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SANEAMENTO

Setor privado reduz em até 29% tempo de manutenção e impulsiona universalização

Setor privado reduz em até 29% tempo de manutenção e impulsiona universalização

Levantamento da ABCON SINDCON revela que as operadoras privadas do setor superam a média de atendimento, investindo em soluções digitais, atendimento itinerante e contato constante com comunidades para aprimorar os serviços prestados.

No Dia do Consumidor, comemorado em 15 de março, um estudo realizado pela ABCON SINDCON, entidade que representa as operadoras privadas do setor, analisou a eficiência no atendimento e na prestação de serviços. A pesquisa mostrou que as operadoras privadas se destacam ao apresentar um desempenho 29% superior à média do setor, conforme dados do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento). As concessionárias privadas resolveram os atendimentos em 39,6 horas, enquanto a média geral do setor foi de 56 horas.

Outro dado importante é que 88% das operadoras privadas oferecem canais de autoatendimento digital, como plataformas online e aplicativos, facilitando o acesso e a comodidade para os consumidores.

Christianne Dias, diretora-executiva da ABCON SINDCON, enfatiza que esses resultados refletem o compromisso das operadoras privadas com investimentos contínuos para melhorar a qualidade dos serviços e acelerar o processo de universalização do saneamento. “Essa agilidade no atendimento contribui para minimizar os impactos na vida da população, garantindo a continuidade dos serviços essenciais”, afirma.

Além disso, um modelo inovador adotado por 60% das operadoras é o atendimento itinerante, com lojas móveis que levam os serviços diretamente até a comunidade. Essa medida amplia o alcance dos serviços, especialmente em áreas com infraestrutura limitada. Por fim, 83% das concessionárias privadas mantêm um relacionamento constante com líderes comunitários, uma estratégia importante para monitorar a qualidade dos serviços e identificar oportunidades de melhoria.

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Setor privado responde por 6% do setor

Segundo estudo lançado pela ABCON/SINDCON, entidade que reúne os operadores privados de saneamento no Brasil, atualmente apenas 325 municípios contam com algum investimento privado. Em 2018, as concessões e parcerias público-privadas (PPP’s) estavam presentes em 322 cidades. O resultado mostra que o segmento privado tem apenas 6% de participação no saneamento, enquanto as companhias estaduais detêm 70% e as companhias municipais, 24%. A iniciativa privada investiu R$ 1,98 bilhão em serviços de água e esgoto em 2017, ou 18,1% do total investido pelo setor de saneamento naquele ano (R$ 10,9 bilhões). Os números revelam que as concessionárias privadas e PPP’s mantêm participação próxima de 20% dos recursos aplicados no setor, mesmo estando presentes em apenas 6% das cidades brasileiras. Com a MP º 868 em debate no Congresso Nacional, a expectativa é que a participação privada aumente substancialmente, já que o setor reduziu o investimento geral, de R$ 11,7 bilhões em 2016 para R$ 10,9 bilhões em 2017, o que representa um decréscimo de 7,8%. Até 2033, o setor precisa atender uma demanda de mais de 100 milhões de pessoas que não possuem tratamento de esgoto. Hoje, seriam necessários R$ 22 bilhões anuais para alcançar a universalização do setor, conforme prevê o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB). A iniciativa privada possui R$ 37 bilhões em investimentos comprometidos em concessões e PPPs, o que equivale a quase quatro vezes a média total investida pelo setor nos últimos anos. Pela primeira vez, o traz um comparativo de investimento em todos os estados onde a iniciativa privada possui concessões ou PPPs de saneamento. O resultado comprovou a maior efetividade dos investimentos privados, o que o SNIS – Sistema Nacional de Informações de Saneamento já havia detectado em seu diagnóstico, divulgado em março. Segundo a ABCON, com base em números do SNIS e do SPRIS (Sistema de Informações do Segmento Privado do Setor Saneamento), a cobertura de água e esgoto entre as concessionárias privadas é superior à média nacional. No caso da água, essa média é de 92,98% em áreas urbanas, mas nos municípios atendidos pelas concessionárias privadas chega a 94,68%. Para coleta de esgoto, a média nacional é de 58,04%, enquanto a média entre as empresas privadas chega a 63,74%.

2 de maio, 2019