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ENERGIAS LIMPAS

São Paulo quer geração com bicicletas

O vereador Rinaldi Digilio apresentou projeto de lei nº 142/2017, que propõe a criação do Programa Municipal Pedalando e Gerando Energia Limpa em São Paulo. O objetivo da proposta é promover a implantação e instalação de bicicletas ergométricas geradoras de energia elétrica nas chamadas academias ao ar-livre, existentes em praças e parques da capital paulista. A medida que são pedaladas, essas bicicletas produzem energia elétrica limpa que pode ser utilizada ou armazenada. As ‘magrelas’ podem produzir de 50 até 500 watts por hora de uso, variando de acordo com o modelo ou fabricante, mas com capacidade de alimentar a recarga de 100 celulares, dez notebooks ou cinco Tvs Led de 32” funcionando durante uma hora. Além de incentivar a prática esportiva, o projeto quer economizar recursos públicos com a energia limpa gerada pelos equipamentos para, por exemplo, alimentar as lâmpadas dos espaços onde elas seriam instaladas. Em 2015, os paulistanos pagaram R$ 313 milhões para a Prefeitura de São Paulo, por meio da Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (Cosip), cobrada por meio das contas de energia elétrica e que serve para custear serviços de manutenção, ampliação e também o consumo de energia elétrica dos postes da capital paulista. Somente com consumo, ou seja, gasto com energia elétrica para alimentar a iluminação pública, incluindo a de parques e praças, a Prefeitura pagou R$ 183 milhões para a AES Eletropaulo em 2015. Foram consumidos cerca de 540 milhões de kilowatts/hora. "Não há combinação melhor do que incentivar a prática de exercícios físicos e gerar energia elétrica para sua cidade ao mesmo tempo. Energia elétrica limpa, que pode gerar redução de custos para a Prefeitura, pois parece que não, mas os cidadãos pagam e caro pela iluminação pública, muitas vezes, de forma estimada. Se em escala reduzida, esses equipamentos conseguirem suprir entre 10% a 25% da energia elétrica dos pontos onde forem implantadas será um ganho inestimável", disse o vereador Rinaldi Digilio.

O vereador Rinaldi Digilio apresentou projeto de lei nº 142/2017, que propõe a criação do Programa Municipal Pedalando e Gerando Energia Limpa em São Paulo. O objetivo da proposta é promover a implantação e instalação de bicicletas ergométricas geradoras de energia elétrica nas chamadas academias ao ar-livre, existentes em praças e parques da capital paulista.

A medida que são pedaladas, essas bicicletas produzem energia elétrica limpa que pode ser utilizada ou armazenada. As ‘magrelas’ podem produzir de 50 até 500 watts por hora de uso, variando de acordo com o modelo ou fabricante, mas com capacidade de alimentar a recarga de 100 celulares, dez notebooks ou cinco Tvs Led de 32” funcionando durante uma hora. Além de incentivar a prática esportiva, o projeto quer economizar recursos públicos com a energia limpa gerada pelos equipamentos para, por exemplo, alimentar as lâmpadas dos espaços onde elas seriam instaladas.

Em 2015, os paulistanos pagaram R$ 313 milhões para a Prefeitura de São Paulo, por meio da Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (Cosip), cobrada por meio das contas de energia elétrica e que serve para custear serviços de manutenção, ampliação e também o consumo de energia elétrica dos postes da capital paulista. Somente com consumo, ou seja, gasto com energia elétrica para alimentar a iluminação pública, incluindo a de parques e praças, a Prefeitura pagou R$ 183 milhões para a AES Eletropaulo em 2015. Foram consumidos cerca de 540 milhões de kilowatts/hora. "Não há combinação melhor do que incentivar a prática de exercícios físicos e gerar energia elétrica para sua cidade ao mesmo tempo. Energia elétrica limpa, que pode gerar redução de custos para a Prefeitura, pois parece que não, mas os cidadãos pagam e caro pela iluminação pública, muitas vezes, de forma estimada. Se em escala reduzida, esses equipamentos conseguirem suprir entre 10% a 25% da energia elétrica dos pontos onde forem implantadas será um ganho inestimável", disse o vereador Rinaldi Digilio.

