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AMAZÔNIA

TNC e Santander debatem futuro do bioma

O Banco Santander Brasil e a The Nature Conservancy (TNC) promovem. dia 5 de setembro. o evento “O Amanhã na Amazônia é Hoje”, para debater o desenvolvimento econômico sem sacrificar a Amazônia. O evento acontece no Dia da Amazônia, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Na pauta estão temas como a avaliação dos custos social e ambiental dos projetos de infraestrutura realizados na área da floresta e a responsabilidade de quem financia essas obras. O presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, e o head da TNC na América Latina, Joe Keenan, receberão convidados como o pensador Juan Carlos Castilla-Rubio, membro do Conselho Global de Recursos Naturais do Fórum Econômico Mundial, além da presidente do Ibama, Sueli Araújo, e de representantes do agronegócio, setor energético e de comunidades indígenas.

O Banco Santander Brasil e a The Nature Conservancy (TNC) promovem. dia 5 de setembro. o evento “O Amanhã na Amazônia é Hoje”, para debater o desenvolvimento econômico sem sacrificar a Amazônia. 
 
O evento acontece no Dia da Amazônia, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Na pauta estão temas como a avaliação dos custos social e ambiental dos projetos de infraestrutura realizados na área da floresta e a responsabilidade de quem financia essas obras. 
 
O presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, e o head da TNC na América Latina, Joe Keenan, receberão convidados como o pensador Juan Carlos Castilla-Rubio, membro do Conselho Global de Recursos Naturais do Fórum Econômico Mundial, além da presidente do Ibama, Sueli Araújo, e de representantes do agronegócio, setor energético e de comunidades indígenas.

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DIA DA AMAZÔNIA
Instituído em 2007, mas sem motivos de celebração

Instituído desde 2007, o dia 5 de setembro é conhecido como Dia da Amazônia e tem como objetivo voltar à atenção da população para uma das maiores reservas naturais do planeta. O bioma tem sofrido nos últimos anos com o desmatamento, grilagem, queimadas e falta e de retrocessos de políticas ambientais. O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) divulgou novos dados de registros de fogo no bioma que confirmam que os números de focos aumentaram nos últimos quatro anos. Apenas em agosto de 2022 foram registrados 33.116 focos de queimadas, maior valor registrado no mês desde 2010, e que supera até o "Dia do Fogo" (28.060 focos) de 2019. Entre o início de janeiro e o fim de agosto deste ano, o bioma já acumula mais de 46 mil focos. Nos sete primeiros meses de 2022, a Amazônia registrou 5.463,2 km² de desmatamento – área equivalente a quase quatro vezes a cidade de São Paulo, o que representa um aumento de 7,1% em relação ao mesmo período de 2021. Esse também é o maior valor acumulado entre os sete primeiros meses do ano nos últimos seis anos . A floresta amazônica, entre outras coisas, possibilita a geração de energia e o fornecimento de água nas cidades, a formulação de remédios e também é responsável pela qualidade do ar e pela regulação do clima. Sem contar o papel na cadeia produtiva, fundamental para garantir a alimentação de parte dos brasileiros. Em parceria com o FGVces (Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administração da Fundação Getulio Vargas de São Paulo), O WWF-Brasil desenvolveu estudo que mapeia os desafios para o financiamento da infraestrutura sustentável na Amazônia, com o objetivo de fomentar a bioeconomia da região e proporcionar riqueza com proteção socioambiental. A Amazônia precisa de apoio para realizar mais projetos que desenvolvam a região sem prejudicar a natureza no processo, transformando diretamente a vida de milhares de pessoas, além de também salvar o planeta.

5 de setembro, 2022
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COP 25
Ministro defende inclusão econômica

No primeiro dia da COP 25, o ministro do meio Ambiente, Ricardo Salles, defendeu a inclusão econômica da população amazônica brasileira como fator essencial para o êxito de uma política de preservação regional. Segundo Salles, essa é a solução que contorna as abordagens abstratas. O ministro participou do painel “Diálogos entre governos e sociedade civil – reforço a ações conjuntas”, que teve, entre os integrantes da mesa, o prêmio Nobel de química (1995) Mário Molina, e a presidente Executiva do grupo Santander, Ana Botin. Segundo o ministro, a Amazônia, sozinha, se equipara a 16 países europeus, o que só demonstra a magnitude do Brasil. “Precisamos solucionar o problema pelas regras que funcionam no mundo todo: as regras do mercado”, defendeu. Caso essas regras não sejam aplicadas, levando-se em conta a sustentabilidade das pessoas que vivem na Amazônia, e que precisam ser integradas numa perspectiva de prosperidade, o Brasil não conseguirá honrar os compromissos feitos no passado, e menos ainda fazer novos compromissos para o futuro. Na saída, aos jornalistas, o ministro afirmou que é necessário ver quais instrumentos efetivos de pagamento de serviços ambientais já podem ser utilizados a partir de 2020, principalmente para a Amazônia, “muito valorizada por nós e muito bem cuidada também”. Salles se referiu ao compromisso de países desenvolvidos disponibilizarem US$ 100 bilhões anuais aos países em desenvolvimento que promovam o desenvolvimento sustentável. O ministro disse que um dos problemas da Amazônia é não dispor de uma forma de desenvolvimento econômico sustentável que propicie aos mais de 20 milhões de brasileiros que vivem na região uma oportunidade de trabalhar de maneira adequada e ter a sua renda. “Essa é uma questão social muito importante e que tem tudo a ver com a questão ambiental”, disse. A COP 25 acontece entre os dias 2 e 13 de dezembro em Madrid, Espanha. A capital espanhola foi opção após a conferência ser adiada no Chile, por conta dos conflitos nas ruas de Santiago.

