Publicidade
PRÊMIO

Unidade gaúcha da Fibraplac alcança reuso total de efluentes

Unidade gaúcha da Fibraplac alcança reuso total de efluentes

O processo elimina o descarte de resíduos líquidos e viabiliza o reuso de 100% do efluente, gerando uma economia direta de R$ 560 mil em custos operacionais.

Empresa do Grupo Isdra especializada em painéis de MDF, a Fibraplac acaba de ser reconhecida pela Ecolab, companhia global em sustentabilidade, que oferece soluções e serviços de água, higiene e prevenção de infecções por reutilizar 100% de seu efluente industrial. O destaque foi oficializado por meio do Troféu R3, que reconhece projetos que alcançam resultados excepcionais em recuperação, reutilização e redução de recursos, como água, energia, resíduos e emissão de CO².

A premiação celebra o desempenho alcançado no projeto de estabilização dos parâmetros físico-químicos da Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), que permitiu à unidade operar com excelência e segurança ambiental. O processo elimina o descarte de resíduos líquidos e viabiliza o reuso de 100% do efluente, gerando uma economia direta de R$ 560 mil em custos operacionais.

Conduzido por Rudinei Cabral, analista de compras e Tatiane Souza, líder da estação de tratamento de efluentes, o reconhecimento do projeto reforça o compromisso da empresa com práticas sustentáveis. “Receber o Troféu R3 é um reconhecimento importante do nosso compromisso com eficiência, inovação e sustentabilidade. Reutilizar 100% do efluente não é apenas um resultado técnico, é a demonstração de que é possível crescer com responsabilidade e respeito ao meio ambiente”, afirma Tatiane. A unidade de Glorinha (RS) opera em ciclo fechado, o que permite reutilizar internamente 52,97% da água empregada nos processos industriais. Desde a implantação do sistema, em outubro de 2024, a iniciativa já proporcionou a economia de 331.247.100 litros de água, reduzindo de forma significativa a necessidade de captação externa.

A divisão Nalco Water, da Ecolab, foi a responsável pelo projeto da Fibraplac. O prêmio recebido reforça o compromisso de ambas as empresas com a sustentabilidade e o alto desempenho operacional. “O Prêmio R3 evidencia como inovação, tecnologia e gestão inteligente da água podem gerar resultados concretos. Ao reduzir o consumo hídrico e aumentar a eficiência, contribuímos, em parceria com a Fibraplac, para uma operação mais resiliente e para a proteção de um recurso essencial para todos”, destaca Ricardo Maciel, líder da divisão de Light da Ecolab.

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
RECURSOS HÍDRICOS
Projeto da Imerys gera economia de água

A Imerys desenvolveu o projeto "Recuperação da água de condensação” que gerou economia equivalente a 37 caixas d’água de mil litros. A iniciativa foi premiada no Desafio do Desenvolvimento Sustentável do Grupo Imerys na categoria "Eficiência de Recursos Não Energéticos", concorrendo com projetos de outras 269 unidades industriais da mineradora, no mundo. Em suas operações, a empresa desenvolve programas de melhoria industrial que buscam reduzir ao máximo o desperdício de água, reaproveitando mais de 80% na produção. O supervisor de manutenção da Imerys, Assis Melo, idealizador do projeto, diz sentir orgulho com o prêmio. “Durante o processo de evaporação no porto da empresa, em Barcarena, identificamos que um grande volume de água era descartado para as bacias de rejeito, gerando custos com o tratamento dessa água. Com o projeto, conseguimos reaproveitar a água oriunda dessa evaporação, possibilitando a redução de descarte desse recurso, considerado de boa qualidade”, explica. Segundo Assis, o projeto reflete a preocupação da empresa com um recurso vital para a humanidade, que é água. “Temos, de forma muita clara, que a água é fundamental para a sobrevivência das espécies, sendo indispensável à conscientização de todos para evitar grandes impactos para as futuras gerações”, analisa. Para o supervisor, as boas práticas sustentáveis devem começar em casa, com pequenas atitudes, como reutilizar água para jardinagem e lavagem de veículos e banheiros. “Moramos em uma região abençoada com muita chuva, onde podemos desenvolver pequenos projetos familiares para reutilização dessa água. Quanto mais reaproveitarmos esse recurso, maior será nossa contribuição com o meio ambiente”, sugere.

