ECONOMIA CIRCULAR

Publicadas diretrizes para reuso de água em diferentes contextos

Publicadas diretrizes para reuso de água em diferentes contextos

Atualmente, apenas oito estados brasileiros possuem normas específicas para reuso de água.

O Instituto Reúso de Água publicou em maio diretrizes técnico-científicas para reuso de águas residuárias em diferentes contextos, com foco na qualidade sanitária para usos potáveis e não potáveis. Apesar da medida, a regulação federal continua fragmentada, uma vez que a Resolução CONAMA 503/2021 trata apenas da fertirrigação industrial, enquanto as resoluções CNRH 54/2005 e 121/2010 estabelecem diretrizes gerais, mas sem padrões sanitários definidos. Atualmente, apenas oito estados brasileiros possuem normas específicas para reuso de água.

Em maio, o PLANSAB lançou o Caderno Temático “Economia Circular no Saneamento” que reúne casos de sucesso de operadoras como Sabesp, Cagece, BRK e Iguá Saneamento com iniciativas que vão desde o reaproveitamento de lodo e a geração de biogás e biometano até ações de redução de perdas e uso eficiente dos recursos. O documento também apresenta o framework WICER, criado pelo Banco Mundial, que propõe indicadores específicos para medir e orientar a circularidade no setor. “Esses avanços regulatórios e metodológicos estão criando um ambiente propício para que empreendimentos em saneamento encontrem novas fontes de receita, reduzam custos e se tornem mais resilientes", avalia Flávia Pedrotti, sócia consultora da Vizca Engenharia e Consultoria e mestre em gestão e regulação de recursos hídricos. "Estamos observando o uso cada vez mais estratégico de resíduos para geração de biogás e biometano, o reúso da água em processos industriais e agrícolas e a busca por maior eficiência em todo o sistema, com benefícios ambientais e econômicos relevantes."

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