10 de dezembro, 2019
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BIOMAS
Ato em defesa do Fundo Amazônia

Um ato em defesa do Fundo Amazônia ocorre no próximo dia 4 de junho, às 17h, em frente à sede do BNDES, na Avenida Chile, 100, Rio de Janeiro. Organizado pela Associação de funcionários do BNDES (AFBNDES) e Associação dos Servidores Federais da Área Ambiental no Estado no Rio de Janeiro (Asibama/RJ), a iniciativa visa sensibilizar a sociedade sobre a importância do Fundo e as ameaças às suas finalidades. Estarão presentes no ato o ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, representantes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia do Brasil (COIAB), Maureen Santos, da Fundação Heinrich Böll no Brasil, Carlos Rittl do Observatório do Clima, a líder indígena, Sônia Guajajara, entre outros. Também participarão ONGs e membros do funcionalismo público. No dia 18 de maio o BNDES afastou a chefe do departamento de Meio Ambiente do Banco por alegações de irregularidades na gestão do Fundo Amazônia feitas pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. As denúncias se mostraram infundadas, sem qualquer investigação, seja interna ou de órgãos de controle que as balizassem, mas a funcionária segue afastada do cargo. Em entrevista à TV Globo, Salles revelou a intenção do governo de utilizar os recursos do Fundo para pagar indenizações por desapropriações de terra em áreas protegidas.

3 de junho, 2019
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BIODIVERSIDADE
Thomas Lovejoy em conferência no Brasil

O Museu do Amanhã, em parceria com a Academia Brasileira de Ciências (ABC), recebeu o biólogo norte-americano Thomas Lovejoy. Referência mundial em ciências naturais e pesquisador da Amazônia há 50 anos, Lovejoy abordou a importância da biodiversidade brasileira para o planeta e as consequências da degradação para as futuras gerações. Lovejoy liderou uma das maiores pesquisas já realizadas no Brasil para mostrar os efeitos da fragmentação dos habitats na biodiversidade. De acordo com especialistas, parte da biodiversidade global está no Brasil, que integra um conjunto de países chamados de megadiversos. Ao todo, o grupo guarda 70% da diversidade da vida do planeta em apenas 10% da superfície terrestre. Entretanto, o Brasil possui longo histórico de degradação e exploração predatório dos seus biomas. Dois deles, a Mata Atlântica e o Cerrado, estão entre os mais ameaçados do planeta, sendo reduzidos a menos 30% de sua vegetação original e com uma alta taxa de extinção de espécies. Atualmente, Lovejoy é professor do Departamento de Ciências Ambientais e Políticas da Universidade George Mason e senior fellow das Nações Unidas. Antes, foi conselheiro chefe da área de biodiversidade do Banco Mundial e ocupou cargos de destaque em diversas organizações internacionais. A conferência abre o workshop realizado pela Academia Brasileira de Ciências e a Academia de Ciências da França, que será realizada nos dias 20 e 21 de setembro, na sede da ABC, também com entrada gratuita.

19 de setembro, 2017
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BIOMAS
No Dia do Cerrado é lançado manifesto

No dia 11 de setembro é celebrado o Dia do Cerrado e organizações ambientalistas lançaram o manifesto: ‘Nas mãos do mercado, o futuro do cerrado: é preciso interromper o desmatamento’. O objetivo é alertar para a destruição de um dos principais biomas brasileiros e de grande diversidade de fauna e flora. Entre 2013 e 2015 o Brasil destruiu 18.962 km² de Cerrado. Isso significa que a cada dois meses o equivalente à área da cidade de São Paulo é destruída no bioma. Neste ritmo, o Cerrado é um dos biomas mais ameaçados do planeta. A principal causa da destruição é a expansão do agronegócio sobre a vegetação nativa. Já são mais de 10 anos com as taxas de desmatamento do Cerrado superando as da Amazônia. O manifesto reúne 40 organizações signatárias, entre elas WWF-Brasil, TNC (The Nature Conservancy), CI (Conservação Internaticional) Brasil, Greenpeace Brasil, IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola). As organizações cobram o cumprimento de compromissos internacionais assumidos pelo Governo, além da criação de instrumentos e políticas para uma produção responsável no Cerrado. Alertam que só cumprir a lei não é suficiente, pois ela autoriza que mais 40 milhões de hectares sejam legalmente desmatados no bioma. O manifesto pede que o governo e o setor privado desenvolvam incentivos e instrumentos econômicos para recompensarem produtores que conservem áreas de vegetação nativa.

12 de setembro, 2017