17 de junho, 2019
Saneamento Ambiental Logo
REUSO
Projeto Aquapolo ganha Prêmio Eco

O projeto Aquapolo para produção de água de reuso industrial, uma parceria entre a BRK Ambiental, a Sabesp, com soluções de IoT da Schneider Electric, recebeu o Prêmio Eco, premiação de sustentabilidade empresarial do País, uma iniciativa da Amcham Brasil que já está na 36ª edição. O Aquapolo utiliza modernos processos tecnológicos e está apto a produzir 1.000 litros de água de reuso por segundo – volume equivalente ao consumo de água potável por cerca de 500 mil pessoas. O projeto não usa tecnologias de ultrafiltração e osmose reversa, ambas com altíssimo grau de automação e controle. Atualmente o Aquapolo fornece, de forma ininterrupta e em conformidade com 20 parâmetros de qualidade, 650 litros de água de reuso por segundo para clientes do Polo Petroquímico do ABC Paulista, no estado de São Paulo. Sensores em Estações Elevatórias da Sabesp medem o nível de toxicidade da carga, e, a partir daí, o esgoto é bombeado até a ETE do ABC. Concluída essa etapa, a vazão seguiria em sua totalidade (2.000 litros/segundo) para o Córrego dos Meninos, mas o Aquapolo capta parte do efluente (650 litros/segundos) e o trata, produzindo água de reuso. Para produzir a água de reuso, a Schneider Electric customizou uma solução de EcoStruxure – sua plataforma e arquitetura de sistema aberta, interoperável e habilitada para IoT que contempla desde produtos conectados a aplicativos, análises e serviços. A empresa implantou tecnologias de software para controle em tempo real do processo de tratamento por membranas de ultrafiltração; software historiador de armazenagem de todos os dados da operação, de forma inviolável; software de gestão da produção que permite integrar dados financeiros a dados de produção para realizar a cobrança aos usuários finais; e solução de inteligência da operação para automação de processos e otimização do tratamento para que o processo se ajuste a alterações em tempo real, reduzindo perdas de energia e reagentes químicos e evitando que os parâmetros da água não atinjam o estabelecido em contrato. A água percorre uma extensão de 17km de São Paulo até uma torre de distribuição em Capuava, em Mauá, onde está o Polo. A partir daí, uma rede de distribuição de 3,6km cuida da entrega para cada um dos clientes. A água disponibilizada – com parâmetros e qualidade determinados pelo próprio Polo Petroquímico – é utilizada para limpar torres de resfriamento e caldeiras, principalmente. "A Schneider Electric, há mais de 40 anos, desenvolve soluções de automação, gestão de energia e tecnologias digitais para o segmento de saneamento por acreditar que os recursos naturais – que são nossa maior riqueza – merecem a mais alta dedicação e tecnologia", comenta Marcos Matias, presidente da empresa para o Brasil. Dentre os benefícios do EcoStruxure, da Schneider, os principais são a redução do consumo de energia em até 30%, o aumento da eficiência operacional em até 25% e a redução do custo de propriedade em 25%.

2 de maio, 2019
Saneamento Ambiental Logo
EFLUENTES
Braskem registra melhor índice de tratamento

