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SANEAMENTO

Segundo Abcon, setor privado serve 52 milhões de pessoas

Segundo Abcon, setor privado serve 52 milhões de pessoas

Estudo constatou um aumento de 203% no número de municípios atendidos pelos operadores privados

A ABCON SINDCON, associação das operadoras privadas de saneamento, divulgou o Panorama da Participação Privada no Saneamento com os dados atualizados da presença da participação privada no setor. O estudo constatou um aumento de 203% no número de municípios atendidos pelos operadores privados, desde 2020. A iniciativa privada atua como operadora – de forma exclusiva ou em parceria com companhias públicas – em 881 cidades, ou 15,8% dos municípios brasileiros (em 2020, eram 389 municípios). Já, dentre as preocupações do setor privado em relação ao setor, estão a aceleração de investimentos para reduzir a desigualdade no acesso aos serviços de água e esgoto no País.

O Panorama da Participação Privada no Saneamento mostrou que 75,3% das pessoas sem conexão à rede de água vivem com até um salário-mínimo. Em compensação, a tarifa social está crescendo entre os operadores privados: uma a cada dez economias ativas (contas de água) das empresas privadas de saneamento seguem a tarifa social (são 10,5% hoje e eram 4,1% em 2020). O segmento privado foi o que mais avançou nos últimos anos na concessão desse benefício de inclusão social.

Atualmente, 52 milhões de pessoas são beneficiadas com saneamento básico por meio da iniciativa privada. Mesmo com a presença em apenas 15,8% dos municípios, as operações privadas investiram R$ 5,9 bilhões em 2022, o que corresponde a 27% do total investido pelos operadores do setor. “Após quatro anos em vigor, o marco legal do saneamento já conseguiu incrementar investimentos e promover avanços importantes. Mas ainda temos grandes desafios pela frente até a universalização dos serviços de água e esgoto até 2033, prevista pelo marco legal. Esse avanço será de grande impacto social e econômico, portanto, saneamento precisa ser considerado uma prioridade nacional, inclusive no âmbito da reforma tributária, que está em fase de regulamentação no Congresso”, comenta a diretora-executiva da ABCON SINDCON, Christianne Dias.

Com a entrada em vigor da Lei 14.026/20, já ocorreram 45 leilões em 19 estados, em todas as regiões, e com R$ 103, 9 bilhões de investimentos contratados e outorgas. Ao todo, 32,4 milhões de pessoas foram beneficiadas, em 597 municípios. Em 2022, o investimento do setor atingiu R$ 22,46 bilhões ante R$ 18,3 bilhões do ano anterior. E a expectativa é que 2023 tenha registrado novo aumento de investimentos (R$ 26,8 bilhões).

No primeiro triênio passado sob as regras do marco legal, de 2020 a 2022, o investimento médio foi de R$ 19 bilhões, acima do registrado no triênio anterior (2017 a 2019), quando houve investimento médio de R$ 16,7 bilhões. O levantamento mostrou ainda que cresceu o número de contratações entre as concessionárias privadas: em 2022, foi observado um saldo positivo de 9,4 mil pessoas contratadas, um crescimento de 4% do total de empregos diretos e terceirizados no segmento. O Panorama da Participação Privada no Saneamento é o anuário atualizado com o perfil e o desempenho da atividade das concessionárias em todo o Brasil. A publicação traz ainda dezenas de exemplos de concessões privadas bem-sucedidas, de Norte a Sul do país, e reúne os dados compilados pelo sistema de informações da ABCON SINDCON, o SPRIS, em contraste com outros indicadores do setor, com destaque para o SNIS, Serviço Nacional de Informações sobre o Saneamento. A publicação está disponível no portal da entidade (http://abconsindcon.com.br).

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Setor privado responde por 6% do setor

