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SANEAMENTO

Ceará investe R$ 8 milhões em usina que transforma esgoto em energia limpa

Ceará investe R$ 8 milhões em usina que transforma esgoto em energia limpa

Ceará investe R$ 8 milhões em usina inovadora que transforma biogás e lodo de estações de tratamento em energia limpa. A tecnologia, instalada em Fortaleza, começa a operar em 2026 e pode ser replicada em cidades pequenas e médias.

O Ceará avança em soluções inovadoras de saneamento com a implantação da Usina-Modelo de Valorização Energética de Biogás e Lodo. A iniciativa, desenvolvida pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), concluiu recentemente a fase de auditorias com aprovação integral do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O projeto, com investimento total de R$ 8 milhões (sendo mais de R$ 3 milhões oriundos do BNDES), será instalado na Estação de Tratamento de Esgoto Alameda das Palmeiras, no bairro Pedras, em Fortaleza. A previsão é que a usina inicie operação ainda no primeiro semestre de 2026.

A tecnologia aproveitará biogás e lodo gerados nas Estações de Tratamento de Esgoto para gerar energia renovável, transformando resíduos em fonte de energia limpa dentro das próprias unidades de tratamento. Segundo Thiago Dantas, assistente de Inovação da Cagece, a usina foi concebida com foco em replicabilidade em cidades de pequeno e médio porte. "Com as demandas de ESG e mudanças climáticas, precisamos de tecnologias sustentáveis que aproveitem resíduos", explica.

O projeto integra a linha de pesquisa "Conversão de Resíduos em Biogás", liderada pelo pesquisador Dr. William Magalhães Barcelos, e representa qualidade de vida e sustentabilidade para a população. A Fundação FASTEF exerce papel importante na gestão administrativa e financeira, garantindo segurança jurídica e eficiência na aplicação dos recursos.

Além da geração de energia limpa, a tecnologia contribui significativamente para redução de emissões de gases de efeito estufa, especialmente o metano, considerado ainda mais nocivo ao aquecimento global que o dióxido de carbono. A iniciativa já foi reconhecida nacionalmente pela Associação das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe) pelo caráter inovador e potencial de replicação em outras regiões do país.

Com a implementação da usina, espera-se ganhos diretos para a população, incluindo maior eficiência no sistema de saneamento, redução de impactos ambientais e fortalecimento de políticas de sustentabilidade no estado. O projeto demonstra como a integração entre poder público, academia e iniciativas de pesquisa pode gerar soluções práticas para desafios complexos do saneamento básico.

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