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Partidos questionam no STF contrato da Prefeitura

Partidos questionam no STF contrato da Prefeitura

Os partidos consideraram o processo inconstitucional e solicitaram a suspensão da Lei municipal 18.107/2024

O Partido Verde (PV), o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), à Rede Sustentabilidade, Partido dos Trabalhadores (PT) e ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) se uniram para questionar no Supremo Tribunal Federal (STF) a assinatura de um novo contrato de concessão da Prefeitura de São Paulo com a Sabesp - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, que está em processo de privatização. Os partidos consideraram o processo inconstitucional e solicitaram a suspensão da Lei municipal 18.107/2024, que autoriza a celebração de contratos para serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, assim como o contrato de concessão com a Sabesp e o cronograma de privatização da estatal.

O presidente do PV, José Luiz Penna, argumenta que há ausência de estudos técnicos sobre os impactos orçamentários da medida. “Além disso, há a falta de normas de proteção ambiental e ineficácia do regulamento da política tarifária proposta, o que abriria brecha para decisões arbitrárias e deixaria a população mais suscetível a ingerências de governos de ocasião”, explica. Os partidos apontam ainda para uma potencial insegurança econômico-jurídica aos cofres municipais, uma vez que ao término do contrato a Sabesp estaria sob controle da iniciativa privada, podendo deixar a prefeitura responsável por investimentos realizados e não amortizados durante sua vigência. As legendas também argumentam que ao celebrar um contrato com uma companhia prestes a sair do controle acionário do Poder Público é violada a exigência constitucional de se abrir licitação.


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9 de dezembro, 2023
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Sabesp perde concessões em quatro municípios

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) briga na Justiça para continuar a fornecer serviços de saneamento a alguns municípios do interior. Certas prefeituras não tem interesse em renovar os contratos com a Sabesp e já criaram autarquias municipais ou contrataram outras companhias. A Sabesp informou que não está operando temporariamente em Álvares Florence, Cajobi, Embaúba, Iperó e Macatuba por força de decisão judicial. A Prefeitura de Cajobi não pretende renovar contrato com a Sabesp e já contratou os serviços da Semae Ambiental, órgão do município que cuida do abastecimento da cidade; Em Álvares Florence a Sabesp não atua desde 2012. Depois de realizada licitação, a Prefeitura contratou a Datema Ambiental por 30 anos de contrato. A Prefeitura de Álvares Florence alega que não chegou a um acordo satisfatório sobre a tarifa após o fim do contrato com a Sabesp em 2011. A Companhia cobra do município R$ 8 milhões por investimentos realizados na cidade. Com o contrato vencido também em 2011, a Prefeitura de Macatuba assumiu os serviços através do Sisam, uma autarquia municipal. Iperó não quis renovar o contrato em dezembro de 2009, mas voltou a ter os trabalhos da Sabesp no ano passado. A assinatura do contrato definitivo deve acontecer em janeiro de 2016. Já em Embaúba, o município herdou o contrato de Cajobi, da qual era distrito na época da concessão. As cidades se separaram em 1990 e o contrato com a Sabesp venceu em 2006. A Sabesp continuou a operar na cidade (sem contrato até 2013) alegando que tinha feito investimentos que ainda não haviam sido recuperados. A Prefeitura de Embaúba ajuizou ação e conseguiu assumir os serviços por meio de um departamento municipal de água e esgoto. Atualmente, a Sabesp afirma ter 55 contratos vencidos, mas que estão em negociação. A Companhia descarta o risco de descontinuidade na prestação de serviços de água e esgoto nessas regiões. Até 2030 irão vencer outros 37 contratos de concessão. A Sabesp confirmou a renovação com Iperó e diz estar sempre aberta à negociação com os outros quatro municípios, caso queiram o serviço da empresa.

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