Adepta do mais amplo sentido do conceito de sustentabilidade, a Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, investiu de 2002 até 2016 cerca de R$ 280 milhões na gestão de água em suas unidades industriais, em projetos de melhoria da eficiência hídrica. Como resultado, a companhia petroquímica atingiu um recorde em sua história com o índice de 1,11m³/t na geração de efluentes líquidos, o que representa uma melhora acumulada de 41% desde 2002, além de uma economia de R$ 115 milhões com tratamento de efluentes. O valor inclui redução de custos com tratamento de efluentes líquidos e consumo de água, além de ganhos ambientais relevantes para o entorno da empresa e toda a cadeia do plástico. A Braskem informa que em 2016 o índice de consumo de água atingiu 3,93m³/t, registrando uma melhora de 5% desde 2002. O índice é 6,5 vezes inferior à média da indústria química mundial, de acordo com dados do ICCA (International Council of Chemical Associations) - 25,64m³/t (2013). A prática do reuso foi incorporada às operações da Braskem em 2011, ano em que a reutilização da água de chuva, efluente industrial e esgoto doméstico tratado melhorou 27%. Apenas de 2014 a 2016, a companhia reutilizou 25 milhões de m³ de água por meio do Projeto Aquapolo. A iniciativa liberou o consumo de água potável para a região do Grande ABC, em São Paulo, em um volume equivalente a 10 mil piscinas olímpicas. Desde 2015, a companhia integra o Pacto Global e lidera, em conjunto com a Sanasa, um movimento contra o desperdício de água na distribuição, em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável definidos pela ONU. Em 2016, a Braskem também passou a mobilizar toda a sua cadeia de fornecedores na plataforma do CDP Supply Chain Água. A iniciativa foi um passo além para a empresa, que já fornecia informações aos investidores sobre riscos hídricos e gestão estratégica da água por meio do CDP Water.

24 de fevereiro, 2017
Saneamento Ambiental Logo
ÁGUA
Dow recebe prêmio nos Estados Unidos

A Dow recebeu o Prêmio Norte-americano da Água, concedido pela U.S. Water Alliance (Aliança Norte-Americana para a Água). O prêmio reconhece o trabalho da empresa no desenvolvimento de estratégias de gerenciamento de água, oferta de produtos, tecnologias inovadoras e adoção de modelos de colaboração eficazes que tornam essas soluções mais alcançáveis, além da capacitação da sua cadeia de valor quanto ao uso mais sustentável desse recurso natural. Segundo pesquisas da McKinsey & Company e da 2030 Water Resources Group, se o consumo da água continuar no ritmo atual, a demanda global por recursos hídricos superará a quantidade disponível de água em 40% até 2030. Além disso, as Nações Unidas estimam que haverá um aumento na demanda global por água para uso em processos industriais de 400% até 2050. Com estes dados, a Dow decidiu ajudar na oferta de soluções capazes de impulsionar uma economia circular - (reduzir, reutilizar e recuperar) e circuitos hídricos fechados até 2025. “A Dow tem orgulho em utilizar suas tecnologias e expertise para ajudar todos a aproveitarem esse recurso ao máximo. Esse prêmio é apenas um exemplo de como, ao fazer da sustentabilidade parte de sua estratégia de negócios, o valor da natureza pode realmente impulsionar o sucesso dos negócios”, afirma Andrew N. Liveris, CEO e Presidente do Conselho da Dow. A expectativa da Dow inclui diminuir o consumo de água potável em 20% nas unidades industriais localizadas em regiões que sofrem com a escassez de água.

6 de maio, 2016
Saneamento Ambiental Logo
REUSO
Fábrica da Coca-Cola ganha prêmio da Fiesp

A fábrica da Coca-Cola FEMSA de Jundiaí recebeu o Prêmio de Conservação e Reúso de Água da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). A premiação aconteceu no dia 23 de março, em comemoração ao Dia Mundial da Água. Promovido anualmente, o prêmio reconhece os benefícios ambientais, sociais e econômicos de iniciativas do setor industrial. Maior produtora de Coca-Cola do mundo em volume de produção, a fábrica da Coca-Cola FEMSA Brasil de Jundiaí capta, em média, 1,4 litro de água para produzir um litro de bebida, e o que não vai para a garrafa volta ao meio ambiente limpo e tratado. A unidade de Jundiaí conseguiu economia suficiente para abastecer 20 mil residências durante um mês. A fábrica atualmente abastece o principal mercado consumidor da América Latina, composto por cidades das regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas, Baixada Santista, além de Jundiaí e adjacências, que somam cerca de 25 milhões de consumidores. A eficiência no uso dos recursos hídricos é uma preocupação de todo o Sistema Coca-Cola Brasil, que desde 2013 é considerado neutro em água, o que significa que 100% do que usa são repostos no meio ambiente. Em relação à conservação dos recursos hídricos, a Companhia tem uma parceria com a ONG The Nature Conservancy (TNC), coordenadora da Coalizão Cidades pela Água, que tem o objetivo de ampliar a segurança hídrica para 60 milhões de brasileiros em 12 regiões metropolitanas. A Coca-Cola e a Coca-Cola FEMSA fazem parte da Coalizão desde seu lançamento, em novembro de 2015, e em conjunto com outras empresas estão apoiando ações como a recuperação de florestas em áreas essenciais para a conservação de nascentes. “Um dos pilares globais do negócio da Coca-Cola FEMSA é a Sustentabilidade. O cuidado com o planeta e a preocupação com o uso consciente e eficiente dos recursos hídricos, principal matéria-prima dos nossos produtos, reflete o pensar global e o agir localmente da empresa”, diz José Ramón Martinez, Diretor Geral da Coca-Cola FEMSA Brasil. “As pessoas, ao final, que fazem a diferença em qualquer projeto. A iniciativa chamada 3.000 OLHOS foi fundamental para o êxito”, acrescenta José Ramón. Esta ação promove a seus colaboradores o consumo de recursos hídricos de forma racional, levar e multiplicar esses hábitos para suas residências e comunidades em que vivem.

