IA pode ajudar o Brasil a reduzir índice até 2033

A inteligência artificial e a telemetria são apontadas como soluções cruciais para o Brasil atingir a meta de reduzir o desperdício de água para 25% até 2033.
Segundo estudo do Instituto Trata Brasil, o Brasil desperdiça mais de 4 bilhões de m³ de água por ano, cerca de 40% de toda a água produzida, um volume que seria suficiente para abastecer aproximadamente 77 milhões de brasileiros. O governo federal estabeleceu como meta que as cidades reduzam essas perdas para, no máximo, 25% até 2033. Entre os destaques está o uso de soluções que combinam inteligência artificial e telemetria, permitindo o acompanhamento contínuo de dados de consumo e uma atuação mais precisa sobre perdas reais e aparentes. “O desafio de reduzir perdas no Brasil exige uma mudança estrutural na gestão das operações. Hoje, a tecnologia permite sair de um modelo reativo para uma abordagem orientada por dados, em que as decisões são tomadas com base em análises contínuas e mais precisas”, afirma Thiago Rondon, COO e CTO da Group Link One.
Plataformas baseadas em AIoT (Artificial Intelligence of Things) ampliam a capacidade de identificar anomalias, vazamentos e ineficiências operacionais, além de contribuir para o planejamento mais eficiente das equipes de campo e dos investimentos. Esse movimento reforça uma tendência mais ampla de digitalização do setor, em que o valor está cada vez mais na inteligência aplicada aos dados. “A redução de perdas hoje pesa na sustentabilidade financeira das concessionárias e na segurança hídrica das cidades. Quando conseguimos transformar dados contínuos em inteligência acionável, ampliamos significativamente a eficiência e o impacto das operações”, complementa o executivo.
A redução de perdas reflete em ganhos operacionais e tem impacto econômico, ambiental e social. Diminuir o desperdício reduz custos e amplia o acesso à água, além de reforçar a segurança hídrica, tema cada vez mais crítico diante das mudanças climáticas e da pressão sobre os recursos naturais. Com 2033 se aproximando, as concessionárias passam a ter prazo curto para sair dos atuais 40% de perdas e chegar aos 25% exigidos, o que coloca eficiência operacional e uso de dados no centro das decisões de investimento do setor.