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MOBILIDADE URBANA
PL quer incentivar elétricos e híbridos

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou, no início de março, um projeto de lei, de autoria do deputado estadual Emidio de Souza (PT), que autoriza o Governo de São Paulo a estabelecer uma política estadual de incentivo ao uso de veículos elétricos e híbridos. O PL n°1256/2019 foi enviado para a sanção do governador e tem impactos positivos para o meio ambiente, ao reduzir os problemas provocados pelos carros à combustão. "Espero que o governador João Doria tenha sensibilidade e sancione o projeto, beneficiando todo o estado com diminuição da poluição e a consequente melhora do meio ambiente e da qualidade de vida da população", diz o deputado. O PL prevê ainda zerar a tributação de IPVA cabível ao Estado a carros elétricos, além de reduzir pela metade a tributação do imposto sobre carros híbridos pelos próximos cinco anos. "Essa proposta se alinha com práticas internacionais modernas e garante desenvolvimento econômico e proteção ao meio ambiente", justifica o parlamentar. Ainda está prevista a abertura de uma linha de crédito prioritária para incentivo à produção de veículos movidos à propulsão elétrica e híbridos. Na justifica do projeto, Emidio argumenta que diversos países têm incentivado a produção e o consumo de veículos de energia limpa e que tais políticas têm se mostrado extremamente viáveis ante os grandes avanços tecnológicos. "A proposta apresentada vai ao esteio de diversas experiências bem sucedidas em vários países que optaram por veículos movidos à base de energia renovável", explica. O projeto ainda fixa metas para que o Governo de São Paulo substitua sua frota de carros à combustão por veículos de energia limpa. Segundo a proposta, o governo tem até 2025 para fazer com que 10% da frota da PM, da Polícia Civil e do Detran sejam de veículos elétricos e que 5% da frota de transporte coletivo intermunicipal também seja movida a energia renovável. O Estado teria até 2035 para substituir 90% da sua frota por veículos de propulsão elétrica.

22 de março, 2021
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ARTIGO
Com tecnologias, Brasil poderia transformar mais lixo em energia

Por Francisco Oliveira * A reciclagem energética, que consiste na transformação de resíduos sólidos (inclusive os não-recicláveis e orgânicos) em fontes de energias renováveis térmica e elétrica, tem sido cada vez mais utilizada em diversos países. Neste processo, os resíduos são queimados em um forno industrial em alta temperatura, fazendo com que os gases quentes sejam aspirados para uma caldeira de recuperação, onde é produzido vapor - que aciona o gerador. Em muitos casos, substitui a energia dos derivados do petróleo e gera menos gases do efeito estufa, associados ao aquecimento global. Porém, a queima do lixo no Brasil ainda não é vista como uma prática correta e limpa, pois, em tese, libera gases poluentes durante a operação - um equívoco muito grande porque tecnologias disponíveis, já há alguns anos, permitem o controle dessas emissões atmosféricas. E, diferentemente da incineração, garante uma ação extremamente segura para o meio ambiente, durante e depois da queima. Além dessa visão deturpada quanto à prática, a falta de investimentos, sejam eles de iniciativas privadas ou parcerias público-privadas (PPP), em tecnologias para a criação dessas usinas, é algo que preocupa e atrasa o sistema de reciclagem dos resíduos, impossibilitando a obtenção de grandes ganhos ambientais e sociais e a geração de riquezas por meio de um destino muito mais nobre, em vez do envio para os lixões - uma realidade triste e muito preocupante em nosso país. Segundo dados da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (ANACE), o Brasil tem potencial de gerar cerca de 3% da demanda nacional por eletricidade por meio da reciclagem energética. Mas, infelizmente, essa prática é quase inexplorada no país, fazendo com que deixemos de aproveitar uma fonte ambientalmente sustentável e praticamente permanente. Já de acordo com a Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos (ABREN), a tecnologia tem potencial de atrair R$ 145 bilhões em investimentos nos próximos 10 anos. As informações ainda revelam que, se uma fatia de 35% de todo o lixo descartado no País fosse destinada à geração de energia, o Brasil poderia produzir 1.300 GWh/mês. Enquanto isso, quase 2.500 usinas do tipo operam no mundo, sendo a China a maior produtora de energia térmica a partir do lixo, com 339 usinas e a Europa, com 522 em operação - a Alemanha, por exemplo, aboliu os aterros sanitários em função da reciclagem energética. As pessoas precisam entender que queimar não é destruir e, muito menos, ir contra a reciclagem. O grande desafio que enfrentamos é o equilíbrio econômico da cadeia de produtos, e o Brasil precisar agir, implementar tecnologias, investir e dar a devida atenção quanto ao descarte e destinação de resíduos. Falta conhecimento, investimento, responsabilidade ambiental e social. * Francisco Oliveira é Engenheiro civil e mestre em Mecânica dos Solos, Fundações, Geotecnia e sócio diretor da EPAL Engenheiros Associados

