SANEAMENTO

Pátria capta R$ 10 bi e planeja entrar no setor

A gestora Pátria concluiu captação de R$ 10 bilhões para um fundo voltado exclusivamente para a área de infraestrutura e planeja suas primeiras investidas no mercado de saneamento básico no Brasil. “Muito provavelmente, [no novo fundo] haverá investimento em saneamento no Brasil. Agora, não tenho respostas sobre qual será, quando virá e em qual formato. Mas estamos nos preparando, montando time, avaliando todas as oportunidades”, afirma Otavio Castello Branco, sócio de infraestrutura do grupo. 

A expectativa é que as mudanças no mercado venham com o tempo. “Com a aprovação do novo marco, não vai acontecer uma avalanche de investimentos. Alguns governos estão se mexendo, mas é um processo que demora anos”. A privatização de empresas, como Sabesp e Copasa, não parecem tão próximas, segundo Felipe Pinto, também sócio de infraestrutura do Pátria. “É um caminho que conseguimos enxergar, mas não nos próximos 12 a 18 meses. Talvez vejamos antes empresas menores vindo a mercado, no Norte, Nordeste, Centro-Oeste”, diz ele.

O fundo de R$ 10 bilhões é o quarto da gestora com foco apenas em infraestrutura. O primeiro, de 2006, deu origem à empresa que depois se tornou a CPFL Renováveis, de geração elétrica. O segundo, de 2011, levantou os recursos que criaram a Hidrovias do Brasil, de logística, e a Highline, de infraestrutura de telecomunicações. O terceiro, captado entre 2014 e 2015, levantou R$ 5,3 bilhões e garantiu a entrada do Pátria no segmento de data center e em concessões de rodovias, setor no qual o grupo se tornou um dos grandes operadores.

Do valor total de R$ 10 bilhões, aproximadamente 40% serão para três projetos: a Essentia Energia, novo braço de geração renovável do Pátria; os investimentos da concessão rodoviária de Piracicaba-Panorama, em São Paulo, conquistada pelo grupo em janeiro deste ano; e o terceiro é uma nova plataforma de infraestrutura para telecomunicações - a nova marca será lançada em breve, diz Castello Branco. O Pátria estuda a concessão da Ferrogrão, uma megaferrovia que demandará mais de R$ 8 bilhões de investimentos, ligando o Mato Grosso aos portos do Arco Norte. “É um projeto grande, importante. Ainda há muitas definições a serem feitas, temas complexos, mas é um setor que está no nosso escopo e estamos olhando”, afirma.

Artigos Relacionados

Escassez hídrica exige nova governança e ação integrada, apontam especialistas
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
Escassez hídrica exige nova governança e ação integrada, apontam especialistas

Debate promovido, em São Paulo, reúne especialistas do setor para discutir desafios da gestão da água, impactos das mudanças climáticas e caminhos para garantir segurança hídrica no Brasil

1 de abril, 2026
O paradoxo da água no Brasil
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
O paradoxo da água no Brasil

Falhas na infraestrutura e na gestão comprometem saúde pública, produtividade e o uso eficiente dos recursos hídricos no país

1 de abril, 2026
Governança e Saneamento no Vale do Ribeira
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
Governança e Saneamento no Vale do Ribeira

A gestão dos recursos hídricos no Brasil fundamenta-se em um modelo descentralizado e participativo, tendo nos Comitês de Bacias Hidrográficas sua expressão máxima de governança. Na UGRHI 11 o CBH-RB concilia a preservação da Mata Atlântica com desenvolvimento socioeconômico.

1 de abril, 2026
O futuro do saneamento passa pela inovação e ele já está em curso
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
O futuro do saneamento passa pela inovação e ele já está em curso

Entre desafios estruturais e avanços tecnológicos, o Brasil acelera a modernização do setor com foco em eficiência, universalização e qualidade de vida.

1 de abril, 2026
Ranking do Saneamento 2026 mostra contraste entre eficiência e atraso no país
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
Ranking do Saneamento 2026 mostra contraste entre eficiência e atraso no país

Estudo aponta avanços em municípios mais estruturados e reforça a urgência de ampliar investimentos para universalização até 2033

1 de abril, 2026
Risco climático no Brasil: por que desastres vão além do clima
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
Risco climático no Brasil: por que desastres vão além do clima

A interação entre eventos extremos, ocupação urbana e desigualdade social amplia impactos e desafia políticas públicas

1 de abril, 2026
ESG no Saneamento: tendência ou obrigação?
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
ESG no Saneamento: tendência ou obrigação?

1 de abril, 2026
Universalização do saneamento e impactos sociais: segurança jurídica, investimento e transformação estrutural
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
Universalização do saneamento e impactos sociais: segurança jurídica, investimento e transformação estrutural

1 de abril, 2026