Segundo estudo lançado pela ABCON/SINDCON, entidade que reúne os operadores privados de saneamento no Brasil, atualmente apenas 325 municípios contam com algum investimento privado. Em 2018, as concessões e parcerias público-privadas (PPP’s) estavam presentes em 322 cidades. O resultado mostra que o segmento privado tem apenas 6% de participação no saneamento, enquanto as companhias estaduais detêm 70% e as companhias municipais, 24%. A iniciativa privada investiu R$ 1,98 bilhão em serviços de água e esgoto em 2017, ou 18,1% do total investido pelo setor de saneamento naquele ano (R$ 10,9 bilhões). Os números revelam que as concessionárias privadas e PPP’s mantêm participação próxima de 20% dos recursos aplicados no setor, mesmo estando presentes em apenas 6% das cidades brasileiras. Com a MP º 868 em debate no Congresso Nacional, a expectativa é que a participação privada aumente substancialmente, já que o setor reduziu o investimento geral, de R$ 11,7 bilhões em 2016 para R$ 10,9 bilhões em 2017, o que representa um decréscimo de 7,8%. Até 2033, o setor precisa atender uma demanda de mais de 100 milhões de pessoas que não possuem tratamento de esgoto. Hoje, seriam necessários R$ 22 bilhões anuais para alcançar a universalização do setor, conforme prevê o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB). A iniciativa privada possui R$ 37 bilhões em investimentos comprometidos em concessões e PPPs, o que equivale a quase quatro vezes a média total investida pelo setor nos últimos anos. Pela primeira vez, o traz um comparativo de investimento em todos os estados onde a iniciativa privada possui concessões ou PPPs de saneamento. O resultado comprovou a maior efetividade dos investimentos privados, o que o SNIS – Sistema Nacional de Informações de Saneamento já havia detectado em seu diagnóstico, divulgado em março. Segundo a ABCON, com base em números do SNIS e do SPRIS (Sistema de Informações do Segmento Privado do Setor Saneamento), a cobertura de água e esgoto entre as concessionárias privadas é superior à média nacional. No caso da água, essa média é de 92,98% em áreas urbanas, mas nos municípios atendidos pelas concessionárias privadas chega a 94,68%. Para coleta de esgoto, a média nacional é de 58,04%, enquanto a média entre as empresas privadas chega a 63,74%.

2 de maio, 2019
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Iniciativa privada continua com 6%

De acordo com a última edição do Panorama da Iniciativa Privada no Saneamento, publicado pelas entidades Abcon e Sindcon (Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto) e lançado dia 9 de abril, em São Paulo, o número de contratos e a presença destes prestadores de serviços nos municípios permaneceu praticamente a mesma nos últimos dois anos – em 2016 um total de 322 cidades do Brasil contavam com atendimento parcial ou pleno em seus serviços de água e esgoto, o que significa uma participação de 5,78%. Em 2017, apenas dois novos contratos foram conquistados: a subconcessão de água e esgoto de Teresina (PI) e a concessão plena de Casa Branca (SP). O número total de contratos firmados é de 266, considerando todas as modalidades (concessões plenas, parciais, PPPs, entre outros modelos). O anuário ressalta ainda que o investimento total do setor de saneamento – dominado pelos serviços públicos (companhias estaduais ou municipais) – caiu de R$ 14,9 bilhões em 2014 para R$ 13,45 em 2015 e para R$ 11,7 bilhões em 2016. Entretanto, mesmo com a pequena participação de mercado, a iniciativa privada contribuiu em média com 20% do total de investimentos realizados nestes três anos. O segmento privado possui atualmente R$ 37,6 bilhões de investimentos comprometidos em contrato, dos quais R$ 13,3 bilhões já realizados até 2016. A expectativa de investimento para os próximos cinco anos é de R$ 12,8 bilhões apenas com os contratos já firmados. De acordo com os representantes das duas entidades, a proposta de revisão da Lei do Saneamento (Lei nº 11.445/07) que está sendo encaminhada pelo Governo Federal pode significar uma mudança nesse cenário, não somente em termos do aumento da participação da iniciativa privada no saneamento, como em prol da elevação dos índices de atendimento nas áreas de abastecimento de água e principalmente de coleta e tratamento de esgoto: “as mudanças são bem-vindas e não significam retrocesso ou desestruturação de um setor que nas últimas décadas pouco avançou no atendimento das necessidades mínimas da população”, salientou Paulo Roberto de Oliveira, diretor da Abcon, pontuando que as discussões hoje, ao invés de considerarem uma possível diminuição da participação pública no mercado de saneamento, deveriam, na verdade, privilegiar os ganhos que terão os usuários com a prestação de serviços de melhor qualidade.

