TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

GRA e OLACDE querem acelerar eletrificação renovável para a COP31

GRA e OLACDE querem acelerar eletrificação renovável para a COP31

Memorando assinado em Santo Domingo prevê cooperação em políticas públicas, redes elétricas, armazenamento e mobilização de investimentos na América Latina e no Caribe.

A Global Renewables Alliance (GRA) e a Organização Latino-Americana e do Caribe de Energia (OLACDE) assinaram memorando de entendimento para acelerar a eletrificação renovável e fortalecer a cooperação energética regional na América Latina e no Caribe, durante a conferência Semana de Energia da OLACDE, em Santo Domingo, República Dominicana. O acordo prevê o compartilhamento de conhecimento, eventos e a participação de especialistas em iniciativas conjuntas. A parceria abrange políticas públicas e regulação, redes elétricas, armazenamento de energia e mobilização de investimentos.

Acelerar a eletrificação renovável e contribuir para a agenda regional rumo à COP31 estão entre os temas em discussão na 11ª Semana de Energia da OLACDE, que ocorre de 6 a 9 de outubro em Santo Domingo, República Dominicana. O encontro se baseia nas discussões da Semana do Clima de Nova York sobre eletrificação limpa e a meta de triplicar a capacidade global de geração de eletricidade renovável até 2030. O principal fórum de energia da América Latina reúne autoridades dos 27 países-membros da OLACDE, mais de 200 painelistas e cerca de três mil participantes, entre representantes de governos, empresas e organizações do setor de energia.

A Global Renewables Alliance (GRA) pediu que a eletrificação ocupe um lugar central na agenda energética regional e ajude a definir as posições que a América Latina e o Caribe levarão à 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), em novembro. A transição energética é um dos pilares formais da Agenda de Ação da COP31, definida pela presidência turca. A GRA é uma aliança global voltada para a energia renovável, que reúne governos, empresas, investidores e organizações multilaterais. A matriz elétrica da América Latina e do Caribe já é predominantemente renovável, mas o uso de energia na economia em sentido mais amplo ainda depende de combustíveis fósseis. O Caribe é particularmente dependente uma vez que os combustíveis fósseis respondem por 97% da energia primária e são, em sua maioria, importados. “Para expandir a eletrificação, precisamos aumentar a geração renovável, expandir as redes elétricas e o armazenamento de energia, promover a eficiência e garantir regras estáveis. Governos e empresas precisam coordenar o planejamento, o licenciamento e o financiamento para transformar projetos em realidade. A colaboração mais estreita com a OLACDE facilitará o desenvolvimento de energia limpa segura e acessível para a região”, disse Bruce Douglas, CEO da GRA.

Para Joel Santos, ministro de Energia e Minas da República Dominicana, a América Latina e o Caribe têm recursos extraordinários para se tornarem atores-chave no novo cenário energético global. No entanto, nenhum país pode enfrentar sozinho os desafios que temos pela frente. “A região precisa de mais integração, mais investimento, mais inovação e uma cooperação energética mais profunda para transformar nossos recursos em segurança energética, competitividade e bem-estar”. Andrés Rebolledo, secretário da Organização Latino-Americana e do Caribe de Energia (OLACDE), diz que “a América Latina e o Caribe são a região mais verde do mundo. 70% da nossa eletricidade vem de fontes renováveis. A energia solar e a eólica, em particular, cresceram enormemente e atualmente respondem por 20%, enquanto a hidrelétrica responde por 43% e faz parte da nossa história há muito tempo. Portanto, acreditamos que expandir a eletrificação com energia renovável faz parte da solução para a descarbonização, não apenas para a nossa região, mas também para o mundo, que busca parceiros com essas características.”

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