15 de março, 2021
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EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
EDP disponibiliza R$ 4 milhões para projetos

A EDP abriu inscrições para Chamada Pública de Projetos de Eficiência Energética (CPP 001/2020). Ao todo, a companhia disponibilizará R$ 4 milhões para o incentivo de projetos que tenham como objetivo a conservação e o uso racional da energia elétrica na área de concessão, e que serão aplicados pela Distribuidora no próximo ano. As Inscrições podem ser feitas pelo site www.edp.com.br até o dia 12 de fevereiro de 2021. A EDP é distribuidora de energia elétrica de Guarulhos, Alto Tietê, Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo. As iniciativas devem abranger benefícios públicos e/ou privados e promover a transformação por meio da eficiência energética, estimulando o desenvolvimento de novas tecnologias e a criação de hábitos e práticas racionais de uso da energia elétrica. O projeto pode beneficiar ações de pessoas físicas e jurídicas que tenham como objetivo a melhoria ou a substituição de instalações na rede elétrica, equipamentos e sistemas de controle de uso de eletricidade, a fim de reduzir o consumo de energia em residências, comércio, indústrias, prédios públicos e particulares, hospitais públicos e entidades beneficentes, iluminação pública, entre outros. Uma comissão julgadora formada por colaboradores da EDP avaliará os projetos, que serão analisados segundo critérios estabelecidos no edital da CPP 001/2020. A Chamada Pública é uma iniciativa do Programa de Eficiência Energética – PEE da EDP em São Paulo, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

7 de dezembro, 2020
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ENERGIA FOTOVOLTAICA
Nova lei em SP incentiva uso

Com base nas legislações de Palmas (TO) e do estado norte-americano da Califórnia, uma nova lei de incentivo ao uso de energia solar deve ser aprovada em São Paulo. A expectativa é que a nova lei seja aprovada ainda no 1º semestre de 2019 para vigorar como decreto-lei em 2020. “O uso de energia solar térmica, para aquecimento de água, já existe. O que está na ordem do dia é a energia fotovoltaica para a geração de eletricidade, que poderá ser compartilhada na rede sempre que houver excedente”, diz Douglas Messina, técnico do Laboratório de Instalações Prediais e Saneamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Segundo Messina o objetivo da nova lei não é obrigar, mas incentivar o uso da energia solar na capital paulista. Por meio de descontos em tributos como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), ou outorga para a ampliação da área construída urbana, o município irá fomentar empresas do segmento e usuários, envolvendo toda a cadeia produtiva. “A universidade dará apoio oferecendo cursos em projetos e em instalações, enquanto o IPT será o órgão certificador de produtos para assegurar sua qualidade”, explica ele. Para o presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Lopes Sauaia, é hora de apertar o passo: “O poder público demorou a identificar a energia solar como oportunidade para o desenvolvimento. Isso vem mudando e a própria população começou a cobrar. O Brasil produz menos de 1% desse tipo de energia e precisamos avançar por meio de políticas de incentivo”.

8 de maio, 2019
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ENERGIA SOLAR
São Paulo apoia pequenas empresas