29 de março, 2016
Saneamento Ambiental Logo
TRATAMENTO E REUSO DA ÁGUA
Um investimento recompensador

Por Renato Rossato* Desde o começo da crise hídrica a sociedade vem cobrando respostas para a escassez de água. Dentre os principais questionamentos, a água de reuso é um dos temas recorrentes quando se fala em soluções. Esse recurso tem sido de grande importância para os negócios nos períodos de estiagem e vem ganhando ainda mais força com o atual cenário. Se considerarmos que, segundo a Uniagua, o setor industrial e a agricultura são os principais consumidores de água potável e que seria possível reutilizar, pelo menos, 60% desse consumo com sistemas de reuso. Temos como exemplo nacional o projeto Aquapolo, uma parceria da Sabesp com a iniciativa privada, que distribui água de reuso para 10 fábricas da região do ABC. A economia de água potável equivale ao consumo diário de uma cidade com 500 mil habitantes. A economia é de 2,58 bilhões de litros de água potável por mês. Mas também é possível planejar e instalar estações de tratamento mesmo em locais pequenos, de acordo com o perfil do negócio. Com a reciclagem da água empresas economizam no gasto da água potável, pagando o custo de implantação do sistema para tratamento e reuso da água ao longo do tempo, e com ganhos ainda maiores em um longo prazo. Vamos fazer um cálculo hipotético considerando um negócio médio, que tem um gasto mensal entre água e esgoto de R$ 1.300,00. É possível instalar uma estação de tratamento para reuso em um “cômodo” ou menos e os custos de implantação seriam de aproximadamente R$35.000,00. Se considerarmos um número modesto de economia de água, com o tratamento de 100% da água, a economia chegaria em aproximadamente R$ 972,00 por mês. Assim, em 36 meses é possível recuperar o investimento feito e, daí em diante, essa economia passa a fazer parte dos rendimentos da empresa. Em alguns projetos é possível tratar volumes maiores da água utilizada, para retornos de volumes ainda mais expressivos, como é o caso da Estação de Reabastecimento de Àguas Subterraneas - GWRS na Califórnia, que produz diariamente cerca de 265 mil m³ de água de alta qualidade, conseguindo abastecer cerca de 600 mil residentes do condado de Orange. O importante ao considerar estas soluções é operar com sistemas eficientes de tratamento, além de uma atenção maior às legislações vigentes para o tratamento do esgoto e aquelas que deverão surgir voltadas a potabilidade das águas de reuso, algo que ainda não existe no Brasil. Como em qualquer investimento também é importante considerar as soluções que serão compradas, considerando custos de manutenção, durabilidade, adequação do projeto ao negócio, vida útil dos sistemas, eficiência energética dos equipamentos, entre outros. E ter em mente que qualquer investimento naquilo que diz respeito ao reuso, deve visar, sempre, ganhos futuros, sejam eles econômicos ou ambientais. *Renato Rossato é Engenheiro de Desenvolvimento da REHAU

2 de julho, 2015