas vai depender do mercado. As apostas continuam em saneamento (em valor), no setor de siderurgia (bons projetos) e na gestão de resíduos e papel e celulose. Cerca de R$ 250 milhões vão passar pelo caixa da empresa (faturados), acredita Tarabini. “Mas nossa principal aposta é o setor de saneamento, onde montamos uma equipe forte. Em nossa avaliação, é um mercado infinito, o que é bom e ruim. E pegamos o jeito de fazer – ao invés de ficar embaixo de grandes construtoras, vamos competir. Essa é a nossa estratégia”, indica Tarabini. Seguindo a nova diretriz, a Enfil entregou recentemente a expansão do tratamento de esgotos da Sanepar, uma ETE com capacidade para 2 m³/s. Nesse contrato, a empresa foi responsável pela construção, montagem e entrega de equipamentos – ou seja, o pacote completo. Outro projeto em curso é a ETE de Capivari, da Sanasa, em Campinas (SP), que deverá estar pronta até o fim de 2017 – com essa estação, a cidade deve atingir a marca de 100% de efluentes tratados. Na parte de água, a Enfil está construindo a Estação de Tratamento de Água de Pelotas, projeto que envolve as etapas de captação, condução, a própria estação e distribuição até um reservatório localizado em frente à Santa Casa de Pelotas. Um pouco atrasada, a obra deverá estar concluída até o fim de 2017 e um dos problemas que acabou influenciando no prazo de execução do projeto foram os diversos sítios arqueológicos encontrados da região. Para a Companhia de Saneamento do Distrito Federal a Enfil está fazendo a parte de condução da água potável para reservação e, em breve, deverá assinar o contrato para executar o tratamento de água da ETA Paranoá, com capacidade para 2,1 m³/s. “Com isso temos conseguido garantir nossa presença e competitividade no mercado”, salienta Tarabini, destacando ainda as parcerias firmadas com empresas como Augusto Veloso e Ônix, ambas com grande experiência no setor, como forma de reduzir riscos e levar para o segmento público a forte capacidade de gerenciamento conquistada pela Enfil na esfera industrial. No momento, a Enfil não pensa em atuar no setor através de PPP (Parceria Público-Privada) – “estamos descapitalizados”, explica o empresário, ressaltando a possibilidade de atuarem como “epecistas”, numa parcela minoritária para poder operar a planta. A modalidade BOT também não está no horizonte da empresa, “a não ser associado com um grupo que queira uma empresa de tecnologia como de fato somos e com capacidade de fazer crescer”, sinaliza o sócio-diretor da empresa. Mas como para toda regra há uma exceção, a Enfil considera participar de PPPs de projetos específicos, “que apresentem tecnologia diferenciada”, como a geração de energia a partir do lodo – “estamos considerando essa proposta, mas ainda falta fechar a equação”, diz Tarabini, ressaltando que existem muitas empresas interessadas nessa concorrência da Sabesp, mas que poucas dominam de fato a tecnologia. No início deste ano a Enfil implementou em sua estrutura um Conselho Administrativo com o objetivo de trazer uma nova visão sobre a gestão de empreendimentos. Além de excluir as obras civis de montagem que não são ambientais, a empresa optou por atuar mais fortemente em saneamento e na gestão de resíduos. O próximo passo será a operação e manutenção de Estações de Tratamento de Água e Efluentes, o que não significa entrar no Capex. Tarabini reforça que muitas prefeituras pequenas (até 50 mil habitantes) não conseguem o máximo rendimento de suas instalações por falta de conhecimento técnico. “Estamos nos estruturando para atuar nessa área, diretamente ou através de parceiros”, já considerando o pacote de medidas que o Governo Federal está estudando para a manutenção e operação “terceirizada” dessas estações. “Um levantamento feito em todas as plantas mostra o gasto de cada estação. É uma otimização que pode ser feita inclusive na área industrial. Muitas ETAs e ETEs são operadas sem qualquer critério. Quando se conhece a tecnologia e tem-se expertise no processo de tratamento, é possível tirar leite de pedra”, esclarece o executivo, informando ainda que para melhor aproveitar essas oportunidades, a Enfil está firmando um consórcio com uma empresa que, até o fim do ano, já deverá estar atendendo três municípios. Mercado industrial Desde a sua fundação, em 1994, a Enfil atua na área da indústria de base – com foco especialmente nos setores de mineração, metalurgia, siderurgia, papel e celulose, óleo e gás e energia, segmentos cuja demanda está concentrada nas áreas de tratamento de ar, água e resíduos. Embora o setor siderúrgico esteja atualmente numa situação deficitária, Tarabini relata que a Enfil tem atuado em alguns projetos, com volumes que variam entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões, e que continua apostando nesse mercado. Em energia, há uma termoelétrica no Sergipe que necessita de tratamento de água e outra em Pernambuco, que também necessita de um sistema de despoeiramento. Em papel e celulose, existem dois projetos no mercado, prestes a serem aprovados. “São áreas onde temos condição de fazer negócios”, sinaliza Tarabini. Quanto à gestão de resíduos, Tarabini lembra que há quatro anos, quando a Enfil começou a atual na área, o foco da empresa era o mercado imobiliário – “toda vez que se vende um terreno industrial, na transferência o vendedor ou o comprador tem que fazer a remediação da área. Isso nos trouxe um volume de negócios bem interessante”. Na sequência, outros segmentos viraram clientes desse setor: o siderúrgico, óleo e gás e refinarias. Atualmente, depois do acidente da Samarco, o setor de mineração é outro cliente potencial. Já a parte de waste-to-energy está difícil de emplacar, pois faltam garantias por parte do poder público. De acordo com Tarabini, o BNDES sinalizou com a criação de uma linha especifica, mas o problema não está somente no financiamento. Alguns fatores que tem impedido esse avanço é o baixo custo dos aterros no Brasil quando comparados à média mundial. E uma planta de waste-to-energy só se torna viável economicamente em cidades acima de 500 mil habitantes. É uma tecnologia cara que só é adotada quando não há outra escolha de disposição final. Mas, sem dúvida, é uma importante alternativa dentro de um leque de soluções conjuntas para tratar de forma ambientalmente os resíduos urbanos.