A Secretaria de Energia e Mineração e a Agência de Desenvolvimento Paulista (Desenvolve SP) firmaram um acordo de cooperação com o objetivo de facilitar o acesso das pequenas e médias empresas ao financiamento de longo prazo para projetos de geração de energia solar fotovoltaica no estado de São Paulo. A Secretaria responderá pela análise e orientação técnica dos projetos que a Desenvolve SP receber para a implantação de sistemas de mini e microgeração distribuída e de energia fotovoltaica. “As fontes renováveis são as energias do futuro. O Governo de São Paulo já isentou a cadeia produtiva da indústria solar e agora dá mais um passo no fomento à geração fotovoltaica no Estado”, destaca o secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles. Em contrapartida, a Desenvolve SP espera ampliar a geração de energia solar no estado. “São Paulo importa de outros estados cerca de 60% da energia elétrica que consome. Com essa parceria, queremos diminuir essa dependência, ajudando as empresas paulistas a adaptarem seus sistemas e a gerarem ao menos parte da sua própria energia, tornando-as mais eficientes e competitivas”, diz Álvaro Sedlacek, presidente da Desenvolve SP. A Desenvolve SP oferece a Linha Economia Verde para o desenvolvimento de projetos de eficiência energética. A linha ajuda a financiar a compra de equipamentos, instalação dos mesmos para a produção de energia renovável, - como placas solares, aerogeradores, caldeiras a biomassa, equipamentos para pequena central hidrelétrica, biogás de aterro, entre outros itens. A taxa de juros parte de 0,17% ao mês (+Selic) e o prazo é de até 10 anos, incluso o período de carência. Para acessar a linha de financiamento da Desenvolve SP, o projeto deve estar adequado à resolução normativa 482 da Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica, de 17/04/2012 e suas alterações (517/2012, 687/2015 e 786/2017). A cooperação terá vigência pelo prazo de cinco anos. O Governo paulista quer popularizar a energia solar fotovoltaica e, para isso, vem incentivando a instalação de novos sistemas pela indústria, comércio e principalmente pela população em suas residências. “Popularizar a geração distribuída, ampliar a segurança energética e simplificar o modelo regulatório para reduzir os custos da energia para a população. Esse é o desafio”, explica o subsecretário de Energias Renováveis, Antonio Celso de Abreu Junior.

15 de junho, 2018
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EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
EDP realiza Chamada Pública de projetos

A EDP São Paulo iniciou a edição 2017 da Chamada Pública de Projetos para propostas voltadas à eficiência energética nos 28 municípios de sua área de concessão. Serão disponibilizados R$ 4,9 milhões para incentivar projetos com o objetivo promover a conservação e o uso racional da energia elétrica, e que serão aplicados pela EDP no próximo ano. Os projetos devem abranger benefícios públicos e privados, promovendo a transformação por meio da eficiência energética, estimulando o desenvolvimento de novas tecnologias e a criação de hábitos e práticas racionais de uso da energia elétrica. A Chamada Pública da EDP beneficia ações de pessoas jurídicas que visem à melhoria ou substituição de instalações na rede, equipamentos e sistemas de controle de uso de eletricidade, afim de reduzir o consumo de energia em residências, comércio, indústrias, prédios públicos e particulares, iluminação pública, entre outros. Maiores informações podem ser obtidas no site www.edp.com.br . Os interessados devem submeter suas inscrições no portal, onde também é possível acessar o edital da Chamada Pública e o formulário para adesão. Os projetos serão avaliados por uma comissão julgadora formada por colaboradores da empresa, que irão analisar conforme critérios estabelecidos no edital publicado. O link direto da Chamada Pública - informações, edital e inscrição de projeto: https://edpsp.gestaocpp.com.br/GPROP/PORTAL/INDEX

24 de novembro, 2017
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MOBILIDADE
Cine Pedal tem 1ª edição no Brasil

Idealizado pela produtora Inffinito a 1ª edição do Cine Pedal Brasil acontece entre os dias 14 de maio e 19 de junho nas cidades de Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O festival itinerante vai exibir longas-metragens e realizar debates sobre mobilidade e meio ambiente com os participantes. Com objetivo de incentivar a mobilidade, os filmes são exibidos em praças públicas o projeto ocupa praças públicas a partir da energia gerada por meio de bicicletas. O Cine Pedal Brasil acontece sempre aos sábados e domingos em cada cidade. O público interessado em participar pedalando e gerando energia deve se inscrever no local do evento. Além da exibição dos filmes e dos diálogos com especialistas, o evento conta com um DJ convidado. “Acreditamos na utilização do audiovisual como ferramenta de transformação e conscientização. Queremos difundir o conhecimento sobre energias renováveis e fomentar a conscientização sobre o meio ambiente e a promoção de atitudes sustentáveis. Também desejamos incentivar o uso da bicicleta como alternativa ecológica e saudável de transporte nas cidades para contribuir com o aumento da mobilidade urbana” explica Adriana L. Dutra, Diretora do evento. A infraestrutura do Cine Pedal Brasil conta com 10 bicicletas fixas e 10 bases onde o público poderá encaixar suas próprias bikes, que podem ser qualquer modelo, desde infantis até adultos. O festival também disponibiliza um pedal manual, que pode ser utilizado por cadeirantes, crianças e idosos. Ao serem pedaladas, as bicicletas produzirão a energia motriz , que será recebida por um equipamento condensador, que alinhará toda a energia gerada e que, em seguida, a redistribuirá para o projetor e para os equipamentos de som e iluminação utilizados no evento. É necessário no mínimo 1300 watts para o cine itinerante funcionar. A energia produzida pelos participantes voluntários também poderá ser utilizada no carregamento de dispositivos eletrônicos do público presente.

