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RECURSOS HÍDRICOS

Santa Catarina adere ao Pacto pela Governança da Água

Santa Catarina adere ao Pacto pela Governança da Água

O estado de Santa Catarina aderiu ao Pacto pela Governança da Água, proposto pela ANA

O estado de Santa Catarina aderiu ao Pacto pela Governança da Água, proposto pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) para a cooperação entre governo federal e estadual na gestão de recursos hídricos. O estado passa a ser o 23º a ratificar o compromisso. Participaram da assinatura do acordo o Governador do Estado, Jorginho Mello, o Ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes e o diretor-presidente da CASAN (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento), Edson Moritz.

O Pacto pela Governança da Água tem três objetivos específicos de atuação. O primeiro é o de aprimorar a gestão de recursos hídricos de bacias hidrográficas. Para isso, União e estados compartilham informações e atividades em uma série de ações, como o Cadastro Nacional de Usuários de Recursos Hídricos (CNARH), que integra os dados dos usuários de água de domínio federal e estadual, e o Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH), que é um banco de dados para gestão de águas. Ambos são coordenados pela ANA e alimentados em parceria com os estados participantes. O segundo ponto é a regulação dos serviços de saneamento, de acordo com o Marco Legal do Saneamento Básico. A partir do Pacto, a ANA intensifica o apoio às entidades reguladoras de saneamento básico infranacionais (municipais, intermunicipais, distrital e estaduais) e promove cursos e seminários de capacitação para o cumprimento das metas de regulação previstas no Marco.

O último ponto do Pacto pela Governança da Água tem como foco os mecanismos de gestão, operação e manutenção da infraestrutura hídrica, de acordo com a Política Nacional de Segurança de Barragens. Desta forma, ANA e estados passam a ter um alinhamento na fiscalização, organização de atividades de capacitação e assinatura de contratos de recursos financeiros com os fiscalizadores que cumprirem metas.


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A Agência Nacional de Águas (ANA) realizou, dia 2 de julho, o webinar ‘O que muda para o setor de saneamento com a aprovação do novo Marco Legal do Saneamento Básico pelo Congresso Nacional?’. A diretora-presidente da ANA, Christianne Dias, e o secretário nacional de Saneamento do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Pedro Maranhão, responderam perguntas sobre os próximos passos a partir da aprovação do novo Marco Legal, enviadas por parte das 615 pessoas que acompanharam o webinar. Christianne explicou que a ANA irá trabalhar em parceria com as agências subnacionais (municipais, intermunicipais, distrital e estaduais) que regulam o setor de saneamento para que haja um ambiente regulatório atrativo para novos investimentos na área. “A ANA não está tomando o lugar de ninguém. Pretendemos trabalhar com bastante parceria com as agências subnacionais e num ambiente regulatório com normas claras e respeitando as peculiaridades regionais”, afirmou. Ela explicou ainda como será a atuação na regulação simultânea dos recursos hídricos de domínio da União (interestaduais, transfronteiriços e reservatórios federais) e do saneamento. “A ANA vai absorver as novas competências, sendo apenas uma ANA, que olha para o ciclo hidrológico como um todo e ciente de que boa parte da poluição vem dos esgotos sem tratamento”, concluiu. A diretora-presidente comentou que a ANA está à procura de novos cargos comissionados e do remanejamento de servidores públicos com expertise no tema de outros órgãos para compor a estrutura de pessoal para regular adequadamente o saneamento. A ANA também aproveitará seus servidores com conhecimento sobre saneamento e ainda solicitou concurso público junto ao Ministério da Economia para o preenchimento de 101 cargos. Para o secretário de Saneamento do MDR, Pedro Maranhão, o novo Marco Legal tem a universalização dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e drenagem de águas pluviais como alvo. “O Marco não é para privatizar, mas para universalizar o saneamento. Com ele, o saneamento vai deslanchar”, destacou.

6 de julho, 2020