10 de fevereiro, 2017
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ENFIL
Faturamento é de R$ 290 milhões em 2014

A Enfil Controle Ambiental, empresa brasileira de soluções ambientais, registrou faturamento consolidado de R$ 290 milhões em 2014. “Mais importante do que a receita é a nossa carteira de pedidos, que assegura faturamento similar para este e o próximo ano, apesar da difícil situação do mercado. Acreditamos que esta perspectiva reflete a confiança na qualidade do trabalho que vimos executando há 20 anos”, diz Franco Tarabini Jr, sócio diretor da Enfil. Para os próximos anos, a Enfil projeta boas oportunidades em diversos segmentos, como papel & celulose, saneamento público, siderurgia, remediação de áreas contaminadas e óleo e gás. Na área de saneamento público, a Enfil prevê novas instalações de ultrafiltração, que são mais rápidas de construir, mais eficientes e ocupam menos espaço. A empresa instalou em 2014 sua primeira unidade de ultrafiltração em Bertioga (SP) para a Sabesp, visando fornecer água potável para consumo humano. O uso deste processo está apenas começando no Brasil, embora amplamente utilizado em países como Estados Unidos, Austrália, Canadá, Espanha, China, etc. “Identificamos também, no início de 2015 a oportunidade de transformar a SPE Central de Utilidades Rio, destinada originalmente à OSX, para atendimento também ao mercado de “água produzida” no mercado offshore, onde há grande demanda e para tratamento de água potável para as instalações offshore”, adiciona Tarabini Jr. Para a transformação da Central de Utilidades são necessários investimentos complementares para os quais a empresa está buscando um investidor estratégico ou financeiro por intermédio do banco Fator. A Enfil avalia também oportunidades de negócios na América do Sul onde já realizou projetos no Chile, Argentina e Peru.

19 de maio, 2015