20 de abril, 2016
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POLUIÇÃO
Bionergia e mobilidade urbana sustentável

Por Reinaldo Dias* A poluição do ar é um problema grave nas grandes cidades e que afeta a saúde e o bem-estar humano, causando milhares de mortes anualmente no Brasil. Relatório da Organização Mundial da Saúde – OMS divulgado no final do ano passado indica que no mundo todo as emissões de poluentes no ar provocam a morte de 7 milhões de pessoas por ano, além de contribuir para as mudanças climáticas. Somente no Estado de São Paulo morreram em 2011 mais de 15.000 pessoas, o que representa o dobro do número de óbitos por acidentes de transito de acordo com estudo apresentado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade no segundo semestre de 2015. O mesmo estudo aponta que a má qualidade do ar atinge a todos indistintamente diminuindo a expectativa de vida em 1,5 ano. A principal fonte de poluição do ar nos grandes centros urbanos é a emissão de gases produzida pela utilização de combustíveis fósseis, principalmente o óleo diesel, que gera gases nocivos à saúde como o monóxido de carbono (CO), o dióxido de enxofre (SO2), dióxido de nitrogênio (NO2) e material particulado que causam inúmeras doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer do pulmão entre outras. Uma vez constatada a gravidade da situação, há medidas que podem ser adotadas para aliviar a pressão dos gases sobre o clima e a saúde humana. Uma das medidas mais efetivas e de curto prazo para enfrentar o problema está na diminuição da utilização dos combustíveis fósseis como alternativa energética predominante na movimentação da frota de veículos e a sua substituição gradativa por fontes renováveis como a bioenergia gerada a partir de biomassas como o álcool e o biodiesel. No Brasil as medidas são ainda tímidas diante da gravidade do problema. Está em vigor a obrigatoriedade de percentual de 7% de biodiesel a ser acrescido ao óleo fóssil, numa mistura conhecida como B7. Em comparação, Londres terá um terço da frota de ônibus operando com diesel verde B20, feito a partir de mistura de diesel com biodiesel renovável, gerado a partir de resíduos como óleo de cozinha usado e sebo da indústria de processamento de carne. Notícia positiva é que a partir deste ano o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) autorizou o uso voluntário de biodiesel em quantidades superiores ao percentual obrigatório. Ao abrir essa possibilidade fica aberta a perspectiva de utilização do diesel verde – óleo de soja, por exemplo – quando seu preço for competitivo. Embora positiva há um aspecto que deve ser considerado, qual seja, é que os problemas causados pela poluição ficam atrelados a uma abordagem meramente econômica, custo baixo dos combustíveis renováveis. Nesse sentido a medida é claramente insuficiente e não atende a necessidade de evitar a permanência da mortandade causada pela poluição. A questão da poluição do ar deve estar, prioritariamente, vinculada à preservação da saúde pública e a qualidade de vida. Neste contexto, as ações devem ser mais incisivas por parte o Estado. Trata-se de salvar vidas, não se justificando a adoção de medidas tímidas e paliativas. Há óleo verde em quantidades suficientes, pois segundo a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (ABIOVE), as usinas de biodiesel do Brasil operam com 40 por cento de ociosidade. Além disso, o potencial de expansão das culturas de biodiesel é enorme. Há que se considerar, ainda, que além do biodiesel o país tem outros componentes da biomassa em abundância e que podem ser utilizados para diminuir a contaminação do ar. Entre os mais acessíveis está a utilização do álcool misturado com combustíveis fósseis e a utilização do óleo de cozinha, que ao ser reciclado deixa de contaminar cerca de 20 mil litros de água. O aumento da utilização da bioenergia deve, portanto, priorizar o social e o ambiental, sem desconsiderar o aspecto econômico. Para que isso ocorra, e o bem comum prevaleça, o Estado tem papel fundamental na regulação da atividade, pois o livre jogo do mercado não contabiliza as mortes e doenças provocadas pela poluição. * Reinaldo Dias é professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, campus Campinas. Doutor em Ciências Sociais e Mestre em Ciência Política pela Unicamp. É especialista em Ciências Ambientais.

17 de fevereiro, 2016