Itaúsa avalia aporte de até R$ 1,5 bilhão na Aegea para ampliar investimentos em infraestrutura

Holding estuda participar de aumento de capital da concessionária e reforça sua estratégia de ampliar investimentos em infraestrutura no Brasil
A Itaúsa estuda realizar um novo aporte de capital na Aegea Saneamento, que poderá variar entre R$ 730 milhões e R$ 1,5 bilhão. A operação está vinculada a um possível aumento de capital da companhia de saneamento e reforça a estratégia da holding de ampliar sua participação em ativos de infraestrutura considerados estratégicos e com potencial de geração de valor no longo prazo.
De acordo com comunicado ao mercado, a decisão definitiva dependerá da estrutura final da operação e da aprovação dos órgãos de governança da Itaúsa. Caso seja confirmado o aporte máximo previsto, o investimento representará mais um passo da holding na consolidação de sua presença no setor de saneamento, considerado um dos segmentos prioritários para o desenvolvimento da infraestrutura brasileira.
A capitalização faz parte da estratégia da Aegea para fortalecer sua estrutura financeira, reduzir o nível de endividamento e ampliar a capacidade de participar de novos projetos e concessões públicas. A companhia propôs um aumento de capital entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2,1 bilhões por meio da emissão de até 37,9 milhões de novas ações ordinárias, proposta que será submetida à deliberação dos acionistas ainda neste mês.
Atualmente, a estrutura acionária da Aegea é composta pelo Grupo Equipav, com 52,11% de participação, pelo fundo soberano de Singapura GIC, com 34,62%, e pela Itaúsa, que detém 13,27% do capital. Os atuais acionistas terão prioridade na subscrição das novas ações, podendo ampliar suas participações de acordo com o exercício dos respectivos direitos.
Esta não é a primeira movimentação financeira dos acionistas em favor da companhia. No início deste ano, a Aegea recebeu um aporte de aproximadamente R$ 1,2 bilhão para apoiar sua expansão operacional. Na ocasião, a Itaúsa investiu cerca de R$ 418 milhões, enquanto o GIC respondeu pela maior parcela da capitalização.
O fortalecimento da estrutura de capital ocorre em um momento de expansão do setor de saneamento no Brasil, impulsionado pelo Novo Marco Legal do Saneamento e pelo avanço das concessões e parcerias público-privadas. Uma das maiores operadoras privadas do país, a Aegea tem ampliado sua atuação em diferentes estados por meio da gestão de serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, atendendo milhões de brasileiros.
Para a Itaúsa, o eventual investimento está alinhado à estratégia de alocação eficiente de capital e à diversificação de seu portfólio em setores essenciais da economia. A holding avalia que ativos de infraestrutura apresentam perspectivas de crescimento sustentável e geração recorrente de valor, especialmente diante da necessidade de ampliação dos investimentos em saneamento no país.