12 de abril, 2018
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SANEAMENTO
Setor privado atende a 30 milhões de pessoas

A Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), em parceria com o Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Sindcon), lançaram, no último dia 27 de abril, o anuário “Panorama da Participação Privada no Saneamento 2017”. Segundo o documento, a iniciativa privada atuante esteve em 322 municípios em 2016 (6% do total) e atingiu, direta ou indiretamente, 30 milhões de pessoas (15% da população brasileira). Dos 322 municípios, 72% têm população de até 50 mil habitantes, com os 28% restantes sendo cidades com população superior a 50 mil pessoas. No ano anterior o número de municípios atendidos era de 316. Ao todo as concessionárias privadas estão em praticamente todos os estados brasileiros, com 264 contratos em diferentes modalidades – concessões plenas, parciais e PPP’s -, sendo que as primeiras representam 52% do total. A iniciativa privada investiu R$ 34,8 bilhões em contrato nas atuais concessões, o que representa um aumento de R$ 1,6 bilhão ou 4,95% sobre a estimativa anterior (R$ 33,18 bilhões). Do investimento total, R$ 12,7 bilhões (36,4%) estão previstos para o período entre 2016 e 2020, praticamente o mesmo montante destinado entre 2015 e 2019 (R$ 12,57 bilhões). O investimento já realizado pela iniciativa privada no setor saltou de R$ 9 bilhões para R$ 10,5 bilhões, apurados em 2015, um crescimento de 16,6%. Em 2015, o setor como um todo investiu R$ 12,1 bilhões, volume abaixo do traçado pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), de R$ 15,63 bilhões. A iniciativa privada respondeu por R$ 2,3 bilhões em investimentos em 2015, mantendo sua média de 20% do total investido no setor. O investimento avaliado pelo Plansab para universalizar o saneamento no Brasil já está deficitário, pois inicialmente seria de R$ 15,2 bilhões anuais, e já chegou a R$ 15,8 bilhões por ano, o que representa um valor de investimentos abaixo do esperado e que só tende a atrasar a universalização para algo em torno de 2050. Com o atual nível de investimentos, o Brasil terá aproximadamente 44 milhões de pessoas sem acesso a coleta e tratamento de esgoto em 2033, com um déficit de 132 mil km de rede de esgoto. Para a Abcon, o momento é propício para o debate sobre PPP’s, já que o investimento por parte do poder público está cada vez mais difícil, por conta do déficit público, pelas exigências de responsabilidade fiscal e exaustão do modelo do PAC, que não conseguiu atingir as metas propostas. Uma novidade no Panorama 2017 da Abcon é um capítulo a respeito do saneamento no mundo, que mostra iniciativas privadas bem sucedidas e outras que enfrentaram dificuldades em determinados países. Como bons exemplos, o documento cita Chile e Inglaterra, onde houve uma preocupação de como se preparar a concessão privada e sua regulação. A interferência política e a realização de contratos em que não seja privilegiado o investimento em saneamento, mas sim outros quesitos, são os principais atrasos. Outra novidade é um capítulo dedicado aos gestores públicos. No caso, são apresentadas informações básicas para que prefeituras considerem a iniciativa privada uma parceira para solucionar os investimentos em saneamento, além de ter uma aproximação com a implantação de novas concessões.

4 de maio, 2017
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ÁGUA E ESGOTO
Setor privado investe R$ 12 bilhões para ampliar atendimento

A Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon) e o Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Sindcon) divulgaram, dia 27 de maio, o documento “Panorama da Participação Privada no Saneamento” (Panorama 2015). O anuário mostra que o setor apresentou avanços significativos em itens como população atendida, número de municípios em que atua e, principalmente, investimentos. A expectativa de recursos para 2013, de R$ 1,2 bilhão, foi superada e somou R$ 1,8 bilhão, dobrando o valor investido em 2012, de R$ 959 milhões. Os recursos previstos em contratos para ser destinados às concessões privadas nos próximos cinco anos passaram de R$ 6,5 bilhões para R$ 12,3 bilhões. De acordo o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB), o volume ideal de investimentos no setor seria de R$ 15,2 bilhões por ano, para que fosse possível atingir a universalização dos serviços até 2033. O Mapa das concessões privadas de serviços públicos de saneamento no Brasil passou para 304 municípios, dos quais 76% em municípios com menos de 50 mil habitantes. O setor propôs ao Governo Federal cinco pontos para o setor progredir: 1) Segurança Política, 2) Isonomia Competitiva, 3) Financiamento de Projetos, 4)Parcerias com o Governo Federal e 5) Regulação. O Ministro das Cidades, Gilberto Kassab, disse reconhecer que a participação do setor privado no saneamento ainda é tímida e que é necessário estabelecer parcerias com as empresas. Roberto Muniz, Presidente da Abcon, espera que o setor de saneamento seja prioritário em 2015, apesar da dificuldade financeira e do alerta de "apertar cintos" feitos pela equipe econômica.

28 de maio, 2015