SANEAMENTO

Copasa entra na etapa final de pacote de R$ 23,2 milhões em esgoto em Diamantina

Copasa entra na etapa final de pacote de R$ 23,2 milhões em esgoto em Diamantina

A Copasa avança na etapa final de um pacote de R$ 23,2 milhões para ampliar o sistema de esgoto em Diamantina, com obras no bairro Maria Orminda beneficiando 336 moradores e eliminando o lançamento de esgoto bruto.

A Copasa iniciou as obras de esgotamento sanitário no bairro Maria Orminda, em Diamantina (MG), como parte da terceira e última etapa do programa de ampliação do sistema de esgotos da cidade histórica do Vale do Jequitinhonha. A frente no bairro recebe R$ 450 mil e vai atender 336 moradores com redes coletoras interligadas ao interceptor que conduz os efluentes à estação de tratamento de esgoto (ETE). A intervenção substitui as fossas residenciais e elimina o lançamento de esgoto bruto no solo e nos cursos d'água locais. Segundo a companhia, a coleta no bairro chegará a 99% com a conclusão da obra, prevista para o fim de 2026.

A terceira etapa, cuja ordem de serviço foi assinada em agosto de 2025, soma R$ 14,4 milhões e prevê 7.154 metros de redes interceptoras e 6.277 metros de redes coletoras em 11 bairros: Casaca Parda, Cazuza, Pedra Grande, Presidente, Fátima, Rio Grande, Glória, Jardim, Consolação, Ouro Fino e Palha. São cerca de 13,4 quilômetros de tubulação para beneficiar aproximadamente 8 mil moradores, com término previsto para maio de 2027. No lançamento, a Copasa estimou a geração de 600 empregos diretos.

O programa começou em 2021. A primeira etapa, executada entre janeiro e setembro daquele ano, recebeu R$ 5,5 milhões e ampliou o sistema na bacia do córrego do Rio Grande, beneficiando 3.590 pessoas. A segunda, entre agosto de 2022 e novembro de 2023, somou R$ 3,3 milhões e atendeu 3.839 moradores dos bairros Rio Grande, Pedra Grande, Arraial dos Forros e Presidente. Com a etapa atual, o investimento total chega a R$ 23,2 milhões para cerca de 15,4 mil pessoas, o equivalente a aproximadamente R$ 1,5 mil por morador atendido.

O custo por habitante cresce na fase final. Na segunda etapa, o investimento ficou em torno de R$ 860 por morador; na terceira, sobe para cerca de R$ 1,8 mil. A diferença acompanha o perfil das obras: a etapa concluída em 2023 teve pouco mais de 800 metros de interceptores, enquanto a atual prevê mais de 7 quilômetros dessas tubulações, que correm ao longo dos córregos e estruturam o transporte do esgoto até a ETE.

Diamantina tem 47.702 habitantes, segundo o Censo 2022, e já praticamente universalizou o abastecimento de água, com índice de 99,99%. No esgoto, o quadro é outro: a Copasa informa atendimento de 54,09% no município, e projeta que o índice de coleta e tratamento passe de 51,34% para mais de 70% ao fim das obras. A companhia não esclarece a diferença entre os dois percentuais divulgados. Em qualquer dos casos, mesmo após a conclusão do pacote, a cidade ainda ficará cerca de 20 pontos percentuais abaixo da meta de 90% de esgoto coletado e tratado fixada pelo Marco Legal do Saneamento para 2033.

Além dos ganhos sanitários e ambientais, a ampliação do tratamento habilita o município a receber recursos do ICMS Ecológico, mecanismo mineiro que repassa parte do imposto a municípios com investimentos em saneamento e conservação. Para Diamantina, cujo centro histórico é Patrimônio Mundial da Unesco desde 1999, o componente turístico pesa na conta. “Em uma cidade com relevância turística como Diamantina, a infraestrutura de saneamento também desempenha papel estratégico na preservação dos recursos naturais e na qualificação do ambiente urbano para moradores e visitantes”, afirma Vagner Ramos, gerente regional da Copasa.

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