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LICENCIAMENTO AMBIENTAL

ABCON SINDCON afirma que veto do PL vai atrasar universalização

ABCON SINDCON afirma que veto do PL vai atrasar universalização

A ABCON SINDCON defende a manutenção da dispensa temporária, conforme aprovado pelo Congresso Nacional por ampla maioria.

A ABCON SINDCON lamenta a decisão do Governo Federal de vetar os dispositivos que dispensam temporariamente o licenciamento ambiental para obras de distribuição de água e coleta e tratamento de esgoto. Para a entidade, a decisão não trata com urgência a relevância estratégica da universalização do saneamento básico no Brasil e poderá atrasar investimentos. A ABCON SINDCON defende a manutenção da dispensa temporária, conforme aprovado pelo Congresso Nacional por ampla maioria. Essa medida é essencial para acelerar a implementação de infraestruturas críticas, garantindo o direito fundamental do brasileiro à saúde, à dignidade e ao desenvolvimento sustentável, sem comprometer a proteção ambiental. "Vamos trabalhar pela derrubada do veto no Congresso Nacional, onde o texto foi aprovado com grande adesão, pois acreditamos que a decisão do governo atrasa os avanços do setor, causa insegurança jurídica e prejudica milhares de brasileiros", avaliou Christianne Dias, Diretora-executiva da ABCON SINDCON, entidade que representa as operadoras privadas de saneamento no Brasil.

Diferentemente de atividades de grandes impactos, o saneamento tem caráter essencialmente corretivo e preventivo, além de contribuir para a redução da poluição e a proteção dos recursos hídricos. A dispensa temporária não implica ausência de controle ambiental, mas a adoção de procedimentos que aceleram obras de baixo impacto, mantendo a fiscalização e a responsabilidade técnica. Apesar disso, desde 2020, apenas quatro obras de saneamento obtiveram licenças ambientais federais. A participação privada tem acelerado os investimentos no setor, mas, atualmente, 39 projetos estão à espera de licenciamento no sistema federal.

A universalização do saneamento básico no Brasil é prioridade para a ABCON SINDCON e reiterada diversas vezes pelo Governo Federal e pelo Congresso Nacional. Existem metas claras para 2033, que visam a garantir abastecimento de água tratada a 99% da população e a coleta e tratamento de esgoto a 90%. Atualmente, milhões de brasileiros não têm acesso a esgotamento sanitário adequado, e boa parte carece até de água potável. A demora na execução dessas obras perpetua impactos ambientais graves, como a poluição de rios, lagos e mananciais, além de problemas de saúde pública, com aumento de doenças infecciosas. “A manutenção do texto original é fundamental para conciliar a celeridade necessária à universalização do saneamento com a proteção ambiental. A demora na implementação dessas obras representa um risco muito maior ao meio ambiente e à saúde pública do que os impactos pontuais que podem ser gerenciados com tecnologias e práticas modernas”, complementa Christianne Dias. A ABCON SINDCON apela ao Congresso Nacional para que derrube o veto e priorize a vida, a dignidade e o bem-estar de milhões de brasileiros, garantindo que o Brasil avance rumo a um futuro mais justo e sustentável.

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Abetre favorável a manutenção dos vetos

A Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre) encaminhou manifesto aos senadores e deputados federais e à população brasileira defendendo a manutenção dos vetos do presidente Jair Bolsonaro no texto do Marco Legal do Saneamento Básico (Lei 14.026/2020). "A posição da entidade baseia-se na necessidade de o País, urgentemente, universalizar os serviços de saneamento básico", pondera o documento. A entidade comenta no manifesto que os números brasileiros assustam, pois, ainda hoje existem 100 milhões de brasileiros vivendo sem coleta e tratamento de esgoto, 35 milhões sem água potável, 3.257 lixões ainda em plena atividade no País e afetando 77,5 milhões de pessoas, com um custo ambiental e de saúde da ordem de US$ 1 bilhão/ano, além dos graves problemas de drenagem, especialmente nos centros urbanos mais populosos, que a cada ano registram marcas negativas, além de vidas humanas que são perdidas em razão de enchentes que ocorrem pela falta de ações e obras adequadas. A Abetre considera que os vetos possam possibilitar avanços para que o Marco Legal do Saneamento ofereça a oportunidade de implementação rápidas de ações para solucionar os problemas existentes. “Um dos problemas graves, caso sejam derrubados, seria a prorrogação por longo prazo de contratos atuais, sem adoção de instrumentos de licitação. Isso atrasaria muito a solução dos graves gargalos existentes nos serviços de água, esgoto, drenagem, coleta e destinação final do lixo”, alerta a entidade. No manifesto, a Abetre afirma que o Brasil avançou pouco em 40 anos no setor de saneamento básico, e que é preciso oferecer à sociedade ações adequadas para a universalização dos serviços. “Não queremos afastar players das ações necessárias para resolvermos os problemas, mas entendemos que as condições entre o público e o privado devam ocorrer em ambiente de igualdade, com total transparência nos processos licitatórios, sem privilégios para ninguém", enfatiza o documento. Um dos vetos presidenciais mais impactantes no texto do Marco do Saneamento diz respeito ao artigo 20, que havia excluído os serviços de coleta, tratamento e destinação dos resíduos sólidos urbanos das novas regras de licitação. "Para tornar clara a gravidade dos problemas que a volta desse artigo causaria ao meio ambiente e à sociedade, é importante entender como vinha funcionando a delegação dos serviços até a sanção da nova lei", ressalta Luiz Gonzaga, presidente da Abetre: "O poder público podia optar pelo modelo denominado contrato de programa. Tal modalidade permitia que empresas estatais fossem contratadas sem licitação e, portanto, sem a saudável concorrência privada, levando à acomodação e, em muitos casos, à precarização dos sistemas”. O Artigo 20, porém, excluiu a coleta, tratamento e destinação do lixo, mantendo esse importante avanço apenas para água e esgoto. "O veto, portanto, atende a uma prioridade dos brasileiros", afirma Luiz Gonzaga. Atualmente, o Brasil possui 3.257 lixões espalhados pelo País, ameaçando a saúde e a qualidade ambiental de 60 milhões de pessoas. “Por tudo isso, esperamos que o Congresso Nacional mantenha os vetos presidenciais no Marco do Saneamento", conclui Gonzaga.

22 de setembro, 2020