RECURSOS HÍDRICOS

SP Águas celebra um ano com reforma da nova sala de Situação

SP Águas celebra um ano com reforma da nova sala de Situação

Os dados são coletados por meio de radares e postos de controle distribuídos em diferentes regiões do estado, cruzados e analisados diariamente para apoiar decisões e ações de prevenção frente a estiagens e enchentes.

A Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) comemora hoje, 11 de setembro, o primeiro ano de atuação com a inauguração da nova Sala de Situação, totalmente reformada, e com a inclusão de novos equipamentos instalados, assim como em diferentes regiões do estado, para o monitoramento hidrológico. O espaço, localizado na sede da agência em São Paulo, reúne informações estratégicas sobre chuvas, cotas e vazões de rios, balanço hídrico e níveis dos principais reservatórios. Os dados são coletados por meio de radares e postos de controle distribuídos em diferentes regiões do estado, cruzados e analisados diariamente para apoiar decisões e ações de prevenção frente a estiagens e enchentes.

A SP Águas investiu aproximadamente R$ 20 milhões desde sua criação em 2024 no aprimoramento do monitoramento dos recursos hídricos do estado. O trabalho é centralizado na Sala de Situação, onde os dados coletados por radares e postos de controle distribuídos por todo o território paulista são cruzados e analisados diariamente. As informações são compartilhadas por meio de sistemas de consulta e boletins diários com órgãos parceiros, como a Defesa Civil, a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), o CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), o INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), o IAC (Instituto Agronômico de Campinas) e o SAISP (Sistema de Alerta a Inundações de São Paulo), entre outros. “O trabalho que a SP Águas conduz, com prevenção, regulação e fortalecimento do sistema hídrico, garante que não fiquemos apenas na resposta a crises, mas que atuemos na preparação e na segurança hídrica para as próximas décadas. Cada dado produzido, cada protocolo implementado e cada decisão regulatória fortalecem nossas instituições e asseguram que o legado transcenda governos e, mais que isso, se consolide como política de Estado. Esse é o compromisso do Governo de SP e que serve de referência para o Brasil", afirmou Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).

Para a diretora-presidente da SP Águas, Camila Viana, a modernização amplia a capacidade de resposta e a integração da agência com diferentes órgãos de monitoramento. “Com um ano de atuação, a SP Águas se consolida como um marco na regulação hídrica do Estado de São Paulo. A nova Sala de Situação traz mais inteligência, integração e eficiência para o monitoramento das águas paulistas”.

No primeiro ano de atuação, a SP Águas estruturou uma gestão participativa e transparente, com a instalação do conselho diretor, a realização de análises de impacto regulatório e a abertura de consultas públicas e tomadas de subsídio, que reuniram mais de 200 contribuições da sociedade. No período, a agência consolidou a agenda regulatória 2025-2026 e intensificou os diálogos setoriais, ao mesmo tempo em que emitiu 18.949 outorgas e promoveu 8.628 fiscalizações, reforçando sua atuação como órgão regulador. Na gestão de recursos hídricos, a agência modernizou o sistema de cobrança pelo uso da água, com a implantação do boleto on-line, e lançou o Protocolo de Escassez, que orienta a atuação de municípios em períodos de estiagem. Investiu também na modernização do monitoramento, com mais de R$ 20 milhões aplicados na nova Sala de Situação e na rede hidrológica básica do Estado, além da automatização dos boletins hidrológicos e da integração do radar próprio ao Sistema Nacional de Monitoramento de Chuvas (SiBH), no programa “Chuva Agora”.

A SP Águas ampliou o apoio técnico e administrativo aos 18 Comitês de Bacia Hidrográfica e levou o programa Rios Vivos a 70 municípios, com obras e estudos de recuperação, além do plantio e manutenção de 74.950 mudas. Entre os programas estruturantes, destaca-se o Integra Tietê, que já removeu 1,2 milhão de m³ de sedimentos de rios e piscinões – o equivalente a 85,7 mil caminhões basculantes – incluindo a manutenção e limpeza de 27 piscinões da Região Metropolitana de São Paulo, com a retirada de 122 mil m³ de resíduos. No eixo de infraestrutura, a agência acompanhou mais de 20 obras em execução no Piscinão Jaboticabal, lançou o edital para implantação do Parque Salesópolis e coordenou a destinação de R$ 260 milhões para o plano de gestão e manutenção do esgotamento sanitário em Mogi das Cruzes. Além disso, avançou na construção das barragens de Pedreira e Amparo, que somam investimentos de R$ 806 milhões, obras estratégicas para garantir a segurança hídrica de toda a Região Metropolitana de Campinas e do interior paulista.

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